
segunda-feira, setembro 12, 2011
PACIFIC, disponível para download gratuito
Não é bem a praia do blog, mas essa notícia eu faço questão de compartilhar. A partir de hoje, PACIFIC pode ser baixado gratuitamente em seu site oficial. O filme de Marcelo Pedroso é um dos melhores e mais curiosos documentários que assisti em anos. A produção também abriu portas para uma calorosa e válida discussão sobre as fronteiras desse cinema. PACIFIC merece demais ser visto.Boa sessão.

domingo, setembro 11, 2011
quinta-feira, setembro 08, 2011
Recordar é viver: PM Entertainment e DUPLA EXPLOSIVA (1996-1998)

A PM Entertainment foi uma bem sucedida produtora e distribuidora de filmes de ação para o mercado doméstico nos anos 90. Estamos lidando com o lado B do cinema, mas ainda assim, os títulos da PM sempre rivalizavam com as produções dos grandes estúdios para os cinemas em termos de sequências de ação. Claro que os orçamentos não eram os mesmos, diferenças e limitações poderiam ser notadas pelos espectadores, mas isso nunca importou muito. Podemos dizer o mesmo de alguns roteiros filmados por ela (risos).
Foram esses filmes que me fizeram prestar atenção nos créditos finais para dublês e seus coordenadores pela primeira vez como cinéfilo. Seriam muitas as vezes que veria o nome de artistas do ofício como Art Camacho, Cole McKay e Patrick Statham depois. Não se deve comparar o sofrimento dos dublês que já trabalham para John Woo, mas aqueles que trabalharam na PM também não ficam muito atrás. Sangue, suor e lágrimas certamente foram derramados nos sets de filmagens da PM, o esforço e talento por trás das sequências de ação continuam inegáveis com seus tiroteios, lutas, explosões e alguns dos 'stunts' mais ousados de seu período.
Assim como a própria PM, uma divertida série televisiva chamada DUPLA EXPLOSIVA (LA Heat) hoje se encontra vítima do esquecimento. Ela foi desenvolvida no auge da produtora sem o apoio de uma grande rede de emissoras, fazendo mais sucesso no mercado estrangeiro do que nos Estados Unidos. O seriado durou duas temporadas totalizando 48 episódios repletos de cenas de ação, as mais caras sempre recicladas de filmes da PM. Estrelado por Wolf Larson, Steven Williams, Renée Tenison e Kenneth Tigar, o programa seguia a linha de MÁQUINA MORTÍFERA e MIAMI VICE com os protagonistas caçando praticamente todo tipo de criminosos. Aqui no Brasil, ela fez a alegria de muitas manhãs de sábado na Rede Globo durante o final dos anos 90 e contou com as participações do boxeador Sugar Ray Leonard (que também distribuiu sopapos ao lado de Gary Daniels em RUAS VIOLENTAS, um dos melhores filmes da PM), Sam J. Jones, Robert Miano e Gary Hudson como o principal vilão da segunda e última temporada, aparecendo em 5 episódios. Rever a abertura no YouTube me deu aquela saudade:
Qualquer fã de cinema de ação deveria conhecer um pouco desses filmes produzidos por Richard Pepin e Joseph Merhi, pena que os DVD's lançados aqui no Brasil sejam difíceis de encontrar. Mas com certeza, essa não será a última vez que falo da PM Entertainment aqui no Vá e Veja. Stay tuned!
PS: Sim, eu sou um nostálgico incurável. Não tem jeito. ;-)
domingo, setembro 04, 2011
Resenhas de VHS, revista PsicoVideo (1995)
Não é de hoje que a curta duração passou a ser um mal que assola as publicações do gênero no país: a PsicoVideo durou apenas dois números.
domingo, agosto 28, 2011
sábado, agosto 27, 2011
Sobre a Sessão Surpresa do Vá e Veja no Cineclube Dissenso
Tivemos uma boa reação dos espectadores ao clima de completa despretensão de um de meus filmes favoritos dos anos 80. O longa que apresentei na Sessão Surpresa do Cineclube Dissenso foi VAMPIRO DAS ESTRELAS (Not of this Earth, 1988), de Jim Wynorski, inspirada refilmagem do clássico de Roger Corman produzido em 1957.
Muito obrigado aos amigos do Dissenso, ao público que compareceu para mais outra memorável tarde de cinema, a todos que desejaram o melhor para a sessão e claro, a cada um de vocês que curtem o Vá e Veja. Também extendo os meus agradecimentos a Jim Wynorski e Lenny Juliano pelo carinhoso apoio e por fazerem parte de minha formação e paixão pelo cinema B e de gênero. Até mais, turma!
sexta-feira, agosto 26, 2011
Sessão Surpresa do Cineclube Dissenso - 5 anos de Vá e Veja
A idéia da Sessão Surpresa é brincar com a expectativa do público e permitir uma experiência cinematográfica com o mínimo de informação prévia possível, sem o conforto das sinopses, das críticas e das informações que o espectador pode acessar normalmente antes de ir ao cinema. Desse modo o contato com o filme e o debate sobre ele ganham uma luz e uma mediação diferentes. Depois do filme, debate na sala Edmundo Morais.
Sessão Surpresa
Sábado, 27/08, às 14h
Cinema da Fundação
Entrada gratuita
Postagem no. 666
Resgatei das profundezas infernais do blog um texto escrito em 2006 sobre A PROFECIA, de Richard Donner, até hoje o meu filme favorito do cinema de terror. Confira!
Um senhor bate-papo com Brian Trenchard-Smith
terça-feira, agosto 23, 2011
Radioactive Dreams volta com BRAIN SMASHER!
Texto do meu amigo de fé, meu irmão camarada Ronald Perrone, que considera o longa um dos melhores na filmografia de Albert Pyun: confira!
sexta-feira, agosto 19, 2011
quinta-feira, agosto 18, 2011
A NOTÍCIA DA SEMANA!
Que a nossa participação só aumente nos próximos anos neste e em outros eventos e festivais internacionais, para mostrarmos ao mundo que nós sim, temos gente que faz e pensa cinema de gênero com personalidade, dedicação e profissionalismo. Não é pouco, trata-se de um grande passo rumo a um reconhecimento que creio não tardar para chegar. Torço muito por isso.
Me despeço por enquanto com um grande abraço a todos os amigos que são parte da equipe A NOITE DOS CHUPACABRAS e os que tem apoiado esse filme que ainda não vi, mas considero essencial há um bom tempo.
domingo, agosto 14, 2011
Papais inesquecíveis do cinema
James Stewart em "A Felicidade Não Se Compra"
Lamberto Maggiorani em "Ladrões de Bicicleta"
Gregory Peck em "O Sol é Para Todos"
Charles Bronson em "Desejo de Matar"
Sylvester Stallone na série "Rocky"
Dustin Hoffman em "Kramer vs. Kramer"
Sean Connery em "Indiana Jones e A Última Cruzada"
Laurence Fishburne em "Os Donos da Rua"
Robert De Niro em "Desafio no Bronx"
Liam Neeson em "Busca Implacável"
Jon Voight em "O Campeão", Chevy Chase na série "Férias Frustradas", Eugene Levy na série "American Pie" e claro... eu não poderia deixar dois malvadões de fora - James Coburn em "Temporada de Caça" e Jack Nicholson em "O Iluminado".
Feliz Dia dos Pais! :-D
sábado, agosto 13, 2011
Kinemail apresenta Mostra Lume do Cinema Americano
MOSTRA LUME DO CINEMA AMERICANO
de 13 a 19 de agosto
Fundaj (R. Henrique Dias 609, Derby, Recife)
Sala João Cardoso Ayres | Cineclube Dissenso
Kinemail celebra 11 anos de cinefilia com uma mostra especial em parceria com a Lume Filmes, o cinema da Fundação Joaquim Nabuco e o Cineclube Dissenso.
A mostra traz filmes de várias épocas do cinema americano que marcaram pela abordagem de temas ousados e pelo talento de seus diretores, clássicos que foram resgatados pela distribuidora Lume Filmes e lançados no Brasil no formato digital.
PROGRAMAÇÃO
CINECLUBE DISSENSO
Sáb 13 | BEM-VINDO À CASA DE BONECAS
(Welcome To The Dollhouse | 1995 | de Todd Solondz)
14h | Cinema da Fundaj
SALA JOÃO CARDOSO AYRES
Ter 16 | NA COMPANHIA DE HOMENS
(In The Company of Men | 1997 | de Neil Labute)
19h | Sala João Cardoso Ayres
Qua 17 | O SEGUNDO ROSTO
(Seconds | 1966 | de John Frankenheimer)
19h | Sala João Cardoso Ayres
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Qui 18 | O FUNDO DO CORAÇÃO
(One From The Heart | 1982 | de Francis Ford Coppola)
19h | Sala João Cardoso Ayres
Sex 19 | CLAMOR DO SEXO
(Splendor in The Grass | 1961 | de Elia Kazan)
19h | Sala João Cardoso Ayres
ENTRADA FRANCA
Projeção em DVD
Mais informações
www.kinemail.com.br
sexta-feira, agosto 12, 2011
Eric Roberts - Ass Kicker
Filmes com Eric Roberts comentados no blog:
RAPTOR
THE BUTCHER
SOB FOGO CRUZADO
Só três? Preciso corrigir essa injustiça com urgência!!
quinta-feira, agosto 11, 2011
Matéria do JC, 11/08: "Ferris Bueller continua adolescente aos 25 anos"
Dwarfsploitation, um livro de Brad Paulson e Chris Watson
No ano passado, escrevi sobre um filminho dodói do juízo chamado EVIL EVER AFTER, que surpreendeu em matéria de insanidade cinematográfica. Brad Paulson e Chris Watson podem ser considerados os grandes responsáveis por ele, Paulson como diretor e roteirista e Watson como produtor. Aquela não foi a primeira e nem será a última vez em que os dois trabalharão juntos. A parceria também ocorre no mundo das letras com o lançamento de "Dwarfsploitation", um livro dedicado aos filmes com anões e os seus pequenos atores que marcaram o cinema. De FREAKS a WILLOW, a publicação promete analisar uma grande variedade de produções, sejam elas vindas de estúdio ou independentes.
Confiram o teaser abaixo com opiniões de especialistas e celebridades do meio a respeito do livro (em inglês):
"Dwarfsploitation" encontra-se em pré-venda. Caso seja de seu interesse, clique aqui e saiba como adquirir uma cópia.
segunda-feira, agosto 08, 2011
25 anos de CONTA COMIGO (Stand by Me, 1986)
domingo, agosto 07, 2011
Trailer de DINO WOLF, nova pérola de Fred Olen Ray
Em 2008, divulguei as primeiras imagens deste projeto de Ray,
clique aqui para conferir. Ele finalmente será lançado em DVD nos Estados Unidos durante o mês de Outubro. Yeah!!
sábado, agosto 06, 2011
A MALDIÇÃO DA CAVEIRA (The Skull, 1965, UK)

É possível um filme de terror ser tão divertido de se assistir?
Claro que sim! A MALDIÇÃO DA CAVEIRA é outra jóia da Amicus estrelada pela dupla Peter Cushing e Christopher Lee com direção de Freddie Francis, vindo do sucesso de AS PROFECIAS DO DR. TERROR, que serve de resposta certeira a essa pergunta. Sentia falta de papear com vocês sobre horror clássico britânico e notei que eu nunca mais tinha assistido a um desses filmes, apenas feito revisões. O filme de Francis foi uma bela escolha, revelando-se uma experiência das mais prazerosas que tive em meses. Podemos dizer que ele faz parte de um tempo que não deve voltar tão cedo, quando filmes do gênero eram feitos com a única e exclusiva pretensão de entreter o seu público. E nada mais.

Cushing interpreta Christopher Maitland, um colecionador de objetos relacionados ao oculto que adquire do oportunista Anthony Marco (Patrick Wymark, o inesquecível Coronel Turner de O DESAFIO DAS ÁGUIAS) um livro escrito pelo Marquês de Sade cuja capa é feita em pele humana. Marco conta ao seu cliente que Sade, na verdade, era pior do que muita gente imaginava e inclusive tinha feito um pacto com o demônio. No dia seguinte, o vendedor apresenta uma oportunidade única: o crânio do Marquês. Maitland reclama do preço salgado, mas resolve comprar, apesar do aviso de seu amigo Matthew Phillips (Christopher Lee) de que a peça foi roubada de sua coleção, mas o antigo dono se revela satisfeito por se livrar dela!! O sinal de que tem coisa errada com o objeto é reforçado pela gradual descida ao inferno que Maitland enfrenta quando leva o crânio para a sua casa e as mortes que ocorrem a seguir.

Assim como muitos outros filmes do período, levaram-se anos para A MALDIÇÃO DA CAVEIRA ser assistido com uma cópia decente, preservando o enquadramento original. Os fãs de horror britânico esperaram até 2008 com o lançamento em DVD da Legend Films para vê-lo com a qualidade que o filme tanto merecia ser visto. Digo isso porque Francis é um ótimo contador de histórias de horror, além do próprio ser um dos maiores diretores de fotografia do cinema britânico e isso garante a entrega de um filme com forte apuro visual, apesar do orçamento apertado. Seu trabalho com o cinematógrafo John Wilcox é notável, destacando o efeito “Caveiroscope”, onde o espectador acompanha diversas cenas através do crânio amaldiçoado do Marquês.
O roteiro de Milton Subotsky, baseado no conto “A Caveira do Marquês de Sade” de Robert Bloch, tem os seus altos e baixos, como se extender mais do que o necessário com a entrada dos burocráticos personagens do detetive (Nigel Green) e um legista (Patrick Magee) na investigação dos assassinatos e o final apressado. Subotsky ganha pontos por abraçar o ridículo de muitas situações e suspeito que o próprio Bloch não se levou muito a sério aqui, algo evidente em outras histórias nas antologias que assinou para a Amicus. A sequência onde o crânio voa atrás de Maitland e faz a sua esposa dele (Jill Bennett) correr perigo de vida é um achado.

Mas o show é de Peter Cushing, o eterno ‘Gentleman of Horror’, cuja magnífica presença em cena domina o filme. A constante perda da sanidade de Maitland não é algo que qualquer outro ator poderia expressar tão bem e podemos dizer que esse é um dos seus grandes momentos no cinema. O “astro convidado” Christopher Lee não participa muito do filme, aparecendo de 4 a 5 rápidas cenas, mas ele contracena com seu querido amigo em todas elas. É sempre muito prazeroso vê-los atuando juntos, embora Lee esteja no piloto automático, mas vamos dar um desconto ao monstro pela sua carismática participação e sua voz... que voz! Outros atores bem conhecidos dos fãs do período como Michael Gough e Peter Woodthorpe tem pequenas e importantes aparições.
Enfim, mesmo que o resultado final o deixe um pouco longe de ser um clássico como outras colaborações Cushing/Lee, A MALDIÇÃO DA CAVEIRA é programa obrigatório para quem curte o gênero. Uma pequena pérola do cinema de horror britânico que deveria ser mais conhecida e comentada. Tenho fé que esse dia chegará.
quinta-feira, julho 28, 2011
Trailers dos próximos lançamentos da The Asylum



terça-feira, julho 26, 2011
Um papo com os amigos e leitores: 5 anos (e 10 dias) de Vá e Veja
E é esse Osvaldo renovado que celebra os 5 anos de Vá e Veja, um espaço que nasceu da mais pura vontade de debater sobre cinema e me sentir à vontade expondo a maneira como eu penso sobre o assunto. Fiquei muito feliz com o quanto sempre fui bem recepcionado pelos amigos e leitores, até mesmo quando falo sobre um filme que praticamente ninguém viu.
Para vocês terem uma idéia do estado em que minha cabeça se encontrava, acreditei que hoje seria o dia em que o blog faria 5 anos. Errado, fizemos aniversário no dia 16. Mas isso não atrapalha em nada a felicidade que é compartilhar esse momento com vocês. Foi através daqui e graças ao nosso contato que descobri o caminho em que seguiria há pouco tempo atrás, que é me dedicar enquanto fã e pesquisador ao cinema de gênero, principalmente os filmes independentes e de baixo orçamento. Posso dizer que sou muito grato a você que está me lendo agora mesmo, pela sua presença e opinião sincera, que nunca deixaram de me estimular.
É isso aí, obrigado e até as próximas postagens! E se esta é a primeira vez em que você me visita, seja bem-vindo(a), aproveite a estada. Forte abraço! :)
EVIL SISTER II (2001, EUA)

Brad Sykes não é nenhum corpo estranho aqui no Vá e Veja. Meu primeiro contato com seus pequenos filmes se deu por conta de FÁBRICA DA MORTE, seu único trabalho lançado em DVD aqui no Brasil. Um slasher barato e sem qualquer novidades, mas divertido, que conta com uma irreconhecível Tiffany Shepis no papel de uma criatura mutante assassina. Em 2010, conferi PLAGUERS, seu tributo às ficções B dos anos 80 com uma boa pitada de DEMONS e ALIENS: O RESGATE em seu roteiro que tem Steve Railsback (FORÇA SINISTRA) no elenco interpretando Bishop, ops, Tarver. Foi esse o título que me deixou curioso em procurar o realizador norte-americano para bater um papo sobre a produção.
Publiquei uma boa parte da épica entrevista que fizemos no ano passado quando PLAGUERS foi exibido no CineFantasy e deixei o restante para uma futura ocasião. Pra quê? Ela só aumentou com o fortalecimento do contato e o fato de eu ter assistido a mais filmes dirigidos pelo Brad, alguns gentilmente enviados pelo próprio. E até então, tenho curtido o que vi. Em sua maioria, esses filmes tiveram orçamentos tão minúsculos que as filmagens não poderiam ultrapassar o limite de 6 a 7 dias. EVIL SISTER II é um deles. Nunca sequer tinha ouvido falar do primeiro, mas ele deve ter lucrado o suficiente para os produtores investirem em um segundo filme. É uma daquelas continuações apenas no título, com quase nada que remeta ao original, a não ser o fato de termos uma irmãzinha malvada em questão.

Os protagonistas são Frank (Joe Hagerty) e Tam (Heather Branch), pai e filha que pegam a estrada na procura de Lorna (também interpretada por Branch, com uma peruca ruiva) que fugiu de casa. Vestindo apenas uma capa preta, a moça passa a seduzir e matar os homens que aparecem em seu caminho. É revelado pouco depois do primeiro assassinato masculino da produção que a busca se mostra possível devido a uma ligação psíquica (!!!) de Tam com Lorna. Outros personagens entram em cena, como uma cigana (Tisha Draft), um vadio de estrada apelidado de Widow (Jarrod Robbins) e June (Susanah Deveraux), uma moça que encontra Lorna na estrada. Os três possuem alguma relevância para a história, mas podemos dizer que a maior função deles é aumentar a duração do filme.
EVIL SISTER II foi o segundo longa escrito e dirigido por Sykes, gravado em vídeo no ano de 1998, lançado apenas em 2001 nos Estados Unidos. Não escapa de falhas comuns a grande parte dos pequenos filmes realizados no período que foi um dos mais prolíficos do cinema 'microbudget' americano, como a falta de ritmo e um olhar mais crítico aos roteiros. No caso deste filme em especial, temos apenas 4 mortes no decorrer de toda a duração e uma "revelação surpreendente" estragada pelas constantes cenas onde o papai Frank mostra que não é um sujeito muito legal. O elenco desses pequenos filmes também são irregulares, muitos atores tem alguma ou nenhuma experiência e conheço histórias de gente que topou atuar de graça. Sempre alguns atores se saem melhor que outros e apesar do 'over' em diversos momentos, aqui o destaque vai para Hagerty, presença constante em vários títulos do período e outros filmes de Sykes. Frank é um dos papéis que mais exigiram dele como ator.

Mas trata-se de uma produção diferente das demais, fugindo de ser mais um slasher genérico para focar mais na jornada que os personagens enfrentam. Ela também poderia se beneficiar com algumas mortes a mais, principalmente por elas serem retratadas de forma tão crua e brutal graças aos efeitos e direção de 2a. unidade de Steve Warren que salta aos olhos, cujos close ups e 'inserts' parecem ter sido gravados com uma SuperVHS. Vejo injustiça quando uma pequena produção como essa sai massacrada em sites como IMDB e semelhantes por pessoas que esperam algo do porte de um A MORTE PEDE CARONA ou que nunca compreenderam o que é cinema independente e de baixo orçamento. Estamos falando de um filme feito em vídeo, orçado em aproximados $2.500 dólares (chupa essa, Rodriguez!), onde equipe e elenco se jogaram com a cara e a coragem na estrada pelos 6 dias de filmagem. O próprio diretor fez a primeira vítima do filme por causa de um ator que pulou fora logo no 1o. dia da fotografia principal. E assistir como a turma se vira, criando soluções para diversos problemas é sempre algo que pode ser notado em filmes como EVIL SISTER II, sejam eles bons ou ruins, o que não é o caso dele já que os pontos positivos se sobressaem às suas falhas e limitações.
Curiosidade: Nos créditos finais, fui surpreendido por uma dedicatória a ninguém menos que Jean Rollin. Lorna parece sair de um filme dele.
Esse texto é dedicado em memória de Steve Warren (RIP)
segunda-feira, julho 11, 2011
É HOJE! 1a. Mostra EU de Cinema Universitário

Estarei presente na 1ª Mostra EU de Cinema em Recife como parte do corpo de jurados. Se você estiver sem programa para a noite de hoje, eis uma bela oportunidade de conhecer o que esse pessoal está fazendo. Digo isso porque eu também estarei assistindo a esses filmes pela primeira vez. Será um prazer estar com todos vocês, nos vemos por lá!
BORN BAD, The Asylum abraça o Lifetime
Além do canal SyFy, a The Asylum encontrou outro veículo para as suas produções: o Lifetime. O nome é bem familiar para quem já assistiu a muito telefilme na vida, trata-se do canal mais famoso em entretenimento feminino e seus longas são feitos para a turma que assiste filme no sofá de lençinho na mão em caso de precisar enxugar as lágrimas. E eu até me diverti com alguns, confesso, principalmente quando investem em ação e suspense.BORN BAD, a 1a. produção da The Asylum para a Lifetime, deve ser um deles e terá a sua premiere às 20hrs da noite nos Estados Unidos. O filme é estrelado por Meredith Monroe, Michael Welch, David Chockachi e Bill Oberst Jr. e tem direção/roteiro de Jared Cohn.
sexta-feira, julho 01, 2011
Porto Alegre, Sr. Fim de Semana
Todo mundo que falou comigo sobre cinema nos últimos dias sabe muito bem em que cidade brasileira eu gostaria de estar no final de semana. Caso a ficha ainda não caiu, falo de Porto Alegre. Hoje, 1o. de Julho, temos a abertura do Fantaspoa com o aguardado "A Noite do Chupacabras" de Rodrigo Aragão às 21h15. E amanhã, dia 02, outro belo dia com A Vingança dos Filmes B às 17hrs na sala PF Gastal exibindo produções nacionais de curto e zero orçamento, mas com muita criatividade por gente que sabe bem do que faz como Petter Baiestorf, Joel Caetano, Felipe M. Guerra e Doutor Insekto. Curadoria do amigo Cristian Verardi e debate moderado pela querida Profa. Dra. Laura Cánepa.
E isso é apenas o começo. Bons filmes, muitas risadas e muita birita aos meus ilustres amigos que se encontram por lá, tem gente que considero demais aí faz tempo e outras que conheci de meses para cá, mas que também adoraria (re)encontrar em pessoa. Forte abraço do Osvaldo para todos vocês.
segunda-feira, junho 27, 2011
Vencedores do Golden Cob Awards 2011
Best Scream Queen
Debbie Rochon
Alien Vengeance
Best Leading Man
Jeffrey Combs
American Bandits
Best Rising B Actress
Bianca Barnett
In A Spiral State
Best Rising B Movie Actor
Gerald Webb
Battle of Los Angeles
Best B Movie Director
Fred Olen Ray
American Bandits
Best Efx In A B Movie
Greg Nicotero
Piranha 3D
Best Cinematography in a B Movie
Greig Fraser
Let Me In
Best Original Screenplay
Fred Olen Ray
American Bandits
Best Editing in A B Movie
Tony Randel
Monster Cruise
Best B Movie Adapatation-
Scott Kosar/Ray Wright
the Crazies
Best B Movie Release
Piranha 3D
Best B Movie Documentary
Daniel Griffith
The Bloodiest Show on Earth:Making Vampire Circus
Best B Movie Soundtrack
Midnight Syndicate
The Dead Matter
Best Sound Design In A B Movie
Patrick Giraudi
DinoCroc Vs. Supergator
Lifetime Achievement Award
George A.Romero
Bill Cothron Best Emerging Filmmaker Award
Joshua Hull
Beverly Lane
SuperFan Award,
Brian Shirley
Geek Tyrant
The B Movie Hall Of Fame
The Chiodo Brothers
Vincent Price
Albert Pyun
The Bob Wilkins Best Horror Host Award
Sammy Terry
Saiba mais:
http://www.bmoviecelebration.com/
sexta-feira, junho 24, 2011
terça-feira, junho 21, 2011
terça-feira, junho 14, 2011
Brian Trenchard-Smith e um desafio em sua carreira

De hoje em diante, eliminarei diversas pendências no Vá e Veja. Uma delas é nunca ter conversado direito com vocês sobre o trabalho de Brian Trenchard-Smith. Esse diretor inglês de nascimento é conhecido por assinar obras cultuadas pelos fãs de cinema B e exploitation realizadas na Austrália como THE MAN FROM HONG KONG, TURKEY SHOOT e DRIVE-IN DA MORTE, além de ter descoberto Nicole Kidman no juvenil BICICLETAS VOADORAS. Com exceção do último, os filmes citados marcaram um período conhecido como Ozploitation, retratado com extrema competência no documentário NOT QUITE HOLLYWOOD.
Para continuar na ativa com o passar dos anos, assim como outros realizadores, Brian acabou se aventurando no cinema “direto pra vídeo”, pois os filmes B cada vez mais perdiam o seu espaço na tela grande. A NOITE DOS DEMÔNIOS 2 e as suas duas continuações para a franquia O DUENDE (3 e 4) renderam bons lucros, além de explicitar o seu característico senso de humor para uma nova geração de espectadores. Eu faço parte dela, com muito prazer.

Brian sempre intercalou seus filmes de gênero produzidos por estúdios independentes como a Trimark com os telefilmes. Hoje em dia, praticamente tudo que Brian dirige tem a TV como destino principal. AMEAÇA SUBMARINA é um de seus vários telefilmes e o título pode ser considerado parte de um subgênero dentre as obras que lidam com a guerra, o chamado “filme de submarino”. Não se deve esperar algo como O BARCO, MARÉ VERMELHA e CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO quando se pensa em assistir a um “made for TV” de orçamento modesto. Mas nós estamos falando de outro desafio enfrentado por Brian, que produz e dirige esse projeto, dono de uma das histórias mais curiosas que já tomei conhecimento.
A trama do filme é centrada em Frank Habley (interpretado por Adrian Paul, Highlander - série de TV), Comandante da Marinha dos Estados Unidos que aceita cumprir uma perigosa missão submarina no mar do Japão. Ela tem um final trágico, com as mortes do Oficial Engenheiro e do Oficial Executivo e seu melhor amigo, o Tenente Comandante Tom Palatonio (Mike Doyle), por conta dos ataques de um submarino inimigo não detectado pelo radar. Habley enfrenta a Corte Marcial pelo ocorrido, que não acredita em sua versão dos fatos. Pouco depois, o Comandante recebe uma nova chance de liderar mais uma missão nas águas da Coréia do Norte, sendo que dentre os membros da sua tripulação se encontram o Tenente Comandante Steven Barker (Matthew St. Patrick) que tem autorização de tomar o controle da missão sem o seu prévio conhecimento e a Tenente Claire Trifoli (Catherine Dent), irmã de Tom que o culpa pela morte do oficial.

Eis a curiosa história de bastidores: AMEAÇA SUBMARINA possui três versões diferentes. Brian gravou cenas para duas versões de um mesmo filme: uma com temática homossexual (o longa teve financiamento da Here!, emissora de TV com programação destinada ao público LGBT) e outra ausente de maiores referências em relação a opção sexual do protagonista, intitulada “The Phantom Below” que é a versão lançada no Brasil e na maioria dos países. A terceira versão foi editada para uma distribuidora japonesa que também injetou grana na produção, mas exigiu um filme com 96 minutos de duração (a regular tem 94 minutos). Tudo filmado no Havaí em 15 dias sem colaboração da Marinha. Na versão “gay”, Habley e Tom são amantes e o fato é escondido da Marinha e dos membros da equipe, com exceção de Dizzy Malone (Matt Battaglia), Oficial de Mergulho, outro grande amigo do Comandante, hetero e casado. Claire também acaba descobrindo do relacionamento entre Habley e seu irmão. Soube da maior parte destas informações através de contato pessoal com o próprio Brian Trenchard-Smith, que tem sido bastante proveitoso. Grande cara.
No geral, AMEAÇA SUBMARINA poderia ser exibido numa Sessão da Tarde sem qualquer censura em sua versão “comum”, a qual eu assisti. Não passa de um telefilme rotineiro com violência quase nula, sem nenhuma novidade ou muito interesse em fugir do convencional, mas que diverte sem aborrecer, especialmente se você curte filmes de submarinos e sente vontade de ver mais um.
Brian escreveu sobre os bastidores da produção para o site Trailers from Hell no fim de maio. Confira o artigo do realizador clicando aqui. E saibam que já estou com o DVD brasileiro de FORÇA AÉREA 2 em mãos. Yeah!






