Para quem ainda não viu...
Um dia, o filme sai. :)
segunda-feira, dezembro 15, 2008
sexta-feira, dezembro 12, 2008

É, o "Tempo de Massacre" que tenho vivido não tá mesmo pra brincadeira. Além de tudo, também estou sem acesso decente a um computador, daí o sumiço não só das atualizações, trocas de idéias por comentários nos blogs amigos e aqui mas em todas as atividades que tenho na internet. O meu PC parece ter piorado de vez, tenho um backup dos meus principais documentos e trabalhos... só que feito a cerca de 15 dias antes do início do problema. Fiz muito nesses 15 dias e tentar recuperar esse tempo perdido sem usar o que eu tinha pronto é dureza.
Já repararam que isso só acontece quando a gente mais precisa de computador? Logo agora que estou na fase final do meu projeto de graduação. Recife teve um feriadão daqueles recentemente, podia ter adiantado muitas coisas, acabei de mãos atadas.
Tentarei falar um pouco melhor com vocês ainda neste final de semana... sobre cinema e não com mais desabafo hehehe. Espero que todos estejam se sentindo bem, senão ótimos. Abraços e até logo.
quinta-feira, novembro 27, 2008
sexta-feira, novembro 21, 2008
Janela Internacional de Cinema anuncia premiados
JÚRI OFICIAL
COMPETIÇÃO BRASILEIRA
Melhor Filme: "OS SAPATOS DE ARISTEU", de Luiz René Guerra
Melhor Imagem foi dividido entre "FRACASSO" de Alberto Labuto e "ISMAR" de Gustavo Beck
Melhor Som: "AREIA", de Caetano Gotardo
Melhor montagem: A PSICOSE DE VALTER, de Eduardo Kishimoto
Menção Honrosa Filme de afeto: CANOSA ONE, de Fellipe Gamarano Barbosa
Menção Honrosa Filme Manifesto: Longa Vida Ao Cinema Cearense, dos Irmãos Pretti
Menção Honrosa Filme Presença: Convite para Jantar com o Camarada Stalin, de Ricardo Alves Júnior
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Melhor filme: “AHENDU NDE SAPUKAI – OUÇO SEU GRITO”, de Pablo Lamar
Melhor imagem: “TWIST”, de Alexia Walther
Melhor som: “AHENDU NDE SAPUKAI – OUçO SEU GRITO”, de Pablo Lamar
Melhor montagem: “VIVA”, de Louise Botkay Courcier
JÚRI DO JANELA CRÍTICA
COMPETITIVA BRASILEIRA
JARRO DE PEIXES, de Salomão Santana
"Premiamos Jarro de Peixes em um gesto político, reconhecendo sua capacidade propositiva, que estimula um outro tipo de experiência com a imagem, com a memória e com a realização de cinema".
COMPETITIVA INTERNACIONAL
prêmio conjunto para dois filmes:
PUPPETBOY e A HISTÓRIA DO PEQUENO PUPPETBOY, de Johannes Nyholm
"A curadoria do Janela não conseguiu se decidir entre os dois filmes de Johannes Nyholm e selecionou ambos. Aconteceu o mesmo com o júri do Janela Crítica, por isso decidimos premiar o conjunto da obra sobre o personagem Puppetboy. Uma das propostas do festival era discutir a imagem. Puppetboy faz exatamente isso, com peculiar senso de humor".
JÚRI FEPEC
Competição Brasileira: Menino Aranha, de Mariana Lacerda
Competição Internacional: Procrastination, de Johnny Kelly
JÚRI ABD
Competição Brasileira: ISMAR, de Gustavo Beck
Competição Internacional: THREE OF US, de Umesh Kulkarni
PRÊMIO PORTA CURTAS
PRIARA JO, DO OVO A GUERRA, de Komoi Panará
PRÊMIO AGORA CURTA
Menino Aranha, de Mariana Lacerda
COMPETIÇÃO BRASILEIRA
Melhor Filme: "OS SAPATOS DE ARISTEU", de Luiz René Guerra
Melhor Imagem foi dividido entre "FRACASSO" de Alberto Labuto e "ISMAR" de Gustavo Beck
Melhor Som: "AREIA", de Caetano Gotardo
Melhor montagem: A PSICOSE DE VALTER, de Eduardo Kishimoto
Menção Honrosa Filme de afeto: CANOSA ONE, de Fellipe Gamarano Barbosa
Menção Honrosa Filme Manifesto: Longa Vida Ao Cinema Cearense, dos Irmãos Pretti
Menção Honrosa Filme Presença: Convite para Jantar com o Camarada Stalin, de Ricardo Alves Júnior
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL
Melhor filme: “AHENDU NDE SAPUKAI – OUÇO SEU GRITO”, de Pablo Lamar
Melhor imagem: “TWIST”, de Alexia Walther
Melhor som: “AHENDU NDE SAPUKAI – OUçO SEU GRITO”, de Pablo Lamar
Melhor montagem: “VIVA”, de Louise Botkay Courcier
JÚRI DO JANELA CRÍTICA
COMPETITIVA BRASILEIRA
JARRO DE PEIXES, de Salomão Santana
"Premiamos Jarro de Peixes em um gesto político, reconhecendo sua capacidade propositiva, que estimula um outro tipo de experiência com a imagem, com a memória e com a realização de cinema".
COMPETITIVA INTERNACIONAL
prêmio conjunto para dois filmes:
PUPPETBOY e A HISTÓRIA DO PEQUENO PUPPETBOY, de Johannes Nyholm
"A curadoria do Janela não conseguiu se decidir entre os dois filmes de Johannes Nyholm e selecionou ambos. Aconteceu o mesmo com o júri do Janela Crítica, por isso decidimos premiar o conjunto da obra sobre o personagem Puppetboy. Uma das propostas do festival era discutir a imagem. Puppetboy faz exatamente isso, com peculiar senso de humor".
JÚRI FEPEC
Competição Brasileira: Menino Aranha, de Mariana Lacerda
Competição Internacional: Procrastination, de Johnny Kelly
JÚRI ABD
Competição Brasileira: ISMAR, de Gustavo Beck
Competição Internacional: THREE OF US, de Umesh Kulkarni
PRÊMIO PORTA CURTAS
PRIARA JO, DO OVO A GUERRA, de Komoi Panará
PRÊMIO AGORA CURTA
Menino Aranha, de Mariana Lacerda
Jânio Nazareth entrevista Samuel L. Jackson: O VIZINHO
O VIZINHO (Lakeview Terrace, 2008) é o novo filme de Neil LaBute, vindo de filmes como NA COMPANHIA DOS HOMENS e ARTE, AMOR E ILUSÃO para se afundar a partir de ENFERMEIRA BETTY e a horrível, nojenta refilmagem de O HOMEM DE PALHA. Não pensei nunca que iriam dar uma outra chance a esse cara em tão pouco tempo. Mas foi o que aconteceu.
O VIZINHO deve divertir pela atuação de Samuel Jackson, que a julgar pelo trailer está na pele de um personagem muito semelhante ao de Ray Liotta em OBSESSÃO FATAL. Pena o filme ser PG-13, ou seja, Samuca não dirá um simples "fuck".
Agradecimentos a Jânio Nazareth e seu Repórter Hollywood por mais essa colaboração. Ele também conversou com Joan Allen, Jason Statham, Olga Kurylenko e Daniel Craig. Falando sobre ele, ainda não vi QUANTUM OF SOLACE. Ô vergonha.
terça-feira, novembro 18, 2008
80's Mood
STYX - MR. ROBOTO
A FLOCK OF SEAGULS - I RAN (SO FAR AWAY)
TALKING HEADS - BURNING DOWN THE HOUSE
Caixinha de comentários sujeita a uma avalanche de links para clipes deste naipe, claro!
A FLOCK OF SEAGULS - I RAN (SO FAR AWAY)
TALKING HEADS - BURNING DOWN THE HOUSE
Caixinha de comentários sujeita a uma avalanche de links para clipes deste naipe, claro!
domingo, novembro 16, 2008

www.janeladecinema.com.br
Daqui a pouco deve sair o primeiro texto da figura aqui no espaço do Janela Crítica. Os meus colegas de trabalho estão fazendo bonito, chega dá gosto de ler.
Visitem, comentem e por favor, espalhem esse site!
Grande abraço.
Visitem, comentem e por favor, espalhem esse site!
Grande abraço.
COMBATE NA ESCURIDÃO (Straight Into Darkness, 2005, EUA)
Jeff Burr é um nome mais conhecido dentre os fãs do cinema de terror. Eu mesmo já assisti a algumas continuações que ele assinou como O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3 e PUPPET MASTER 4 que vão do razoável ao bom, na minha opinião. Ele chamou a minha atenção desde que assisti o seu primeiro longa, DO SUSSURRO AO GRITO, uma antologia apresentada pelo grande Vincent Price. Também tenho boas lembranças de A NOITE DO ESPANTALHO, um pequeno slasher feito por ele em 1995. Mas tudo me leva a crer que COMBATE NA ESCURIDÃO seja o seu melhor filme, além de ser o mais pessoal de toda a sua filmografia.A tensão da abertura é daquelas que pegam o espectador pelo pescoço para não soltar mais até o final do filme, ambientado no final da 2a. Guerra Mundial. Dois soldados americanos, Losey (Ryan Francis) e Deming (Scott MacDonald) são pegos por militares (James LeGros e Dan Roebuck) tentando desertar. A caminho da prisão militar ou da morte por execução, uma armadilha: minas. Mortes ocorrem, mas os desertores sobrevivem, seguem sobrevivendo a outras provações até chegarem num prédio abandonado e logo descobrem que não estão mais sós. No prédio também estão dois professores (os veteranos David Warner e Linda Thorson) de um orfanato que fora destruído e as crianças sobreviventes, muitas delas deficientes físicas por conta da violência da guerra. Elas crianças foram treinadas pelo personagem de Warner para lutar por suas vidas e estão sempre armadas esperando a chegada de uma poderosa ameaça. E ela vem na forma de um grupo de 60 soldados alemães que atacam o lugar.
COMBATE NA ESCURIDÃO é um belíssimo filme. Existem falhas, como a óbvia dublagem dos atores romenos que fazem os alemães e os flashbacks do personagem de Ryan Francis que servem para construir mais o personagem, mas a grande quantidade deles acaba distraindo. Tirando isso, não tenho muito do que reclamar. O filme conta com excelente uso da violência e locações na Romênia, alguma dose muito bem-vinda de surrealismo e uma inspirada homenagem a ninguém menos que Edgar Allan Poe. Direção, fotografia, atuações e trilha sonora também colaboram juntas para a sempre crescente atmosfera de desespero.
COMBATE... não é só humano em sua narrativa, mas também na produção. É ainda mais emocionante assisti-lo sabendo que todas as crianças que atuaram nele são mesmo orfãs na vida real, tendo sido contratadas pelos produtores através dos orfanatos que residem. Uma iniciativa que só me deixa ainda mais confiante em recomendar essa pequena obra-prima. Como diz um amigo meu, "Bons filmes merecem ser vistos".
Marcadores:
Dan Roebuck,
David Warner,
Guerra,
Jeff Burr
segunda-feira, novembro 10, 2008
Nuevas
- Recife está movimentadíssima esses dias no que se refere a cinema. Neste final de semana, tivemos a abertura do 7º Festival Varilux de Cinema Francês que está acontecendo no Cine Rosa e Silva (onde eu tive a arrebatadora experiência de assistir MARIA, meu primeiro Ferrara na tela grande), pertinho de casa. Hoje é dia de LA BELLE PERSONE, do muito comentado Cristophe Honoré, de EM PARIS e CANÇÕES DE AMOR. Não conheço a persona, mas amigos de bom gosto me recomendaram. O filme está em dois horários, às 18:30 e às 19:00. Para saber mais da programação, clique aqui. Ingressos a R$ 5,00 para todos.
- O próximo dia 13 será uma grande data. Terá início o JANELA INTERNACIONAL DE CINEMA EM RECIFE. Como o próprio nome diz, trata-se de um festival internacional, mas o JANELA é o primeiro evento deste porte não só aqui em Recife, mas em todo o Pernambuco. Ele terá mais foco no cinema de curta-metragem e exibirá mais de 140 produções cinematográficas. Os preços são populares, R$ 1,00 (no Cinema do Parque) e R$ 2,00 (Cinema da Fundação). 5 longas serão exibidos, dentre eles o doc pernambucano KFZ-1348 (que voltou com o prêmio especial do júri da Mostra de SP) e BURN AFTER READING. E tenho o prazer de divulgar aqui, mesmo que ainda um pouco atrasado por uma série de motivos (PC frescando foi um) que faço parte dele através do JANELA CRÍTICA. Esse programa inovador busca incentivar, através de encontros, o pensamento crítico de jovens cinéfilos e universitários do Estado. Foram 10 selecionados que acompanharão as sessões competitivas e escreverão para o blog do site oficial textos com as suas opiniões a respeito dos programas de exibição. Dessas 10 pessoas, 9 formam um júri especial que darão o prêmio JANELA CRÍTICA para o melhor filme nacional e internacional. Sei de antemão que a experiência irá exigir muito de mim, tanto em tempo quanto compromisso. Vai ser a primeira vez que assisto filmes à noite para escrever sobre eles o mais rápido possível e essa opinião ser publicada (não aqui, mas em outro espaço, por outra pessoa) na tarde do dia seguinte. Manterei todos vocês atualizados - mesmo que os posts sejam muito pequenos - com o andamento das coisas.
Um grande abraço!
- O próximo dia 13 será uma grande data. Terá início o JANELA INTERNACIONAL DE CINEMA EM RECIFE. Como o próprio nome diz, trata-se de um festival internacional, mas o JANELA é o primeiro evento deste porte não só aqui em Recife, mas em todo o Pernambuco. Ele terá mais foco no cinema de curta-metragem e exibirá mais de 140 produções cinematográficas. Os preços são populares, R$ 1,00 (no Cinema do Parque) e R$ 2,00 (Cinema da Fundação). 5 longas serão exibidos, dentre eles o doc pernambucano KFZ-1348 (que voltou com o prêmio especial do júri da Mostra de SP) e BURN AFTER READING. E tenho o prazer de divulgar aqui, mesmo que ainda um pouco atrasado por uma série de motivos (PC frescando foi um) que faço parte dele através do JANELA CRÍTICA. Esse programa inovador busca incentivar, através de encontros, o pensamento crítico de jovens cinéfilos e universitários do Estado. Foram 10 selecionados que acompanharão as sessões competitivas e escreverão para o blog do site oficial textos com as suas opiniões a respeito dos programas de exibição. Dessas 10 pessoas, 9 formam um júri especial que darão o prêmio JANELA CRÍTICA para o melhor filme nacional e internacional. Sei de antemão que a experiência irá exigir muito de mim, tanto em tempo quanto compromisso. Vai ser a primeira vez que assisto filmes à noite para escrever sobre eles o mais rápido possível e essa opinião ser publicada (não aqui, mas em outro espaço, por outra pessoa) na tarde do dia seguinte. Manterei todos vocês atualizados - mesmo que os posts sejam muito pequenos - com o andamento das coisas.
Um grande abraço!
CÃO BRANCO (White Dog, 1982, EUA)

Um dos filmes obscuros mais lembrados de todos os tempos. Chega a ser lamentável chamarmos um filmaço desses de obscuro, pois essa produção dirigida pelo rebelde Samuel Fuller merece ser mais reconhecida. A maneira como ele cuida de um filme com uma temática tão controversa é segura e exemplar. E o mesmo pode ser dito do roteiro escrito por ele e Curtis Hanson, baseado numa história verídica que aconteceu com o escritor Romain Gary, então casado com a atriz Jean Seberg que tinha um cão com os mesmos problemas. O animal teve de ser abatido.
Pena que a produção e o diretor, antes mesmo do filme ser lançado, tenham sido acusados de racismo por várias pessoas. Grande injustiça, pois quem diz isso não tem nenhuma razão. CÃO BRANCO é filme forte, corajoso e direto sobre o ódio, como ele chega a ser construído não só na cabeça, mas no coração dos seres humanos. E o ódio é algo que muitas vezes está atrelado ao preconceito, seja ele racial, sexual ou social. Algo muito curioso na narrativa de Fuller é que nenhum dos três principais personagens humanos interpretados por Kristy McNichol, Burl Ives e Paul Winfield chegam a ser "protagonistas"... a atenção do espectador se volta inteiramente ao pastor alemão branco desde o início. A trilha de Ennio Morricone pontua com perfeição muitos dos excelentes momentos do filme, mesmo sendo pequena e de poucos temas.
CÃO BRANCO merece a atenção do espectador não só para o que ele tem a dizer, mas pela sua importância para o cinema moderno. 26 anos depois, pode-se dizer sem qualquer receio que essa grande obra de Samuel Fuller continua atual.
Curiosidades:
1 - O projeto passou por diversas mãos, as mais famosas foram as de Roman Polanski que o rejeitou pelo tema ser "delicado" de se falar.
2 - Fique ligado para as rápidas participações de Dick Miller, Paul Bartel e do próprio Samuel Fuller.
2 - A produção não foi lançada comercialmente nos cinemas dos Estados Unidos e acabou sendo exibida no canal a pago HBO diversas vezes. Ela sobrevivia apenas entre os cinéfilos de cópias feitas a partir de VHS (como eu assisti pela última vez, graças às amigas Fernanda Oliveira e Silvia Prado) ou gravações da TV até a Criterion lançar a sua edição especial que ainda teve a proeza de resgatar uma entrevista de Fuller com o ator canino no set de filmagens.
quarta-feira, novembro 05, 2008
sábado, novembro 01, 2008
César Almeida convida
Parabéns, compañero!!
OTIS - O NINFOMANÍACO (Otis, 2008)
Dando um pouco o tempo nas boas velharias, eis uma pequena surpresa deste ano de 2008. OTIS vem da Raw Feed, o mesmo selo da Warner Brothers responsável por ROTA MORTAL (Rest Stop, 06), SUBLIME (idem, 07) e FÓRMULA MORTAL (Believers, 07). Dos três apenas não vi SUBLIME, mas os outros dois são filmes de um potencial que os seus realizadores não souberam aproveitar. Como simples entretenimento caseiro, eles funcionam ainda que deixem um gostinho de "podia ser muito mais" no final. OTIS tem quase as mesmas falhas, sendo que desta vez elas são muito compensadas pela ótima idéia de tirar um senhor sarro dos atuais exemplares do "terror moderno", sem cair no nível de um TODO MUNDO EM PÂNICO e derivados. A direção é de Tony Krantz, produtor que tem a série 24 HORAS e MULHOLLAND DRIVE no currículo.
Estamos falando de uma comédia sobre Otis (Bostin Christopher, no seu primeiro papel principal) que é um pedófilo de 40 anos e tem como "hobby" sequestrar moçinhas adolescentes para submetê-las a um pesado jogo psicológico, as que não entram no jogo, acabam morrendo. Nada muito leve, com certeza. Mas confesso que me peguei rindo de coisas realmente nada agradáveis de se ver, pois o filme pode ser visto como uma sitcom de humor negríssimo. Riley Lawson (a gatinha Ashley Johnson) acaba sendo raptada pelo sujeito e ela faz parte de uma família composta por Daniel Stern (pense numa saudade que eu estava de ver esse cara!), Illeana Douglas, Ashley Johnson e Jared Kusnitz que é apresentada ao espectador como se fosse uma de sitcom e o mesmo pode ser dito do estúpido, ridículo e pé-no-saco agente do FBI vivido por um hilário Jere Burns, que consegue roubar cena até de Stern e Douglas quando contracena com eles. Completando o grande elenco, Kevin Pollak, no pequeno, mas ótimo papel do irmão de Otis. E ainda digo que metade do orçamento da produção deve ter ido para adquirir os direitos dos hits oitentistas que fazem parte da trilha sonora, coisa fina como B-52's, BLUE OYSTER CULT, DEVO, TALKING HEADS e outros mais. Nada mal, não?
OTIS se beneficia de um diretor que sabe o que faz (bom, na maioria das vezes hehe), atores perfeitamente escalados em seus papéis, a econômica fotografia em HD e um roteiro cheio de ótimas falas e um bizarro senso de humor que o faz diferente dos outros diretos em dvd que estão sendo lançados nas locadoras. Vale o aluguel.
segunda-feira, outubro 27, 2008
quarta-feira, outubro 22, 2008
terça-feira, outubro 21, 2008
Mais poliziesco!!
Depois de me recuperar do nocaute que levei do Liam Neeson, aqui estou eu de volta.

Se eu fosse escolher um título para "inaugurar" algum amigo(a) no estilo, seria THE BIG RACKET. Enzo G. Castellari detona outra vez. Fabio Testi interpreta o típico protagonista casca grossa nesse filme que trabalha com maestria elementos de DIRTY HARRY, DESEJO DE MATAR e lá perto do final... de OS DOZE CONDENADOS e MEU ÓDIO SERÁ A SUA HERANÇA. Sentiu o drama? A gente percebe limitações do orçamento como alguns ferimentos à bala não convincentes (saca paintball? hehe), mas isso não diminui em nada a sua brutalidade e a excelência dos tiroteios orquestrados por Castellari. No trailer, há uma pequena parte daquela que deve ser a cena mais impressionante: Fabio Testi se ferrando legal dentro do carro quando este é jogado num precipício com ele dentro! É tão realista que a gente fica até com pena do ator!!
Poliziescos costumam ter ótimos elencos e THE BIG RACKET não é exceção à regra. Aqui temos Vincent Gardenia (do já citado DESEJO DE MATAR e sua continuação) e os três atores que faziam os irmãos de Franco Nero em KEOMA: Joshua Sinclair como o líder almofadinha dos marginais, Tony Marsina como um advogado dos bandidos e Orso Maria Guerrini como um campeão de tiro que terá uma importante participação na trama. Quem curte um filmaço policial, ficará satisfeito com folgas.

Eu gosto muito do MILANO ROVENTE pelo grau de insanidade que Umberto Lenzi atingiu com ele. O filme é um "policial exploitation" repleto de mortes violentas, mulheres nuas levando porrada e Antonio Sabato dando vida a um dos mais imorais personagens do poliziesco. Aqui, Lenzi está bem mais quietinho e mesmo assim, faz um filme tão bom quanto o outro. THE CYNIC, THE RAT AND THE FIST tem o seu foco nos personagens de Maurizio Merli, Tomas Milian e John Saxon. Merli, claro, é o tira invocado, enquanto Milian e Saxon são os dois chefões do crime que entram em guerra, aumentando ainda mais a violência das ruas de Roma.
Lenzi não desaponta e entrega o que a gente quer mesmo ver: tiroteio, porrada e o trio parada dura se esbaldando com um punhado de ótimas cenas e diálogos escritos pelo próprio diretor em parceria com Ernesto Gastaldi e Dardano Sacchetti. Quem acompanhou com atenção alguns títulos dos tempos de ouro do cinema popular italiano verá que Gastaldi e Sacchetti tem uma importância que muitas vezes não é reconhecida. Assim como os diretores para quem trabalharam, eles tiveram os seus maus momentos, mas penso que a boa produção deles carece de um pouco mais atenção entre os fãs do período. No elenco, a sempre curiosa presença de Robert Hundar, outro grande cara que partiu cedo demais em 2008.
PS: Ainda quer ler mais sobre poliziesco? Então visite o FILMES PARA DOIDOS clicando aqui para ler a opinião do 'ragazzo' Felipe M. Guerra sobre uma coisa linda chamada POLIZIOTTI VIOLENTI, também comentada no blog ainda este mês.
Marcadores:
Enzo G. Castellari,
Fabio Testi,
John Saxon,
Maurizio Merli,
Policial,
Tomas Milian,
Umberto Lenzi
segunda-feira, outubro 13, 2008
BUSCA IMPLACÁVEL (Taken, 2008, FR)
VIVE LA FRANCE!

Empolgante, objetivo e sem frescuras. Assim é TAKEN, um dos cada vez mais raros acertos de Luc Besson, também co-autor do roteiro. E que acerto! Depois do belíssimo SERAPHIM FALLS, Liam Neeson foi recrutado para fazer mais outro personagem vingativo, embora diferente. O seu Bryan é um aposentado agente do serviço secreto americano que quer recuperar o tempo perdido com a sua filha burrinha e virgem de 17 anos (Maggie Grace, que tem 25 hehe), depois que a esposa (Famke Janssen), cansada de seus sumiços por conta do trabalho, o trocou por um milionário. Tudo muito bom, tudo muito bacana, até o dia em que a garota inventa de viajar para Paris acompanhada da amiga (também burrinha, mas que não é mais virgem) e as duas são sequestradas por uma quadrilha de albaneses malvados especializada em tráfico humano. Bryan, claro, não vai deixar isso barato.
A direção de Pierre Morel (revelado no bom 13º DISTRITO) e o desempenho de um ator como Neeson, aliado ao ótimo personagem, são o grande trunfo deste filme. Vi que Morel não estava querendo enrolar na passagem para o segundo ato após Bryan dizer para a ex-esposa que irá para a França resgatar a filha deles: a cena que se segue é ele saindo do aeroporto de Paris. Isso mesmo, nada de mostrar o cara arrumando a mala, pensativo dentro do carro, avião subindo, avião descendo... ou seja, nada encheção de linguiça.
Depois de uma rápida investigação no apartamento que as moças estavam, Bryan começa a usar todas as habilidades aprendidas ao longo da sua carreira para pintar miséria com os responsáveis pelo rapto. O que se segue é um verdadeiro festival de truculência, capaz apenas de rivalizar com o visto no último semestre com RAMBO IV. A qualidade da ação é tamanha que, por pouco, a gente se esquece do roteiro esquemático, previsível e cheio de clichês. Bryan tem a diferença de não mostrar piedade em nenhum momento, pois ele não é um civil que teve a sua vida revirada ao avesso pela violência como Paul Kersey e grande maioria dos outros personagens dos filmes de vingança que costumamos assistir, mas um verdadeiro assassino profissional. Ele sabe o que faz e ainda não tem qualquer cerimônia em atirar nos bandidos pelas costas. Coisa linda de se ver nesses tempos atuais tão marcados pelo politicamente correto.
sexta-feira, outubro 10, 2008
Corra longe!

AMALDIÇOADA (Toxic, 2008)
LIGAÇÕES CRIMINOSAS (Last Hour, 2008)
Duas das maiores bombas que vi em toda a minha vida. Se você tem algum amor ao seu bolso, seu cérebro, caramba... aos seus próprios olhos, faça o favor de deixar esses "filmes" colecionando poeira. Não invente de cometer o mesmo erro que o meu de dar uma chance. Eu até pensei em fazer comentários, mas se eu for me lembrar do que eu penso que vi, irei ficar com uma baita dor de cabeça e não mereço mais que as 3 horas de sofrimento que passei. Quem avisa, amigo é!
E depois as distribuidoras reclamam de pirataria. Vão muito pra frente lançado essas coisas no lugar de BUBBA HO-TEP, CALVAIRE, SOFT FOR DIGGING e tantos outros títulos dignos de estarem no lugar delas, isso sem falar de WHITE DOG, CRUISING, SORCERER... pense numa lista.
domingo, outubro 05, 2008
Novidades
- O amigo Luiz Joaquim está suando tanto a camisa no Festival do Rio que se esqueceu de me avisar que estava por lá hehe. Acesse o Cinema Escrito para acompanhar a sua cobertura diária no evento.
- Outro compañero, Renato Rosatti, que vocês devem conhecer pelo seu trabalho no querido site Boca do Inferno e fanzine Juvenatrix, lançou a 62a. edição do Astaroth com 17 páginas de muitas novidades e textos de qualidade para uma boa leitura, além de divulgar aquilo que é bom e que a mídia não dá o merecido valor. Envie um simples e-mail para renatorosatti@yahoo.com.br e pronto, o próprio te enviará o zine gratuitamente em formato PDF.
“Astaroth” número 62 (Setembro de 2008), 17 páginas, capa de Iam Godoy (Strigói). Ilustração de Guilherme Vicente da Silva.
Divulgação de fanzines, revista em quadrinhos e livros. Notícias e dicas. Resenhas de shows de metal extremo (“Sodom”), fotos de shows do “Sadus”, “Enthroned” e “Severe Torture”. Contos de Carlos Relva e Rita Maria Felix da Silva. Resenhas e comentários de filmes: “Encarnação do Demônio” (08), “Star Wars: The Clone Wars” (08), “Fantasma do Espaço” (53), “Mundos Que Se Chocam” (54), “James West” (1965 / 69, série de TV), “A Invasão das Aranhas Gigantes” (75). Texto de Braulio Tavares sobre “Encarnação do Demônio”.
- E já que falei do Boca, eis a matéria com Marcelo Milici e João Pires Neto para o programa Vitrine, da TV Cultura exibida no dia 20/09. Yeah!
- Outro compañero, Renato Rosatti, que vocês devem conhecer pelo seu trabalho no querido site Boca do Inferno e fanzine Juvenatrix, lançou a 62a. edição do Astaroth com 17 páginas de muitas novidades e textos de qualidade para uma boa leitura, além de divulgar aquilo que é bom e que a mídia não dá o merecido valor. Envie um simples e-mail para renatorosatti@yahoo.com.br e pronto, o próprio te enviará o zine gratuitamente em formato PDF.
“Astaroth” número 62 (Setembro de 2008), 17 páginas, capa de Iam Godoy (Strigói). Ilustração de Guilherme Vicente da Silva.
Divulgação de fanzines, revista em quadrinhos e livros. Notícias e dicas. Resenhas de shows de metal extremo (“Sodom”), fotos de shows do “Sadus”, “Enthroned” e “Severe Torture”. Contos de Carlos Relva e Rita Maria Felix da Silva. Resenhas e comentários de filmes: “Encarnação do Demônio” (08), “Star Wars: The Clone Wars” (08), “Fantasma do Espaço” (53), “Mundos Que Se Chocam” (54), “James West” (1965 / 69, série de TV), “A Invasão das Aranhas Gigantes” (75). Texto de Braulio Tavares sobre “Encarnação do Demônio”.
- E já que falei do Boca, eis a matéria com Marcelo Milici e João Pires Neto para o programa Vitrine, da TV Cultura exibida no dia 20/09. Yeah!
sábado, outubro 04, 2008
POLIZIOTTI VIOLENTI (aka Wild Policemen, 1976, ITA)
Tem acontecido uma coisa engraçada comigo. Quando me dá na cabeça de escrever sobre um filme que gostei demais de ter visto faz um mês ou pouco mais que isso e eu o tenho em casa, boto ele para ver umas ceninhas e não tem jeito... "perco tempo" vendo tudo de novo. POLIZIOTTI VIOLENTI foi um deles.
Duas então, nem se fala...

Pouquíssimos filmes podem ser tão estilosos e "pra macho" do que esse. Aqui, temos 1h30min praticamente ininterruptas de Henry Silva e Antonio Sabato com cara de enfezados e trabuco na mão correndo atrás de bandidos, a trilha sonora "funky" de Guido e Maurizio de Angelis de fundo e civis inocentes morrendo a rodo em TODOS os tiroteios e cenas de ação. Numa cena, quando um bandido foge do Henry Silva a carro, disse a mim mesmo: "Esse cara vai atropelar alguém". Dito e feito!
A contagem de corpos em POLIZIOTTI VIOLENTI é elevada, o bom senso é zero. Dou graças por ele não ter sido dirigido por um Sergio Martino, um Umberto Lenzi, mas por um louco como Michele Massimo Tarantini, o culpado pela existência de um crássico como MASSACRE NO VALE DOS DINOSSAUROS. Dizer que uma coisa linda dessas é imperdível é fazer pouco.
Uma imagem vale mais que 1.000 palavras...
Duas então, nem se fala...
Pouquíssimos filmes podem ser tão estilosos e "pra macho" do que esse. Aqui, temos 1h30min praticamente ininterruptas de Henry Silva e Antonio Sabato com cara de enfezados e trabuco na mão correndo atrás de bandidos, a trilha sonora "funky" de Guido e Maurizio de Angelis de fundo e civis inocentes morrendo a rodo em TODOS os tiroteios e cenas de ação. Numa cena, quando um bandido foge do Henry Silva a carro, disse a mim mesmo: "Esse cara vai atropelar alguém". Dito e feito!
A contagem de corpos em POLIZIOTTI VIOLENTI é elevada, o bom senso é zero. Dou graças por ele não ter sido dirigido por um Sergio Martino, um Umberto Lenzi, mas por um louco como Michele Massimo Tarantini, o culpado pela existência de um crássico como MASSACRE NO VALE DOS DINOSSAUROS. Dizer que uma coisa linda dessas é imperdível é fazer pouco.
Assinar:
Postagens (Atom)



