segunda-feira, março 01, 2010
Trailer de DETOUR - ROTA 666 (2003)
Já escrevi rapidamente sobre esse divertido filme em 2007. Mas segue a minha dica para o texto do Felipe M. Guerra no Boca do Inferno, clique aqui para ler. Não deixe de prestigiar também o Boca Tube, blog que vem reunindo diversos vídeos do YouTube e afins ligados aos gêneros que o site cobre. Ele já contou com modestas colaborações de minha parte. ;)
E como o assunto é divulgação, aproveito também para informar que Takeo Maruyama voltou com o Asian Fury e que duas figuras que vem postado em vários blogs (menos o meu, mas tudo bem hauhaua), também tem blogs, o Blob com Blog do Blob e "Demofilo Fidano" com o Olhar Gratuito. Pode conferir os dois sem receio que tem muita coisa boa postada neles.
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sábado, fevereiro 27, 2010
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Making Broke Sky
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Trailer de AMERICAN BANDITS: FRANK AND JESSE JAMES
Escrito e dirigido por Fred Olen Ray!

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terça-feira, fevereiro 23, 2010
BROKE SKY (2007, EUA)

O famigerado IMDB lista o filme de hoje em quatro gêneros (comédia, drama, suspense e thriller) e ele tem mesmo tudo isso, mas em doses bem administradas pelo estreante Thomas L. Callaway, que tem uma extensa filmografia como diretor de fotografia desde os anos 80. Entre os seus trabalhos, estão CREEPOZOIDS, BANQUETE NO INFERNO, três filmes de Fred Olen Ray e até mesmo CÓDIGO DE HONRA, um clássico com Cynthia Rothrock, Richard Norton e Brian Thompson que não tenho idéia do porque ainda não foi comentado aqui no blog.
BROKE SKY é um "neo-noir" dotado de um bizarro senso de humor semelhante apenas ao do recente VÍCIO FRENÉTICO com Nicholas Cage, feito dois anos depois. Assim como no filme de Herzog, me peguei rindo de coisas que não deveria. A dupla de protagonistas nada comum acentua esse humor do filme, embora ambos sejam homens comuns. Bucky e Earl (Will Wallace e Joe Unger, excelentes) são dois velhos amigos na pequena Waco, no Texas. Ambos tem um dos piores empregos já retratados pelo cinema, eles ganham a vida recolhendo carcaças de animais mortos nas estradas da cidade. Bucky e Earl podem não ganhar muito, mas são felizes e se divertem em companhia do outro.
A chegada de uma máquina que realiza o trabalho deles com extrema eficiência, ameaça o ganha pão de um deles, já que ela precisa de apenas um operador. Até 30 minutos de filme, BROKE SKY parece ser uma comédia de humor negro sobre esses dois personagens. Mas como todo filme de inspiração "noir" que se preze são as más escolhas e o passado que o farão ficar cada vez mais sombrio. Um corpo aparece, claro.
O ótimo elenco principal se completa com Duane Whitaker fugindo dos canalhas que sempre deu vida fazendo o xerife da cidade e um arrepiante Bruce Glover roubando os minutos e segundos que aparece. É um daqueles personagens tão repulsivos que dá receio de conhecer o ator que o interpretou.
Filmes como BROKE SKY acontecem quando gente talentosa que trabalha no cinema de gênero e independente resolve fazer algo mais pessoal. É um filme que não deixa o gênero de lado, mas que possui marcas autorais e significa muito mais para os envolvidos, pois não trata-se de um filme feito por contrato assinado. Callaway - também produtor e diretor de fotografia da produção - fez questão de se cercar de gente que conheceu ao longo dos anos de trabalho no cinema independente americano, como os produtores Jeff Burr, Dan Golden e Eric Miller. Golden ainda acumulou a função de assistente de direção e contribuiu no roteiro.
Se existe algo que talvez deixasse o filme melhor, seria Bucky ser solteiro ao invés de casado. A esposa (vivida por uma simpática Barbara Chisholm) consome um tempo que poderia ser aplicado na tensão que passa a atormentar a relação entre Bucky e Earl. A música country que toca na trilha não fez muito a minha cabeça. Mas verdade seja dita, BROKE SKY já faz de Callaway um nome a ser respeitado. Espero que os próximos filmes dele sejam tão bons quanto este.
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segunda-feira, fevereiro 22, 2010
MEGAFAULT (2009, EUA)

Estava crente de que isso um dia iria acontecer: a The Asylum fez um filme para o SyFy. Era questão de tempo, pois as suas produções já vinham sendo adquiridas para a programação deste canal especializado em exibir filmes queijudos. E filme queijudo é com a The Asylum mesmo. Vários dos filmes recentes da produtora tinham características que agradam o canal como filmes que investem em monstros, robôs, dinossauros e ação com ficção científica, como MEGA SHARK VS. GIANT OCTOPUS, THE TERMINATORS e a última versão de A TERRA QUE O TEMPO ESQUECEU. Confesso que me diverti com todos os três, mesmo tendo em mente que eles poderiam ser melhores se os filmes tivessem mais tempo de gestação. Mas aí eles deixariam de ser a The Asylum: a única produtora do mundo que lança um filme B todo mês.
MEGAFAULT é um dos últimos filmes da atriz Brittany Murphy, aqui interpretando uma sismóloga que precisa deixar a família de lado para salvar o mundo. Bruce Davison e Eriq La Salle completam o elenco de protagonistas com atuações razoáveis. Davison consegue disfarçar um pouco que o filme é uma força no pagamento de algumas contas atrasadas, já não posso dizer o mesmo de La Salle.
A produção pega carona no retorno do cinema catástrofe nas telonas com 2012. As semelhanças param por aí, pois o filme não tem nada haver com a profecia maia, a pretensão bocó do filme de Emmerich e nem duas horas e meia de duração. O que sinto mais ausência em MEGAFAULT é a intenção de ser algo diferente, sair do feijão com arroz e previsibilidade que toma conta da maioria dos filmes catástrofe. Isso acontece tanto nos medalhões de Irwin Allen como INFERNO NA TORRE e O DESTINO DO POSEIDON (original e remake) quanto nos exemplares recentes. Mal o filme começa e sabe-se quem irá morrer e quem irá viver até o fim de imediato. As cenas de destruição e um certo humor que se oscila entre voluntário e involuntário (esse em doses maiores, claro! hehe) do roteiro de Paul Bales foram as principais razões que me fizeram apreciar mais do que o esperado essa investida da The Asylum, cuja principal referência é UMA FENDA NO MUNDO, com Dana Andrews.
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sexta-feira, fevereiro 19, 2010
SOLDADO UNIVERSAL 3: REGENERAÇÃO (Universal Soldier: Regeneration, 2009, EUA)
Em relação aos companheiros Steven Seagal, Wesley Snipes e os novatos Cuba Gooding Jr. e Val Kilmer nos filmes que vão direto pro DVD, Jean-Claude Van Damme está indo muito bem. Há quase três anos atrás, Até a Morte provou que o baixinho do calombo na testa é mais ator do que muita gente pensava. 2009 foi a vez do surpreendente JCVD, onde ele interpreta um ator chamado Jean-Claude Van Damme que está pendurado em dívidas, perde a custódia dos filhos para a ex-mulher e seus filmes vão direto pro DVD ao invés dos cinemas. Não se sabe quanto do Van Damme da ficção e do Van Damme da vida real estão no roteiro. JCVD é para Van Damme o que O Lutador foi para Mickey Rourke. Um belo filme que merecia alguma chance no circuito alternativo brasileiro.
O mesmo não pode ser dito de Soldado Universal 3: Regeneração, que é um espetáculo de truculência. A direção ficou a cargo de John Hyams, filho de Peter Hyams (que dirigiu Van Damme em TIMECOP e MORTE SÚBITA), trabalhando como diretor de fotografia neste filme. Regeneração parte direto do original, desconsiderando as duas continuações baratas feitas para a TV e Soldado Universal: O Retorno, onde Luc Deveraux (Van Damme) vive como um humano e tinha até uma filha! Ainda bem.
Nos primeiros minutos do filme ambientado na Rússia e filmado na Bulgária, uma moça e um rapaz são sequestrados de um museu de arte por um grupo mascarado. Os bandidos começam a massacrar os seguranças particulares, a polícia e um deles leva vários tiros, mas não morre. Essa introdução ao filme nos leva a algo cada vez mais raro e ausente do cinema de ação atual: uma cena de perseguição tão bem planejada, filmada e editada que joga o espectador no meio da ação e ainda assim, ele entende o que está acontecendo. Isso tudo antes do final dos créditos de abertura. Yeah!
Os dois jovens sequestrados são filhos do primeiro ministro, usados pelo general Boris e seus soldados saídos de um filme do Chuck Norris para negociar a liberdade de companheiros presos. Eles tomaram a usina de Chernobyl e ameaçam explodir o lugar se o governo russo não cumprir as exigências em até 72 horas. Aquele sequestrador que teimava em não morrer na perseguição do início é, na verdade, o NGU (interpretado pelo lutador Andrei "The Pit Bull" Arlovski), uma nova geração de Soldados Universais. Ela foi criada pelo Dr. Colin (Kerry Shayle), o típico cientista louco, e seu assistente (Garry Cooper). O governo americano envia 4 dos 5 soldados restantes da antiga geração para Chernobyl resgatar os jovens, num esforço lamentável, os guerrilheiros sofrem baixas, mas o novo soldado universal acaba com os 4. A solução é reativar Luc Deveraux (Van Damme), que estava sob tratamento psicológico (???) para a missão, voltando a ser a máquina de matar que sempre foi. Deveraux apenas não contava com o encontro surpresa no lugar: seu antigo inimigo, o psicótico Andrew Scott (Dolph Lundgren).
Essa volta de Deveraux não faz mesmo muito sentido. Se os outros quatro soldados não resistiram à nova geração, por que raios enviaram o Deveraux? Mas antes de qualquer coisa, é necessário lembrar que ao assistir esses filmes, qualquer falta de noção e lógica deve ser posta de lado. Não se assiste a um filme de ação por roteiro, atuações e construção de personagens. O que mais importa é ver o Deveraux quebrando o pau assim que bota os pés na usina e, nesse sentido, o filme não desaponta. Coloque no meio de tudo o aguardado confronto de Scott e Deveraux - com direito a final estilo Blade Runner - e temos quase 30 minutos ininterruptos de pura ação, com violência a granel e lutas bem coreografadas, influenciadas por MMA (Mixed Martial Arts). John Hyams também dirigiu The Smashing Mashine, documentário sobre o lutador Mark Kerr.
A atmosfera de Regeneração difere do esperado, com uma fotografia de cores frias que chama a atenção e remete ao cinema de ficção científica feito hoje. Se há algo que seja considerado negativo, é o limitado tempo em cena do trio principal de atores. Contam-se nos dedos os seus diálogos no roteiro de Victor Ostrovsky, embora seja essa ausência de humanidade e emoção que faz os personagens terem tamanha presença no filme.
Van Damme e Arlovski beiram a perfeição como duas máquinas de matar: o som que mais se ouve quando eles estão em cena são os de suas vítimas. Lundgren é o que menos aparece dos três, mas o retorno de Andrew Scott vem sendo comparado com a descontrolada fuga do monstro de Frankenstein. Não é para menos, Scott termina sendo o personagem mais interessante do filme e permite a Lundgren alguns de seus melhores momentos em anos.
Uma excelente colaboração entre pai e filho cineastas faz com que Soldado Universal 3: Regeneração seja acima da média e tão bem acabado para uma produção destinada ao DVD. O filme merece ser visto, nem que seja pela brutal cena de luta entre Van Damme e Lundgren, que podem sim estar mais velhos, mas acabam com qualquer "astro" atual do gênero como John Cena num estalar de dedos.

Mancada: a distribuidora California Filmes errou o nome de Van Damme em todo o material promocional do filme, posters e capas do DVD e Blu-Ray. Que coisa feia.
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sexta-feira, fevereiro 05, 2010
FORÇA DA NATUREZA (Gale Force, 2002, EUA)
No final de 2009, o amigo Ronald Perrone escreveu sobre um de meus filmes de ação favoritos dos anos 90: O ÚLTIMO GRANDE HERÓI. Além da vontade de revê-lo, o texto também me fez enviar por e-mail um vídeo achado pelo roteirista Steve Latshaw, roteirista deste FORÇA DA NATUREZA, dirigido por Jim Wynorski. Logo na abertura deste épico do cinema, cenas do filme de John McTiernan foram editadas na sequência em que o personagem de Treat Williams foge de um grupo de criminosos. A caída de queixo foi geral entre os comentários do Dementia 13. Ronald se animou, correu atrás e o resultado foi o texto recente e muito divertido sobre RANGERS, um dos filmes mais inacreditáveis da parceria Latshaw/Wynorski.
Eu não sabia que Arnold fazia liquidação de garagem.
The bad guys
The good guys
Eu não sabia que Arnold fazia liquidação de garagem.
FORÇA DA NATUREZA não é nenhum "Frankenstein" como RANGERS e RAPTOR (já comentado aqui). Ele não passa de uma brincadeira com os reality shows que estavam começando a fazer sucesso nos Estados Unidos, principalmente SURVIVOR que originou o NO LIMITE. Até certos clichês são usados para fazer graça. Treat Williams é Sam Garrett, um policial durão enviado a uma ilha como participante de um programa chamado 'Caça ao Tesouro', onde entra na disputa por um prêmio de 10 milhões de dólares. O que ele e nem seus colegas esperavam é que o time de ex-soldados contratados pela produção para dificultar a busca pelo tesouro e o próprio apresentador tem outros planos, Os caras não querem saber de tiros de festim. Como se isso não bastasse, uma onda gigante está a caminho da ilha. Sentiu o drama? Por incrível que pareça, o filme ainda tenta se levar um pouquinho a sério, mas não muito, claro... digo isso porque alguns personagens são mortos de maneira muito gratuita. Nem mesmo eu esperava tal destino para eles.
The bad guys
O elenco de figuras carimbadas chama a atenção. Além de um divertido Treat Williams, temos os grandes Tim Thomerson (o eterno Jack Deth da série TRANCERS e Brick Bardo, em DOLLMAN) e Curtis Armstrong (o eterno Booger de A VINGANÇA DOS NERDS) como participantes do reality show. No campo feminino, Susan Walters e Tamara Davies são boas presenças (não, elas não tiram a blusa hehe) e de vilões, o subestimado Michael Dudikoff tem bons momentos como o líder dos mercenários. Um dos subordinados de Dudikoff é outro rosto familiar, William Zabka, o loirinho treinado por Martin Kove só para levar o chute mais ridículo da história do cinema em KARATE KID.
The good guys
A produção também usa outra tática dos primórdios do cinema barato, mas esta é utilizada até hoje: a participação confinada. Cliff DeYoung é o ‘nome’ que tem o papel do produtor do reality show. DeYoung só aparece uma única vez em outra locação, mas ao longo do filme ele fica no estúdio da emissora de TV. A última cena do personagem no filme de cair o queixo, daquelas que fazem a gente se lembrar de que o cinema é a arte onde absolutamente tudo pode acontecer. E é por isso que sigo vendo essas belezas ao invés de perder tempo com baboseiras intelectualóides de boteco onde não acontece nada em 10 minutos de filme. Uma coisa é certa, nos legítimos filmes B, isso nunca irá ocorrer. Sempre há algo para a nossa alegria em muito menos de 10 minutos de filme, mesmo que no fim das contas ele acabe sendo muito ruim.
Ofereço um brinde à Jim Wynorski, Steve Latshaw, Fred Olen Ray e a todos os outros autores de vários filmes que são sem vergonha sim, mas sou mais eles do que farsantes tirando onda de cineastas quando não o são. É claro que sei reconhecer títulos onde o estilo está acima do conteúdo, mas também faço questão de sempre afirmar que cinema é a arte de se fazer filmes, não quadros em movimento.
Computação gráfica não era moda e nem qualquer um tinha After Effects no computador de 1998 a 2005. Várias produtoras neste período fizeram seus filmes B de ação/ficção com cenas de tiroteio, explosões, helicópteros e etc licenciadas (ou seja, pagas aos estúdios e detentores dos direitos) de outros filmes de maior orçamento. Essa é uma prática adotada desde o início da carreira do mestre Roger Corman e segundo o próprio Latshaw, de seriados dos anos 50 que eram roteirizados a partir dessas cenas mais caras de se fazer. Os valores de produção aparentavam ser maiores e a produção em si ficava mais em conta do que muitos pensavam.
Entre os produtores do período, destacaram-se Joseph Merhi e Richard Pepin, da inesquecível PM Entertainment, com títulos como AVALANCHE e DEVASTAÇÃO EM LOS ANGELES (Epicenter). Mas nenhum deles superou a quantidade de lançamentos da Phoenician (Andrew Stevens, Elie Samaha e Alison Semenza) e Cinetel (Paul Hertzberg). Motivo: Wynorski e Fred Olen Ray eram os seus diretores. Eles ganham a vida por serem rápidos, saberem trabalhar com limitações orçamentárias e entregar os filmes no prazo ou até mesmo antes do tempo estimado. A dupla trabalhou tanto nesse período que os seus hoje já conhecidos pseudônimos Jay Andrews e Ed Raymond foram criados para as distribuidoras não reclamarem que os 4 filmes que compraram no ano eram dirigidos pela mesma pessoa. Não é para menos que eles foram os reis deste 'stock footage cinema' e fizeram a festa no período.
PS 1 - Voltei a usar os comentários do Blogger. Intense Debate causou problemas na leitura do Vá e Veja e usei o substituto do Halo Scan, o Echo, por um período de testes e ele simplesmente não funciona... além de ser pago (já aumentaram de 10 para 12 dólares ao ano). Tudo indica que irei perder todos os comentários feitos até hoje por vocês no blog. Me chamem de besta, mas isso dói no coração. Tenho grande parte exportado num arquivo .xml, tomara que haja alguma maneira de importá-los no serviço do Blogger no futuro.
PS 2 - Blogs adicionados:
CINE MONSTRO de Carlos Primati, que já podemos chamar de obrigatório, mesmo com menos de dois meses na Internet.
TED BOY MARINO, porque nunca é demais ter mais outro espaço na blogosfera dedicado a cobrir "cinema de macho".
Stock Footage Cinema
Um pouco de história do cinema B e direto para vídeo para vocês
Um pouco de história do cinema B e direto para vídeo para vocês
Computação gráfica não era moda e nem qualquer um tinha After Effects no computador de 1998 a 2005. Várias produtoras neste período fizeram seus filmes B de ação/ficção com cenas de tiroteio, explosões, helicópteros e etc licenciadas (ou seja, pagas aos estúdios e detentores dos direitos) de outros filmes de maior orçamento. Essa é uma prática adotada desde o início da carreira do mestre Roger Corman e segundo o próprio Latshaw, de seriados dos anos 50 que eram roteirizados a partir dessas cenas mais caras de se fazer. Os valores de produção aparentavam ser maiores e a produção em si ficava mais em conta do que muitos pensavam.
Entre os produtores do período, destacaram-se Joseph Merhi e Richard Pepin, da inesquecível PM Entertainment, com títulos como AVALANCHE e DEVASTAÇÃO EM LOS ANGELES (Epicenter). Mas nenhum deles superou a quantidade de lançamentos da Phoenician (Andrew Stevens, Elie Samaha e Alison Semenza) e Cinetel (Paul Hertzberg). Motivo: Wynorski e Fred Olen Ray eram os seus diretores. Eles ganham a vida por serem rápidos, saberem trabalhar com limitações orçamentárias e entregar os filmes no prazo ou até mesmo antes do tempo estimado. A dupla trabalhou tanto nesse período que os seus hoje já conhecidos pseudônimos Jay Andrews e Ed Raymond foram criados para as distribuidoras não reclamarem que os 4 filmes que compraram no ano eram dirigidos pela mesma pessoa. Não é para menos que eles foram os reis deste 'stock footage cinema' e fizeram a festa no período.
PS 1 - Voltei a usar os comentários do Blogger. Intense Debate causou problemas na leitura do Vá e Veja e usei o substituto do Halo Scan, o Echo, por um período de testes e ele simplesmente não funciona... além de ser pago (já aumentaram de 10 para 12 dólares ao ano). Tudo indica que irei perder todos os comentários feitos até hoje por vocês no blog. Me chamem de besta, mas isso dói no coração. Tenho grande parte exportado num arquivo .xml, tomara que haja alguma maneira de importá-los no serviço do Blogger no futuro.
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terça-feira, fevereiro 02, 2010
quinta-feira, janeiro 28, 2010
No lugar de LUA NOVA, assista...

TWILIGHT VAMPS - LUST AT FIRST BITE e BIKINI FRANKENSTEIN são os lançamentos da Retromedia neste mês de janeiro. Com direção de Fred Olen Ray, essas duas últimas comédias 'softcores' de Fred contam com Christine Nguyen, Beverly Lynne, Brandin Rackley, Ashley West, Michelle Maylene e Jenaveve Jolie no elenco. De talentos masculinos, duas grandes figuras do cenário B americano, Ron Ford e Ted Newsom.
Reza a lenda que Fred filmou todo o material para esses dois filmes e mais outros três em duas semanas de filmagem!
Ford e Newsom em FRANKENSTEIN
Jayden Cole, a criatura do filme.
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domingo, janeiro 24, 2010
Trailer de Sherlock Holmes (The Asylum)
Pergunta besta: Com esse trailer e poster, qual das duas versões Osvaldo vai assistir primeiro?quarta-feira, janeiro 20, 2010
CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B

Por César Almeida
Gênios ou loucos? Aproveitadores ou revolucionários? Conheça a história de homens e mulheres que não desfilaram pelos tapetes vermelhos de Hollywood. Personagens que escreveram a história do cinema por linhas tortas, pavimentando o caminho para as grandes produções. Nomes como Roger Corman, Russ Meyer, Mario Bava, Terence Fisher e Jess Franco, que abriram passagens, quebraram tabus e tornaram-se mitos, influenciando até hoje cineastas da estirpe de Tim Burton e Quentin Tarantino.
O Cemitério perdido dos Filmes B traça um panorama do Cinema de baixo orçamento através das resenhas de 120 produções de diversos gêneros. Um retrato honesto e divertido dos heróis não celebrados da Sétima Arte.
HAMMER HORROR, GIALLO, POLIZIESCO, NAZI-EXPLOITATION, BLAXPLOITATION, SPAGHETTI WESTERN, SCI-FI...
Tudo isso e muito mais, em breve no Cemitério perdido dos Filmes B. À venda a partir do dia 3 de Fevereiro de 2010 através do e-mail sartanawest@ig.com.br. Nas melhores livrarias do Brasil em Março.
Preço promocional de venda por e-mail: R$ 22,00 (+ envio)
ISBN: 978-85-7961-040-0
TÍTULO: CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B
AUTOR: CÉSAR ALMEIDA
EDIÇÃO: 1
LOCAL DE EDIÇÃO: RIO DE JANEIRO
PÁGINAS: 294
EDITORA: MULTIFOCO
César Augusto Oliveira de Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980. Em 2008 participou do livro "68 - História e Cinema" (EST Edições) com um artigo sobre o filme "A noite dos mortos vivos", escrito em parceria com o especialista em História Contemporânea Paulo Guadagnin. Atua também na ficção, tendo contos publicados nas antologias “Dias contados – Contos sobre o fim do mundo” (Andross Editora) e “Draculea – O livro secreto dos vampiros” (All Print Editora). Você pode conhecer os trabalhos de César Almeida visitando seus blogs B Movie Box Car Blues, e Sono da Razão.
http://bmovieblues.blogspot.com/
http://sonorazao.blogspot.com/
terça-feira, janeiro 19, 2010
Albert Pyun abre o jogo sobre BULLETFACE

Foi anunciado recentemente que o primeiro filme a ser lançado do diretor Albert Pyun não seria mais TALES OF THE ANCIENT EMPIRE (sua continuação de A ESPADA E OS BÁRBAROS), mas o sombrio BULLETFACE, com roteiro de Randall Fontana (Hong Kong '97). Como grande parte das produções independentes atuais, o filme será auto-distribuído pelos próprios realizadores através da Curnan Pictures. Segue abaixo a sinopse traduzida:
A história é situada na fronteira do México com a California, principalmente em Imperial Beach, CA. BULLETFACE é sobre uma agente do DEA, Dara Maren, que é presa ao proteger seu irmão mais novo, um criminoso. A prisão parece saída de um pesadelo, um lugar tão miserável que os guardas traficam órgãos dos detentos. O irmão de Dara acaba sendo assassinado por um traficante que cria uma nova droga alteradora de DNA feita a partir de um fluído retirado da espinha dorsal. Os novos viciados (entre eles, oficiais da lei e do governo) se transformam em algo nada humano e centenas de cadáveres começam a aparecer ao redor da fronteira.
Enquanto isso, um agente corrupto do FBI suborna os guardas de prisão para deixar Dara se vingar da morte do irmão e derrubar o traficante. Quando Dara sai da prisão, ela não é a mesma pessoa que entrou. Dara tem 60 horas fora da cadeia e deve voltar para servir o restante da sua sentença de 20 anos ou o agente ficará em seu lugar.
Mesmo ocupado com o lançamento da edição especial de BULLETFACE, Pyun falou ao Vá e Veja sobre o filme:
"O que eu diria sobre Bulletface é que ele talvez seja o mais sombrio e intenso filme da minha carreira. Um sombrio 'thriller' de horror.
O filme também é sobre como as relações familiares no mundo do crime são retorcidas, inclusive no amor, e como elas causam uma ação extrema e violenta vindas da dor emocional e do ódio.
Bulletface é totalmente sexual e sem regras em sua violência ao retratar o dano que estupro, vingança e feridas emocionais podem causar em circunstâncias extremas. A questão principal do filme é que tipo de ser humano a personagem de Victoria Maurette pode ser depois de estuprada, ter um órgão roubado, sua família assassinada e traída por aqueles que ama. Sua forma de ver a vida é marcada pelo pior de tudo isto."
BULLETFACE também é co-estrelado por Steven Bauer, Eddie Velez e Scott Paulin co-estrelam junto com Morgan Weisser e Jennifer Dare Paulin. A atriz pornô Jenaveve Jolie faz parte do elenco. Velez é o vilão principal do filme, enquanto Paulin faz outra figura maligna e Bauer é um "good guy", o agente que tira a personagem da cadeia e corre o risco de ficar preso no lugar dela. Quando perguntado sobre como foi trabalhar com Bauer, Pyun respondeu que ele foi muito profissional e fácil de lidar.
De acordo com o Quiet Earth, a edição especial terá quatro discos (!!) com o filme em widescreen, a trilha sonora de Tony Riparetti em CD e de bonus, um novo corte de LEFT FOR DEAD baseado nos comentários e críticas na versão de 2008 e a trilha deste 'horror-western'. Pyun disse trabalhar em mais material extra e também revelou que BULLETFACE foi adquirido pela Lusomundo para distribuição em Portugal. Esperemos então pelo trailer e ver se algum distribuidor brasileiro se aventura a distribuir o filme. Stills do filme podem ser vistas no Quiet Earth e Dread Central.
Fique por dentro das novidades de Albert Pyun através de suas páginas no Twitter e MySpace.
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segunda-feira, janeiro 18, 2010
Matéria "Um novo olhar para o cinema", Folha de Pernambuco, 18/01


Na foto de Bruno Campos (clique para ver em maior resolução), da esquerda para a direita: Matheus Cartaxo, Luís Fernando Moura, Hermano Callou, Filipe Marcena, Osvaldo Neto, Rodrigo Almeida, Hugo Viana, André Antônio.
LUIZ JOAQUIM
Você sabe quem é Apichatpong Weerasethakul? E Raoul Walsh? ou ainda Elem Klimov? Não? Qualquer um desses aí na foto acima não apenas sabe como pode conversar horas sobre a obra destes e de outros cineastas. Em grupo ou individualmente, eles vêm atuando como uma nova geração de pensadores de cinema no Recife, gerando boas reflexões pela prática da crítica cinematográfica, seja por blog, sites ou ainda pelo jornal impresso.
Assim como Marcelo Gomes, Paulo Caldas, Adelina Pontual e Cláudio Assis e outras figuras que eram apenas promessas nos anos 1980, quando participavam do Cineclube Jurando Vingar, onde hoje funciona o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, uma parte do grupo na foto também pode figurar no futuro como um nome importante do audiovisual pernambucano.
Alguns deles atuam no Cineclube Dissenso (curiosamente também no Cinema da Fundação). Um cineclube que, na verdade, nasceu das reuniões do grupo para discutir pautas críticas para seu blog (http://dissenso.wordpress.com).
"Fui convidando algumas pessoas em que acreditava para colaborar com o blog. Para estimular a ida às reuniões, definimos que a cada encontro alguém levaria um filme. Era sempre uma sessão surpresa, isso em 2008. Em maio de 2009 os horários disponíveis na UFPE foram complicando e passamos a nos encontrar na Fundaj, todo sábado às 14h", conta o jornalista Rodrigo Almeida, de 24 anos.
Ele é uma espécie de centralizador e também lançador do grupo Dissenso. Rodrigo leva tão a serio sua criação que a transformou em trabalho de conclusão do curso de jornalismo e ainda a utiliza como estudo de campo para sua dissertação de mestrado na UFPE, que deve defender em março próximo.
Entre as "pessoas em que acreditava" estavam os estudantes de jornalismo Hermano Callou, 20, Luís Fernando Moura, 21, - hoje estagiário de cultura do Jornal do Commercio -, e André Antônio, 21, - estagiário da produtora Símio Filmes. Nos três, o gosto pelo cinema vem desde a pré-adolescência. "Naquela época eu já escrevia sobre cinema, mas não na forma estruturada de uma crítica. A opção por estudar jornalismo passou por essa minha prática", recorda Callou.
André, que conheceu os colegas em uma oficina de linguagem e estética cinematográfica, conta que a experiência na Símio está lhe abrindo novos horizontes para a montagem cinematográfica: "Adoro pensar e escrever sobre cinema". Já Luís Fernando, apenas tem certeza que seu oficio tem a ver com filmes. "O que me atraiu nesse campo foi a possibilidade de produzir, mas terminei por me apaixonar pela reflexão sobre o cinema. É uma atividade que penso em investir, não sei ainda se pela ótica da realização ou da reflexão, acadêmica ou não", pondera.
Ainda no Dissenso - cujo site deve sofrer, em breve, atualização no design - participam, num grupo fixo, Paulo Faltay, Pedro Neves, Fernando Mendonça e Thiago Correia. Além destes, os encontros do Dissenso atrai outros jovens escritores de cinema no Recife, um deles é Hugo Viana, 25, estagiário de cultura desta Folha de Pernambuco, que também já realizou algumas oficinas de cinema, entre elas a de crítica promovida pelo Janela Internacional de Cinema. Ele define a experiência como um "ponto de virada" em sua iniciante carreira.
"No Janela conheci pessoas com visões diferentes da minha, o que só enriqueceu meu repertório. Antes analisava filmes de forma bem metódica. No curso me deparei com a urgência do tempo e o volume grande de filmes para analisar. O mesmo acontece no jornal quando me vejo obrigado a escrever sobre um filme que não gosto e daí percebo novos aspectos sobre o cinema e sobre mim mesmo", conta. Desejoso em ampliar seu conhecimento teórico, assim como Rodrigo, Hugo irá trabalhar na conclusão do curso investigando o mercado, a programação e a distribuição de filmes no Recife.
Foi também por uma oficina, sobre design para pôster de cinema, ministrada por Fernando Vasconcelos (do site Kinemail), que Filipe Marcena, 21, deu seus primeiros passos na crítica. "Nunca havia pensado na crítica, até que Fernando me encomendou um texto e o resultado foi tão positivo que acabei sendo convidado para colaborar no site. Lá escrevo sobre lançamentos em DVD e eventualmente sobre algum lançamento nos cinemas", relembra Filipe, hoje estudante do curso de graduação em cinema da UFPE.
Já Osvaldo Neto, 24, recebeu o estímulo para escrever a partir de um site que freqüentava, o "Boca do Inferno", passando, depois, a ser seu colaborador. Em 2006 criou o próprio blog, "Vá e Veja" (o nome é uma homenagem ao filme homônimo de Elem Klimov), e depois começou a participar do site Cine Flash. Uma das peculiaridades de Osvaldo é sua predileção por filmes "B", de baixo orçamento e independentes. "Claro que posso também apreciar uma superprodução ou filmes mais sofisticados mas, de certa forma, me dá prazer saber que talvez meu blog seja o principal canal do Recife que lida com o universo de filmes renegados", ressalta.
Uma das figuras mais interessantes nesse meio de jovens promissores chama-se Matheus Cartaxo, e não apenas pela pouca idade (17 anos), mas também pela sagacidade e impressionante demonstração de conhecimento e discernimento quando abre a boca para falar sobre cinema. "Meu interesse começou ainda muito criança, com os quadrinhos e literatura, depois (rindo) fui apresentado a 'Freddy Kruger' e, há dois anos, comecei a me aprofundar através de blogs que indicam filmes e livros".
Matheus, ainda no ensino médio, pretende prestar vestibular para cinema aqui e em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Até lá, vai cuidando de sua formação, ao mesmo tempo em que trabalha como editor-adjunto da "Foco: Revista de Cinema", cujo último volume é dedicado a Samuel Fuller e João Bénard da Costa. Lá, tem traduções que ele fez para o português de textos originais em inglês e francês, além de análises escritas pelo próprio Matheus. À propósito, você sabe quem foram Fuller e Bérnard da Costa?
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onde ler os jovens críticos
Dissenso
Rodrigo Almeida, Luís Fernando Moura, André Antônio,
Hermano Callou
(http://dissenso.wordpress.com
Blog de Rodrigo Almeida
(http://velhoshabitos.
Foco: Revista de Cinema
Matheus Cartaxo
(http://focorevistadecinema.
Vá e Veja
Osvaldo Neto
(http://vaeveja.blogspot.com)
Cine Flash
Osvaldo Neto, Rafael Nogueira, Alexsandro Vasconcelos, Léo Peixe
(http://www.cineflash.com.br)
Kinemail
Filipe Marcena
(http://www.kinemail.com.br)
Folha de Pernambuco
Hugo Viana
(http://www.folhape.com.br)
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Batendo um papo...
Vá e Veja voltando às atividades em 2010. Algo que me deixou desanimado nesse início de ano foi o HaloScan começar a ser pago e tirar as caixinhas de comentários em TODOS os meus posts. Perdi tempo atrás de algum site que me ajudasse nesse sentido e não encontrei. Foi uma burrada não ter deixado os comentários do Blogger desde o começo do Vá e Veja, mas pelo menos eu exportei os comentários e assim que conseguir algum serviço que os importe... eles estarão de volta. Por enquanto estou usando o Intense Debate, porque o blog não pode ficar sem um espaço para a interatividade com os leitores. E falando em interatividade, as novidades estão surgindo aqui e ali. Recebi há poucas semanas 6 screeners de lançamentos da The Asylum: MEGAFAULT, 2012 SUPERNOVA, 100 FEET (lançado como REFÉM DE UM ESPÍRITO pela Flashstar), EXPIRED, SEXPOT e HAUNTING OF WINCHESTER HOUSE. Qual deles eu assisto e comento primeiro aqui no blog? hehe
Entrevistarei Jeff Burr, diretor de O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3 e DO SUSSURRO AO GRITO para o Boca do Inferno, com colaborações do Felipe M. Guerra. Aguardem que Jeff vai contar muitas histórias e curiosidades de bastidores dos seus filmes.
Jeff Burr, no set de COMBATE NA ESCURIDÃO.
É isso aí e já adianto que algo muito bom irá acontecer na segunda-feira para o blog. Só não vou dizer o que é para não estragar a surpresa. Até mais, compañeros e muchachas!
Entrevistarei Jeff Burr, diretor de O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3 e DO SUSSURRO AO GRITO para o Boca do Inferno, com colaborações do Felipe M. Guerra. Aguardem que Jeff vai contar muitas histórias e curiosidades de bastidores dos seus filmes.
Jeff Burr, no set de COMBATE NA ESCURIDÃO.É isso aí e já adianto que algo muito bom irá acontecer na segunda-feira para o blog. Só não vou dizer o que é para não estragar a surpresa. Até mais, compañeros e muchachas!
KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO (Vendetta dal futuro / Hands of Steel, 1986, ITA)

Quando a maioria dos cinéfilos pensa no cinema oitentista, fitas como "Curtindo a Vida Adoidado", "Clube dos Cinco", "A Hora do Espanto", "A Hora do Pesadelo", "Duro de Matar", "Highlander", “Top Gun” e "ET - O Extra Terrestre" vem a mente. Já para mim e outras pessoas, os filmes de John Carpenter e Walter Hill, as produções da Cannon Pictures e pérolas feitas na Itália como "Demons", “Fuga do Bronx”, "Guerreiros do Futuro", “Ratos - A Noite do Terror” e este “Keruak - O Exterminador de Aço” acabam sendo as primeiras a ser lembradas. É impossível assistir a algum dos títulos macarrônicos e não pensar: Só os anos 80 nos brindaria com isso.
Os créditos de abertura são compostos de imagens de uma cidade localizada num futuro não muito distante, dominada pela miséria e poluição ao som de um inesquecível tema em sintetizador feito por Claudio Simonetti. Inesquecível mesmo, fiz de tudo pra esquecer e não consegui até hoje.
O brutamontes Daniel Greene "interpreta" Paco Queruak - e não Keruak como o título nacional divulga - um cyborg criado a mando do inescrupuloso Francis Turner (John Saxon, em participação mais que especial) para ser um assassino perfeito, matando sem deixar rastros. Num dia, Queruak recebe a incumbência de eliminar um ecologista paralítico e ferrenho chamado Arthur Mosely. Prestes a executar o pacifista, o matador não consegue terminar o serviço e foge. Ele, além de estar sendo procurado pela polícia e FBI, terá de enfrentar a ira de Turner que enviou mercenários como Peter Hallo (Claudio Cassinelli, amigo e parceiro constante de Martino) para eliminá-lo. Durante a fuga, o cyborg se esconde dos perseguidores num bar e motel de beira de estrada administrado por Linda (Janet Agren, de "Pavor na Cidade dos Zumbis") e ainda irá encarar Raoul, um caminhoneiro mala vivido por ninguém mais ninguém menos que o grande George Eastman.

A começar pela capinha, vemos que o modelo óbvio foi “O Exterminador do Futuro” dirigido por James Cameron em 1984. “Keruak - O Exterminador de Aço” difere do antecessor pelo fato do protagonista não matar inocentes (quem sabe Cameron não pegou a idéia do cyborg bom para "O Exterminador do Futuro 2”?) para concluir seus objetivos. Pena que exista uma tamanha enrolação que é a Dra. Peckinpah (sim, é isso mesmo que você leu!!!) querendo saber quem é Paco Queruak. E não adianta nada, o filme acaba sem explicar quem era ou o que aconteceu para o personagem principal ter se tornado um cyborg. Inseriram essas cenas no roteiro porque viram que o filme só teria uns 70 minutos de duração.
O diretor Sergio Martino (de "A Ilha dos Homens Peixe", outro clássico do cinema) realizou mais uma fita indispensável aos verdadeiros fãs do cinema italiano dos anos 80. "Keruak - O Exterminador de Aço" é de um tempo que não volta mais: quando os italianos fizeram inúmeras produções baratas de terror, ação e ficção científica. Elas tinham (uma maneira mais educada de dizer que copiavam) vários elementos de sucessos internacionais de bilheteria - principalmente "Fuga de Nova York", "Blade Runner", "Mad Max", "Predador" e "Rambo" - apresentando total despretensão e uma saudável ingenuidade que realmente fazem falta nos filmes atuais. A maioria tinha violência a granel e trazia atores americanos participando em papéis menores para chamar mais público. O elenco composto por figurinhas carimbadas da época é outro destaque com Claudio Cassinelli na sua última atuação, infelizmente o ator faleceu num acidente de helicóptero durante as filmagens e George Eastman sendo o típico vilão cafajeste. John Saxon detona como sempre, Donald O'Brien (que trabalhou com Martino em "Mannaja") e Andrea Coppola aparecem em papéis minúsculos.

Resumindo, "Keruak" é uma tralha inesquecível, com John Saxon disparando um canhão laser (veja a foto!) e cenas marcantes conquistando o coração dos admiradores destes pequenos e despretensiosos filmes que são muito mais divertidos que muita porcaria levada a sério que Hollywood costuma lançar nos cinemas.
Nota: É muito chato comentar sobre "Keruak" e não falar daquele que deve ser o maior fã da produção. Felipe M. Guerra, do blog Filmes para Doidos e colaborador de carteira de trabalho assinada do site Boca do Inferno, fazia questão de não perder as várias reprises do longa no extinto Cinema em Casa do SBT. Quando conseguiu acessar à Internet, a primeira coisa que o cara fez foi criar um e-mail usando Martin Dolman, o pseudônimo americano do diretor Sergio Martino. Foi esse ser insano quem me deu a oportunidade, através de um troca-troca de VHS via correios, de conferir a belezura que é este "Keruak". Valeu, Felipe!
Texto publicado originalmente no Erotikill, com atualizações.
quinta-feira, dezembro 31, 2009
terça-feira, dezembro 29, 2009
Trailer de UNDISPUTED 3 e resenha de FORÇAS ESPECIAIS, por Luiz Alexandre
A mais nova sessão porrada de Isaac Florentine,
com Scott Adkins reprisando o papel de Yuri Boyka.
com Scott Adkins reprisando o papel de Yuri Boyka.
Consegui resgatar a resenha do comparsa Luiz Alexandre para FORÇAS ESPECIAIS, escrita em seu Mad Blog:
Florentine mostrando como se faz, no set de UNDISPUTED 3.
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NINJA (2009, EUA)

Como é bom assistir um filme que te deixa feliz não só em um, mas em vários momentos. Sorrir como eu sorri assistindo a NINJA chegou a ser medicinal para mim. Um dos principais motivos de eu apreciar tanto cinema B (e quebrar a cara um monte de vezes) é voltar ao tempo, me sentir de novo como aquele moleque que saía da escola na sexta-feira para ir na locadora se aventurar nas prateleiras empoeiradas dos filmes de catálogo. Era o tempo das VHS e se você acha que hoje em dia lançam coisa até demais, é porque não soube curtir essa época. Lançavam de tudo nas locadoras. Gosto muito de lembrar que foi só John Woo lançar O ALVO que os filmes do diretor feitos em Hong Kong foram sendo lançados aos poucos por distribuidoras como Reserva Especial, Penta Vídeo, Alpha Filmes e Flashstar. Foi também o tempo onde as fitas de Gary Daniels, Mark Dacascos, Michael Dudikoff, Lorenzo Lamas e Frank Zagarino disputavam a atenção dos blockbusters hollywoodianos.
Esse primeiro parágrafo acabou sendo bem nostálgico porque NINJA não deve ser encarado de outra maneira. Isaac Florentine é o cara, só mesmo alguém que sabe do riscado consegue a façanha de fazer seis filmes para a Nu Image e todos (repito: todos!) serem bons. Scott Adkins foi uma descoberta de Florentine em FORÇAS ESPECIAIS e a parceria deu tão certo que foi repetida em O LUTADOR (Undisputed 2) e OPERAÇÃO FRONTEIRA, onde Adkins encara Van Damme. O britânico também apareceu em ESPIÃO POR ACIDENTE, O MEDALHÃO, CÃO DE BRIGA, O ULTIMATO BOURNE e X-MEN ORIGENS: WOLVERINE, mas foram com os filmes de Florentine que ele teve maiores chances de mostrar o seu talento. NINJA é o primeiro filme maior de Adkins como protagonista, que mostra potencial para crescer mais, embora o roteiro empurre umas cenas dramáticas nele que só servem para enrolar e explicitam as suas limitações. Mais atenção na próxima, Isaac: papo não é o forte do sujeito.

Em NINJA, a trama não passa de uma desculpa esfarrapada para uma sucessão de pancadaria e mortes a cada 5 minutos ou menos. Quando vemos o personagem Masazuka pela primeira vez, o seu ator Tsuyoshi Hara se esforça tanto pra fazer cara de malvado que a gente já sabe quem é o vilão. Temos uma Nova York mais falsa que o Milli Vanilli, pois tudo foi filmado em Sofia na Bulgária. A seita secreta apresentada ao expectador logo após o início só está no filme para fornecer capangas. E como se espera, entra em cena o representante da lei (Todd Jensen, figura carimbada nas produções da Nu Image) para atrapalhar a vida dos protagonistas do bem.
É por essas e outras que eu recomendo NINJA sem restrições a quem for maluco como eu e aprecia um filminho de ação besta e inofensivo para matar 1 hora e meia. Dentre as qualidades, a maior é a direção enxuta e firme de Isaac Florentine, que contraria as desgraças que QUANTUM OF SOLACE e os novos BOURNE fizeram com cenas de luta e ação tão mal dirigidas e elaboradas que chega a ser impossível acompanhar o desenrolar delas. Embora falho em momentos (a ação Ninja decepciona para um filme com esse título), NINJA cumpre a sua função principal: divertir. E isso é o que mais importa para os fãs do gênero.
Você sabe quando um filme foi feito na Bulgária quando...
...qualquer um desses atores (ou os três) aparecem,da esquerda para a direita:
Velizar Binev, Todd Jensen e Raicho Vasilev.
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sábado, dezembro 19, 2009
sexta-feira, dezembro 18, 2009
AVATAR - Minhas primeiras impressões
Só fiz chegar em casa, tomar um banho e sentar no computador para escrever. Ou seja, o texto ficou bem impulsivo.
http://cineflash.com.br/not.php?id=3236
O companheiro de site Léo Peixe também escreveu sobre o filme:
http://cineflash.com.br/analise.php?id=43
http://cineflash.com.br/not.php?id=3236
O companheiro de site Léo Peixe também escreveu sobre o filme:
http://cineflash.com.br/analise.php?id=43
domingo, dezembro 13, 2009
segunda-feira, dezembro 07, 2009
TRASHIX
Matheus Mota está subindo todo final de semana no YouTube
10 minutos da insanidade que é TRASHIX, o tão falado e esperado longa 'ultra zero budget' da produtora Bafo Movies. O filme foi rodado entre 2003 e 2005 com cenas adicionais em 2006!! Essa ainda não é a versão final, mas até que enfim isso está saindo, hein? Aleluia!
Abaixo dos vídeos, pré-release de Rodrigo Brandão (Era dos Mortos).
Eis que começam a aparecer os pedaços da lenda mais antiga do mundo trash que conheço.
Não vou aqui ficar balangando o quanto vi esse filme sendo feito, cenas de teste, história de galera brigando e estressando com a produção, as milhões de re-capturas, de re-edições e por aí vai. Vou comentar do que vi nos capítulos prontos que Matheus Mota começa a liberar on-line.
Assistir as primeiras cenas de Trashix foi como ter uma filmadora S-VHS de novo e lembrar de como era simples a vida antes do estudo de cenografia, do balanço de branco, da tipografia, do corte fade-out e etc. Naquela época, sim, fazíamos filmes que saíam completamente de nossos “dotes”, não tínhamos acesso nem ao conhecimento técnico nem ao equipamento verdadeiro.
Trashix deverá ser o último filme trash ‘old school’. Viverá como aquele filho caçula que nasce de um casal velho, onde seus outros irmãos já tem até filhos e cresce ao lado dos sobrinhos que tem a sua mesma idade. Mas mesmo assim recebe respeito por ser o tio.
Não há como negar o saudosismo de ver a imagem granunalada, meio embaçada, no estilo que só uma captura analógica para digital consegue fazer. Porque isso, hoje em dia, é até efeito cool. E nada mais certo do que dosar esse saudosismo todo em capítulos homeopáticos semanais, deixando essa sensação mais do que ótima por mais tempo.
Sobre a hístória, nos pouquíssimos minutos ainda liberados, já da pra ver do que Trashix é capaz. O humor trash de bom gosto da Bafo Movies é o que mais se destaca nessa bangunça toda. A dica que dou é que sempre que os personagens começarem a dialogar, o espectador deve respirar fundo e se preparar para sacadas monumentais e atuações dignas de aplausos espontâneos (mesmo que sozinho diante da tela do computador).
Ainda não dá pra dar o sinceros e completos parabéns para Matheus Mota, antes do filme todo ser exibido. Mas o que já dá pra falar é que Trashix, agora que começou, inicia uma mudança drástica e irremediável em tudo aquilo que você imaginava saber de cinema amador levado a sério.
Rodrigo Brandão
04/12/2009
10 minutos da insanidade que é TRASHIX, o tão falado e esperado longa 'ultra zero budget' da produtora Bafo Movies. O filme foi rodado entre 2003 e 2005 com cenas adicionais em 2006!! Essa ainda não é a versão final, mas até que enfim isso está saindo, hein? Aleluia!
Abaixo dos vídeos, pré-release de Rodrigo Brandão (Era dos Mortos).
Paloma Buracão:
Um pré-release de Rodrigo Brandão para o filme trash mais esperado que existe
Um pré-release de Rodrigo Brandão para o filme trash mais esperado que existe
Eis que começam a aparecer os pedaços da lenda mais antiga do mundo trash que conheço.
Não vou aqui ficar balangando o quanto vi esse filme sendo feito, cenas de teste, história de galera brigando e estressando com a produção, as milhões de re-capturas, de re-edições e por aí vai. Vou comentar do que vi nos capítulos prontos que Matheus Mota começa a liberar on-line.
Assistir as primeiras cenas de Trashix foi como ter uma filmadora S-VHS de novo e lembrar de como era simples a vida antes do estudo de cenografia, do balanço de branco, da tipografia, do corte fade-out e etc. Naquela época, sim, fazíamos filmes que saíam completamente de nossos “dotes”, não tínhamos acesso nem ao conhecimento técnico nem ao equipamento verdadeiro.
Trashix deverá ser o último filme trash ‘old school’. Viverá como aquele filho caçula que nasce de um casal velho, onde seus outros irmãos já tem até filhos e cresce ao lado dos sobrinhos que tem a sua mesma idade. Mas mesmo assim recebe respeito por ser o tio.
Não há como negar o saudosismo de ver a imagem granunalada, meio embaçada, no estilo que só uma captura analógica para digital consegue fazer. Porque isso, hoje em dia, é até efeito cool. E nada mais certo do que dosar esse saudosismo todo em capítulos homeopáticos semanais, deixando essa sensação mais do que ótima por mais tempo.
Sobre a hístória, nos pouquíssimos minutos ainda liberados, já da pra ver do que Trashix é capaz. O humor trash de bom gosto da Bafo Movies é o que mais se destaca nessa bangunça toda. A dica que dou é que sempre que os personagens começarem a dialogar, o espectador deve respirar fundo e se preparar para sacadas monumentais e atuações dignas de aplausos espontâneos (mesmo que sozinho diante da tela do computador).
Ainda não dá pra dar o sinceros e completos parabéns para Matheus Mota, antes do filme todo ser exibido. Mas o que já dá pra falar é que Trashix, agora que começou, inicia uma mudança drástica e irremediável em tudo aquilo que você imaginava saber de cinema amador levado a sério.
Rodrigo Brandão
04/12/2009
sábado, dezembro 05, 2009
Sessão Surpresa no Cineclube Dissenso

Qual é o filme? Dica: Já foi comentado no blog e é um dos clássicos do cinema B e independente do final dos anos 50. ;)
O Cineclube Dissenso é um projeto que tem funcionado extremamente bem no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, aqui em Recife. Aos sábados de cada mês às 14:00, uma sessão seguida de debate com filmes raros e obscuros e também filmes mais recentes de difícil circulação. Vale a pena dedicar algumas horinhas da tarde de sábado para prestigiar as sessões do Dissenso. A entrada é franca. Eu mesmo apenas pago a minha inseparável latinha de Coca Cola. Confesso que estou ansioso para a hora chegar... hoje vai ser bom demais.
Expectativa 2010/Retrospectiva 2009 no Cinema da Fundação
Sábado, 5 de Dezembro
16h - Mais Tarde Você Vai Entender
Plus Tard tu Comprendras (França, 2008), de Amos Gitai. Com Jeanne Moreau, Hippolyte Girardot, Dominique Blanc, Emmanuelle Devos. Rivka, senhora judia que vive rodeada de objetos do passado, prepara o jantar para seu filho Victor, enquanto acompanha na TV o julgamento de Klaus Barbie. O ano é 1987, e o ex-líder da Gestapo, conhecido como o “açougueiro de Lyon”, finalmente enfrenta a justiça por seus crimes no Holocausto. É quando Rivka reconhece na TV uma voz, a voz de um sobrevivente. 90 mins / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
17h50 - Um Segredo em Família (França, 2007). Com Cecile de France, Patrick Bruel, Ludivigne Sagnier.
Pouco depois da II Guerra, aos 15 anos, o solitário François descobre um obscuro segredo, e enfrentar verdades que encobrem as aparências da sua família. Ele inventa um irmão e imagina o passado de seus pais numa viagem atribulada, que tem como pano de fundo o nazismo e a deportação dos judeus. 106 mins. / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
19h50 - Belair sessão seguida de debate com os realizadores
Brasil, 2009. De Bruno Safadi e Noa Bressane. Em 1970, a produtora cinematográfica Belair Filmes, dos cineastas Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, realizou sete filmes em apenas cinco meses. Censurados pela ditadura militar, os cineastas saíram do país, e os filmes permanecem pouco conhecidos até hoje. 80 mins. / 14 anos / em 35mm / Inédito.
22h30 - Deixe Ela Entrar (Suécia, 2008), de Tomas Alfredson. Com Kåre Hedebrant,
Lina Leandersson. No auge do sucesso teen hollywoodiano Lua Nova, o timing parece perfeito para projetar no Cinema da Fundação esse maravilhoso filme sueco com um ponto de vista um tanto diferente para uma história de vampiros e adolescentes. Inteligente, lírico, ousado e adequadamente sangrento, Deixa Ela Entrar equilibra o melhor do cinema de gênero com a delicadeza das grandes histórias de amor. Hollywood já anunciou o remake, portanto, veja logo ! 112 mins / 16 anos / em 35mm / Dolby SR / Tela Larga / Inédito
Domingo, 6 de Dezembro
16h - Crime de Autor (França, 2007) De Claude Lelouch. Dominique Pinon, Fanny Ardant, Audrey Dana, Zinedine Soualem.
Judith Ralitzer (Fanny Ardant) é uma escritora popular, que está em busca de personagens para seu próximo livro. Paralelamente, um serial killer fugiu de um presídio de segurança máxima e Huguette (Audrey Dana), a cabeleireira de um luxuoso salão de Paris, decide mudar de vida. Os destinos deles se encontrarão, mudando a vida de todos. Claude Lelouch (de UM HOMEM, UMA MULHER) continua filmando com impressionante vigor. 103 mins / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
18h – À Procura de Elly
Um filme para ser descoberto na programação, com olhar distinto do que conhecemos via cinematografia iraniana. Depois de anos morando na Alemanha, Ahmad volta ao Irã. Sua amiga Sepideh organiza viagem com ele e os amigos nas margens do mar Cáspio. Ela convida também uma estranha, Elly, professora de sua filha. Ahmad, que teve um casamento infeliz com uma alemã, quer conhecer uma iraniana. No segundo dia, quando tudo parece estar indo muito bem, um estranho incidente acontece, revirando por completo a conduta de todos. Prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim. 119 mins. / 14 anos / em 35mm / Dolby SR / Inédito
20h30 – A Riviera Não é Aqui (França, 2008). De Dany Boom. Com Kad Merad, Dany Boon, Zoé Félix.
Uma boa oportunidade de ver o filme de sucesso fenomenal nos cinemas franceses, visto por 20 milhões de espectadores. Philippe Abrams trabalha nos correios no sul da França e amarga uma transferência para a pequena vila de Bergues, do norte do país. Para os sulistas preconceituosos (como Philippe), o norte é frio e só tem gente “rústica” que fala um sotaque incompreensível. Ele irá logo ver que os preconceitos irão sumir ao achar o lugar charmoso, as pessoas verdadeiras e encontrar um novo círculo de amizades. 119 mins. / 14 anos / em 35mm / Dolby SR / Inédito FESTIVAL VARILUX.
Segunda-Feira, 7 de Dezembro
16h - Um Segredo em Família (2a. exibição)
18h – Distrito 9 (África do Sul/Nova Zelândia/EUA, 2009) De Neill Blomkamp. Com Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt.
Um empolgante milk shake de ficção científica ambientado numa favela do terceiro mundo, Distrito 9 mistura influências explícitas de uma dezena de outros filmes (A Mosca, Robocop, Total Recall, Missão Alien, Predador, Cidade de Deus, Independence Day) para contar a história de uma raça alienígena cuja nave mãe quebrou em cima de Johanesburgo, na África do Sul. Os seres visitantes são marginalizados pelos humanos, isolados num campo de concentração intitulado Distrito 9. Cinema de gênero com muita imaginação. 112 mins / 14 anos / em 35mm / Dolby SR / RETROSPECTIVA
20h20 - Deixa Ela Entrar (2a. Exibição)
Terça, 8 de Dezembro
16h - Entre os Muros da Escola (2a. Exibição) - PALMA DE OURO FESTIVAL DE CANNES 2008
18h30 - Mais Tarde Você Vai Entender (França, 2008), de Amos Gitai. Com Jeanne Moreau, Hippolyte Girardot, Dominique Blanc, Emmanuelle Devos.
Rivka, senhora judia que vive rodeada de objetos do passado, prepara o jantar para seu filho Victor, enquanto acompanha na TV o julgamento de Klaus Barbie. O ano é 1987, e o ex-líder da Gestapo, conhecido como o “açougueiro de Lyon”, finalmente enfrenta a justiça por seus crimes no Holocausto. É quando Rivka reconhece na TV uma voz, a voz de um sobrevivente. 90 mins / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
20h20 – Pacific (Brasil / PE, 2009). De Marcelo Pedroso. Uma viagem de sonho em um cruzeiro rumo a Fernando de Noronha. As lentes dos passageiros captam tudo a todo instante. E eles se divertem, brincam, vão a noitadas. Desfrutam de seu ideal de conforto e bem-estar. E, a cada dia, aproximam-se mais do tão sonhado paraíso tropical. 73 mins / 12 anos / em Digital.
Quarta, 9 de Dezembro
16h - Crime de Autor (2a. Exibição)
18h10 – A Riviera Não é Aqui (2a. Exibição)
20h20 – Um Lugar ao Sol (Brasil / PE, 2009). De Gabriel Mascaro.
Um Lugar ao Sol reúne depoimentos de moradores de luxuosas coberturas do Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O diretor conseguiu acesso aos moradores através de um curioso livro que mapeia a elite e pessoas influentes da sociedade brasileira. No livro, foram catalogados 125 donos de coberturas. Desses, apenas 9 cederam entrevista. O documentário oferece um rico debate sobre desejo, visibilidade, altura, status e poder. 70 mins. / 12 anos / em Digital
Quinta, 10 de Dezembro
16h – Uma Garota Dividida em Dois (França, 2007). De Claude Chabrol. Com Ludivine Sagnier, François Berléand.
Gabrielle (Sagnier) tem 25 anos e vive em Lyon com sua mãe Marie (Marie Bunel), que a criou sozinha, cercada por livros. Inteligente e charmosa, Gabrielle trabalha no canal de TV. Um dia, conhece o grande escritor Charles Saint-Denis (Berléand), durante o evento de promoção do novo livro dele. Homem bem-apessoado, ele não encontra dificuldades em seduzir a jovem, apesar de ser casado e de ter 30 anos a mais. Ao apaixonar-se, terá que disputar seu amor com Paul (Benoît Magimel), um jovem milionário desequilibrado. Ganhou prêmio da crítica no Festival de Veneza (2007). 115 mins. / 14 anos / em Digital FESTIVAL VARILUX.
18h20 - Mais Tarde Você Vai Entender (2a. Exibição)
20h20 – A Hora da Estrela (cópia 35mm restaurada) sessão seguida de debate com a atriz Marcélia Cartaxo.
(Brasil, 1985), de Suzana Amaral. Com Marcélia Cartaxo, José Dumont e Tâmara Taxman. Belíssima adaptação do livro de Clarice Lispector ganhadora do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim (Marcélia Cartaxo) e 11 Candângos no Festival de Brasília. É a história de Macabéia, secretária tímida em São Paulo que, com toda a sua doçura e sensibilidade, tem dificuldade de encaixar-se no mundo. Ela acredita em anjos, e se eles existem é porque ela assim acredita. O Cinema da Fundação tem o orgulho de projetar para toda uma nova geração um dos grandes filmes do cinema brasileiro. Imperdível. A cópia nova foi restaurada pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB), em projeto patrocinado pela Petrobras e incentivado pelo Ministério da Cultura. 90 mins / 14 anos / som Mono / em 35mm
Sexta, 11 de Dezembro
17h - Arraste-Me Para o Inferno (Drag me To Hell, EUA, 2009), de Sam Raimi. Com Alison Lohman, Justin Long.
O diretor Sam Raimi começou no cinema com exercícios em cinema B totalmente enlouquecidos (The Evil Dead, Dark Man), e entrou para a classe A de Hollywood com a franquia Homem Aranha ainda mantendo certo toque autoral. Nesse seu último filme, Raimi parece voltar às origens com um thriller espetacularmente assombrado sobre uma jovem bancária que nega empréstimo a uma velha senhora, que roga-lhe uma praga como vingança. Mantenha sua boca fechada nesta que é uma das sessões mais divertidas do ano. TELA LARGA / DOLBY SR / 16 anos / 99 mins. / em 35mm. RETROSPECTIVA
19h – Partir (Partir, França, 2009). De Catherine Corsini. Com Kristin Scott Thomas, Sergi Lopez.
Suzanne, uma mãe de família, é casada com um médico e mora no sul da França. A ociosidade da vida burguesa a cansa, e ela decide retomar seu trabalho como fisioterapeuta, que havia largado para cuidar dos filhos. Convence o marido a ajudá-la a instalar um consultório. No trabalho, conhece Ivan, responsável pelo site da empresa, e a atração é imediata, mútua e violenta. 16 anos / 85 mins. / em Digital. EXPECTATIVA
20h45 – Os Famosos e os Duendes da Morte (Brasil, 2009). De Esmir Filho. Com Henrique Larré, Ismael Caneppele, Tuane Eggers.
O retrato de um jovem habitante do interior gaúcho que usa a internet para aplacar a solidão e sua paixão por Bob Dylan para dar-lhe um estilo. Mr. Tambourine Man (seu apelido) é o personagem principal do primeiro filme de Esmir Filho, realizador paulistano que destacou-se no curta-metragem com os filmes Tapa na Pantera, Alguma Coisa Assim e Saliva. Um ponto de vista claramente diferente dentro do cinema brasileiro contemporâneo. 101 mins. / 16 anos / Dolby SR / Tela Larga / Warner Bros. / Inédito EXPECTATIVA.
Sábado, 12 de Dezembro
16h – O Caçador (Chugyeogja, Coréia do Sul, 2008), de Na Hong-jin. Com Kim Yoon-suk, Ha Jung-woo, Seo Young-hee.
Ex-detetive, Jung-ho virou um cafetão. Toda noite, ele envia garotas que trabalham para ele a clientes anônimos. Ele começa a suspeitar que algumas querem fugir sem pagar suas dívidas. Essa noite, é Mi-jin que desaparece. O maior sucesso de um filme estreante na bilheteria da Coréia do Sul n\ao é recomendado para cardíacos. The Chaser, foi apresentado na seleção oficial, fora de competição, Festival de Cannes. TELA LARGA / Digital / 16 anos / 125 min. / Imovision EXPECTATIVA
18h30 – Horas de Verão (L`Heure o D’Été, França, 2008), de Olivier Assayas. Com Juliette Binoche, Charles Berling, Jérémie Renier, Edith Scob.
Um delicado retrato feito por Assayas a respeito das transformações do mundo pela renovação das gerações. Filme mostra as distintas trajetórias de dois irmãos e uma irmã de quarenta e poucos anos se chocam quando sua mãe - que preservava a obra de seu tio, o excepcional pintor do século XIX Paul Berthier -, morre repentinamente. Os filhos são levados ao confronto de suas diferenças. Adrienne, uma bem sucedida designer em Nova York; Frédéric, economista e professor universitário em Paris; e Jérémie, um dinâmico empresário que vive na China, são apresentados às texturas e lembranças do final da infância, às memórias partilhadas, criando uma visão única do futuro. Indicado ao César de atriz coadjuvante (Edith Scob). Plano / Digital / 12 anos / 103 min. / Filmes da Mostra / Inédito EXPECTATIVA
20h20 – Momma’s Man (EUA, 2008), de Azazel Jacob. Com Matt Boren, Ken Jacobs, Richard Edson.
Mikey nasceu e cresceu em Nova York, mas atualmente vive em Los Angeles com a mulher e o filho. De retorno à sua cidade natal para uma viagem de trabalho, ele se hospeda no loft de seus pais, onde foi criado. Tentado pelos constantes agrados de sua mãe e pelos prazeres nostálgicos de seu antigo quarto, Mikey adia indefinidamente sua volta, inventando diversas desculpas. Ignorando as ligações da mulher e os olhares reprovadores do pai, mergulha no universo de sua infância e adolescência, recuperando antigos brinquedos, gibis e amizades. Competição do Festival de Sundance 2008. Plano / Digital / 16 anos / 94 min. / / Moviemobz / Inédito EXPECTATIVA
22h – Sede de Sangue (Bakjwi, Japão, 2009), De Chung Seo-kyung, Park Chan-wook. Com Song Kang-ho, Kim Ok-vin, Kim Hae-sook.
Uma prova de que, em material de cinema fantástico além de qualquer limite, os coreanos estão numa categoria só deles. Sang-hyun, padre querido na cidade onde vive, se oferece como voluntário para os testes de uma vacina contra um novo vírus letal. Infectado acidentalmente com o vírus, seu corpo desfalece. No entanto, uma transfusão de sangue de última hora o traz milagrosamente de volta à vida. Transformado em vampiro, ele passa a ter que lidar com a necessidade de beber sangue, tão grande quanto o seu desejo por uma colega vampira. Do diretor de Old Boy. Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2009. Scope / 18 anos / 133 min. / Paris Filmes / Inédito EXPECTATIVA
Domingo, 13 de Dezembro
16h – Minha Noite Com Ela (França, 1969).Ma Nuit Chez Maude. De Eric Rohmer. Com Anne Dubot, Françoise Fabian, Guy Léger, Jean-Louis Trintignant, Marie-Christine Barrault. Achamos espaço para trazer dos arquivos essa boa cópia de um dos grandes filmes de Eric Rhomer. Terceira parte da série "Seis Contos Morais", Minha Noite Com Ela é um fascinante registro das relações humanas a partir dos encontros entre pessoas. O engenheiro Jean-Louis (Trintignant) volta à cidade de Clermont-Ferrand depois de ter morado fora. Católico introvertido, nutre paixão platônica pela loura Françoise (Barrault), que encontra nas missas de domingo. Acredita que a moça é sua parceira ideal. Um dia, durante um passeio, reencontra Vidal (Antoine Vitez), um velho amigo marxista. Ele o apresenta à sua namorada Maud (Francoise Fabian), uma divorciada inteligente e charmosa. 110 mins / 14 anos / em 35mm / Som Mono.
18h – Mãe (Madeo, Coréia do Sul, 2009) De Bong Joon-Ho. Com Bin Won, Hye-ja Kim.
A qualidade do cinema coreano mostra-se clara e evidente nesse excelente thriller de mistério do diretor Bong Joon-Ho (o Cinema da Fundação exibiu seu filme anterior, O Hospedeiro/The Host). Uma mãe irá, sozinha, solucionar o assassinato de uma adolescente que todos crêem ter sido cometido pelo filho único dela, um jovem dependente e indefeso. Armada de geniais instintos maternais e guiada pelo espírito de Hitchcock que permeia todo o filme, Mãe revela-se uma das melhores surpresas do ano no cinema internacional. 128 mins. / Tela Larga / em 35mm / Dolby SR / Paris Filmes / Inédito EXPECTATIVA
20h30 – O Homem Que Engarrafava Nuvens - sessão seguida de debate com o diretor Lírio Ferreira e a produtora Denise Dumont
(Brasil, 2008) De Lírio Ferreira. Com Chico Buarque, Caetano Veloso, David Byrne. Documentário musical sobre a vida e a obra do compositor, advogado, deputado federal e criador das leis de direitos autorais, Humberto Teixeira, também conhecido como "O Doutor do Baião" pela autoria de clássicos populares como "Asa Branca". O filme acompanha sua filha, Denise Dummont, numa viagem em busca de aprender mais sobre o pai. Isso dá ao filme o toque pessoal e humano, casando com a condução livre e autoral de Ferreira (Baile Perfumado, Árido Movie). 105 mins. / em 35mm / Dolby SR / Inédito EXPECTATIVA
Segunda, 14 de Dezembro
16h30 – Cidadão Boilesen (Brasil, 2009), de Chaim Litewski. Com Kim Yoon-suk, Ha Jung-woo, Seo Young-hee.
Construído em admirável ritmo de um thriller, o documentário feito por Chaim Litewski (funcionário das Nações Unidas) investiga a vida do empresário Henning Boilesen. O filme resgata (e revela) a ligação política e econômica entre empresários e militares no combate à luta armada durante o regime militar brasileiro. Melhor Filme no festival de documentários É Tudo Verdade 2009. Plano / Digital / 14 anos / 93 min. / Imovision / Inédito EXPECTATIVA
18h20 – Cold Souls (EUA, 2009), de Sophie Barthes. Com Paul Giamatti, Dina Korzun, Emily Watson, David, Strathaim.
Paul Giamatti, famoso ator americano, enfrenta uma grande crise existencial e tem um colapso após um ensaio. Ao descobrir a empresa Soul Storage, laboratório que oferece alívio para as dores da existência, decide ter sua alma extraída para viver mais levemente. As dificuldades, no entanto, não cessam e ele decide alugar a alma de um suposto poeta russo, que o transporta para um estranho mundo onírico. Paul descobre então a existência de uma máfia russa de tráfico de almas, e fica sabendo que sua alma foi contrabandeada e vendida para uma atriz russa, esposa do chefe do tráfico. Seleção oficial do Festival de Sundance 2009. Plano / Digital / 14 anos / 100 min. / Moviemobz / Inédito EXPECTATIVA
20h20 – O Amor Segundo B. Schainberg, de Beto Brant - sessão seguida de debate com o produtor Renato Ciasca
(Brasil, 2009), de Beto Brant. Com Marina Previato, Gustavo Machado. O diretor de O Invasor, Crime Delicado e Cão sem Dono monta agora uma sofisticada narrativa a partir da confiança/desconfiança na relação amorosa entre um ator e uma videoartista. Brant convida o espectador a invadir a construção desse amor na convivência entre a moça e o rapaz durante três semanas num apartamento em São Paulo. Inspirado no personagem Benjamim Schianberg do livro “Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios”, de Marçal Aquino. Seleção da Mostra de SP / Premiere Brasil Festival do Rio. Plano / Digital / 16 anos / 80 min. / Filmes da Mostra / Inédito EXPECTATIVA
Terça, 15 de Dezembro
15h50 – Três Macacos (Üç Maymum, Turquia, 2008), de Nuri Bilge Ceylan. Com Yayuz Bingo, Hatice Aslan.
Contra todas as possibilidades, uma família tenta esconder as mentiras que a envolve para se manter unida. Para isso é preciso fingir que ninguém vê ou ouve qualquer coisa, bem como evitar de qualquer modo tocar em assuntos incômodos.Melhor direção em Cannes 2008. Scope / Digital / 14 anos / 109 min. / Imovision / Inédito
18h– Rumo - sessão seguida de debate com os diretores, os Irmãos Pretti
(Ceará, 2009), de Luiz e Ricado Pretti. Este longa-metragem cearense é o primeiro no País a ser feito totalmente a partir de imagens captadas em um celular. A audácia abre a discussão para novas possibilidades audiovisuais. O filme narra a trajetória de dois jovens, interpretados por Uirá dos Reis e Thaïs Dahas, que querem mudar de vida. O roteiro foi pensado a partir da própria captação das imagens por um Sony Ericsson k790i. Plano / Digital / 14 anos / 70 min. / Irmãos Pretti EXPECTATIVA
20h20 – Bastardos Inglórios (Alemanha/EUA, 2009). De Quentin Tarantino. Com Brad Pitt, Diane Kruger, Christophe Waltz.
Sessão especial na tela da Fundação com um dos filmes mais vibrantes da década, declaração de amor ao cinema. Tarantino refaz o gênero “filme de Guerra” com a história de um pelotão de soldados americanos de origem judaica que se infiltram na França ocupada pelos nazistas para trucidar soldados de Hitler. Terminam participando da operação “Kino”, cujo cenário é uma sala de cinema... Não perca, última chance na tela grande. 153 min. / em 35mm / Dolby SR / Tela Larga / Universal. RETROSPECTIVA
Quarta, 16 de Dezembro
16h10 – Up (EUA, 2009). De Pete Docter e Bob Peterson.
O filme de abertura do Festival de Cannes 2009 é mais uma prova da força da Pixar como principal central criativa do cinema de animação. Mesclando a história intimista de um senhor aposentado com a grande aventura de um garoto, o filme é tocante, engraçado e empolgante. Um dos melhores produtos lançados por Hollywood esse ano, um dos melhores filmes de 2009. 96 mins. / em 35mm / Dolby SR / Buena Vista International RETROSPECTIVA
18h – Amantes (Two Lovers, EUA, 2009), de James Gray. Com Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw, Isabella Rossellini, Elias Koteas.
Grande sucesso da crítica de 2009 em retrospectiva no Cinema da Fundação. Um homem solteiro mora no bairro de Brooklyn, com os pais. Quando duas mulheres completamente diferentes entram em sua vida, ele vê tudo virar de cabeça para baixo ao ficar dividido entre ambas. Uma é a bela e misteriosa vizinha Michelle, que acaba de se mudar; a segunda é a gentil filha de uma família de amigos, apresentada por seus pais. Seleção Festival de Cannes 2008. Tela Larga / 35mm / 14 anos / 110 min. / PlayArte RETROSPECTIVA
20h20 – Curtas Pernambucanos – Os 4 de Brasília 2009 (entrada franca) - sessão seguida de debate com os diretores
Pelo 3o ano consecutivo, o Cinema da Fundação passa a limpo a nova safra de curtas pernambucanos, começando pelos novos filmes que estrearam há 2 semanas no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dos 12 filmes selecionados, 4 eram pernambucanos, e trouxeram 10 prêmios.
1) Faço de Mim o Que Quero
de Petrônio Lorena e Sergio Oliveira. Não to nem aí. HD/35mm / 20’
2) Azul
de Eric Laurence. Com Zezita Matos, Irandhir Santos e Magdale Alves. Em uma região despovoada, diariamente, uma velha mãe caminha quilômetros até a vizinha mais próxima, para que ela leia a carta escrita pelo o seu filho ausente. Azul é uma história que narra a necessidade de criar fantasias para suportar a solidão. Prêmio de Melhor Som para Nicholas Hallet dividido com Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos. Super16/35mm / Dolby SR / 19’
3) Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos
de Camilo Cavalcante. Moradores dos Sítios Caracol, Sozinho, Ipueira, Espírito Santo, Aboboreira, Catolé, Baixio do Juá, Algodões e Minador em Serrita, Pernambuco. Chico Justino, Luzia Petronila Alves, Assis Vaqueiro e Ana Jose dos Anjos. Um registro poético do imaginário popular do Sertão, às 18 horas, quando toca na rádio a Ave Maria Sertaneja, interpretada por Luis Gonzaga. Melhor Filme (Júri), Melhor Fotografia e Melhor Som (este dividido com Azul). HD/35mm / Dolby SR / 12’
4) Recife Frio
de Kleber Mendonça Filho. Com Andrés Schaffer, Jr. Black, Yannick Ollivier, Rodrigo Riszla. O Recife ficou frio. Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Filme (Público), Melhor Filme (Crítica), Prêmio Saruê do Correio Braziliense (Melhor Momento do Festival), Aquisição Canal Brasil, Prêmio Vagalume. HD/35MM / Dolby SR / 24’.
Quinta, 17 de Dezembro
16h50 – Star Trek (EUA, 2009), de J. J. Abrams. Com Chris Pine, Zachary Quinto, Eric Bana, Simon Pegg, Winona Ryder, Leonard Nimoy.
Espetacular refilmagem do zero da clássica série da TV e cinema. No enredo, o destino da Galáxia está nas mãos de amargos rivais de planetas bem diferentes. James Tiberius Kirk é um adolescente rebelde de Iowa sempre em busca de emoções, um líder por natureza à procura de uma causa. Spock cresceu no planeta Vulcano, excluído por ser metade humano. Ele é um aluno engenhoso e o primeiro de sua raça a ser aceito na Frota Estelar. Em sua busca para descobrir quem realmente são e o que têm a oferecer ao mundo, Kirk e Spock logo tornam-se competitivos cadetes em treinamento. E vão brigar para estar na mais avançada nave já criada, a U.S.S. Enterprise. Scope / 35 mm / 12 anos / 127 min. / Universal / Dolby SR RETROSPECTIVA
19h15 – Fais-Moi Plaisir (França, 2009), de Emmanuel Mouret. Com Emmanuel Mouret, Judith Godreche, Déborah François, Frédérique Bel.
Ariane está convencida que seu parceiro, Jean-Jacques, deseja outra mulher. Para salvar o relacionamento, ela vê apenas uma saída: que ele tenha de fato um caso com essa mulher de seus sonhos, Elisabeth. Desta forma, saciaria seu desejo e voltaria à normalidade de sua vida de casal. Jean-Jacques parte, então, ao encontro de Elisabeth. O que ele não sabe é que sua futura amante é filha do presidente da França. Plano / Digital / 14 anos / 92 min. / Filmes do Estação / Inédito EXPECTATIVA
21h10 – Curtas Pernambucanos 2 – Safra 2009 (entrada franca) - sessão seguida de debate com os diretores
Teatro da Alma
De Deby Brennand. Com Hermila Guedes. O gene de “Teatro da Alma” surgiu ainda em 2005, quando Deby encontrou no Engenho São Francisco alguns fimes no formato Super-8 rodados em 1979. Ao rever os filmes realizou este trabalho que tenta reproduzir as sensações de delírio, desejos e, principalmente, medo pelos quais passam um palhaço, personagem de Hermila Guedes. 35mm / Dolby SR / Inédito
Nossos Ursos Camaradas
De Fernando Spencer. Com Emmanuel Mouret, Judith Godreche, Déborah François, Frédérique Bel. Numa crítica bem-humorada, o filme trata da simbologia relacionada aos ursos do carnaval do Recife, as origens da brincadeira, os desfiles das agremiações e o imaginário popular em torno do tema. 12 min / 35mm / Dolby SR
Confessionário
De Leonardo Sette. Com . Silvano Sabatini. O missionário católico Silvano Sabatini relembra sua chegada à Área Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nos anos 50. 15 min / 35mm / Dolby SR
Tchau e Benção
De Daniel Bandeira. Com Sarah Hazin, Rafael Chamié. Música tocando, coisas na caixa e ela a caminho. Tudo pronto para o fim. 10 min / Digital
Sexta, 18 de Dezembro
16h30 – Anticristo (Din., 2009) De Lars Von Trier. Com Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg.
Lars Von Trier deixou sua marca em 2009 com essa pancada nas partes baixas do espectador. Presente na seleção oficial do Festival de Cannes 2009, Anticristo apresenta um casal em luto que procura abrigo no “Éden”, uma cabana isolada numa floresta, onde esperam se recuperar de uma perda e do casamento em crise. Porém, a natureza assume o curso e as coisas ali vão de mal a pior. Melhor atriz (Charlotte Gainsbourg) em Cannes 2009. Califórnia Filmes / 109 min. / 35mm / Scope / Dolby SR / 18 anos RETROSPECTIVA
18h40 – À Procura de Eric (Reino Unido, 2009) De Ken Loach. Com Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop.
Eric, o carteiro, está desperdiçando sua vida. A caótica família, os enteados travessos e o misturador de cimento no jardim da frente não ajudam, mas é o segredo de Eric que o motiva a mudar. Poderia enfrentar Lily, a mulher que amara há 30 anos? Apesar dos esforços e da grande vontade dos amigos fãs de futebol, Eric continua a afundar. Nas horas de desespero, é preciso um baseado e um amigo especial, vindo de terras estrangeiras, que desafie o perdido carteiro a fazer uma jornada ao mais perigoso dos territórios – o passado. Como dizem os chineses e um francês: “quem tem medo de lançar os dados nunca consegue tirar um seis”. Indicado a Palma de Ouro Cannes 2009. 116 min / plano / 35mm / Inédito / 14 anos / Califórnia Filmes EXPECTATIVA
20h50 – Momma’s Man (2a. exibição).
16h - Mais Tarde Você Vai Entender
Plus Tard tu Comprendras (França, 2008), de Amos Gitai. Com Jeanne Moreau, Hippolyte Girardot, Dominique Blanc, Emmanuelle Devos. Rivka, senhora judia que vive rodeada de objetos do passado, prepara o jantar para seu filho Victor, enquanto acompanha na TV o julgamento de Klaus Barbie. O ano é 1987, e o ex-líder da Gestapo, conhecido como o “açougueiro de Lyon”, finalmente enfrenta a justiça por seus crimes no Holocausto. É quando Rivka reconhece na TV uma voz, a voz de um sobrevivente. 90 mins / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
17h50 - Um Segredo em Família (França, 2007). Com Cecile de France, Patrick Bruel, Ludivigne Sagnier.
Pouco depois da II Guerra, aos 15 anos, o solitário François descobre um obscuro segredo, e enfrentar verdades que encobrem as aparências da sua família. Ele inventa um irmão e imagina o passado de seus pais numa viagem atribulada, que tem como pano de fundo o nazismo e a deportação dos judeus. 106 mins. / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
19h50 - Belair sessão seguida de debate com os realizadores
Brasil, 2009. De Bruno Safadi e Noa Bressane. Em 1970, a produtora cinematográfica Belair Filmes, dos cineastas Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, realizou sete filmes em apenas cinco meses. Censurados pela ditadura militar, os cineastas saíram do país, e os filmes permanecem pouco conhecidos até hoje. 80 mins. / 14 anos / em 35mm / Inédito.
22h30 - Deixe Ela Entrar (Suécia, 2008), de Tomas Alfredson. Com Kåre Hedebrant,
Lina Leandersson. No auge do sucesso teen hollywoodiano Lua Nova, o timing parece perfeito para projetar no Cinema da Fundação esse maravilhoso filme sueco com um ponto de vista um tanto diferente para uma história de vampiros e adolescentes. Inteligente, lírico, ousado e adequadamente sangrento, Deixa Ela Entrar equilibra o melhor do cinema de gênero com a delicadeza das grandes histórias de amor. Hollywood já anunciou o remake, portanto, veja logo ! 112 mins / 16 anos / em 35mm / Dolby SR / Tela Larga / Inédito
Domingo, 6 de Dezembro
16h - Crime de Autor (França, 2007) De Claude Lelouch. Dominique Pinon, Fanny Ardant, Audrey Dana, Zinedine Soualem.
Judith Ralitzer (Fanny Ardant) é uma escritora popular, que está em busca de personagens para seu próximo livro. Paralelamente, um serial killer fugiu de um presídio de segurança máxima e Huguette (Audrey Dana), a cabeleireira de um luxuoso salão de Paris, decide mudar de vida. Os destinos deles se encontrarão, mudando a vida de todos. Claude Lelouch (de UM HOMEM, UMA MULHER) continua filmando com impressionante vigor. 103 mins / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
18h – À Procura de Elly
Um filme para ser descoberto na programação, com olhar distinto do que conhecemos via cinematografia iraniana. Depois de anos morando na Alemanha, Ahmad volta ao Irã. Sua amiga Sepideh organiza viagem com ele e os amigos nas margens do mar Cáspio. Ela convida também uma estranha, Elly, professora de sua filha. Ahmad, que teve um casamento infeliz com uma alemã, quer conhecer uma iraniana. No segundo dia, quando tudo parece estar indo muito bem, um estranho incidente acontece, revirando por completo a conduta de todos. Prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim. 119 mins. / 14 anos / em 35mm / Dolby SR / Inédito
20h30 – A Riviera Não é Aqui (França, 2008). De Dany Boom. Com Kad Merad, Dany Boon, Zoé Félix.
Uma boa oportunidade de ver o filme de sucesso fenomenal nos cinemas franceses, visto por 20 milhões de espectadores. Philippe Abrams trabalha nos correios no sul da França e amarga uma transferência para a pequena vila de Bergues, do norte do país. Para os sulistas preconceituosos (como Philippe), o norte é frio e só tem gente “rústica” que fala um sotaque incompreensível. Ele irá logo ver que os preconceitos irão sumir ao achar o lugar charmoso, as pessoas verdadeiras e encontrar um novo círculo de amizades. 119 mins. / 14 anos / em 35mm / Dolby SR / Inédito FESTIVAL VARILUX.
Segunda-Feira, 7 de Dezembro
16h - Um Segredo em Família (2a. exibição)
18h – Distrito 9 (África do Sul/Nova Zelândia/EUA, 2009) De Neill Blomkamp. Com Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt.
Um empolgante milk shake de ficção científica ambientado numa favela do terceiro mundo, Distrito 9 mistura influências explícitas de uma dezena de outros filmes (A Mosca, Robocop, Total Recall, Missão Alien, Predador, Cidade de Deus, Independence Day) para contar a história de uma raça alienígena cuja nave mãe quebrou em cima de Johanesburgo, na África do Sul. Os seres visitantes são marginalizados pelos humanos, isolados num campo de concentração intitulado Distrito 9. Cinema de gênero com muita imaginação. 112 mins / 14 anos / em 35mm / Dolby SR / RETROSPECTIVA
20h20 - Deixa Ela Entrar (2a. Exibição)
Terça, 8 de Dezembro
16h - Entre os Muros da Escola (2a. Exibição) - PALMA DE OURO FESTIVAL DE CANNES 2008
18h30 - Mais Tarde Você Vai Entender (França, 2008), de Amos Gitai. Com Jeanne Moreau, Hippolyte Girardot, Dominique Blanc, Emmanuelle Devos.
Rivka, senhora judia que vive rodeada de objetos do passado, prepara o jantar para seu filho Victor, enquanto acompanha na TV o julgamento de Klaus Barbie. O ano é 1987, e o ex-líder da Gestapo, conhecido como o “açougueiro de Lyon”, finalmente enfrenta a justiça por seus crimes no Holocausto. É quando Rivka reconhece na TV uma voz, a voz de um sobrevivente. 90 mins / 14 anos / em Digital / Inédito FESTIVAL VARILUX.
20h20 – Pacific (Brasil / PE, 2009). De Marcelo Pedroso. Uma viagem de sonho em um cruzeiro rumo a Fernando de Noronha. As lentes dos passageiros captam tudo a todo instante. E eles se divertem, brincam, vão a noitadas. Desfrutam de seu ideal de conforto e bem-estar. E, a cada dia, aproximam-se mais do tão sonhado paraíso tropical. 73 mins / 12 anos / em Digital.
Quarta, 9 de Dezembro
16h - Crime de Autor (2a. Exibição)
18h10 – A Riviera Não é Aqui (2a. Exibição)
20h20 – Um Lugar ao Sol (Brasil / PE, 2009). De Gabriel Mascaro.
Um Lugar ao Sol reúne depoimentos de moradores de luxuosas coberturas do Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O diretor conseguiu acesso aos moradores através de um curioso livro que mapeia a elite e pessoas influentes da sociedade brasileira. No livro, foram catalogados 125 donos de coberturas. Desses, apenas 9 cederam entrevista. O documentário oferece um rico debate sobre desejo, visibilidade, altura, status e poder. 70 mins. / 12 anos / em Digital
Quinta, 10 de Dezembro
16h – Uma Garota Dividida em Dois (França, 2007). De Claude Chabrol. Com Ludivine Sagnier, François Berléand.
Gabrielle (Sagnier) tem 25 anos e vive em Lyon com sua mãe Marie (Marie Bunel), que a criou sozinha, cercada por livros. Inteligente e charmosa, Gabrielle trabalha no canal de TV. Um dia, conhece o grande escritor Charles Saint-Denis (Berléand), durante o evento de promoção do novo livro dele. Homem bem-apessoado, ele não encontra dificuldades em seduzir a jovem, apesar de ser casado e de ter 30 anos a mais. Ao apaixonar-se, terá que disputar seu amor com Paul (Benoît Magimel), um jovem milionário desequilibrado. Ganhou prêmio da crítica no Festival de Veneza (2007). 115 mins. / 14 anos / em Digital FESTIVAL VARILUX.
18h20 - Mais Tarde Você Vai Entender (2a. Exibição)
20h20 – A Hora da Estrela (cópia 35mm restaurada) sessão seguida de debate com a atriz Marcélia Cartaxo.
(Brasil, 1985), de Suzana Amaral. Com Marcélia Cartaxo, José Dumont e Tâmara Taxman. Belíssima adaptação do livro de Clarice Lispector ganhadora do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim (Marcélia Cartaxo) e 11 Candângos no Festival de Brasília. É a história de Macabéia, secretária tímida em São Paulo que, com toda a sua doçura e sensibilidade, tem dificuldade de encaixar-se no mundo. Ela acredita em anjos, e se eles existem é porque ela assim acredita. O Cinema da Fundação tem o orgulho de projetar para toda uma nova geração um dos grandes filmes do cinema brasileiro. Imperdível. A cópia nova foi restaurada pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB), em projeto patrocinado pela Petrobras e incentivado pelo Ministério da Cultura. 90 mins / 14 anos / som Mono / em 35mm
Sexta, 11 de Dezembro
17h - Arraste-Me Para o Inferno (Drag me To Hell, EUA, 2009), de Sam Raimi. Com Alison Lohman, Justin Long.
O diretor Sam Raimi começou no cinema com exercícios em cinema B totalmente enlouquecidos (The Evil Dead, Dark Man), e entrou para a classe A de Hollywood com a franquia Homem Aranha ainda mantendo certo toque autoral. Nesse seu último filme, Raimi parece voltar às origens com um thriller espetacularmente assombrado sobre uma jovem bancária que nega empréstimo a uma velha senhora, que roga-lhe uma praga como vingança. Mantenha sua boca fechada nesta que é uma das sessões mais divertidas do ano. TELA LARGA / DOLBY SR / 16 anos / 99 mins. / em 35mm. RETROSPECTIVA
19h – Partir (Partir, França, 2009). De Catherine Corsini. Com Kristin Scott Thomas, Sergi Lopez.
Suzanne, uma mãe de família, é casada com um médico e mora no sul da França. A ociosidade da vida burguesa a cansa, e ela decide retomar seu trabalho como fisioterapeuta, que havia largado para cuidar dos filhos. Convence o marido a ajudá-la a instalar um consultório. No trabalho, conhece Ivan, responsável pelo site da empresa, e a atração é imediata, mútua e violenta. 16 anos / 85 mins. / em Digital. EXPECTATIVA
20h45 – Os Famosos e os Duendes da Morte (Brasil, 2009). De Esmir Filho. Com Henrique Larré, Ismael Caneppele, Tuane Eggers.
O retrato de um jovem habitante do interior gaúcho que usa a internet para aplacar a solidão e sua paixão por Bob Dylan para dar-lhe um estilo. Mr. Tambourine Man (seu apelido) é o personagem principal do primeiro filme de Esmir Filho, realizador paulistano que destacou-se no curta-metragem com os filmes Tapa na Pantera, Alguma Coisa Assim e Saliva. Um ponto de vista claramente diferente dentro do cinema brasileiro contemporâneo. 101 mins. / 16 anos / Dolby SR / Tela Larga / Warner Bros. / Inédito EXPECTATIVA.
Sábado, 12 de Dezembro
16h – O Caçador (Chugyeogja, Coréia do Sul, 2008), de Na Hong-jin. Com Kim Yoon-suk, Ha Jung-woo, Seo Young-hee.
Ex-detetive, Jung-ho virou um cafetão. Toda noite, ele envia garotas que trabalham para ele a clientes anônimos. Ele começa a suspeitar que algumas querem fugir sem pagar suas dívidas. Essa noite, é Mi-jin que desaparece. O maior sucesso de um filme estreante na bilheteria da Coréia do Sul n\ao é recomendado para cardíacos. The Chaser, foi apresentado na seleção oficial, fora de competição, Festival de Cannes. TELA LARGA / Digital / 16 anos / 125 min. / Imovision EXPECTATIVA
18h30 – Horas de Verão (L`Heure o D’Été, França, 2008), de Olivier Assayas. Com Juliette Binoche, Charles Berling, Jérémie Renier, Edith Scob.
Um delicado retrato feito por Assayas a respeito das transformações do mundo pela renovação das gerações. Filme mostra as distintas trajetórias de dois irmãos e uma irmã de quarenta e poucos anos se chocam quando sua mãe - que preservava a obra de seu tio, o excepcional pintor do século XIX Paul Berthier -, morre repentinamente. Os filhos são levados ao confronto de suas diferenças. Adrienne, uma bem sucedida designer em Nova York; Frédéric, economista e professor universitário em Paris; e Jérémie, um dinâmico empresário que vive na China, são apresentados às texturas e lembranças do final da infância, às memórias partilhadas, criando uma visão única do futuro. Indicado ao César de atriz coadjuvante (Edith Scob). Plano / Digital / 12 anos / 103 min. / Filmes da Mostra / Inédito EXPECTATIVA
20h20 – Momma’s Man (EUA, 2008), de Azazel Jacob. Com Matt Boren, Ken Jacobs, Richard Edson.
Mikey nasceu e cresceu em Nova York, mas atualmente vive em Los Angeles com a mulher e o filho. De retorno à sua cidade natal para uma viagem de trabalho, ele se hospeda no loft de seus pais, onde foi criado. Tentado pelos constantes agrados de sua mãe e pelos prazeres nostálgicos de seu antigo quarto, Mikey adia indefinidamente sua volta, inventando diversas desculpas. Ignorando as ligações da mulher e os olhares reprovadores do pai, mergulha no universo de sua infância e adolescência, recuperando antigos brinquedos, gibis e amizades. Competição do Festival de Sundance 2008. Plano / Digital / 16 anos / 94 min. / / Moviemobz / Inédito EXPECTATIVA
22h – Sede de Sangue (Bakjwi, Japão, 2009), De Chung Seo-kyung, Park Chan-wook. Com Song Kang-ho, Kim Ok-vin, Kim Hae-sook.
Uma prova de que, em material de cinema fantástico além de qualquer limite, os coreanos estão numa categoria só deles. Sang-hyun, padre querido na cidade onde vive, se oferece como voluntário para os testes de uma vacina contra um novo vírus letal. Infectado acidentalmente com o vírus, seu corpo desfalece. No entanto, uma transfusão de sangue de última hora o traz milagrosamente de volta à vida. Transformado em vampiro, ele passa a ter que lidar com a necessidade de beber sangue, tão grande quanto o seu desejo por uma colega vampira. Do diretor de Old Boy. Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2009. Scope / 18 anos / 133 min. / Paris Filmes / Inédito EXPECTATIVA
Domingo, 13 de Dezembro
16h – Minha Noite Com Ela (França, 1969).Ma Nuit Chez Maude. De Eric Rohmer. Com Anne Dubot, Françoise Fabian, Guy Léger, Jean-Louis Trintignant, Marie-Christine Barrault. Achamos espaço para trazer dos arquivos essa boa cópia de um dos grandes filmes de Eric Rhomer. Terceira parte da série "Seis Contos Morais", Minha Noite Com Ela é um fascinante registro das relações humanas a partir dos encontros entre pessoas. O engenheiro Jean-Louis (Trintignant) volta à cidade de Clermont-Ferrand depois de ter morado fora. Católico introvertido, nutre paixão platônica pela loura Françoise (Barrault), que encontra nas missas de domingo. Acredita que a moça é sua parceira ideal. Um dia, durante um passeio, reencontra Vidal (Antoine Vitez), um velho amigo marxista. Ele o apresenta à sua namorada Maud (Francoise Fabian), uma divorciada inteligente e charmosa. 110 mins / 14 anos / em 35mm / Som Mono.
18h – Mãe (Madeo, Coréia do Sul, 2009) De Bong Joon-Ho. Com Bin Won, Hye-ja Kim.
A qualidade do cinema coreano mostra-se clara e evidente nesse excelente thriller de mistério do diretor Bong Joon-Ho (o Cinema da Fundação exibiu seu filme anterior, O Hospedeiro/The Host). Uma mãe irá, sozinha, solucionar o assassinato de uma adolescente que todos crêem ter sido cometido pelo filho único dela, um jovem dependente e indefeso. Armada de geniais instintos maternais e guiada pelo espírito de Hitchcock que permeia todo o filme, Mãe revela-se uma das melhores surpresas do ano no cinema internacional. 128 mins. / Tela Larga / em 35mm / Dolby SR / Paris Filmes / Inédito EXPECTATIVA
20h30 – O Homem Que Engarrafava Nuvens - sessão seguida de debate com o diretor Lírio Ferreira e a produtora Denise Dumont
(Brasil, 2008) De Lírio Ferreira. Com Chico Buarque, Caetano Veloso, David Byrne. Documentário musical sobre a vida e a obra do compositor, advogado, deputado federal e criador das leis de direitos autorais, Humberto Teixeira, também conhecido como "O Doutor do Baião" pela autoria de clássicos populares como "Asa Branca". O filme acompanha sua filha, Denise Dummont, numa viagem em busca de aprender mais sobre o pai. Isso dá ao filme o toque pessoal e humano, casando com a condução livre e autoral de Ferreira (Baile Perfumado, Árido Movie). 105 mins. / em 35mm / Dolby SR / Inédito EXPECTATIVA
Segunda, 14 de Dezembro
16h30 – Cidadão Boilesen (Brasil, 2009), de Chaim Litewski. Com Kim Yoon-suk, Ha Jung-woo, Seo Young-hee.
Construído em admirável ritmo de um thriller, o documentário feito por Chaim Litewski (funcionário das Nações Unidas) investiga a vida do empresário Henning Boilesen. O filme resgata (e revela) a ligação política e econômica entre empresários e militares no combate à luta armada durante o regime militar brasileiro. Melhor Filme no festival de documentários É Tudo Verdade 2009. Plano / Digital / 14 anos / 93 min. / Imovision / Inédito EXPECTATIVA
18h20 – Cold Souls (EUA, 2009), de Sophie Barthes. Com Paul Giamatti, Dina Korzun, Emily Watson, David, Strathaim.
Paul Giamatti, famoso ator americano, enfrenta uma grande crise existencial e tem um colapso após um ensaio. Ao descobrir a empresa Soul Storage, laboratório que oferece alívio para as dores da existência, decide ter sua alma extraída para viver mais levemente. As dificuldades, no entanto, não cessam e ele decide alugar a alma de um suposto poeta russo, que o transporta para um estranho mundo onírico. Paul descobre então a existência de uma máfia russa de tráfico de almas, e fica sabendo que sua alma foi contrabandeada e vendida para uma atriz russa, esposa do chefe do tráfico. Seleção oficial do Festival de Sundance 2009. Plano / Digital / 14 anos / 100 min. / Moviemobz / Inédito EXPECTATIVA
20h20 – O Amor Segundo B. Schainberg, de Beto Brant - sessão seguida de debate com o produtor Renato Ciasca
(Brasil, 2009), de Beto Brant. Com Marina Previato, Gustavo Machado. O diretor de O Invasor, Crime Delicado e Cão sem Dono monta agora uma sofisticada narrativa a partir da confiança/desconfiança na relação amorosa entre um ator e uma videoartista. Brant convida o espectador a invadir a construção desse amor na convivência entre a moça e o rapaz durante três semanas num apartamento em São Paulo. Inspirado no personagem Benjamim Schianberg do livro “Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios”, de Marçal Aquino. Seleção da Mostra de SP / Premiere Brasil Festival do Rio. Plano / Digital / 16 anos / 80 min. / Filmes da Mostra / Inédito EXPECTATIVA
Terça, 15 de Dezembro
15h50 – Três Macacos (Üç Maymum, Turquia, 2008), de Nuri Bilge Ceylan. Com Yayuz Bingo, Hatice Aslan.
Contra todas as possibilidades, uma família tenta esconder as mentiras que a envolve para se manter unida. Para isso é preciso fingir que ninguém vê ou ouve qualquer coisa, bem como evitar de qualquer modo tocar em assuntos incômodos.Melhor direção em Cannes 2008. Scope / Digital / 14 anos / 109 min. / Imovision / Inédito
18h– Rumo - sessão seguida de debate com os diretores, os Irmãos Pretti
(Ceará, 2009), de Luiz e Ricado Pretti. Este longa-metragem cearense é o primeiro no País a ser feito totalmente a partir de imagens captadas em um celular. A audácia abre a discussão para novas possibilidades audiovisuais. O filme narra a trajetória de dois jovens, interpretados por Uirá dos Reis e Thaïs Dahas, que querem mudar de vida. O roteiro foi pensado a partir da própria captação das imagens por um Sony Ericsson k790i. Plano / Digital / 14 anos / 70 min. / Irmãos Pretti EXPECTATIVA
20h20 – Bastardos Inglórios (Alemanha/EUA, 2009). De Quentin Tarantino. Com Brad Pitt, Diane Kruger, Christophe Waltz.
Sessão especial na tela da Fundação com um dos filmes mais vibrantes da década, declaração de amor ao cinema. Tarantino refaz o gênero “filme de Guerra” com a história de um pelotão de soldados americanos de origem judaica que se infiltram na França ocupada pelos nazistas para trucidar soldados de Hitler. Terminam participando da operação “Kino”, cujo cenário é uma sala de cinema... Não perca, última chance na tela grande. 153 min. / em 35mm / Dolby SR / Tela Larga / Universal. RETROSPECTIVA
Quarta, 16 de Dezembro
16h10 – Up (EUA, 2009). De Pete Docter e Bob Peterson.
O filme de abertura do Festival de Cannes 2009 é mais uma prova da força da Pixar como principal central criativa do cinema de animação. Mesclando a história intimista de um senhor aposentado com a grande aventura de um garoto, o filme é tocante, engraçado e empolgante. Um dos melhores produtos lançados por Hollywood esse ano, um dos melhores filmes de 2009. 96 mins. / em 35mm / Dolby SR / Buena Vista International RETROSPECTIVA
18h – Amantes (Two Lovers, EUA, 2009), de James Gray. Com Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw, Isabella Rossellini, Elias Koteas.
Grande sucesso da crítica de 2009 em retrospectiva no Cinema da Fundação. Um homem solteiro mora no bairro de Brooklyn, com os pais. Quando duas mulheres completamente diferentes entram em sua vida, ele vê tudo virar de cabeça para baixo ao ficar dividido entre ambas. Uma é a bela e misteriosa vizinha Michelle, que acaba de se mudar; a segunda é a gentil filha de uma família de amigos, apresentada por seus pais. Seleção Festival de Cannes 2008. Tela Larga / 35mm / 14 anos / 110 min. / PlayArte RETROSPECTIVA
20h20 – Curtas Pernambucanos – Os 4 de Brasília 2009 (entrada franca) - sessão seguida de debate com os diretores
Pelo 3o ano consecutivo, o Cinema da Fundação passa a limpo a nova safra de curtas pernambucanos, começando pelos novos filmes que estrearam há 2 semanas no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dos 12 filmes selecionados, 4 eram pernambucanos, e trouxeram 10 prêmios.
1) Faço de Mim o Que Quero
de Petrônio Lorena e Sergio Oliveira. Não to nem aí. HD/35mm / 20’
2) Azul
de Eric Laurence. Com Zezita Matos, Irandhir Santos e Magdale Alves. Em uma região despovoada, diariamente, uma velha mãe caminha quilômetros até a vizinha mais próxima, para que ela leia a carta escrita pelo o seu filho ausente. Azul é uma história que narra a necessidade de criar fantasias para suportar a solidão. Prêmio de Melhor Som para Nicholas Hallet dividido com Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos. Super16/35mm / Dolby SR / 19’
3) Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos
de Camilo Cavalcante. Moradores dos Sítios Caracol, Sozinho, Ipueira, Espírito Santo, Aboboreira, Catolé, Baixio do Juá, Algodões e Minador em Serrita, Pernambuco. Chico Justino, Luzia Petronila Alves, Assis Vaqueiro e Ana Jose dos Anjos. Um registro poético do imaginário popular do Sertão, às 18 horas, quando toca na rádio a Ave Maria Sertaneja, interpretada por Luis Gonzaga. Melhor Filme (Júri), Melhor Fotografia e Melhor Som (este dividido com Azul). HD/35mm / Dolby SR / 12’
4) Recife Frio
de Kleber Mendonça Filho. Com Andrés Schaffer, Jr. Black, Yannick Ollivier, Rodrigo Riszla. O Recife ficou frio. Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Filme (Público), Melhor Filme (Crítica), Prêmio Saruê do Correio Braziliense (Melhor Momento do Festival), Aquisição Canal Brasil, Prêmio Vagalume. HD/35MM / Dolby SR / 24’.
Quinta, 17 de Dezembro
16h50 – Star Trek (EUA, 2009), de J. J. Abrams. Com Chris Pine, Zachary Quinto, Eric Bana, Simon Pegg, Winona Ryder, Leonard Nimoy.
Espetacular refilmagem do zero da clássica série da TV e cinema. No enredo, o destino da Galáxia está nas mãos de amargos rivais de planetas bem diferentes. James Tiberius Kirk é um adolescente rebelde de Iowa sempre em busca de emoções, um líder por natureza à procura de uma causa. Spock cresceu no planeta Vulcano, excluído por ser metade humano. Ele é um aluno engenhoso e o primeiro de sua raça a ser aceito na Frota Estelar. Em sua busca para descobrir quem realmente são e o que têm a oferecer ao mundo, Kirk e Spock logo tornam-se competitivos cadetes em treinamento. E vão brigar para estar na mais avançada nave já criada, a U.S.S. Enterprise. Scope / 35 mm / 12 anos / 127 min. / Universal / Dolby SR RETROSPECTIVA
19h15 – Fais-Moi Plaisir (França, 2009), de Emmanuel Mouret. Com Emmanuel Mouret, Judith Godreche, Déborah François, Frédérique Bel.
Ariane está convencida que seu parceiro, Jean-Jacques, deseja outra mulher. Para salvar o relacionamento, ela vê apenas uma saída: que ele tenha de fato um caso com essa mulher de seus sonhos, Elisabeth. Desta forma, saciaria seu desejo e voltaria à normalidade de sua vida de casal. Jean-Jacques parte, então, ao encontro de Elisabeth. O que ele não sabe é que sua futura amante é filha do presidente da França. Plano / Digital / 14 anos / 92 min. / Filmes do Estação / Inédito EXPECTATIVA
21h10 – Curtas Pernambucanos 2 – Safra 2009 (entrada franca) - sessão seguida de debate com os diretores
Teatro da Alma
De Deby Brennand. Com Hermila Guedes. O gene de “Teatro da Alma” surgiu ainda em 2005, quando Deby encontrou no Engenho São Francisco alguns fimes no formato Super-8 rodados em 1979. Ao rever os filmes realizou este trabalho que tenta reproduzir as sensações de delírio, desejos e, principalmente, medo pelos quais passam um palhaço, personagem de Hermila Guedes. 35mm / Dolby SR / Inédito
Nossos Ursos Camaradas
De Fernando Spencer. Com Emmanuel Mouret, Judith Godreche, Déborah François, Frédérique Bel. Numa crítica bem-humorada, o filme trata da simbologia relacionada aos ursos do carnaval do Recife, as origens da brincadeira, os desfiles das agremiações e o imaginário popular em torno do tema. 12 min / 35mm / Dolby SR
Confessionário
De Leonardo Sette. Com . Silvano Sabatini. O missionário católico Silvano Sabatini relembra sua chegada à Área Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nos anos 50. 15 min / 35mm / Dolby SR
Tchau e Benção
De Daniel Bandeira. Com Sarah Hazin, Rafael Chamié. Música tocando, coisas na caixa e ela a caminho. Tudo pronto para o fim. 10 min / Digital
Sexta, 18 de Dezembro
16h30 – Anticristo (Din., 2009) De Lars Von Trier. Com Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg.
Lars Von Trier deixou sua marca em 2009 com essa pancada nas partes baixas do espectador. Presente na seleção oficial do Festival de Cannes 2009, Anticristo apresenta um casal em luto que procura abrigo no “Éden”, uma cabana isolada numa floresta, onde esperam se recuperar de uma perda e do casamento em crise. Porém, a natureza assume o curso e as coisas ali vão de mal a pior. Melhor atriz (Charlotte Gainsbourg) em Cannes 2009. Califórnia Filmes / 109 min. / 35mm / Scope / Dolby SR / 18 anos RETROSPECTIVA
18h40 – À Procura de Eric (Reino Unido, 2009) De Ken Loach. Com Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop.
Eric, o carteiro, está desperdiçando sua vida. A caótica família, os enteados travessos e o misturador de cimento no jardim da frente não ajudam, mas é o segredo de Eric que o motiva a mudar. Poderia enfrentar Lily, a mulher que amara há 30 anos? Apesar dos esforços e da grande vontade dos amigos fãs de futebol, Eric continua a afundar. Nas horas de desespero, é preciso um baseado e um amigo especial, vindo de terras estrangeiras, que desafie o perdido carteiro a fazer uma jornada ao mais perigoso dos territórios – o passado. Como dizem os chineses e um francês: “quem tem medo de lançar os dados nunca consegue tirar um seis”. Indicado a Palma de Ouro Cannes 2009. 116 min / plano / 35mm / Inédito / 14 anos / Califórnia Filmes EXPECTATIVA
20h50 – Momma’s Man (2a. exibição).
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Winstone, McShane, Hurt e Wilkinson: 44 INCH CHEST
Não me canso de ver esses caras e agora que eles estão juntos num mesmo filme, nem se fala. :)
terça-feira, dezembro 01, 2009
Mais partidas
Meu blog está virando um obituário...
Paul Naschy1934 - 2009
Tony Kendall1936 - 2009
Alguém conhece? A dupla está no elenco deste filme do Klimovsky.sábado, novembro 21, 2009
Bela Lugosi
Depois de assistir esses belos tributos, eu vou ter que rever O GATO PRETO e correr atrás de tirar o meu atraso com outras duas versões de Poe com Lugosi: O CORVO e ASSASSINATOS NA RUA MORGUE.
Os dois vídeos usaram O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky.
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Terror
quinta-feira, novembro 19, 2009
The Man Got It!!
Lauren Bacall e Gordon Willis também são (e muito) merecedores de tal homenagem, mas a estrela da noite de 14 de novembro foi Roger Corman. Reparem na felicidade estampada no rosto deste monstro maior do cinema, um gênio da produção independente que nunca terá o seu posto ocupado por outra pessoa.

A felicidade de Corman é a mesma de todos os que o admiram e prestigiam estão sentindo. Foi preciso chegar 2009 para Corman ter em mãos o símbolo do reconhecimento mais significativo do cinema americano em termos de premiação que seus pupilos conseguiram ao longo dos anos. Pouco antes de entregar o Oscar ao seu mentor, Jonathan Demme perguntou a todos os presentes: "Por que demorou tanto?"
Mas além deste reconhecimento pra lá de atrasado, existe uma outra pergunta que a gente se faz: Por que a Academia não incluiu essa homenagem que já deveria ter sido feita anos atrás na cerimônia em março de 2010? Mas só de pensar nas últimas cerimônias do Oscar, vem à mente do quanto o tempo é desperdiçado em piadas dos apresentadores e números musicais que dispensam maiores comentários.
É isso aí, o dia do Rei chegou. Os súditos de Corman o saúdam neste grande e emocionante momento de sua vida, que por si só, foi um festival de emoções vividas e também compartilhadas através das obras que ele nos deixou e que agora estão em fase de produção.
Vídeos da cerimônia:
Ron Howard saúda Roger Corman
Quentin Tarantino fala de Corman (1a. parte)
Quentin Tarantino fala de Corman (2a. parte)
Jonathan Demme entrega o Oscar à Roger Corman

A felicidade de Corman é a mesma de todos os que o admiram e prestigiam estão sentindo. Foi preciso chegar 2009 para Corman ter em mãos o símbolo do reconhecimento mais significativo do cinema americano em termos de premiação que seus pupilos conseguiram ao longo dos anos. Pouco antes de entregar o Oscar ao seu mentor, Jonathan Demme perguntou a todos os presentes: "Por que demorou tanto?"
Mas além deste reconhecimento pra lá de atrasado, existe uma outra pergunta que a gente se faz: Por que a Academia não incluiu essa homenagem que já deveria ter sido feita anos atrás na cerimônia em março de 2010? Mas só de pensar nas últimas cerimônias do Oscar, vem à mente do quanto o tempo é desperdiçado em piadas dos apresentadores e números musicais que dispensam maiores comentários.
É isso aí, o dia do Rei chegou. Os súditos de Corman o saúdam neste grande e emocionante momento de sua vida, que por si só, foi um festival de emoções vividas e também compartilhadas através das obras que ele nos deixou e que agora estão em fase de produção.
Vídeos da cerimônia:
Ron Howard saúda Roger Corman
Quentin Tarantino fala de Corman (1a. parte)
Quentin Tarantino fala de Corman (2a. parte)
Jonathan Demme entrega o Oscar à Roger Corman
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