domingo, julho 08, 2012

Ernest Borgnine (1917 - 2012)


"Where can we find the great actors we had yesteryear, guys like Spencer Tracy and Gary Cooper and Edward G. Robinson? You know, I was talking to Lee Marvin the other day and we agreed that we were the last of a breed. We're the last who had the opportunity of working with these fine actors. I feel very humble. It makes me feel that I've got to try that bit harder."



Meu filme favorito estrelado por ele:



Obrigado por tudo, velho amigo.

quarta-feira, julho 04, 2012

terça-feira, julho 03, 2012

Feliz Aniversário, Bolo Yeung!


66 anos de idade. E chutando bundas no cinema pelos últimos 42! 


Veremos o "Hércules Chinês" de volta à ação no próximo filme de Art Camacho, TRIGGER REACTION, cujas filmagens devem começar ainda em 2012. Outras figuras ilustres já estão confirmadas no elenco: Cynthia Rothrock, Richard Norton, Matthias Hues e Oleg Taktarov. O longa é produzido pelo dublê e artista marcial Tony De Leon que também interpretará um dos personagens principais.

Página oficial de TRIGGER REACTION no Facebook

segunda-feira, junho 25, 2012

Trailer de FOXFUR, novo filme de Damon Packard


Foi divulgado o primeiro trailer para FOXFUR, o aguardado novo filme de Damon Packard, responsável pelo impressionante REFLECTIONS OF EVIL. A produção terá a sua estréia mundial no próximo dia 21 de julho no Egyptian Theatre em Los Angeles, aonde será exibida na companhia de outros dois filmes do realizador: SPACEDISCO ONE e LOST IN THE THINKING.


Informações: http://www.americancinemathequecalendar.com/content/foxfur-spacedisco-one-lost-in-the-thinking

Matéria do LA Times sobre o crescimento dos "mockbusters"

"I tell them they can shoot in L.A. with a crew of 30, or go anywhere in the world with a crew of five, and if one camera breaks down, you're screwed." - David Michael Latt

Low-budget knockoff movies benefit from Hollywood blockbusters


Os três últimos mockbusters da The Asylum

Cammell, Hopper, Jodorowsky, Anger


domingo, junho 24, 2012

Em primeira mão, Brian Trenchard-Smith fala sobre o início das filmagens de DECEPTION

Tenho o prazer de ter o contato de alguns realizadores cujo trabalho eu sou seguidor confesso desde a minha adolescência, que foi um período de extrema influência na minha formação cinéfila. Brian Trenchard-Smith é um deles. Quando eu soube que ele estava na Austrália se preparando para as filmagens de DECEPTION, seu novo filme estrelado por Emmanuelle Vaugier e Cuba Gooding Jr., perguntei a ele se poderíamos compartilhar algo com o público. Poucas semanas depois daquela conversa, traduzo e compartilho a mensagem que recebi hoje de Brian com os leitores do blog.

BTS: As filmagens começam amanhã com equipe reunida às 06:15 neste resort excelente que irá dublar a mansão de um fraudador estilo Bernie Madoff que está sob prisão domiciliar. 

DECEPTION é outro dos meus coquetéis de gênero misturando ação e suspense com uma "whodunit?" (Nota: termo usado para histórias policiais que só revelam os culpados pelos crimes no final). As cenas de amanhã envolverão a co-estrela Emmanuelle Vaugier como uma viúva e repórter dos EUA que está na pista de quem matou seu marido em uma marina na Costa do Ouro, na Austrália. Todos aqui têm sido muito úteis com as locações. É ótimo filmar a Costa do Ouro como a Costa do Ouro ao invés de filmar na Flórida, para variar. Cuba Gooding Jr. se junta a equipe no próximo fim de semana, interpretando um duro e lacônico agente do FBI. 

É o meu 42º filme. É sempre uma correria.

Emmanuele Vaugier e Cuba Gooding Jr., astros de DECEPTION
Obrigado, Brian!

quarta-feira, junho 20, 2012

Mais partidas...

2012 tem sido um péssimo ano para os amantes do cinema.
Os blogs tornaram-se verdadeiros obituários. 
Dá um tempo, Dona Morte!

Richard Lynch
(1936 - 2012)

Jorge Timm
Susan Tyrrell
(1945 - 2012)
Obrigado.

quinta-feira, junho 14, 2012

Carlos Reichenbach (1945-2012)


Não tenho palavras para agradecer a presença desse grande homem em minha vida. Uma das primeiras pessoas que me fizeram acreditar que estava fazendo algo de valor, quando passei a dedicar algum tempo de minha vida escrevendo e divulgando cinema, principalmente de gênero.

Só tive o prazer de encontrá-lo uma vez pessoalmente, no Cine-PE de 2005 quando ele exibiu "Bens Confiscados". Fiquei acanhado para chegar junto e apertar a sua mão. As pessoas que estavam comigo na sessão disseram para eu ir e fui. Cheguei junto, apertei sua mão e disse: "Carlão, obrigado por essa bela sessão de cinema." Depois me apresentei como "o Osvaldo de Recife" e um dos meliantes que escreviam no - hoje extinto - site Erotikill, que ele curtia ler e tinha na parte de links em seu blog. Ele foi o amor de pessoa que eu sempre tinha ouvido falar. Não só naquele dia, mas em todas as vezes que falamos virtualmente com o outro nos últimos anos.

 Obrigado por tudo, Carlão. Descanse em paz.

Leia a homenagem escrita pelo amigo Ailton Monteiro no DIÁRIO DE UM CINÉFILO

quarta-feira, junho 06, 2012

Ray Bradbury (1920-2012)

Dois trechos selecionados de FAHRENHEIT 451: 
"...você sabe por que livros como este são tão importantes? Porque têm qualidade. E o que significa a palavra qualidade? Para mim significa textura. Este livro tem poros. Tem feições. Este livro poderia passar pelo microscópio. Você encontraria vida sob a lâmina, emanando em profusão infinita. Quanto mais poros, quanto mais detalhes de vida você conseguir captar numa folha de papel, mais 'literário' você será. Pelo menos, esta é a minha definição. Detalhes reveladores. Detalhes frescos. Os bons escritores quase sempre tocam a vida. Os medíocres apenas passam rapidamente a mão sobre ela. Os ruins a estupram e a deixam para as moscas. Entende agora por que os livros são odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida."


“– Todos devem deixar algo para trás quando morrem, dizia meu avô. Um filho, um livro, um quadro, uma casa ou parede construída, um par de sapatos. Ou um jardim. Algo que sua mão tenha tocado de algum modo, para que sua alma tenha para onde ir quando você morrer. E quando as pessoas olharem para aquela árvore ou aquela flor que você plantou, você estará ali. Não importa o que você faça, dizia ele, desde que você transforme alguma coisa, do jeito que era antes de você tocá-la, em algo que é como você depois que suas mãos passaram por ela. A diferença entre o homem que apenas apara gramados e um verdadeiro jardineiro está no toque, dizia ele. O aparador de grama podia muito bem não ter estado ali; o jardineiro estará lá durante um vida inteira.”

Obrigado.

quinta-feira, maio 31, 2012

O ESPECIALISTA (Gli Specialisti aka Le Specialiste, 1969, ITA/FRA/ALE)


A importância de Sergio Corbucci para o ciclo dos Spaghetti Westerns é algo indiscutível. DJANGO, O VINGADOR SILENCIOSO, COMPAÑEROS e OS VIOLENTOS VÃO PARA O INFERNO são verdadeiras obras-primas que nenhum admirador do subgênero pode deixar de assistir. Até mesmo filmes menores como JOE, O PISTOLEIRO IMPLACÁVEL e MINNESOTA CLAY tem o seu interesse garantido por conta da força de Corbucci na condução de suas histórias. O ESPECIALISTA é um de seus melhores trabalhos como diretor, mas infelizmente também não deixa de ser um dos filmes mais obscuros e menos comentados de toda a sua filmografia.

O ótimo elenco da produção é liderado pelo astro e cantor francês Johnny Hallyday – em seu único faroeste – que interpreta Hud, famoso pistoleiro que busca a verdade por trás da morte de seu irmão, acusado de roubar uma enorme quantia de dinheiro do banco para o qual ele trabalhava na pequena cidade de Blackstone sendo morto através de linchamento. Hud mata um punhado de capangas do violento “El Diablo” (Mario Adorf) antes de se dirigir ao local, deixando apenas um sobreviver para contar a história. O xerife de Blackstone (Gastone Moschin, de O CONFORMISTA e CALIBRE 9) tem recolhido os armamentos de sua população após o cruel acontecimento. Todos sabem que Hud está para chegar no local com um intenso desejo de vingança, mas antes de cumpri-la, o sujeito quer respostas para todas as suas perguntas. O problema é que ele não tem como confiar em absolutamente ninguém com exceção de Sheba (Sylvie Fennec), ex-namorada do irmão. Outra marcante presença feminina é Virginia Pollywood (Françoise Fabian), viúva que herdou o banco da cidade de seu falecido marido e alguém que conheceu Hud quando ambos eram mais jovens.


Por sua natureza mais sombria e melancólica, locação anti-convencional (os Alpes) e poucos momentos de humor, O ESPECIALISTA lembra e muito O VINGADOR SILENCIOSO. O íntegro xerife de Gastone Moschin, por exemplo, nunca é levado a sério pelos outros personagens e acaba sendo o alívio cômico da produção, papel que fora de Frank Wolff no filme anterior, realizado em 1968. Numa passagem do longa, Hud concorda em ir para a cidade desarmado, mas a proposta do homem da lei parece não gerar muitos resultados já que alguns dos cidadões de bem dão as boas-vindas ao nosso anti-herói com tiros de rifle minutos depois de sua chegada. Eles terminam baleados pelos rápidos e certeiros disparos da pistola que Hud “toma emprestada” do coldre do xerife.


Corbucci estava muito inspirado quando realizou O ESPECIALISTA. O espectador pode ouvir o vento uivar nos encontros de Hud no casebre isolado onde Sheba reside com o seu pai bêbado e ausente. São cenas que duram poucos minutos, mas esse pequeno detalhe no trabalho de som reforça todo o sentimento de solidão e abandono pelo qual a moça está passando. Também é curiosa a presença de quatro jovens que são verdadeiros hippies, numa bela maneira que o realizador encontrou de contextualizar o filme com o tempo em que ele foi realizado. A princípio, tratam-se de personagens gratuitos, sem maior importância na narrativa, mas são eles que farão o final ser ainda mais inesquecível.

Quem já acompanhou diversos exemplares do bom e velho bangue-bangue italiano sabe que ele é notório por lidar com o Oeste americano de uma maneira que o cinema clássico hollywoodiano jamais tinha feito. São produções que retratam um mundo sem piedade para com as pessoas de boa índole e que fazem de tudo para que a lei seja cumprida. Um mundo em que você deve atirar nas costas de seu inimigo assim que tiver a primeira oportunidade. Em O ESPECIALISTA, não é nada difícil se sentir parte desse universo. Belíssimo filme.


Curiosidade: David Webb Peoples, roteirista de OS IMPERDOÁVEIS, certamente deve ter assistido a O ESPECIALISTA. A partir de sua entrada em cena, “El Diablo” está sempre narrando os seus feitos (reais e irreais) para um rapaz que escreve tudo em um diário, personagem que remete ao repórter de Saul Rubinek no clássico dirigido e estrelado por Clint Eastwood.

quinta-feira, maio 24, 2012

CALVÁRIO no Cineclube Dissenso, 26/05


Neste sábado, 26 de maio, às 14h, o Cineclube Dissenso exibe um dos filmes que melhor representa a nova safra do cinema de horror europeu: o belga “Calvário” (2004), de Fabrice Du Welz. Premiado em Festivais especializados no gênero, a obra nos apresenta um cantor (Laurent Lucas) que tem sua van quebrada e consegue abrigo numa pequena e estranha vila. Envolvido pelo administrador da pousada em que se hospeda, ele descobre que não mais poderá abandonar o lugar, ficando aprisionado num pesadelo sem fim. “Calvário” tem a participação especial de Brigitte Lahaie, ícone do cinema pornô francês e igualmente musa nos filmes de gênero. A sessão, que marca a entrada de Osvaldo Neto no quadro de curadores do Cineclube Dissenso, ocorrerá na Sala João Cardoso Aires, sendo imediatamente seguida de debate aberto ao público. A entrada é franca. 



SERVIÇO
Cineclube Dissenso
Calvário (Bélgica/França/Luxemburgo, 2004) de Fabrice Du Welz
Sábado, 26 de maio de 2012, às 14h, com debate após a sessão. 


Fundação Joaquim Nabuco
Rua Henrique Dias, Derby, 609
http://dissenso.wordpress.com

domingo, maio 20, 2012

Entrevista com o diretor e roteirista Todd E. Freeman (CELL COUNT)

 
Na contagem regressiva para a estréia mundial de "Cell Count" hoje no Fantaspoa, eis a versão integral da entrevista que conduzi com Todd E. Freeman. Ela foi publicada na última segunda-feira na Folha de Pernambuco. 

Há 11 dias, a capital do Rio Grande do Sul acompanha o VIII Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, o Fantaspoa, que já é considerado o mais sério e completo evento do gênero no Brasil. Até o próximo domingo (20) serão apresentados mais de 150 filmes entre longas e curtas-metragens, de mais de 28 países. Quem encerra o evento é o diretor norte-americano Todd E. Freeman, que irá fazer o lançamento mundial de seu mais novo filme, “Cell Count”, seu sexto longa-metragem. Escrito e dirigido por Todd, a obra fala de um homem que aceita que sua esposa seja submetida a um tratamento experimental por causa de uma doença fatal. Em pouco tempo, o casal se encontra em quarentena numa prisão junto a seis pessoas. Todas elas desconhecem que estarão sujeitas a uma cura que será pior do que a própria doença.

Dos EUA, Todd conversou com a Folha de Pernambuco sobre as expectativas, suas produções anteriores e a parceria com o irmão Jason, outro realizador que vem chamando atenção no cenário independente norte-americano.


01 – Como você foi infectado pela doença do “fazer cinema”?

A forma como você usou as palavras doença e infecção em relação ao “fazer cinema” é muito divertida. Meu irmão, irmã e eu fomos todos “infectados” com a "doença do cinema” muito cedo em nossas vidas. Meu pai colecionava cópias em 16MM de filmes clássicos e nos fazia sentar em frente a tela e contava todas as histórias dos sacrifícios que os cineastas tiveram para os filmes serem feitos. Nosso pai é um Ministro Batista, assim como um ávido cinéfilo… e foi a combinação dos dois que fez nos encontrarmos no mundo do cinema. Eu ia para a igreja três vezes na semana e então nas noites de sexta-feira a gente se sentava, assistia “A Noite dos Mortos Vivos” e escutava como George Romero e companhia sofreram para fazerem os seus sonhos se tornarem realidade. Uma incrível, porém meio estranha, maneira de ser criado. Eu não desejaria que tivesse sido de outra maneira.

02 – Podemos dizer que seu irmão Jason sempre esteve com você desde o início?

Sim. Jason começou a fazer filmes quando ele tinha por volta dos 10 anos e eu era o ator nesses primeiros filmes dele. Ele fez um filme quando tinha 20 em 16MM, assim como eu também fiz e passamos alguns anos estudando na escola de cinema juntos. Então nos mudamos para Portland 10 anos atrás… e desde então, temos produzido intensamente. Ele geralmente escreve e dirige os seus filmes e eu co-produzo e co-fotografo com ele e daí ele faz o mesmo para os filmes que escrevo e dirijo.


03 – Fale sobre as suas maiores influências como realizador.

Meus favoritos são os filmes de Brian DePalma, John Carpenter, FW Murnau e Woody Allen mas influência é uma palavra forte. Eu diria que como roteirista sou mais influenciado por Westerns e Noir mas como diretor, sou atraído por qualquer gênero que você imaginar. Eu diria que sou influenciado por cada filme que assisto... e tento sempre ver o máximo que posso.

04 – Seu pai, Dale Freeman, é um autor respeitado. Ele pode ser considerado uma grande influência no seu trabalho e no de seu irmão? 

Com certeza. Nosso pai é a maior razão pela qual fazemos filmes. Ele gosta de dizer para todo mundo que é a pessoa mais importante no set, já que ele é o Produtor dos Diretores.


05 – Seu primeiro longa é um filme de horror chamado “Reynard The Fox”. O gênero sempre foi um de seus favoritos? 

Filmes de Terror e Suspense são provavelmente os meus favoritos, junto aos Westerns e Noirs. Gosto de personagens em perigo, anti-heróis e fortes antagonistas. Filmes que te fazem cair o queixo e nunca sentir que você está no controle... filmes que te levam numa jornada e deixam você saber bem cedo que nenhum personagem está seguro e que as regras serão atiradas pela janela.






06 – Como é o relacionamento entre você e Jason durante todo o processo de fazer um filme, da pré-produção ao corte final?

Normalmente, escrevemos os nossos filmes pessoais ao mesmo tempo. Então nos dedicamos ao financiamento e depois, pré-produção. Nossos dois últimos filmes, “Cell Count” e “The Weather Outside”, foram gravados simultaneamente no curso de três meses. Produzimos e filmamos os dois filmes juntos. Eu sou o diretor e roteirista de “Cell Count” e Jason escreveu e dirigiu “The Weather Outside.”



07 - “Wake Before I Die” é o seu primeiro filme dirigido em parceria com Jason. Nós veremos isso acontecer mais vezes no futuro?

Estamos adaptando outro livro do nosso pai para um roteiro agora mesmo. Está em desenvolvimento e será o nosso próximo filme. Nós esperamos co-roteirizar e dirigir muitas das adaptações literárias do nosso pai... mas “The Rest of Us” será o próximo.



08 – Você gosta de trabalhar sempre com a mesma equipe de outros projetos? 

Creio que com o crescimento dos orçamentos nós precisaremos de uma equipe maior. Para termos a nossa visão bem refletida na tela deveremos contar com uma equipe maior e, em alguns casos, mais experiente. Mas sim, claro, tenho um grupo muito próximo de pessoas que espero continuar trabalhando por muitos e muitos anos. É um cliché muito usado no ramo do cinema, mas nós realmente somos uma família e nos amamos muito. Você precisa amar um ao outro para ficar preso numa cadeia por 23 dias de filmagens no meio do inverno.


09 - Depois de “Reynard the Fox”, você escreveu e dirigiu dois dramas criminais, “Two Fisted” e “Pray for Hell” (aka Come Hell or Highwater). Como foi a experiêcia de fazê-los? 

Esses dois longas foram as minhas primeiras experiências fazendo o que eu chamo de "Filmes Narrativos". Eu queria muito aprender a contar melhor uma história do início ao fim e ter a audiência embarcando na jornada. Acredite... se você assistiu a algum desses filmes... você pode não acreditar que esse era o meu objetivo mas isso me ensinou tudo o que sei hoje sobre o fluxo narrativo em contar uma história. Trabalhei com atores profissionais pela primeira vez e sou muito grato por quem acreditou em mim cedo na minha carreira. Eu era um cãozinho pequeno e fui encorajado a acreditar que poderia fazer de tudo em relação a produzir filmes.


10 – “Cell Count” é seu retorno ao cinema fantástico. Você pode descrever como foi o processo criativo de escrever o roteiro para ele?

Sim. É o meu retorno ao cinema fantástico, aonde tudo começou para mim. Há 8 anos atrás, a minha mãe foi diagnosticada com Cancer... um tumor explodiu e basicamente se espalhou pelo seu tórax. Tudo o que eu poderia imaginar é se existia algo que pudesse ser colocado nela... algo que comeria toda a doença e reconstruiria o tecido saudável. Eu estava em choque e foi assim que decidi lidar com tudo isso. Examinando meus sentimentos sobre uma doença incurável, a sensação de desespero e inventando minha própria maneira de curá-la. Naqueles tempos o meu amigo produtor, Doug Baum, chamou essa minha idéia para fazer um filme de "O Enigma de Outro Mundo 2" e ela foi deixada de lado por alguns anos. Nos últimos dois anos, eu sabia que esse seria o meu próximo projeto porque esse amigo e produtor faleceu e eu queria fazer, o que ele chamava, de "O Enigma do Outro Mundo 2" uma realidade e celebrar o Fantástico em sua honra.


11 – Julgando pelo trailer, as atuações são um grande ponto positivo em “Cell Count”. Encontrar um time dedicado e profissional não é tão fácil como as pessoas geralmente pensam. Também podemos notar dois atores bem experientes no elenco de apoio: Ted Rooney e Daniel Baldwin. Foi algo diferente para você como um diretor de atores, considerando seus projetos anteriores? 

Sim... as atuações em "Cell Count" precisavam ser muito boas ou ninguém se importaria pelo filme. Foi muito importante para mim que cada ator no filme estivesse perfeito em seu papel. Escrevi esses dois personagens para Ted e Danny. Fizemos testes para os personagens de Sadie Carpenter e William Wallace mas todos os outros papéis foram escritos com certos atores em mente. Sempre me considerei um diretor e roteirista de atores. Amo eles e respeito mais o seu trabalho que eu posso explicar. Todo e cada ator em "Cell Count" é 100% responsável pelo sucesso que o filme tem. Os atores são a razão pela qual ele funciona. Estou em débito com eles para sempre. Deve ser lembrado que eu estrelei no meu primeiro longa, "Reynard the Fox"... mas a cada filme que faço, mais eu noto que preciso de contratar pessoas que são tão apaixonadas quanto eu para tomar conta de certas funções. Atuação foi a primeira coisa que eu deixei de lado. Em nossos próximos filmes esperamos juntar forças com um diretor de fotografia assim como possíveis editores.

12 – O visual de “Cell Count” também é uma atração do filme. Ele foi gravado em HD?

Nós possuímos uma câmera Red One Mysterium X e temos orgulho em tê-la usado em nossos dois filmes mais recentes. Uma câmera e experiência impressionante, no geral.



13 – O que virá a seguir para Todd e Jason Freeman (Polluted Pictures)? 

Estamos adaptando o livro de nosso pai “The Dinetah Tapes” que será feito para a sua produtora, a Highland International Pictures. Logo depois voltaremos a trabalhar em nossos filmes pessoais novamente. O meu é um faroeste moderno. O de Jason é uma comédia de humor negro. Os dois filmes... como "Cell Count" e "The Weather Outside"... deverão explodir a mente das pessoas e provavelmente "infectar" cinéfilos do mundo inteiro com a "doença" do cinema por muitas gerações.

14 – Este é o seu espaço para enviar uma mensagem aos leitores e todos os fãs de cinema independente de gênero no Brasil.

Filmes são feitos para serem compartilhados. Você pode imaginar se Lumiere escondesse a sua câmera ou se Edison não tivesse projetados aquelas imagens para ninguém com exceção de amigos e família? E se eles tivessem feito do cinema um segredo nunca compartilhado com o resto do mundo? O que é incrível sobre os filmes é que eles são uma das poucas coisas do mundo que foram criadas para serem compartilhadas no mundo inteiro. Não importa a cor de sua pele ou a sua linguagem: Os filmes são feitos para todos nós e criados sem fronteiras. Muitos fazem filmes para onde eles vivem e os exibem apenas para seus amigos e parentes. Mas a experiência deve ser considerada algo bem maior. É minha responsabilidade como contador de histórias em compartilhar filmes com as mais diferentes pessoas ao redor do globo da maneira que for possível. Tenho orgulho de exibir meu filme pela primeira vez no Brasil com legendas em português. O cinema tem uma linguagem própria e estou muito feliz em poder comunicar o meu filme "Cell Count" com os meus amigos cinéfilos do mundo inteiro... mas primeiro, com os meus irmãos e irmãs do Brasil. Não vejo a hora de me encontrar com todos vocês.

segunda-feira, maio 14, 2012

Posters e trailers de PIRANHACONDA

Roger Corman e Jim Wynorski juntos novamente para mais um épico do "creature feature". A estréia no canal SyFy (cara, odeio escrever esse termo assim...) se dará no dia 16 de junho.





domingo, abril 22, 2012

Feliz Aniversário, John Waters!

"To me, bad taste is what entertainment is all about. If someone vomits watching one of my films, it's like getting a standing ovation."

Trailers de THE DEAD WANT WOMEN e LITTLE CREEPS




Partidas...


Jonathan Frid
(1924 - 2012)



William Finley
(1942 - 2012)



Adriano Stuart
(1944 - 2012)


Paulo César Saraceni
(1933 - 2012)


Luke Askew
(1932 - 2012)

Obrigado

quarta-feira, abril 11, 2012

Trailers de NAZIS AT THE CENTER OF THE EARTH e ABRAHAM LINCOLN VS. ZOMBIES

Data de lançamento: 24 de Abril




Data de lançamento: 29 de Maio




Para maiores informações, visitem o site oficial da sua, da minha, da nossa querida The Asylum. Quem mais lançaria um filme chamado ABRAHAM LINCOLN VS. ZOMBIES? O trailer de apenas 1 minuto é de fazer você se esquecer completamente da existência do blockbuster. Sem falar que o grande Bill Oberst Jr. (sim, o maníaco de TAKE THIS LOLLIPOP) está chutando bundas - de zumbis, claro - como a versão truculenta do lendário presidente americano, Abraham Lincoln. Não posso esperar. :-)

terça-feira, abril 10, 2012

Press release de BAILOUT, novo filme de Uwe Boll

Director, Uwe Boll started shooting his latest film, “Bailout” in Vancouver, Canada and New York City. This project will star Dominic Purcell as “Jim” and Erin Karpluk as his wife, “Rosie”. Edward Furlong, John Heard, Keith David, Michael Pare, Clint Howard, Natassia Malthe, Michael Eklund and Eric Roberts are also featured in supporting roles. "Bailout" will be a stark examination of the effects of the financial crisis on an average American family. Boll, has previously examined the effect of corrupt systems in such films as "Attack on Darfur" and "Stoic". The stock market meltdown of 2008 financially ruined millions in the western world. While the vast majority suffered, a few profited immensely. “Jim” is pushed to the brink when his investments crumble along with his world. With nothing left to lose, he takes revenge on behalf of himself and others in a dramatic fashion.

Dr. Uwe Boll: “I researched the subject matter for 2 years and consulted on the script with financial experts. Inspired by radical movies like TAXI DRIVER, and FALLING DOWN and with the experience of my own movie RAMPAGE I developed an angry, radical movie for all of us who didn’t got bailed out. How can a guy like Richard Fuld run around free, how can 8000 Wall Street bankers who ruined our finances for generations to come still get seven figure bonuses every year?”

The production is looking for US distribution with a theatrical release during the election time - this year in october - november where the BAILOUT will be one of the top themes.

domingo, abril 08, 2012

Feliz Páscoa

Uma carinhosa sugestão de cinema para animar o dia dos amigos e seguidores do Vá e Veja. Desejo um excelente domingo de Páscoa para cada um de vocês.
Aquele abraço!