terça-feira, abril 06, 2010
sábado, abril 03, 2010
Presente de Páscoa
Entrevista com a atriz Victoria Maurette, para o Boca do InfernoE visite o meu, o seu, o nosso Radioactive Dreams para conferir a primeira imagem da moça no aguardado TALES OF AN ANCIENT EMPIRE.
quinta-feira, abril 01, 2010
quarta-feira, março 31, 2010
Jeff Burr / Duane Whitaker Double Feature
Wednesday, March 31 – 7:30 PM CRIMINALLY UNKNOWN JEFF BURR & DUANE WHITAKER![]() EDDIE PRESLEY, 1992, Eddie Productions, 106 min. Dir. Jeff Burr. Living in a van off Hollywood Boulevard, tortured Elvis impersonator Eddie Presley gets another shot at stardom when the owner of a dumpy club offers him a gig. The only question is whether Eddie can overcome his own demons and achieve his showbiz dream. Based on the play by star Duane Whitaker, it’s a modest masterpiece of heartfelt independent cinema, shot on a shoestring. With Chuck Williams, Roscoe Lee Browne and Lawrence Tierney, with cameos by Quentin Tarantino and Bruce Campbell!
Date: |
terça-feira, março 30, 2010
Inscrições abertas para o 5º CineFantasy

Estão abertas as inscrições para a quinta edição do Cinefantasy – Festival Curta Fantástico. O evento acontece anualmente na capital paulista e traz em sua programação mostras competitivas internacionais para curtas e longas-metragens, além de mostra paralela onde são exibidas retrospectivas, sessões temáticas, tributos, premières, encontros entre fãs, bate-papos com convidados brasileiros e estrangeiros, palestras, workshops e oficinas. As inscrições podem ser feitas no site www.cinefantasy.com.br.
Com cinco edições, O Cinefantasy já conquistou seu espaço como um dos eventos mais importantes do calendário do universo fantástico da América Latina, abrigando fãs e produtores do gênero, além de possuir reconhecimento internacional.
As inscrições para as mostras competitivas e o Desafio Mestre dos Gritos vão até dia 11 de junho de 2010.
Para maiores informações, ficha de inscrição e regulamento acesse o site www.cinefantasy.com.br
PS: O belo cartaz é de autoria do comparsa Leopoldo Tauffenbach
sábado, março 27, 2010
A primeira vez
quarta-feira, março 24, 2010
Adeus, Robert Culp
1930 - 2010terça-feira, março 23, 2010
sábado, março 20, 2010
Lance Henriksen vs. Gato Malvado
Numa prova do monstro que sempre foi, Lance não sai do personagem e termina a cena, mesmo atacado e arranhado.
THE WITCHES OF OZ faz parte da recente febre de produções em 3D e se encontra em pós-produção. A produção escrita e dirigida por Leigh Scott é uma releitura de 'O Mágico de Oz', onde uma adulta Dorothy (interpretada por Paulie Rojas) hoje é uma escritora infantil de sucesso que recebe a visita nada acolhedora da Bruxa Malvada do Oeste em plena Times Square. No elenco, além de Henriksen, gente como Christopher Lloyd, Mia Sara, Jeffrey Combs, Jason Mewes, Billy Boyd e Eliza Swenson, 'scream queen' de filmes da The Asylum também dirigidos por Scott.
quarta-feira, março 17, 2010
Algumas novidades no mundo dos filmes B
Essa é a capa do novo DVD de EVIL TOONS, pérola do Fred Olen Ray. O filme completa 20 anos de idade com o lançamento da edição especial pela Retromedia ainda neste primeiro semestre.

Foram divulgadas as primeiras imagens de AIRLINE DISASTER, filme do estilo 'sequestro em avião' da The Asylum com lançamento previsto em junho deste ano. Clique na imagem abaixo para conferir a página da produção.
Sinto falta desses filmes que praticamente foram esquecidos do cinema B e blockbuster depois do 11 de setembro. Empolgado que eu sou, declarei no blog da produtora que era fã da franquia TURBULÊNCIA (sério, consegui o DVD do 3 semana passada!) e perguntei se tinha outro fã por lá, além de mim.
sábado, março 13, 2010
sexta-feira, março 12, 2010
COMUNICADO: Fantaspoa 2010
3 diferentes assuntos
Daqui a quatro meses estará ocorrendo o VI Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Em virtude disso, estamos enviando o seguinte e-mail para tratar de três assuntos: (1) a submissão de curtas-metragens para seleção; (2) a programação do festival de 2010; e (3) a continuidade do festival após o ano de 2010.
1. Inscrições abertas para curtas-metragens:
O Fantaspoa está com inscrições abertas para a mostra competitiva de curtas-metragens. As inscrições vão até o dia 15 de abril. Podem ser submetidos filmes realizados após 2006 e dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e suspense. Para maiores informações, entre em contato pelo e-mail fantaspoa@fantaspoa.com.
2. A programação do festival de 2010:
Aqueles que acompanham o evento se surpreenderão com a programação que iremos apresentar em 2010. A Competição Internacional contará com uma série de títulos de grande importância que vem marcando presença em alguns dos mais importantes festivais de cinema do mundo (de gênero fantástico ou não). Uma maior diversidade de gêneros estará presente, assim como de países. As mostras paralelas serão bem variadas e o que podemos adiantar é a presença do renomado diretor italiano Luigi Cozzi. Entre os dias 06 e 09 de julho, ele fará uma série de palestras. Cozzi dirigiu mais de 15 longas-metragens (dentre eles, Starcrash, Alien Contamination e Paganini Horror) e trabalhou com atores como David Hasselhoff, Caroline Munro, Lou Ferrigno, Klaus Kinski e Donald Pleasence. Também escreveu roteiros de filmes realizados por colegas talentosos, como Dario Argento, Lamberto Bava e Joe D’Amato. Dentre uma série de outras mostras, o VI Fantaspoa exibirá uma mostra retrospectiva do trabalho de Luigi, contendo 12 de suas obras.
E o ponto principal:
3. A continuidade do festival após o ano de 2010:
Inicialmente queremos esclarecer que sabemos que algumas pessoas não apreciam o nosso festival, seja pelos filmes que exibimos, ou pelo fato de exibirmos a maioria dos filmes em DVD e em Blu-Ray. Somente queríamos deixá-los a par do fato que recentemente fizemos um levantamento de custos para podermos trazer filmes em 35 mm esse ano. Como nenhum dos filmes que exibimos possui cópias no Brasil, a média de frete (ida e volta) da Europa e EUA, é de aproximadamente R$ 10.000,00 POR filme. Além disso, existe a cobrança de taxas para exibição de uma série de filmes. Por exemplo, poderíamos exibir um dos filmes vencedores do festival de Cannes esse ano e, além do valor do frete, teríamos que pagar uma fee (taxa de exibição) de R$ 2.500,00.
Já lemos em diversos sites e blogs reclamações sobre a nossa programação e que deveríamos trazer uma série de filmes, dentre os quais podemos citar somente alguns: Martyrs, The Children, Frontier(s), Dead Snow, ZMD e Must Love Death. O que as pessoas não sabem é que nós TENTAMOS trazer cada um desses filmes e todos se enquadram no caso acima. Ou seja, além de uma fee exorbitante, a obrigatoriedade da exibição em película.
Para aqueles que conhecem mais de perto o nosso evento sabem que realizamos o mesmo com auto-investimento e que o nosso orçamento total gira em torno de R$ 25.000,00 e que, portanto, pagar fees de R$ 2.500,00 ou trazer filmes em outras mídias se tornam inviável. Além disso, as salas que utilizamos não possuem projetores de HDCam nem Digibeta. Além do valor que investimos a fundo perdido, temos todo o trabalho de produzir o festival, selecionar e legendar cada um dos filmes. Nós não temos nenhum apoiador/patrocinador, público ou privado que cubra os gastos do festival e os mesmos se tornaram altos demais para continuarmos com o projeto.
Estamos tentando aprimorar o nosso evento, apesar da dificuldade de receber qualquer apoio e patrocínio realmente significativo. Pelo segundo ano estamos inscritos na Lei Rouanet e apesar de contatarmos uma série de empresas, não estamos conseguindo nenhum tipo de apoio.
Se por acaso você conhece alguma empresa que possa nos apoiar, peço que nos passem o contato do responsável, para que possamos enviar o nosso projeto para eles. Um evento independente, que em uma cidade como Porto Alegre, nas salas do centro, leva 6.000 espectadores ao cinema ao longo de somente dezoito dias não deveria simplesmente deixar de existir. E infelizmente isso acontecerá caso a situação não mude em 2010.
Nós realmente precisamos de apoio urgente para que o festival não seja cancelado, e o apoio necessário é financeiro. Você pode ajudar publicando essa mensagem em seu site, blog ou enviando para os amigos.
quinta-feira, março 11, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
Chuck e Eu
texto escrito para a revista O Grito!

Videoclipe da versão remix:
segunda-feira, março 08, 2010
A "Academia" esquece, nós não
Ricardo Montalban
Robert Quarry
Marilyn Chambers
Ed McMahon
Farrah Fawcett
Harry Alan Towers
Willy DeVille
Henry Gibson
Robert Ginty
Edward Woodward
Paul Wendkos
Lorissa McComas
Tony Kendall
Jacinto Molina (aka Paul Naschy)
Gene Barry
Val Avery
Dan O'Bannon
Conto com a colaboração dos leitores se houveram mais perdas de 2009 esquecidas pelo Oscar na caixa de comentários. Obrigado.
sexta-feira, março 05, 2010
EVIL EVER AFTER (2006, EUA)

Difícil imaginar algo parecido hoje no cinema independente americano. Aqui no Brasil temos o catarinense Petter Baiestorf, mas há tempos eu não via tanta violência ginecológica no mesmo filme. A dose de EVIL EVER AFTER atingiu um nível bem acima da média, com direito até um dos personagens ter o seu pênis arrancado e comido! Brad Paulson dirigiu um filme que não economiza em mau gosto.
A produção começa com ninguém menos que Joe Estevez narrando a história do jovem Bernie Grisso (Ron Swallow), que leva uma vida sem complicações e tem pais que o amam. Tudo muda quando ele volta mais cedo da escola e vai ao porão da sua casa... para ver os pais devorando um cadáver humano. Bernie acaba virando canibal junto com seu pai e mãe, uma de suas vítimas é um bêbado que morre com a garrafa de birita perfurada no próprio peito. As coisas caminham na maior tranquilidade até o dia em que os pais do garoto são mortos por um policial corrupto (Ford Austin, fã declarado de BAD LIEUTENANT) que encobre os crimes da família, mas o deixa vivo. Anos depois, já adulto e curado do vício, Bernie (agora interpretado por Randal Malone, figuraça) é vítima de Ashley (Heidi Martinuzzi, também produtora executiva), a piranha do bairro que o faz ser extremamente humilhado, estuprado e deixado para morrer. Mas ele sobrevive e a contagem de corpos tem início.
EVIL EVER AFTER é uma produção de Chris Watson, que vem colaborando para o cenário independente americano desde 2003, com ZOMBIEGEDDON, onde reuniu figuras ilustres do cinema B e de terror. Watson também tem colaboração no roteiro, que coloca a maior parte do elenco em situações que muitos atores se sentiriam ofendidos ao serem filmados. Não é livre de falhas, claro. A duração se alonga mais do que o necessário, perdendo um bom tempo com cenas e diálogos de personagens que tem "carniça" escrito na testa. Não se assiste a um título como esses por desenvolvimento de personagem, mas quando o bicho pega, o longa não desaponta.
Assumidamente barato e grosseiro do início ao fim, esse é o tipo de filme que o grande crítico 'drive-in' Joe Bob Briggs escreveria sobre, se não fizesse parte do elenco que ainda conta com outros habitantes do universo B e 'micro-budget' americano: Brinke Stevens (aqui uma anti-MILF) e Mighty Mike Murga. Há participações de Julie e Lizzy Strain, Felissa Rose, Jeff Leroy e duas figuras com quem já troquei idéias: Eric Spudic e Chris Mackey. Para a minha alegria, os dois morrem no filme. Mackey faz o bêbado que citei no segundo parágrafo. Lloyd Kaufman gravou uma participação que acabou cortada na ilha de edição, seu personagem era outro que aparecia somente para morrer.
Ao ser livre e sem qualquer tipo de amarras, EVIL EVER AFTER cumpre a missão de recriar o clima das produções dos anos 70 e 80 que o inspiraram, inclusive na trilha sonora, atuações exageradas e a morte de um garoto 'on-screen' que lembra ASSALTO A 13a. DP. Mas ao contrário do filme de Carpenter, o moleque não tinha nada de inocente e (pasmem!) ainda era cadeirante. É essa postura "quanto pior, melhor" e o extermínio de praticamente todo o elenco que garantem a maior parte da curtição.
O que está rolando com o pessoal...
Chris Watson realizou DEAD IN LOVE, uma comédia dramática que vem recebendo elogios. Confesso que o meu maior interesse se deve a participação do grande Richard Norton no filme. Sei que ele não deve chutar a bunda de ninguém, mas o sujeito é um dos heróis de minha adolescência e estou ansioso para vê-lo em algo novo.
Watson e Ford Austin se reuniram novamente para fazer um filme que deve ser ainda mais demente: DAHMER VS. GACY. A produção continua percorrendo vários festivais nos Estados Unidos, segue o trailer:
Brad Paulson faz parte do blog Dead Harvey e Chris Mackey se dedica ao GUESTAR, ambos dedicados a produções independentes. Antes de EVIL EVER AFTER, Paulson chamou atenção com a antologia THE VAN e o roteiro de THE BLOOD STAINED BRIDE. Já Mackey gostou tanto de um filme chamado MINDS OF TERROR que adquiriu os direitos para distribuição própria. Ele sabe do que faz, tem um comentário de minha pessoa no IMDB quando o assisti. O longa de Mark Adams tem uma história das mais curiosas e será assunto de um artigo que já começou a ser escrito para o Boca do Inferno.
Heidi Martinuzzi é editora e dona do Pretty Scary e está em pós-produção com o documentário BRIDES OF HORROR, sobre as esposas de realizadores do cinema de terror.
Eric Spudic é ator e roteirista, mas o vício dele por filmes B foi tão grande que ele montou uma loja inteira de VHS e DVD's raros. Confira abaixo o divertido comercial da Spudic's Movie Empire, prestes a virar 'cult' no YouTube:
segunda-feira, março 01, 2010
Trailer de DETOUR - ROTA 666 (2003)
Já escrevi rapidamente sobre esse divertido filme em 2007. Mas segue a minha dica para o texto do Felipe M. Guerra no Boca do Inferno, clique aqui para ler. Não deixe de prestigiar também o Boca Tube, blog que vem reunindo diversos vídeos do YouTube e afins ligados aos gêneros que o site cobre. Ele já contou com modestas colaborações de minha parte. ;)
E como o assunto é divulgação, aproveito também para informar que Takeo Maruyama voltou com o Asian Fury e que duas figuras que vem postado em vários blogs (menos o meu, mas tudo bem hauhaua), também tem blogs, o Blob com Blog do Blob e "Demofilo Fidano" com o Olhar Gratuito. Pode conferir os dois sem receio que tem muita coisa boa postada neles.
sábado, fevereiro 27, 2010
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Making Broke Sky
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Trailer de AMERICAN BANDITS: FRANK AND JESSE JAMES

terça-feira, fevereiro 23, 2010
BROKE SKY (2007, EUA)

O famigerado IMDB lista o filme de hoje em quatro gêneros (comédia, drama, suspense e thriller) e ele tem mesmo tudo isso, mas em doses bem administradas pelo estreante Thomas L. Callaway, que tem uma extensa filmografia como diretor de fotografia desde os anos 80. Entre os seus trabalhos, estão CREEPOZOIDS, BANQUETE NO INFERNO, três filmes de Fred Olen Ray e até mesmo CÓDIGO DE HONRA, um clássico com Cynthia Rothrock, Richard Norton e Brian Thompson que não tenho idéia do porque ainda não foi comentado aqui no blog.
BROKE SKY é um "neo-noir" dotado de um bizarro senso de humor semelhante apenas ao do recente VÍCIO FRENÉTICO com Nicholas Cage, feito dois anos depois. Assim como no filme de Herzog, me peguei rindo de coisas que não deveria. A dupla de protagonistas nada comum acentua esse humor do filme, embora ambos sejam homens comuns. Bucky e Earl (Will Wallace e Joe Unger, excelentes) são dois velhos amigos na pequena Waco, no Texas. Ambos tem um dos piores empregos já retratados pelo cinema, eles ganham a vida recolhendo carcaças de animais mortos nas estradas da cidade. Bucky e Earl podem não ganhar muito, mas são felizes e se divertem em companhia do outro.
A chegada de uma máquina que realiza o trabalho deles com extrema eficiência, ameaça o ganha pão de um deles, já que ela precisa de apenas um operador. Até 30 minutos de filme, BROKE SKY parece ser uma comédia de humor negro sobre esses dois personagens. Mas como todo filme de inspiração "noir" que se preze são as más escolhas e o passado que o farão ficar cada vez mais sombrio. Um corpo aparece, claro.
O ótimo elenco principal se completa com Duane Whitaker fugindo dos canalhas que sempre deu vida fazendo o xerife da cidade e um arrepiante Bruce Glover roubando os minutos e segundos que aparece. É um daqueles personagens tão repulsivos que dá receio de conhecer o ator que o interpretou.
Filmes como BROKE SKY acontecem quando gente talentosa que trabalha no cinema de gênero e independente resolve fazer algo mais pessoal. É um filme que não deixa o gênero de lado, mas que possui marcas autorais e significa muito mais para os envolvidos, pois não trata-se de um filme feito por contrato assinado. Callaway - também produtor e diretor de fotografia da produção - fez questão de se cercar de gente que conheceu ao longo dos anos de trabalho no cinema independente americano, como os produtores Jeff Burr, Dan Golden e Eric Miller. Golden ainda acumulou a função de assistente de direção e contribuiu no roteiro.
Se existe algo que talvez deixasse o filme melhor, seria Bucky ser solteiro ao invés de casado. A esposa (vivida por uma simpática Barbara Chisholm) consome um tempo que poderia ser aplicado na tensão que passa a atormentar a relação entre Bucky e Earl. A música country que toca na trilha não fez muito a minha cabeça. Mas verdade seja dita, BROKE SKY já faz de Callaway um nome a ser respeitado. Espero que os próximos filmes dele sejam tão bons quanto este.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
MEGAFAULT (2009, EUA)

Estava crente de que isso um dia iria acontecer: a The Asylum fez um filme para o SyFy. Era questão de tempo, pois as suas produções já vinham sendo adquiridas para a programação deste canal especializado em exibir filmes queijudos. E filme queijudo é com a The Asylum mesmo. Vários dos filmes recentes da produtora tinham características que agradam o canal como filmes que investem em monstros, robôs, dinossauros e ação com ficção científica, como MEGA SHARK VS. GIANT OCTOPUS, THE TERMINATORS e a última versão de A TERRA QUE O TEMPO ESQUECEU. Confesso que me diverti com todos os três, mesmo tendo em mente que eles poderiam ser melhores se os filmes tivessem mais tempo de gestação. Mas aí eles deixariam de ser a The Asylum: a única produtora do mundo que lança um filme B todo mês.
MEGAFAULT é um dos últimos filmes da atriz Brittany Murphy, aqui interpretando uma sismóloga que precisa deixar a família de lado para salvar o mundo. Bruce Davison e Eriq La Salle completam o elenco de protagonistas com atuações razoáveis. Davison consegue disfarçar um pouco que o filme é uma força no pagamento de algumas contas atrasadas, já não posso dizer o mesmo de La Salle.
A produção pega carona no retorno do cinema catástrofe nas telonas com 2012. As semelhanças param por aí, pois o filme não tem nada haver com a profecia maia, a pretensão bocó do filme de Emmerich e nem duas horas e meia de duração. O que sinto mais ausência em MEGAFAULT é a intenção de ser algo diferente, sair do feijão com arroz e previsibilidade que toma conta da maioria dos filmes catástrofe. Isso acontece tanto nos medalhões de Irwin Allen como INFERNO NA TORRE e O DESTINO DO POSEIDON (original e remake) quanto nos exemplares recentes. Mal o filme começa e sabe-se quem irá morrer e quem irá viver até o fim de imediato. As cenas de destruição e um certo humor que se oscila entre voluntário e involuntário (esse em doses maiores, claro! hehe) do roteiro de Paul Bales foram as principais razões que me fizeram apreciar mais do que o esperado essa investida da The Asylum, cuja principal referência é UMA FENDA NO MUNDO, com Dana Andrews.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
SOLDADO UNIVERSAL 3: REGENERAÇÃO (Universal Soldier: Regeneration, 2009, EUA)
Em relação aos companheiros Steven Seagal, Wesley Snipes e os novatos Cuba Gooding Jr. e Val Kilmer nos filmes que vão direto pro DVD, Jean-Claude Van Damme está indo muito bem. Há quase três anos atrás, Até a Morte provou que o baixinho do calombo na testa é mais ator do que muita gente pensava. 2009 foi a vez do surpreendente JCVD, onde ele interpreta um ator chamado Jean-Claude Van Damme que está pendurado em dívidas, perde a custódia dos filhos para a ex-mulher e seus filmes vão direto pro DVD ao invés dos cinemas. Não se sabe quanto do Van Damme da ficção e do Van Damme da vida real estão no roteiro. JCVD é para Van Damme o que O Lutador foi para Mickey Rourke. Um belo filme que merecia alguma chance no circuito alternativo brasileiro.
O mesmo não pode ser dito de Soldado Universal 3: Regeneração, que é um espetáculo de truculência. A direção ficou a cargo de John Hyams, filho de Peter Hyams (que dirigiu Van Damme em TIMECOP e MORTE SÚBITA), trabalhando como diretor de fotografia neste filme. Regeneração parte direto do original, desconsiderando as duas continuações baratas feitas para a TV e Soldado Universal: O Retorno, onde Luc Deveraux (Van Damme) vive como um humano e tinha até uma filha! Ainda bem.
Nos primeiros minutos do filme ambientado na Rússia e filmado na Bulgária, uma moça e um rapaz são sequestrados de um museu de arte por um grupo mascarado. Os bandidos começam a massacrar os seguranças particulares, a polícia e um deles leva vários tiros, mas não morre. Essa introdução ao filme nos leva a algo cada vez mais raro e ausente do cinema de ação atual: uma cena de perseguição tão bem planejada, filmada e editada que joga o espectador no meio da ação e ainda assim, ele entende o que está acontecendo. Isso tudo antes do final dos créditos de abertura. Yeah!
Os dois jovens sequestrados são filhos do primeiro ministro, usados pelo general Boris e seus soldados saídos de um filme do Chuck Norris para negociar a liberdade de companheiros presos. Eles tomaram a usina de Chernobyl e ameaçam explodir o lugar se o governo russo não cumprir as exigências em até 72 horas. Aquele sequestrador que teimava em não morrer na perseguição do início é, na verdade, o NGU (interpretado pelo lutador Andrei "The Pit Bull" Arlovski), uma nova geração de Soldados Universais. Ela foi criada pelo Dr. Colin (Kerry Shayle), o típico cientista louco, e seu assistente (Garry Cooper). O governo americano envia 4 dos 5 soldados restantes da antiga geração para Chernobyl resgatar os jovens, num esforço lamentável, os guerrilheiros sofrem baixas, mas o novo soldado universal acaba com os 4. A solução é reativar Luc Deveraux (Van Damme), que estava sob tratamento psicológico (???) para a missão, voltando a ser a máquina de matar que sempre foi. Deveraux apenas não contava com o encontro surpresa no lugar: seu antigo inimigo, o psicótico Andrew Scott (Dolph Lundgren).
Essa volta de Deveraux não faz mesmo muito sentido. Se os outros quatro soldados não resistiram à nova geração, por que raios enviaram o Deveraux? Mas antes de qualquer coisa, é necessário lembrar que ao assistir esses filmes, qualquer falta de noção e lógica deve ser posta de lado. Não se assiste a um filme de ação por roteiro, atuações e construção de personagens. O que mais importa é ver o Deveraux quebrando o pau assim que bota os pés na usina e, nesse sentido, o filme não desaponta. Coloque no meio de tudo o aguardado confronto de Scott e Deveraux - com direito a final estilo Blade Runner - e temos quase 30 minutos ininterruptos de pura ação, com violência a granel e lutas bem coreografadas, influenciadas por MMA (Mixed Martial Arts). John Hyams também dirigiu The Smashing Mashine, documentário sobre o lutador Mark Kerr.
A atmosfera de Regeneração difere do esperado, com uma fotografia de cores frias que chama a atenção e remete ao cinema de ficção científica feito hoje. Se há algo que seja considerado negativo, é o limitado tempo em cena do trio principal de atores. Contam-se nos dedos os seus diálogos no roteiro de Victor Ostrovsky, embora seja essa ausência de humanidade e emoção que faz os personagens terem tamanha presença no filme.
Van Damme e Arlovski beiram a perfeição como duas máquinas de matar: o som que mais se ouve quando eles estão em cena são os de suas vítimas. Lundgren é o que menos aparece dos três, mas o retorno de Andrew Scott vem sendo comparado com a descontrolada fuga do monstro de Frankenstein. Não é para menos, Scott termina sendo o personagem mais interessante do filme e permite a Lundgren alguns de seus melhores momentos em anos.
Uma excelente colaboração entre pai e filho cineastas faz com que Soldado Universal 3: Regeneração seja acima da média e tão bem acabado para uma produção destinada ao DVD. O filme merece ser visto, nem que seja pela brutal cena de luta entre Van Damme e Lundgren, que podem sim estar mais velhos, mas acabam com qualquer "astro" atual do gênero como John Cena num estalar de dedos.

Mancada: a distribuidora California Filmes errou o nome de Van Damme em todo o material promocional do filme, posters e capas do DVD e Blu-Ray. Que coisa feia.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
FORÇA DA NATUREZA (Gale Force, 2002, EUA)
Eu não sabia que Arnold fazia liquidação de garagem.
The bad guys
The good guysUm pouco de história do cinema B e direto para vídeo para vocês
Computação gráfica não era moda e nem qualquer um tinha After Effects no computador de 1998 a 2005. Várias produtoras neste período fizeram seus filmes B de ação/ficção com cenas de tiroteio, explosões, helicópteros e etc licenciadas (ou seja, pagas aos estúdios e detentores dos direitos) de outros filmes de maior orçamento. Essa é uma prática adotada desde o início da carreira do mestre Roger Corman e segundo o próprio Latshaw, de seriados dos anos 50 que eram roteirizados a partir dessas cenas mais caras de se fazer. Os valores de produção aparentavam ser maiores e a produção em si ficava mais em conta do que muitos pensavam.
Entre os produtores do período, destacaram-se Joseph Merhi e Richard Pepin, da inesquecível PM Entertainment, com títulos como AVALANCHE e DEVASTAÇÃO EM LOS ANGELES (Epicenter). Mas nenhum deles superou a quantidade de lançamentos da Phoenician (Andrew Stevens, Elie Samaha e Alison Semenza) e Cinetel (Paul Hertzberg). Motivo: Wynorski e Fred Olen Ray eram os seus diretores. Eles ganham a vida por serem rápidos, saberem trabalhar com limitações orçamentárias e entregar os filmes no prazo ou até mesmo antes do tempo estimado. A dupla trabalhou tanto nesse período que os seus hoje já conhecidos pseudônimos Jay Andrews e Ed Raymond foram criados para as distribuidoras não reclamarem que os 4 filmes que compraram no ano eram dirigidos pela mesma pessoa. Não é para menos que eles foram os reis deste 'stock footage cinema' e fizeram a festa no período.
PS 1 - Voltei a usar os comentários do Blogger. Intense Debate causou problemas na leitura do Vá e Veja e usei o substituto do Halo Scan, o Echo, por um período de testes e ele simplesmente não funciona... além de ser pago (já aumentaram de 10 para 12 dólares ao ano). Tudo indica que irei perder todos os comentários feitos até hoje por vocês no blog. Me chamem de besta, mas isso dói no coração. Tenho grande parte exportado num arquivo .xml, tomara que haja alguma maneira de importá-los no serviço do Blogger no futuro.
PS 2 - Blogs adicionados:
CINE MONSTRO de Carlos Primati, que já podemos chamar de obrigatório, mesmo com menos de dois meses na Internet.
TED BOY MARINO, porque nunca é demais ter mais outro espaço na blogosfera dedicado a cobrir "cinema de macho".
terça-feira, fevereiro 02, 2010
quinta-feira, janeiro 28, 2010
No lugar de LUA NOVA, assista...

TWILIGHT VAMPS - LUST AT FIRST BITE e BIKINI FRANKENSTEIN são os lançamentos da Retromedia neste mês de janeiro. Com direção de Fred Olen Ray, essas duas últimas comédias 'softcores' de Fred contam com Christine Nguyen, Beverly Lynne, Brandin Rackley, Ashley West, Michelle Maylene e Jenaveve Jolie no elenco. De talentos masculinos, duas grandes figuras do cenário B americano, Ron Ford e Ted Newsom.
Reza a lenda que Fred filmou todo o material para esses dois filmes e mais outros três em duas semanas de filmagem!
Ford e Newsom em FRANKENSTEIN
Jayden Cole, a criatura do filme.domingo, janeiro 24, 2010
Trailer de Sherlock Holmes (The Asylum)
Pergunta besta: Com esse trailer e poster, qual das duas versões Osvaldo vai assistir primeiro?quarta-feira, janeiro 20, 2010
CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B

Por César Almeida
Gênios ou loucos? Aproveitadores ou revolucionários? Conheça a história de homens e mulheres que não desfilaram pelos tapetes vermelhos de Hollywood. Personagens que escreveram a história do cinema por linhas tortas, pavimentando o caminho para as grandes produções. Nomes como Roger Corman, Russ Meyer, Mario Bava, Terence Fisher e Jess Franco, que abriram passagens, quebraram tabus e tornaram-se mitos, influenciando até hoje cineastas da estirpe de Tim Burton e Quentin Tarantino.
O Cemitério perdido dos Filmes B traça um panorama do Cinema de baixo orçamento através das resenhas de 120 produções de diversos gêneros. Um retrato honesto e divertido dos heróis não celebrados da Sétima Arte.
HAMMER HORROR, GIALLO, POLIZIESCO, NAZI-EXPLOITATION, BLAXPLOITATION, SPAGHETTI WESTERN, SCI-FI...
Tudo isso e muito mais, em breve no Cemitério perdido dos Filmes B. À venda a partir do dia 3 de Fevereiro de 2010 através do e-mail sartanawest@ig.com.br. Nas melhores livrarias do Brasil em Março.
Preço promocional de venda por e-mail: R$ 22,00 (+ envio)
ISBN: 978-85-7961-040-0
TÍTULO: CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B
AUTOR: CÉSAR ALMEIDA
EDIÇÃO: 1
LOCAL DE EDIÇÃO: RIO DE JANEIRO
PÁGINAS: 294
EDITORA: MULTIFOCO
César Augusto Oliveira de Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980. Em 2008 participou do livro "68 - História e Cinema" (EST Edições) com um artigo sobre o filme "A noite dos mortos vivos", escrito em parceria com o especialista em História Contemporânea Paulo Guadagnin. Atua também na ficção, tendo contos publicados nas antologias “Dias contados – Contos sobre o fim do mundo” (Andross Editora) e “Draculea – O livro secreto dos vampiros” (All Print Editora). Você pode conhecer os trabalhos de César Almeida visitando seus blogs B Movie Box Car Blues, e Sono da Razão.
http://bmovieblues.blogspot.com/
http://sonorazao.blogspot.com/
terça-feira, janeiro 19, 2010
Albert Pyun abre o jogo sobre BULLETFACE

Foi anunciado recentemente que o primeiro filme a ser lançado do diretor Albert Pyun não seria mais TALES OF THE ANCIENT EMPIRE (sua continuação de A ESPADA E OS BÁRBAROS), mas o sombrio BULLETFACE, com roteiro de Randall Fontana (Hong Kong '97). Como grande parte das produções independentes atuais, o filme será auto-distribuído pelos próprios realizadores através da Curnan Pictures. Segue abaixo a sinopse traduzida:
A história é situada na fronteira do México com a California, principalmente em Imperial Beach, CA. BULLETFACE é sobre uma agente do DEA, Dara Maren, que é presa ao proteger seu irmão mais novo, um criminoso. A prisão parece saída de um pesadelo, um lugar tão miserável que os guardas traficam órgãos dos detentos. O irmão de Dara acaba sendo assassinado por um traficante que cria uma nova droga alteradora de DNA feita a partir de um fluído retirado da espinha dorsal. Os novos viciados (entre eles, oficiais da lei e do governo) se transformam em algo nada humano e centenas de cadáveres começam a aparecer ao redor da fronteira.
Enquanto isso, um agente corrupto do FBI suborna os guardas de prisão para deixar Dara se vingar da morte do irmão e derrubar o traficante. Quando Dara sai da prisão, ela não é a mesma pessoa que entrou. Dara tem 60 horas fora da cadeia e deve voltar para servir o restante da sua sentença de 20 anos ou o agente ficará em seu lugar.
Mesmo ocupado com o lançamento da edição especial de BULLETFACE, Pyun falou ao Vá e Veja sobre o filme:
"O que eu diria sobre Bulletface é que ele talvez seja o mais sombrio e intenso filme da minha carreira. Um sombrio 'thriller' de horror.
O filme também é sobre como as relações familiares no mundo do crime são retorcidas, inclusive no amor, e como elas causam uma ação extrema e violenta vindas da dor emocional e do ódio.
Bulletface é totalmente sexual e sem regras em sua violência ao retratar o dano que estupro, vingança e feridas emocionais podem causar em circunstâncias extremas. A questão principal do filme é que tipo de ser humano a personagem de Victoria Maurette pode ser depois de estuprada, ter um órgão roubado, sua família assassinada e traída por aqueles que ama. Sua forma de ver a vida é marcada pelo pior de tudo isto."
BULLETFACE também é co-estrelado por Steven Bauer, Eddie Velez e Scott Paulin co-estrelam junto com Morgan Weisser e Jennifer Dare Paulin. A atriz pornô Jenaveve Jolie faz parte do elenco. Velez é o vilão principal do filme, enquanto Paulin faz outra figura maligna e Bauer é um "good guy", o agente que tira a personagem da cadeia e corre o risco de ficar preso no lugar dela. Quando perguntado sobre como foi trabalhar com Bauer, Pyun respondeu que ele foi muito profissional e fácil de lidar.
De acordo com o Quiet Earth, a edição especial terá quatro discos (!!) com o filme em widescreen, a trilha sonora de Tony Riparetti em CD e de bonus, um novo corte de LEFT FOR DEAD baseado nos comentários e críticas na versão de 2008 e a trilha deste 'horror-western'. Pyun disse trabalhar em mais material extra e também revelou que BULLETFACE foi adquirido pela Lusomundo para distribuição em Portugal. Esperemos então pelo trailer e ver se algum distribuidor brasileiro se aventura a distribuir o filme. Stills do filme podem ser vistas no Quiet Earth e Dread Central.
Fique por dentro das novidades de Albert Pyun através de suas páginas no Twitter e MySpace.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Matéria "Um novo olhar para o cinema", Folha de Pernambuco, 18/01


LUIZ JOAQUIM
Você sabe quem é Apichatpong Weerasethakul? E Raoul Walsh? ou ainda Elem Klimov? Não? Qualquer um desses aí na foto acima não apenas sabe como pode conversar horas sobre a obra destes e de outros cineastas. Em grupo ou individualmente, eles vêm atuando como uma nova geração de pensadores de cinema no Recife, gerando boas reflexões pela prática da crítica cinematográfica, seja por blog, sites ou ainda pelo jornal impresso.
Assim como Marcelo Gomes, Paulo Caldas, Adelina Pontual e Cláudio Assis e outras figuras que eram apenas promessas nos anos 1980, quando participavam do Cineclube Jurando Vingar, onde hoje funciona o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, uma parte do grupo na foto também pode figurar no futuro como um nome importante do audiovisual pernambucano.
Alguns deles atuam no Cineclube Dissenso (curiosamente também no Cinema da Fundação). Um cineclube que, na verdade, nasceu das reuniões do grupo para discutir pautas críticas para seu blog (http://dissenso.wordpress.com).
"Fui convidando algumas pessoas em que acreditava para colaborar com o blog. Para estimular a ida às reuniões, definimos que a cada encontro alguém levaria um filme. Era sempre uma sessão surpresa, isso em 2008. Em maio de 2009 os horários disponíveis na UFPE foram complicando e passamos a nos encontrar na Fundaj, todo sábado às 14h", conta o jornalista Rodrigo Almeida, de 24 anos.
Ele é uma espécie de centralizador e também lançador do grupo Dissenso. Rodrigo leva tão a serio sua criação que a transformou em trabalho de conclusão do curso de jornalismo e ainda a utiliza como estudo de campo para sua dissertação de mestrado na UFPE, que deve defender em março próximo.
Entre as "pessoas em que acreditava" estavam os estudantes de jornalismo Hermano Callou, 20, Luís Fernando Moura, 21, - hoje estagiário de cultura do Jornal do Commercio -, e André Antônio, 21, - estagiário da produtora Símio Filmes. Nos três, o gosto pelo cinema vem desde a pré-adolescência. "Naquela época eu já escrevia sobre cinema, mas não na forma estruturada de uma crítica. A opção por estudar jornalismo passou por essa minha prática", recorda Callou.
André, que conheceu os colegas em uma oficina de linguagem e estética cinematográfica, conta que a experiência na Símio está lhe abrindo novos horizontes para a montagem cinematográfica: "Adoro pensar e escrever sobre cinema". Já Luís Fernando, apenas tem certeza que seu oficio tem a ver com filmes. "O que me atraiu nesse campo foi a possibilidade de produzir, mas terminei por me apaixonar pela reflexão sobre o cinema. É uma atividade que penso em investir, não sei ainda se pela ótica da realização ou da reflexão, acadêmica ou não", pondera.
Ainda no Dissenso - cujo site deve sofrer, em breve, atualização no design - participam, num grupo fixo, Paulo Faltay, Pedro Neves, Fernando Mendonça e Thiago Correia. Além destes, os encontros do Dissenso atrai outros jovens escritores de cinema no Recife, um deles é Hugo Viana, 25, estagiário de cultura desta Folha de Pernambuco, que também já realizou algumas oficinas de cinema, entre elas a de crítica promovida pelo Janela Internacional de Cinema. Ele define a experiência como um "ponto de virada" em sua iniciante carreira.
"No Janela conheci pessoas com visões diferentes da minha, o que só enriqueceu meu repertório. Antes analisava filmes de forma bem metódica. No curso me deparei com a urgência do tempo e o volume grande de filmes para analisar. O mesmo acontece no jornal quando me vejo obrigado a escrever sobre um filme que não gosto e daí percebo novos aspectos sobre o cinema e sobre mim mesmo", conta. Desejoso em ampliar seu conhecimento teórico, assim como Rodrigo, Hugo irá trabalhar na conclusão do curso investigando o mercado, a programação e a distribuição de filmes no Recife.
Foi também por uma oficina, sobre design para pôster de cinema, ministrada por Fernando Vasconcelos (do site Kinemail), que Filipe Marcena, 21, deu seus primeiros passos na crítica. "Nunca havia pensado na crítica, até que Fernando me encomendou um texto e o resultado foi tão positivo que acabei sendo convidado para colaborar no site. Lá escrevo sobre lançamentos em DVD e eventualmente sobre algum lançamento nos cinemas", relembra Filipe, hoje estudante do curso de graduação em cinema da UFPE.
Já Osvaldo Neto, 24, recebeu o estímulo para escrever a partir de um site que freqüentava, o "Boca do Inferno", passando, depois, a ser seu colaborador. Em 2006 criou o próprio blog, "Vá e Veja" (o nome é uma homenagem ao filme homônimo de Elem Klimov), e depois começou a participar do site Cine Flash. Uma das peculiaridades de Osvaldo é sua predileção por filmes "B", de baixo orçamento e independentes. "Claro que posso também apreciar uma superprodução ou filmes mais sofisticados mas, de certa forma, me dá prazer saber que talvez meu blog seja o principal canal do Recife que lida com o universo de filmes renegados", ressalta.
Uma das figuras mais interessantes nesse meio de jovens promissores chama-se Matheus Cartaxo, e não apenas pela pouca idade (17 anos), mas também pela sagacidade e impressionante demonstração de conhecimento e discernimento quando abre a boca para falar sobre cinema. "Meu interesse começou ainda muito criança, com os quadrinhos e literatura, depois (rindo) fui apresentado a 'Freddy Kruger' e, há dois anos, comecei a me aprofundar através de blogs que indicam filmes e livros".
Matheus, ainda no ensino médio, pretende prestar vestibular para cinema aqui e em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Até lá, vai cuidando de sua formação, ao mesmo tempo em que trabalha como editor-adjunto da "Foco: Revista de Cinema", cujo último volume é dedicado a Samuel Fuller e João Bénard da Costa. Lá, tem traduções que ele fez para o português de textos originais em inglês e francês, além de análises escritas pelo próprio Matheus. À propósito, você sabe quem foram Fuller e Bérnard da Costa?
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onde ler os jovens críticos
Dissenso
Rodrigo Almeida, Luís Fernando Moura, André Antônio,
Hermano Callou
(http://dissenso.wordpress.com
Blog de Rodrigo Almeida
(http://velhoshabitos.
Foco: Revista de Cinema
Matheus Cartaxo
(http://focorevistadecinema.
Vá e Veja
Osvaldo Neto
(http://vaeveja.blogspot.com)
Cine Flash
Osvaldo Neto, Rafael Nogueira, Alexsandro Vasconcelos, Léo Peixe
(http://www.cineflash.com.br)
Kinemail
Filipe Marcena
(http://www.kinemail.com.br)
Folha de Pernambuco
Hugo Viana
(http://www.folhape.com.br)
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Batendo um papo...
Entrevistarei Jeff Burr, diretor de O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3 e DO SUSSURRO AO GRITO para o Boca do Inferno, com colaborações do Felipe M. Guerra. Aguardem que Jeff vai contar muitas histórias e curiosidades de bastidores dos seus filmes.
Jeff Burr, no set de COMBATE NA ESCURIDÃO.É isso aí e já adianto que algo muito bom irá acontecer na segunda-feira para o blog. Só não vou dizer o que é para não estragar a surpresa. Até mais, compañeros e muchachas!


TOGETHER & ALONE, 1998, 50th Street Films, 84 min. Dir. Duane Whitaker. Joe Unger gives the performance of a lifetime in this portrait of Los Angeles at night. Echoes of Robert Altman, but it’s far from the world of THE PLAYER. These are struggling artists are a lot further down the Hollywood food chain. Actor-writer Duane Whitaker (PULP FICTION) makes his directorial debut with this low-budget ensemble gem. Also starring Casey Siemaszko, Tim Thomerson and Mariah O’Brien. Following Eddie Presley: a behind the scenes tribute to the late great Lawrence Tierney, “Tierney’s Tyranny”, 1992, 11 min. Discussion in between films with Jeff Burr, Duane Whitaker, Joe Unger, Daniel Roebuck, Joe Estevez, Chuck Williams, John Bishop and Clu Gulager.













