Obrigado por tudo!
quinta-feira, novembro 11, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
Uwe Boll = Gênio
segunda-feira, novembro 08, 2010
quinta-feira, novembro 04, 2010
O leitor entrevista "The Rock"!
Quem notou minha última postagem no Twitter soube que o parceiro do blog Jânio Nazareth entrevistará Dwayne Johnson no próximo dia 21 de novembro e que ele se encontra aberto às perguntas dos fãs e interessados no ator. A entrevista divulgará o novo trabalho do astro, FASTER, filme de vingança também estrelado por Billy Bob Thornton e Maggie Grace com as presenças sempre bem-vindas de Jennifer Carpenter, Carla Gugino, Tom Berenger e Xander Berkeley.O convite do Réporter Hollywood foi extendido ao seguidor do Vá e Veja que poderá enviar sua pergunta para o Twitters (@vaeveja) e (@janionazareth). Também está aberta a participação na tradicional caixinha de comentários que fica abaixo do post. O vencedor gravará uma mensagem e sua pergunta para Dwayne em vídeo que será apresentado ao ator na ocasião da entrevista. O internauta deve enviar sua pergunta da seguinte maneira, exemplo "José Ricardo, PE. Dwayne, ..."
Essa interação dos leitores do Vá e Veja será parte de um segmento do Repórter Hollywood, a ser exibido aqui mesmo no blog. Caso ganhe, o leitor também levará um par de ingressos para conferir o filme no escurinho do cinema. As perguntas devem ser enviadas até sábado, dia 13 de novembro. E aí, o que você está esperando? Participe!

Futuros Lançamentos
SUPER SHARK: A mais recente aventura de Fred Olen Ray por trás das câmeras. Genial é pouco!
INSIGHT: Com direção e produção de Richard Gabai, o suspense conta com os nomes de Sean Patrick Flanery, Adam Baldwin e Christopher Lloyd.
segunda-feira, novembro 01, 2010
Boas Notícias
RED STATE, escrito e dirigido por Kevin Smith, teve suas filmagens e um corte concluídos na semana passada. Isso porque Smith tem o costume de editar seus filmes enquanto as filmagens ainda estão rolando e esse primeiro corte já foi apresentado ao elenco e equipe. A novidade é que se trata de um filme de terror independente, sem distribuidores ou estúdios envolvidos. RED STATE seria filmado junto com ZACK AND MIRI MAKE A PORNO, mas os irmãos Weinstein recusaram o projeto pouco comercial. Michael Parks protagoniza a produção, que também conta com John Goodman, Stephen Root e Kevin Pollak no elenco. Saiba mais no blog do cineasta.
E falando de bons elencos, que tal o de ROOM AND BOARD? O filme de Julia Davis se encontra em pré-produção e nomes como Burt Reynolds, Charles Durning, Tippi Hedren, Kane Hodder, Robert Patrick, William Katt, Gary Daniels, Michael Paré, Luke Goss, Bokeem Woodbine, Brooke Lewis e Darcy DeMoss fazem parte dele. A trama gira em torno de um restaurante e hotel de estrada administrado por irmãs russas maluquinhas. Motivados pelo 'boca a boca', os visitantes ficam ansiosos para experimentar o bife do lugar. Mas esses mesmos visitantes podem acabar descobrindo porque o bife é tão suculento. Tudo indica que 'mais do mesmo' vem por aí, mas com esse elenco e uma dose de humor, podemos esperar por um filme divertido.THE APOTHECARY é o retorno de Kevin J. Lindenmuth na direção de filmes de gênero, após 7 anos se dedicando a documentários, a maioria deles para TV. As filmagens devem começar no final do ano e seu primeiro trailer promocional foi divulgado hoje. Mais informações em breve aqui no Vá e Veja.
domingo, outubro 31, 2010
sábado, outubro 30, 2010
quinta-feira, outubro 28, 2010
terça-feira, outubro 26, 2010
HEAD CASE (2007, EUA)
Um dos títulos mais curiosos que tive a oportunidade de ver atualmente, HEAD CASE faz parte da leva atual de filmes que usam o "mockumentary" no cinema de horror. Aos que não conhecem o termo, os exemplares do subgênero são filmes de ficção, com atores, roteiro e direção feito como se fosse um documentário, como se as imagens registradas na câmera fossem reais. A tendência não deve sair de moda tão cedo, se considerarmos o sucesso dos recentes ATIVIDADE PARANORMAL e REC, que ganharam continuações em menos de três anos de suas estréias nos cinemas.
Quem assistiu CANNIBAL HOLOCAUST sabe que não se trata de nenhuma novidade e que sua popularização foi possível por conta de A BRUXA DE BLAIR, mas isso não impede que mais filmes sejam feitos se utilizando do formato, inclusive de orçamento minúsculo e carater experimental como HEAD CASE. O jovem cineasta Anthony Spadaccini nos apresenta a Wayne e Andrea Montgomery, vividos por Paul McCloskey e Barbara Lessin, que são pais de dois filhos (Bruce De Santis e Emily Spiegel) e poderiam muito bem ser aquele casal aparentemente simpático que cruza conosco quase todo dia e acena um 'bom dia'. Na verdade, os Montgomery são assassinos em série cujas atividades noturnas se resumem a sair, escolher suas vítimas, drogar, torturar e matá-las. Tudo em frente à câmera, já que o filme é editado com o material encontrado na casa deles, em ordem cronológica, com o apoio das famílias dos inocentes assassinados. Outro detalhe: o casal usa tripé ao filmar alguns de seus crimes, ou seja, não há tanto tremilique.
Assistir HEAD CASE não foi tarefa fácil. Fiquei tentado a usar o botão de FF no DVD em diversos momentos, não por conta das cenas de violência, mas pelo fato do filme ser lentíssimo. Existem coisas que poderiam ser enxugadas no corte final, cenas que a meu ver não levam a lugar nenhum, ficando a sensação de que talvez o diretor tenha se perdido na hora de editar o material. Digo talvez porque isso contribui para o filme ser ainda mais incômodo e deixar o espectador incomodado é algo que Anthony quer. Não há alívio, uma chance para respirar. Somos meros espectadores das caçadas de Wayne e Andrea e nada podemos fazer pelas vítimas, que veremos morrer uma a uma até a chegada do seu final. A violência segue a cartilha deixada por HENRY - RETRATO DE UM ASSASSINO e O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA: quanto menos se mostra, mais se escuta e imagina. Há momentos que não devem sair de minha cabeça tão cedo, como Andrea recebendo um presente surpresa de Natal e o sorridente Wayne falando "opa, dois pelo preço de um" enquanto abre uma garota que descobre estar grávida.
Na procura por informações dos bastidores, soube que Anthony não usou roteiro durante as filmagens, preferindo que seus atores improvisarem nos diálogos e na maior parte das situações que os personagens se encontram. Isso pode até ser notado, mas não esperava que fosse em todas as cenas, então nesse aspecto, o elenco limitado surpreende. Os fãs do gênero deverão apreciar a participação especial da 'scream queen' Brinke Stevens como a mãe de Wayne, numa das melhores cenas da produção. Segundo o realizador, foi a primeira vez em que a atriz trabalhou com improviso na sua carreira no cinema. De extras, o disco de divulgação com a versão do diretor veio com duas faixas de comentários, uma com Spadaccini e os atores McCloskey e Lessin e outra com o cineasta, Jay Cusack (produtor associado e uma das vítimas no filme) e Tanisha Dungee (design de produção e co-produtora) que ouvirei depois com mais atenção. Confesso que filmes como esse não são bem a minha praia. Pretensioso, lento, artístico são adjetivos que podem ser dados a ele, mas ainda assim, digo que valeu a pena conhecer o trabalho de Spadaccini. E que preciso conhecer mais filmes como HEAD CASE.
O longa metragem faz parte de uma série que até o momento conta com mais dois filmes: THE RITUAL (2009) e POST-MORTEM (2010), que teve sua estréia em festivais no último 25 de setembro. Brinke também participa de ambos, enquanto que o terceiro tem a presença do grande Robert Z' Dar. Só espero que eles sejam mais "digeríveis".
segunda-feira, outubro 25, 2010
The Asylum cheia de novidades

Hoje foi divulgado o trailer de 2010: MOBY DICK, a versão deles para o clássico livro de Herman Melville. Ou seja, espere por uma baleia de computação gráfica das mais furiosas acabando com tudo. A produção é estrelada por dois nomes interessantes: Barry Bostwick interpretando o Capitão Ahab e Renee "Xena" O' Connor. Trey Stokes, técnico de efeitos em filmes como A BOLHA ASSASSINA, O SEGREDO DO ABISMO e TROPAS ESTELARES, faz aqui sua estréia na direção de longas e o roteiro ficou a cargo de Paul Bales
Também foram divulgadas imagens dos bastidores de BATTLE OF LOS ANGELES, que acabou de concluir a fotografia principal. A ficção se passa nos dias atuais e lida com a segunda tentativa de invasão dos alienígenas, quase setenta anos depois do primeiro ataque fracassado dos alienígenas em 1942, quando objetos voadores não identificados foram detectados pelo exército e força aérea americanos na Califórnia. A produção é escrita, dirigida e filmada por Mark Atkins, veterano de outras produções da The Asylum, com lançamento previsto para fevereiro de 2011. No elenco, Nia Peeples e Kel Mitchell. Lembram de Kenan & Kel? Sim, o Kel! Tava sumido esse cara... Clique aqui para conferir a galeria de imagens.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Piranha (2010) para a Folha de Pernambuco
Agradecimentos à Folha de PE e ao amigo Luiz Joaquim (crítico do jornal e dono do site CINEMA ESCRITO) pela oportunidade e assim, também dar uma força para que o bom cinema bagaceiro seja mais conhecido pelos leitores de Pernambuco e do Brasil.
O texto saiu na íntegra, turma!! Yeah!
segunda-feira, outubro 18, 2010
Entrevista com Leigh Scott (The Witches of OZ)

Quando a The Asylum começou a se popularizar com os 'mockbusters', era difícil achar um novo diretor tão polêmico quanto Leigh Scott. A razão para a crescente fama entre os internautas? Ele fazia questão de responder cada ofensa dirigida a sua pessoa e seus filmes nos famigerados forums do IMDB. Mas Leigh acabou se tocando que aquilo era uma baita perda de tempo, pois a quantidade de usuários que o viam como um cara batalhador era ínfima em comparação aos que só estavam lá para degradar seu trabalho. Não demorou muito tempo para o diretor de TRANSMORPHERS e THE HITCHHIKER alçar maiores vôos, sair da The Asylum e começar a produzir e dirigir seus próprios filmes destinados ao mercado televisivo e doméstico. E com THE WITCHES OF OZ, Leigh encara seu maior desafio até então: uma minisérie com 4 horas de duração que também tem grandes chances de entrar no cinema. Apesar da cabeça cheia na pós-produção (o filme não será mais lançado em 3D) e questões de distribuição, Leigh aceitou bater um papo com o Vá e Veja.

01 - Como se deu a idéia de revisitar uma história tão clássica quanto "O Mágico de OZ"?
Filmes de fantasia são o meu gênero favorito. Eu queria fazer algo similar a Harry Potter, mas com um americano ao invés de tomar um caminho inglês. Pareceu uma decisão natural.
02 - Julgando pela prévia disponível, "Witches of OZ" parece ser muito ambicioso e caro se compararmos com seus outros filmes feitos para a The Asylum e o canal SyFy. Como a experiência nas produções de baixo orçamento ajudou ao novo filme?
Trabalhar nos filmes de menor orçamento foi demais. Aprendi a filmar somente o que eu preciso. Não gastar tempo e dinheiro é crucial. Fomos capazes de planejar o filme como se não tivéssemos dinheiro, então o usamos onde realmente importava.
03 - Podemos chamar o filme de um projeto independente? Caso sim, é o primeiro do ano que pode competir diretamente com os blockbusters de $100 milhões vindos dos estúdios. O resultado impressiona, o que me faz tirar o chapéu para a sua equipe.
Obrigado pelas palavras, isso significa muito. Nós fizemos o filme sem um distribuidor e desde que colocamos o pequeno making-of no site oficial, começamos a falar com os estúdios. Queremos fazer o melhor para o filme, lançá-lo da melhor maneira para o maior público possível.


04 - 'Witches of OZ' conta com um grande elenco. Não é a primeira vez que você trabalha com das lendas vivas do terror e fantasia como Jeffrey Combs e Lance Henriksen. Mas ainda temos Christopher Lloyd, Mia Sara, Sean Astin e Billy Boyd (de olho nos fãs de "Senhor dos Anéis"), Jason Mewes, Ethan Embry, Eliza Swenson e Paulie Rojas interpretando a protagonista Dorothy. Como foi possível escalar todas essas pessoas? E para brincarmos um pouco com os espectadores de seus filmes anteriores, Rhett Giles estava ocupado?HA HA! Sim, Rhett estava ocupado.
A escalação do elenco não foi tão difícil porque o filme foi todo filmado durante uns dois meses e a estória é muito épica. Parte do filme se passa em Oz, parte em Nova Iorque e parte no Kansas. Então muitos dos personagens não mudam de local porque estão em diferentes partes da história. Mas outros sim, o que foi desafiador. Christopher Lloyd, por exemplo, aparece em Oz e Nova Iorque e Mia Sara está em todas as partes do filme, então podemos dizer que o processo foi um pouco maluco.
05 - Alguma mensagem para os fãs brasileiros do cinema fantástico e público em geral? Esperamos que o filme seja lançado aqui, também nos cinemas.
Nunca estive no Brasil, mas adoraria algum dia. Minha namorada esteve aí alguns anos atrás e teve uma ótima estada. Talvez nós estaremos juntos na estréia!

quarta-feira, outubro 13, 2010
terça-feira, outubro 12, 2010
Presente de Dia das Crianças
São duas edições de PREGOS VERMELHOS (Robert E. Howard), duas de A NUVEM ENVENENADA (Arthur Conan Doyle) e uma de A ESMERALDA MALDITA (Edgar Wallace). Para ganhar um dos cinco livros, basta ser uma das primeiras cinco pessoas a responder a pergunta "O que te faz gostar do Vá e Veja?" e enviar sua resposta com o nome do livro que você quer de presente - sujeito a disponibilidade - e o assunto 'Dia das Crianças!' para o vaeveja @ gmail com. Boa sorte!
Editado, 11:30: mais uma edição de PREGOS VERMELHOS adicionada!


domingo, outubro 10, 2010
TITANIC II (2010, EUA)
Certamente um dos títulos mais engraçados já criados na história do cinema picareta, TITANIC II é mais outro clássico da The Asylum. Uma dessas crias absurdas do cinema que me fazem olhar para dentro de meu ser, construir profundas reflexões psicológicas na tentativa de achar o motivo pelo qual continuo assistindo a esses filmes. Atuações? Furos de roteiro? (D)Efeitos especiais? Pós-produção apressada? Tudo isso e mais, claro, embora não me refira apenas aos filmes da notória produtora. Mas o que me deve fascinar nos 'mockbusters' da The Asylum é que eles são, em sua essência, blockbusters feitos com o orçamento do lanche nas produções dos grandes estúdios. Some-se a isso a curiosidade em ver como a turma se vira a cada filme, por mais que a maioria seja uma enorme perda de tempo para muita gente... menos para mim e outros cinéfilos que se amarram em cinema de baixo orçamento.TITANIC II não é uma continuação direta do mega sucesso dirigido por James Cameron. O número 'dois' no título refere-se ao transatlântico que serve de cenário principal deste filme. Eu que não pagaria uma nota preta para ser tripulante de qualquer navio feito nos moldes do protagonista de um dos mais famosos incidentes na história da Marinha mundial. E pior ainda, adentrar com ele ao mar no centésimo aniversário do ocorrido! Não, muito obrigado, nem de graça. Mas lógica e bom senso são coisas que não devem ser procuradas quando se assiste a um filme B, quanto mais algo produzido pela The Asylum.
Bruce Davison - em seu 2º filme para a produtora, o 1º foi MEGAFAULT - empresta credibilidade como James Maine, oficial veterano da Guarda Costeira cuja filha Amy (Marie Westbrook) está trabalhando como enfermeira no Titanic II. Se pouca coincidência fosse bobagem, o navio foi um empreendimento de Hayden Walsh (o diretor/roteirista Shane Van Dyke, do superior 6 GUNS) riquinho mimado e ex-namorado da moça. James também recebe um aviso de alerta e se encontra com uma cientista interpretada por Brooke Burns (de SOS MALIBU, ainda dando um caldo) que o informa do quebra-quebra de enormes icebergs capazes de gerar tsunamis. Sentiu o drama? Daí tivemos quase 35 minutos de construção de trama e personagens aliados a uma hilária cena de abertura da qual não revelarei detalhes, até chegarmos no que importa: a fúria da natureza vs. Titanic II com o ataque de um tsunami acompanhado de icebergs. Isso mesmo, nem o Poseidon se ferrou tanto.
Para a surpresa deste elemento de gosto duvidoso que vos escreve, TITANIC II não é ruim. Shane Van Dyke mantém o filme em bom ritmo, injeta alguma tensão no meio de toda a previsibilidade do roteiro e tira o melhor possível do elenco, até mesmo dos coadjuvantes menores. Por exemplo, o engenheiro chefe do navio é interpretado por Mike Gaglio, presença em filmes de Fred Olen Ray, que consegue se sair muito bem na sua pequena participação.
O maior problema da produção é se levar a sério demais para o próprio bem. Trata-se de um dilema: geralmente, os filmes da The Asylum já possuem distribuidores e emissoras de TV interessados antes mesmo da pré-produção. E pelo visto, os compradores não queriam uma sátira dos filmes de desastre (o que seria sensacional...), então TITANIC II acabou sendo um filme padrão do gênero, sem qualquer novidade. Por mim, não faria nenhum mal se o roteiro incluísse uma sociedade secreta de Ninjas encarando Vikings sanguinários com o navio afundando. Detalhe: os Vikings teriam atravessado um portal do tempo por acidente.
E claro, o espectador não precisa levar TITANIC II a sério. Não vejo como alguém pode assisti-lo de outra maneira. Só assim se aproveitará o humor decorrente das situações absurdas, dos diálogos 'científicos' que ninguém entende a não ser os personagens, de Bruce Davison passar 95% do filme dentro de um helicóptero, enfim, tudo o que faz um legítimo filme B divertir. É muito bom ver essa chama acesa em tempos que um mundo cada vez mais ranzinza e atrasado precisa de entretenimento sem noção, feito por gente que goste de chutar o balde, mesmo que ele não possa ir tão longe na maioria das vezes.
segunda-feira, outubro 04, 2010
O novo projeto de Jesse V. Johnson

Depois de THE BUTCHER e CHARLIE VALENTINE, Jesse V. Johnson se rendeu a uma tendência em moda no cinema 'blockbuster' atual: o 3D. Mas isso não é nada para se preocupar, pois com seus últimos filmes, ele se revelou alguém que entende do riscado. Até porque Jesse não largou a sua vida de dublê para trás, trabalhando inclusive em AVATAR, um dos filmes que melhor se utilizaram do sistema e isso certamente o ajudará neste novo projeto.
Dominiquie Vanderberg interpreta um dos personagens do filme que contará com um orçamento maior que o de costume para o diretor. Os primeiros 15 minutos da produção já estão na lata e devem ser vistos em primeira mão no AFM (American Film Market) em novembro.
sexta-feira, outubro 01, 2010
quinta-feira, setembro 30, 2010
sábado, setembro 25, 2010
terça-feira, setembro 21, 2010
OS ÚLTIMOS FORAS-DA-LEI (The Last Outlaw, 1993)

Western brutal da HBO na linha de CONDENADOS A VIVER e OS QUATRO DO APOCALIPSE, sem falar da boa dose de Peckinpah. O nível alto de violência para um telefilme é apenas um dos pontos positivos desta boa história de vingança dirigida com mão firme pelo australiano Geoff Murphy e escrita por Eric Red (UMA CRIANÇA POR TESTEMUNHA).
Um assombroso Mickey Rourke interpreta Graff, líder impiedoso de um grupo de assaltantes de banco composto por ex-soldados confederados. Sua liderança é questionada por Eustis (Dermot Mulroney) que acaba baleando o próprio chefe quando este ameaça matar Loomis (Daniel Quinn) por estar ferido e com isso, atrasar a fuga deles para o México depois do último roubo. Eustis, Loomis e os outros bandidos interpretados por caras do calibre de Ted Levine, John C. McGinley, Steve Buscemi e Keith David deixam o corpo de Graff para trás. Mas o então líder sobrevive aos ferimentos e acaba sendo encontrado pelo xerife Sharp (Gavan O' Herlihy), o gerente do banco assaltado e seus homens. Graff não tem nada a perder e se "junta" aos homens da lei com a única e exclusiva intenção de massacrar os seus antigos parceiros.
Em poucas palavras, OS ÚLTIMOS FORAS-DA-LEI é uma espécie de A MORTE PEDE CARONA - também roteirizado pelo Eric Red - ambientado no Velho Oeste, com a presença quase que fantasmagórica de Graff lembrando demais o inesquecível John Ryder. A produção se destaca pela direção sem frescuras de Murphy, que aproveita cada centavo do orçamento e claro, pelo elenco de monstrinhos que melhora os personagens que interpretam. A título de curiosidade, Rourke recebeu um bigodinho à la Bronson e dois personagens recebem nomes familiares para os fãs do cinema de horror: o já citado Loomis e o personagem de Keith David, que teme o sobrenatural, se chama Lovecraft.
Como nem tudo são flores, as narrações em off que pontuam a história feitas pelo personagem de Mulroney poderiam ser excluídas sem qualquer prejuízo na compreensão da história. É um 'spoiler' feito pelo próprio longa. Mas tirando esse detalhe, temos uma pequena pérola dos filmes 'para machos' que merecia ser mais conhecida. Filme simples, cru e eficiente, ou seja, uma beleza!



















