quarta-feira, outubro 03, 2007

THE JOE PESCI SHOW!!

Quem leu a caixa de comentários do post com vídeos dos Roxbury Brothers, viu a minha pessoa lamentando por não ter achado nada do THE JOE PESCI SHOW. Hoje de manhã, o amigo Daniel The Walrus me deu a alegria de ver novamente três vídeos deste que era o meu quadro favorito de todo o SATURDAY NIGHT LIVE. Ele fazia parte das temporadas de 1995 e 1996 da série onde o ótimo Jim Breuer encarnava Joe Pesci como um invocado apresentador de talk-show. Simplesmente hilário. Aí vão os impagáveis vídeos impagáveis que mostram o quanto tudo aquilo era muito bom. Eles não representam apenas grandes momentos do quadro, mas também de todo o SNL. Valeu, Daniel-san!

Alec Baldwin fazendo Robert De Niro



Jim Carrey como James Stewart



Uma visita inesperada

domingo, setembro 30, 2007

Batendo um papo e deixando uns avisos...

- Pessoal, essas últimas semanas não tem sido brincadeira. A faculdade está me perturbando o juízo (como se ele já não fosse perturbado rs) com tantos trabalhos a entregar e ainda vou entrar em semana de prova. Além disso, ainda estou fazendo alguns pequenos cursos para aumentar o meu currículo enquanto não arranjo um estágio ou um emprego. É coisa pra dedéu. Por causa de tudo isso que o VÁ E VEJA deu uma sofridinha nas atualizações. Mas até que elas estão um pouco melhores do que antes, não é? Tinha vezes que eu publicava uma resenha para só duas semanas depois voltar com outra. Isso é algo que nunca mais aconteceu por aqui, ainda bem. Toda semana tem dado para eu jogar um conteúdo novo por aqui, mas o volume de atualizações irá dar uma caída esses dias. Daqui para sexta, prometo entrar em contato com vocês novamente além da tradicional caixa de comentários nos posts. Continuarei a respondê-los na medida do possível e espero contar com a compreensão de todos.

- Fiquei muito feliz ao ver dois amigos saindo do Estado que residem para fazerem bonito em outros. Meu amigo Luiz Joaquim está fazendo a cobertura do Festival do Rio em seu CINEMA ESCRITO. Você já pode ler a sua opinião sobre À PROVA DE MORTE (Death Proof, 2007) e muitos outros filmes. E o nosso companheiro Marcelo Carrard está junto com uma galera sensacional em Porto Alegre participando do FANTASPOA, sem esquecer de atualizar o seu MONDO PAURA com as últimas novidades do evento pelo seu ponto de vista. A programação deste festival está de uma excelência ímpar. Um dia eu apareço nos dois.

- Quem está curioso para ver o que o astro Anthony Steffen tem a dizer no "Anthony Steffen - A saga do brasileiro que se tornou um astro do bangue-bangue à italiana" de Daniel Camargo, Fabio Vellozzo e Rodrigo Pereira, faça o favor de dar uma visitada no blog VIVER E MORRER NO CINEMA do amigo Leandro Caraça para ler dois singelos trechos do livro. Eu já pensava que seria legal ter um exemplar dele na minha prateleira, mas agora sei que preciso tê-lo. Tenho certeza que as páginas "voariam" e eu iria acabar a leitura em menos tempo que imagino. Sem dúvidas, esse é um dos melhores lançamentos literários do ano!

- Um ser apelidado de Mariachi passou a visitar e comentar o VÁ E VEJA há poucos meses, principalmente nos posts sobre cinema classe B. Ele tem um blog bem interessante chamado CONTATOS IMEDIATOS, mas agora mostrou que é da galera ao criar o INFERNO CINEMATOGRÁFICO. Ontem mesmo foi postada uma resenha sobre o crássico OPERAÇÃO KICKBOXER (Best of the Best, 1989), filme estrelado por gente do naipe de Eric Roberts, Chris Penn, Phillip Rhee e James Earl Jones e com direção de Robert Radler. Confira!

Abraços aos cuecas de plantão, beijos para as moças e até a próxima.

sábado, setembro 29, 2007

TRAMA DIABÓLICA (Sleuth, 1972, ING)


A primeira vez que eu vi TRAMA DIABÓLICA foi durante um período de férias na minha adolescência. Aí eu vivia dormindo de tarde para ficar acordado a madrugada toda vendo e gravando fitas e mais fitas VHS sem comerciais. Foi assim mesmo que conheci obras como BULLIT, DIRTY HARRY e dois filmes do De Palma que são responsáveis por muita coisa do meu gosto hoje em dia: SCARFACE e A FÚRIA. Minhas fitinhas faziam sucesso entre a gurizada, tanto que acabei perdendo algumas depois. Fiquei puto quando percebi o "sequestro", mas depois pensei que mais pessoas poderiam ver aqueles filmes que eu tanto gostei além dos "raptores". Por causa dessa minha santa ingenuidade na época, deixei tudo pra lá pensando que seria mais fácil pegar alguns filmes de novo nas locadoras para copiá-los novamente. Mal completei 16 anos e fiquei desesperado por ver as minhas principais fontes de cultura cinematográfica fechando as portas nos subúrbios que elas se localizavam. Ainda bem que eu consegui recuperar altas coisas daqueles tempos na minha coleção.

Se bem me recordo, assisti a esta pérola com Laurence Olivier e Michael Caine numa madrugada de domingo para segunda na Band e com legendas em português. Foi o bastante para considerá-lo como um dos meus filmes favoritos. Me deliciei com ele do início ao fim, mesmo tão jovem e sem entender direito uma coisa ou outra por causa do sono que estava vindo, mas eu insisti em ver aquele filme até o fim. E como valeu a pena! Foi numa muito recente solitária e preguiçosa sessão doméstica de domingo que tive a companhia de Olivier e Caine novamente durante aproximadas 2h20 de puro encantamento cinéfilo.

Que maravilha de filme é TRAMA DIABÓLICA. A excelência do roteiro de Anthony Shaffer (simplesmente, o autor de O HOMEM DE PALHA e FRENESI) baseado na peça do próprio é inegável e Joseph L. Mankiewicz estava inspiradíssimo na direção deste seu testamento cinematográfico. O filme é a união de dois seres que possuem o poder de ler uma lista telefônica e deixar a gente de boca aberta com duas mentes abençoadas que nasceram para contar e criar histórias.

Na produção, o jovem Milo Tindle (Michael Caine) é convidado pelo premiado escritor Andrew Wyke (Laurence Olivier) para passar uma tarde na sua mansão e resolverem assuntos pendentes. Milo é nada menos que o amante da esposa de Andrew. Não demora muito para que ambos travem com o outro um autêntico e maligno duelo de egos, inteligência, poder e masculinidade. A nós, simples mortais, só resta acompanhar com prazer o desenrolar deste surpreendente jogo de gato e rato.


Nada é o que parece em TRAMA DIABÓLICA, um daqueles raros filmes onde tudo funciona que é uma beleza. A direção de arte também deixa o expectador deslumbrado, pois a decoração na mansão do Andrew se revela estranha e conservadora ao mesmo tempo. Aqueles bonecos por si só chamam a nossa atenção. A memorável trilha sonora de John Addison complementa muito bem todo o clima irônico do filme e a cinematografia de Oswald Morris é um arraso.

Vou chover no molhado e dizer mais uma vez que o texto do Anthony Shaffer é brilhante. Com excelentes reviravoltas e tantos diálogos afiadíssimos, o fã de cinema só pode ir ao delírio. E eu não consigo imaginar melhores atores do que Caine e Olivier para representar aqueles dois personagens tão maquiavélicos.

Mas eu só sei de uma coisa. Depois de TRAMA DIABÓLICA, tenho a mais absoluta certeza que você vai passar a entender como poucos o significado da expressão "quem ri por último ri melhor".

PS: O filme ganhou uma refilmagem recente do cineasta Kenneth Branagh com Jude Law fazendo o papel de Michael Caine e com Caine no lugar de Laurence Olivier. Estou curioso, embora com o pé atrás ao mesmo tempo pela sua curtíssima duração de 86 minutos. O título nacional é o vergonhoso UM JOGO DE VIDA OU MORTE e a produção será exibida na MOSTRA BR DE CINEMA em São Paulo deste ano.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Aphex Twin - Come to Daddy

A obra-prima de Chris Cunningham.
Genial, perturbador, sinistro, inesquecível.

Cronemberg e Lynch devem sentir orgulho desta cria.

MARCEL MARCEAU

segunda-feira, setembro 24, 2007

TELA CLASS: GARRAS DE BAITOLA

Eu só fui ver isso semana passada e ri demais. Os caras do Hermes e Renato desta vez pegaram GARRAS DE ÁGUIA (Talons of the Eagle, 1992), uma tralha daquelas que só poderia ter sido feita no "boom" dos filmecos de ação feitos pra vídeo. Eles simplesmente esculhambaram geral aquilo que já era esculhambado por si só. No elenco, os meus queridos Jalal Merhi, Billy Blanks, James Hong e Matthias Hues!

Partes 1 a 3 abaixo:






domingo, setembro 23, 2007

SANTIAGO: UMA REFLEXÃO SOBRE O MATERIAL BRUTO (2007, BRA)


O cinema de documentário não está muito presente aqui no blog, talvez pelas minhas tentativas de me afastar um pouco de filmes mais secos e realistas esses tempos. Penso que é nesse gênero onde nós temos vários contatos inesquecíveis com cenas ou personagens da vida real. Mas isso apenas ocorre nos bons filmes, lógico. Desgraças como O SEGREDO só servem para denegrir o estilo.

Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que não tenho a mínima aproximação com os documentários do João Moreira Salles. Esse foi o primeiro deles que assisti e creio que ele deva ser um dos filmes mais difíceis que eu vi desde que abri o VÁ E VEJA. A primeira oportunidade que pintou para falar sobre ele foi na caixinha de comentários de um dos últimos posts do DIÁRIO DE UM CINÉFILO, querido blog mantido pelo meu comparsa Ailton Monteiro. Lá, eu disse que SANTIAGO ainda estava em processo de digestão desde quando o vi na tarde da última segunda-feira e que ele era um belo filme. Mas mencionei também de que o documentário poderia ser recebido com indiferença por algumas pessoas, apesar dele ser realmente bom.

João Moreira Salles queria fazer um filme sobre Santiago Merlo, o mordomo da família Salles que o acompanhou durante parte da sua infância até ele virar adulto e sair de casa. Ele passou 5 dias filmando esse sereno, sincero e gentil senhor em 1992, no pequeno apartamento onde morava no bairro do Leblon. Santiago colecionava algo muito especial: a sua escrita. Como vemos no filme, o aposentado mordomo tinha cultura de sobra e ainda se orgulhava da capacidade que ainda tinha de memorizar as coisas com sua idade já um pouco avançada. Resumindo, trata-se de um personagem impressionante.

Salles também filmou cenas adicionais em estúdio, mas não conseguiu terminar dar uma conclusão ao filme. SANTIAGO, como o próprio subtítulo afirma, fala de Santiago, do processo de realização do documentário e da infância do diretor ao mesmo tempo. Quem narra a produção é Fernando Moreira Salles, irmão de João. Desconheço se o documentarista já narrou algum dos seus filmes, mas ainda bem que isso não ocorre aqui. Não acho que João teria segurado as fortes emoções quando fosse ler o seu texto no estúdio. Pegar todo aquele material e ver e rever tudo de novo para fazer uma edição deve ter doído demais no coração.

Além de difícil, o filme incomoda num ponto. A maneira como o João Moreira Salles tratou o seu antigo mordomo durante as filmagens é nada menos que grosseira. Pelo menos, o próprio diretor assume isso ao não cortar o áudio de sua voz e (creio eu) mostra arrependimento por não ter dado a atenção e o carinho que Santiago merecia. Minha maior restrição com o filme é essa, mas a verdade é que não me sinto muito à vontade enquanto escrevo estas linhas sobre ele. Vai ver que isso ocorre por eu me importar mais com o personagem Santiago do que com o resultado final deste projeto de Salles também chamado de Santiago.

Um belíssimo momento do filme é justamente uma cena de outro filme, A RODA DA FORTUNA (The Band Wagon, 1953), o favorito de Santiago. Trata-se de um musical dirigido por Vicente Minelli com Fred Astaire e Cyd Charisse. Quem não gostar do documentário, pode não achar que gastou dinheiro de ingresso à toa só pelo prazer de ter visto esse pequeno, mas sublime momento de puro cinema.

Agradecimentos especiais ao Cinema da Fundação Joaquim Nabuco pelo convite.

segunda-feira, setembro 17, 2007

domingo, setembro 16, 2007

PEDRO DE LARA


1925 - 2007

Trailer de A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA

A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA (Legend of the Phantom Rider, 2002, EUA)


Uma daquelas pequenas pérolas que estão nos balaios promocionais de DVD das lojas de magazines. Ver um bom faroeste feito depois dos anos 2000 tem sido algo bem difícil, só consigo me lembrar que apenas PACTO DE JUSTIÇA e RASTRO PERDIDO conseguiram chamar a atenção merecida dos fãs. Quem continua sentindo falta de algo interessante no estilo pode conferir A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA e acabar gostando dele que nem eu.

A produção custou $ 1.600,000, segundo o IMDB. Todas as limitações deste baixo orçamento foram muito bem contornadas pela criatividade do diretor e produtor Alex Erkiletian. Uma coisa que comprova isso por si só é a sua excelente abertura, simplesmente de tirar o fôlego. Na trama, temos mais uma vez um bandido misterioso acompanhado pela sua gangue de capangas sanguinários que toma uma cidadezinha. Neste caso, trata-se de Blade, vivido pelo ator Robert McRay que também é roteirista do filme. O estranho rápido no gatilho que aparece para fazer justiça pelos oprimidos logicamente não podia ficar de fora, mas lembre-se de que estamos falando de um filme que é legal por ser diferente.

O estranho se chama Pelgidium (McRay novamente!) e ele é uma criatura sobrenatural. Vestido de preto dos pés a cabeça, Pelgidium tem longos cabelos negros, é caladão e anda sempre curvado para esconder o seu rosto deformado e cheio de cicatrizes. Trata-se de um anti-herói memorável, um personagem que chega a ser ainda mais assustador do que os vilões. Esse sujeito sinistro foi trazido ao mundo por causa do forte desejo de vingança de Sarah Jenkins (Denise Crosby, de CEMITÉRIO MALDITO), uma mulher que sobreviveu junto com a filha pequena ao violento ataque de Blade e seus homens à sua família.

O elenco de coadjuvantes é outro achado. Angus Scrimm (o "Homem Alto" da excelente série PHANTASM) faz o padre da cidade. Os veteraníssimos Stefan Gierasch e George Murdock tem belas e pequenas participações / homenagens. E finalizando, Rance Howard (pai de Clint e Ron) e Irwin Keyes. Essas são duas pessoas que eu tenho a mais absoluta certeza que você já deve ter visto em vários outros filmes.

Não bastava tudo já ser muito interessante, a bela cinematografia de John Roy Morgan quase faz com que a gente pense que não estamos vendo uma produção classe B. Com um roteiro que brinca e tem pleno conhecimento das convenções do gênero, atuações competentes e direção e fotografia das mais inspiradas, A LENDA DO CAVALEIRO FANTASMA é mais um daqueles títulos que provam que não se precisa de orçamentos exorbitantes para se fazer um bom filme. Chega dá gosto de se ver.

O DVD nacional da Flashstar apresenta o filme em sua janela correta. Ainda bem!

PS: Falando de cinema B, tem blog novo na área sobre o tema. Ele é o B MOVIE BOX CAR BLUES, capitaneado pelo amigo e companheiro da blogosfera César Almeida, mais conhecido pelo pessoal através do DOLLARI ROSSO. Minha colaboração nele está garantida. Espero que vocês se divirtam aproveitando o conteúdo bacana que já foi postado nesta primeira semana de atividades.

sexta-feira, setembro 14, 2007

VÁ E VEJA vai pra balada com os irmãos Roxbury que ninguém é de ferro!

Will Ferrell - Steve Butabi
Chris Kattan - Doug Butabi

A Night at the Roxbury

Sylvester Stallone:



Tom Hanks:



Jim Carrey:

Charles Bronson vs. Danny Trejo

Semana passada, postei um vídeo com Charles Bronson detonando em DESEJO DE MATAR III.

Nesta última quarta, postei um tributo ao Danny Trejo onde ele apronta geral.

Antes de passar desta pra melhor, J. Lee Thompson nos fez o favor de colocar esses dois monstros cara a cara em 1987 no DESEJO DE MATAR IV. O resultado do estrago vocês conferem agora:



Agradecimentos ao camarada
Bruno Martino pela lembrança!

terça-feira, setembro 11, 2007

Avisos, dicas e batendo um papinho

- Eu pensava que já tinha anunciado a 12ª edição da ZINGU!. Atrasei um pouco como sempre no aviso, mas eles arrasaram demais outra vez. Todo mês eu falo isso, não tem jeito que dê jeito. Se segura: Dossiê Costinha! Isso mesmo, a edição deste mês de setembro tem um senhor conteúdo para todos aqueles que riram muitas vezes com esse grande comediante e para uma outra geração que ainda não deve conhecê-lo. A revista virtual homenageia Antonioni e Bergman, dois grandes nomes que perdemos no mês passado. Ela fala também dos "The Last House... movies", PORNO HOLOCAUST, Asia Argento, Charles Chaplin e seu injustamente esquecido MONSIEUR VERDOUX e mais, muito mais. Não perca a sessão PAPO FURADO que desta vez é respondida pelo editor-chefe Matheus Trunk.

- Outra coisa que me esqueci de falar na semana passada foi a respeito do belo retorno de Carlos Thomaz à blogosfera com o seu OLHAR ELÉTRICO. Mas foi até bom, só para vir aqui e recomendar a leitura do seu último post. Thomaz fala de nada mais nada menos que RABID DOGS, que não é só um clássico de Mario Bava, mas também do cinema. Imperdível.

- Quem também voltou aos blogs foi Ronald Perrone (do extinto HORROR EXPRESS) com o CINE GROOVE. No seu último post, ele também ataca de Mario Bava falando de uma das pérolas do diretor chamada BLOOD AND BLACK LACE. O blog promete e já pode contar com as minhas visitas durante a semana.

- A minha amiga Jamile Calissi escreveu sobre um dos seus filmes de cabeceira: FUNNY GAMES, de Michael Haneke. Para conferir, basta acessar o seu TUDO VINTAGE OU NÃO.

- César Almeida continua a revisar mais e mais bons faroestes italianos no DOLLARI ROSSO. Quem é fã do estilo, faz questão de visitá-lo e de ter o blog nos seus marcadores.

- A rapaziada que curte cinema B e "direct-to-video" não pode deixar de visitar o Your Video Store Shelf toda semana. Um dos últimos destaques postados pelo companheiro Gregory Conley é um podcast com cerca de 40 minutos onde ele bate um papo divertido e interessante com C. Courtney Joyner, roteirista e diretor de filmes que chamaram a atenção do público pro cenário B norte-americano. Ele trabalhou muito com o diretor Mark L. Lester ao escrever os roteiros de A GUERRA DOS DONOS DO AMANHÃ, INIMIGO PÚBLICO Nº 1, O RAPTO DE CANDY e outros. Joyner também escreveu DURO DE PRENDER, a antologia de horror DO SUSSURO AO GRITO e o terceiro filme da série PUPPET MASTER para a Full Moon. A sua carreira de diretor se resume a dois títulos desta produtora de Charles Band: APRISIONADOS PELO MEDO - uma adaptação barata de Lovecraft com Jon Finch, Ashley Laurence e Jeffrey Combs no elenco - e TRANCERS 3. Mais recomendado para quem é bom ou arranha legal no inglês ouvido.

- O documentarista Kiko Goifman (33) dá os seus primeiros passos no longa-metragem de ficção. O seu mais novo projeto será feito em associação com o pernambucano Hilton Lacerda (CARTOLA - MÚSICA PARA OS OLHOS) e é intitulado FilmeFobia. Visite o curioso site oficial do filme clicando aqui.

- Hoje às 18h30min no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco aqui em Recife, a turma da Símio Filmes irá fazer o pré-lançamento do curta de ficção GALO DA MADRUGADA que é dirigido por Gabriel Mascaro e Iezu Kaeru (??). Infelizmente não poderei ir, mas aqui fica a dica pros leitores recifenses já que gostei do que vi vindo do pessoal. Nesta quinta-feira no mesmo bat-local, mas às 19h vai ser exibido o clássico THIS IS SPINAL TAP! A entrada para ambos os eventos é franca.

- O feriadão foi bacana. Deu para dar umas boas saídas e descansar vendo muitos filmes legais. Vi CIDADE DOS HOMENS no cinema, já em DVD foi a vez de TROPA DE ELITE (simplesmente fantástico de tão bom), A ÚLTIMA CARTADA (uau!) e mais um capítulo da série de telefilmes lançados em DVD protagonizada por Tom Selleck e dirigida por Robert Harmon chamada CRIMES NO PARAÍSO. Desde já, o personagem Jesse Stone é o meu herói cinematográfico de 2007. Quero falar sobre eles em breve, mas também prometi falar de A CASA DO CEMITÉRIO, A IRMANDADE DA GUERRA, EDMOND, OS DOZE TRABALHOS e CIDADE DA VIOLÊNCIA em outras atualizações e até agora nada. Parece que estou começando a aprender com o meu mano Luiz Alexandre rs.

- No momento em que atualizo esse post, o contador está marcando 21.163 visitas desde fevereiro deste ano! Muito obrigado a todos que tiram um pequeno tempo para ler o meu blog. Sejam aqueles que visitam caladinhos, os que pegam ainda mais um pouco deste tempo para escrever uma simples mensagem querendo trocar idéias ou até mesmo soltar uma piada só para me fazer sorrir, os que sempre me apoiam a continuar com o blog de diversas maneiras e também os que aparecem aqui por causa do Google. Ao digitar "va e veja" neste famoso site de buscas, o primeiro link que aparece é o meu blog e o da crítica do filme na Contracampo é o nono hehehe.

Abraços a todos vocês, valeu pela visita e até a próxima atualização.

Editado às 16:00 em 11/09/07

segunda-feira, setembro 10, 2007

Trailers de LUCK OF THE DRAW e PLAYED



SOB FOGO CRUZADO (Luck of the Draw, 2000, EUA)

Em meados de abril para maio de 2006, lá estava eu escrevendo para o Erotikill sobre duas fitas classe C que tinham os meus queridos Michael Madsen e Dennis Hopper no elenco. Dando uma fuçada no IMDB, dei de cara com esse tal filme chamado LUCK OF THE DRAW. Quando vi o elenco, juro que quase tive um ataque! Vejam a capa:

Esse sim é um filme que merecia ser chamado de O RETORNO DOS MALDITOS!!
SOB FOGO CRUZADO faz parte de um tempo que não deve voltar mais. Algumas produções feitas pra lançamento em vídeo metiam vários nomes e rostos conhecidos nas capinhas pra chamar a atenção, mesmo que apenas um ou até nenhum deles seja o protagonista. Filmes como A CAIXA, O PADRINHO, SEM AMANHÃ e outros fazem parte desta leva. Recentemente, Sean Stanek (que estreiou no horrível PRISIONEIROS DAS TREVAS) aderiu ao "movimento" com PLAYED, um filme barato rodado em vídeo com um elenco dos mais curiosos que deve fazer algum estrago nas locadoras caso seja lançado por aqui.

James Marshall protagoniza o filme no papel de Jack Sweeney, uma pessoa que bate de porta em porta atrás de emprego. O que esse rapaz mais deseja é trabalhar em banco, mas os seus antecedentes criminais o impedem de conquistar esse sonho. Na saída de mais uma das suas fracassadas tentativas em alguma agência, ele acaba presenciando um tiroteio entre polícia, gângsters e ladrões com a intenção de roubar uma maleta com matrizes para impressão de dinheiro falso em posse destes bandidos. Quem acaba levando o cobiçado objeto pra casa é Jack que trata logo de falar com o seu antigo parceiro de crimes Zippo (Michael Madsen) que acredita poder fazer negócio com Macneilly (Ice-T). Gianni Ponti (Dennis Hopper) - o responsável pelo assalto mal-sucedido - manda os seus capangas Carlo (Eric Roberts) e Buddy (Sasha Mitchell, o David Sloan da série KICKBOXER) atrás de informações sobre a maleta. Enquanto tudo se desenrola, vemos que um assassino profissional (Patrick Kilpatrick) e dois policiais (William Forsythe e Richard Ruccolo) estão atrás da mesmíssima coisa.

Tudo é muito simples, direto e até previsível em SOB FOGO CRUZADO. Nós já vimos essa trama mais de um milhão de vezes, mas sem uma verdadeira reunião de figuraças que alguns de vocês devem curtir se divertindo horrores ao desempenhar os seus papéis. O diretor deste divertido filme é ninguém menos que Luca Bercovici de GHOULIES e THE GRANNY, ou seja, o cara tá na turma de Fred Olen Ray e Jim Wynorski, mas até que ele fez o seu trabalho direitinho. De todos os atores citados no texto, o meu favorito no filme tinha que ser o Eric Roberts. Eu não pude ficar sem rir de como ele deu vida ao Carlo, um capanga como outro qualquer que fica sempre se achando o máximo. Esse filme ficaria melhor se o roteiro não inventasse de incluir um desnecessário romance pro personagem do James Marshall. Tirando isso, teríamos mais cenas de Hopper, Madsen e cia. limitada. O final ainda tem um tiroteio em câmera lenta. Tenha inveja, Tarantino!

Esqueça um pouco que estamos diante de mais uma besteira feita para faturar uns trocados de locação e tente se divertir em companhia dos monstrinhos presentes no elenco. Esse é um daqueles pequenos filmes que a gente assiste numa boa em 90 minutos só para dar uma descontraída depois de ter visto algo mais pesado, dodói do juízo ou um daqueles filmecos que se acham grande coisa, mas que acabam não sendo porra nenhuma.

PS: Pena que o DVD nacional deste filme lançado nas bancas pela Editora Escala só tenha "dublado em português" como idioma. Eca! Ainda bem que passei o filme para uma mídia e consegui devolver depois. Mas até que a dublagem é melhorzinha do que muitas que eu já ouvi. Quem gosta de filme B e de porrada sabe do que estou falando hehe.

domingo, setembro 09, 2007

O ENCONTRO DOS CAMPEÕES (That Championship Season, 1999, EUA)

Estou me sentindo um pouco abatido por conta de duas coisas que aconteceram comigo recentemente, ambas com relação a projetos onde eu estava envolvido e botando muita fé. A coisa que eu mais sinto medo em toda a minha vida é do futuro. Quem eu serei? O que irá acontecer comigo? Será que minha vida irá melhorar ou ela só irá piorar mais e mais? Será que deixarei algo para a posteridade e fazer com que algumas pessoas se lembrem de mim? Essas são perguntas que tem aparecido na minha cabeça quase todo santo dia.

O ENCONTRO DOS CAMPEÕES fala sobre isso. Me lembro da primeira vez em que assisti a esta segunda adaptação cinematográfica (embora feita pra TV) na TNT da peça teatral vencedora do Pulitzer de Jason Miller, que já foi levada aos palcos brasileiros por Cecil Thiré. Mesmo com o áudio dublado, fiquei bem surpreendido com a qualidade do roteiro e as excelentes atuações dos cinco atores principais que dão vida aos problemáticos personagens do filme. No finalzinho de 2005, consegui a fita VHS original legendada distribuída pela Warner Home Vídeo e revi no mesmo dia em que a peguei. Foi o bastante para eu considerá-lo um dos meus dramas favoritos.


Todo ano, o técnico (Paul Sorvino, que também tem sua estréia como diretor aqui) de um time de basquete colegial de uma pequena cidade na Filadelfia que ganhou o campeonato estadual faz uma reunião com três dos cinco daqueles jovens jogadores que se empenharam para conquistar a premiação e que continuam morando lá. Os outros dois saíram da cidade e nunca mais deram notícias. Agora é o vigésimo aniversário do acontecimento, os rapazes estão na casa dos 40 e um dos volta para participar do tradicional reencontro anual. Os garotos de Filllmore High hoje são:

Phil Romano (Vincent D'Onofrio): Executivo que vive se achando o bacana. Uma das pessoas mais ricas da cidade.

George Sitkowski (Tony Shalhoub): Atual prefeito que teme não conseguir se reeleger, apesar da ajuda de Phil na sua campanha.

James Daley (Terry Kinney): Diretor de uma escola, parceiro político de George.

Tom Daley (Gary Sinise, absurdo de tão bom!): Aquele que volta pra casa. Irmão de James, Tom era um promissor escritor que acabou se tornando um álcoolatra. Numa sacada genial e ao mesmo tempo irônica do roteiro de Jason Miller, essa personagem parece ser a pessoa mais correta de todas as presentes na reunião.

O que um grupo de amigos que não se vê há muito tempo juntos faz quando se reúne? Bebe! Lembram-se daquele dito popular "A bebida entra e a verdade sai"? Pronto, é exatamente o que vai acontecer aqui com os personagens deste drama. Se não fosse a chegada de Tom, aquela noite seria exatamente a mesma que ocorre todo ano. O ENCONTRO DOS CAMPEÕES sempre me deixa muito apreensivo porque ele fala com brilhantismo do que ocorre quando já estamos mais maduros e temos de nos conformar com todas as oportunidades que perdemos no decorrer de nossas vidas.

O filme é puro teatro filmado. Grande parte da sua duração se dá dentro da sala de estar na casa do técnico. Os belos desempenhos do elenco, um excelente texto e a direção simples de Paul Sorvino garantem uma bela produção no estilo que hoje está um tanto esquecida. Trata-se de uma história triste, protagonizada por pessoas que buscam a redenção tarde demais, mas a conclusão dá uma certa dose de esperança ao expectador a respeito do futuro daqueles homens que chega a ser tocante. Altamente recomendado.

Quero muito ver a versão anterior algum dia. Ela é dirigida e roteirizada pelo Jason Miller e tem Robert Mitchum interpretando o técnico. Os rapazes do time são vividos por Bruce Dern, Stacy Keach, Martin Sheen e o próprio Paul Sorvino.

quinta-feira, setembro 06, 2007

A gloriosa, linda e fantástica cena final de DESEJO DE MATAR III



Michael Winner já teria o seu lugar garantido na história do cinema se ele tivesse feito apenas esse filme.

PS - 07/09/07: Acabei de mudar o título pra não deixar ninguém pensando que se trata daquele tiroteio antológico que ocorre no final. Infelizmente não consegui achá-lo completo no YouTube.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Vocês estão vendo o mesmo que eu??


Com a palavra, Adriana.

"Também pudera, o coordenador de campanha é Quentin Tarantino e o futuro secretário de Estado é Willem Dafoe, quiçá Dennis Hopper (só pra terem mais diálogos sobre berinjelas). L-U-X-O."

Será que Dafoe se interessou em política por causa de TRIPLO X 2? rs.

Visite: http://www.walken2008.com/

domingo, setembro 02, 2007

Enquanto o excelente ZODÍACO fica sem aparecer nas locadoras, aqui vão comentários sobre 3 filmes que também são inspirados em crimes de assassinos da vida real.

CÁLCULO MORTAL (Murder by the Numbers, 2002, EUA)


Filme descartável do cineasta Barbet Schroeder, que tem alternado projetos pessoais como NOSSA SENHORA DOS ASSASSINOS com filmes para estúdios. Também produzido por ele, CÁLCULO MORTAL reconta outra vez a história que inspirou o clássico FESTIM DIABÓLICO de Alfred Hitchcock. Sandra Bullock (até aturável...) faz uma detetive que suspeita do envolvimento de dois jovens de famílias de classe alta (Ryan Gosling e Michael Pitt) em um assassinato.

Acho legal ver alguém apresentando os responsáveis pelo crime num filme de suspense e conseguindo segurar a nossa atenção durante toda a sua duração. Mas depois de uma promissora meia hora, CÁLCULO MORTAL nos empurra 1h30min da mais pura mesmice. Se bem que o título original me avisou, então a culpa por eu ter assistido ao filme é minha mesmo. A censura 18 anos da capinha do DVD é uma das mais mentirosas de todos os tempos. Dá pra passar esse filme inteiro e sem nenhum corte no horário da novela. A produção ainda perdeu pontos comigo por ser mais uma a desperdiçar o talento do ótimo Chris Penn.

KARLA - PAIXÃO ASSASSINA (Karla, 2006, CAN)


O que acontece quando um simples filme B é feito com o diretor pensando que está realizando algo importante? Essa produção canadense de Joel Bender com Laura Prepon (da série THAT 70'S SHOW) e Misha Collins interpretando o casal Karla Homolka e Paul Bernardo responde muito bem a questão.

Paul filmava os estupros e assassinatos das jovens que raptava, enquanto Karla o auxiliava. Toda a trama é contada a partir do relato que a criminosa faz a um psiquiatra dentro do presídio. As atuações são boas e o roteiro é melhorzinho do que a média das produções do estilo. É por isso que seja uma pena que KARLA sofra do mal daqueles filmes que falam sobre um assunto violento e se esforçam ao máximo para a sua violência ser quase nula. Sim, sim, muitas vezes a violência sugerida funciona bem melhor do que a mais explícita, mas este não é o caso. Nem mesmo as atrizes pagam peitinho quando tiram a blusa!! Assim não dá... pra filminho B puritano a minha tolerância agora é zero!

O ESTRANGULADOR (The Hillside Strangler, 2004, EUA)


Radicalmente o oposto dos filmes comentados acima. Aqui, uma dupla de bons atores injustiçados interpreta dois dos mais famosos assassinos em série norte-americanos. C. Thomas Howell é Kenneth Bianchi e Nicholas Turturro faz Angelo Buono, os homens responsáveis por crimes que a polícia acreditava serem creditados a uma única pessoa. A imprensa apelidou o suposto assassino de O ESTRANGULADOR DE HILLSIDE. Quem dirige essa produção de baixo orçamento é Chuck Parello, de ED GEIN e da malhada continuação desnecessária do chocante HENRY: RETRATO DE UM ASSASSINO. Howell e Turturro convencem na pele dos malignos homens que descobrem ter prazer de matar ao sairem numa noite para se vingar de uma prostituta. Durante 14 meses, os dois estranguladores tiraram as vidas de muitas mulheres inocentes.

Enquanto eu o assistia, senti de imediato que ele era um legítimo exploitation. Não aparece nada da investigação policial sobre os crimes, tudo o que vemos simplesmente é Bianchi e Buono atrás de suas vítimas e as executando. Assim como no clássico A VINGANÇA DE JENNIFER, onde o expectador só acompanha o ato do estupro e a vingança da moça do título contra seus malfeitores. No filme há nudez feminina, sexo, muitos palavrões, estupro e uso de drogas, ou seja, fiquei surpreso pois fazia muito tempo que não via um filme B recente com tudo isso. Mas a maior surpresa é ver um caidaço C. Thomas Howell dando vida a esse tipo de personagem e não desapontar em seu desempenho. A direção até descuidada e o roteiro que apresenta furos e soluções muito apressadas colaboram ainda mais para que O ESTRANGULADOR seja algo efetivamente desagradável de se assistir. Indico mais o filme para quem sente muita falta de um exploitation atual que se assuma como um.

Existe uma outra versão desta história feita para TV chamada O FIO DA MORTE (The Case of the Hillside Stranglers, 1989). Ela conta com um jovem Billy Zane e o sempre ótimo Dennis Farina fazendo os dois primos assassinos e o saudoso Richard Crenna como um policial que está investigando o caso. Se por acaso você conseguir achar a rara VHS dele lançada pela VTI, arrisque uma conferida pois trata-se de um bom filme.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Tenha uma boa leitura

Última entrevista com Anthony Steffen: http://www.italiaoggi.com.br/not04_0604/ital_not20040427b.htm

Luiz Joaquim vira blogueiro por pouco tempo em seu site CINEMA ESCRITO. Numa tentativa de relatar a gama de sentimentos que ele teve ao rever o clássico ULISSES, temos um texto pessoal escrito por um autêntico fã de cinema. Clique aqui para visitar o site. Há alguns errinhos bestas de digitação, mas eles não diminuem a beleza do texto que é um dos meus favoritos vindos deste amigo.

William Friedkin é entrevistado a respeito de BUG:
http://www.comingsoon.net/news/movienews.php?id=20415

THE LOST BOYS 2 pode perder um Corey:
http://www.yourvideostoreshelf.com/index.php/20070829/lost-boys-2-the-tribe-loses-a-corey/

Artigo muito legal e informativo sobre a The Asylum: http://www.signonsandiego.com/news/features/20070817-9999-lz1c17invasio.html

quarta-feira, agosto 29, 2007

POSSUÍDOS (Bug, 2006, EUA)


Dá-lhe, William Friedkin!

Só mesmo uma associação com o seu mais famoso e polêmico filme para fazer a sua mais nova cria garantir uma boa circulação de cópias nos multiplexes de todo o Brasil. Digo isso meio que chutando, mas acredito que isso esteja acontecendo mesmo, já que POSSUÍDOS entrou em cartaz nos três maiores multiplexes de Recife. Não esperava sair da minha casa no último sábado para assistir a algo como ele numa sala mais comercial, um filme que é pequeno, simples, complexo e estranho ao mesmo tempo. Só por isso já vemos o quanto ele se revela especial entre os outros títulos que estão em cartaz.

Acredito que apreciaria mais BUG (isso mesmo, não vou mais falar o genérico e pavoroso título nacional daqui por diante) se eu não tivesse criado tanta expectativa desde a sua exibição em Cannes. Mesmo sabendo que ele era baseado numa peça, eu não esperava também que ele fosse tão teatral em muitos momentos. É mais por conta destas razões puramente pessoais que não consigo esconder de vocês esse pequenino sentimento de decepção a um dos filmes que eu mais esperava assistir este ano.

Em BUG, temos uma protagonista que é totalmente o oposto do que o público costuma ver nos multiplexes. A rotina diária de Agnes White (Ashley Judd, memorável) é a seguinte: ela trabalha como garçonete de um bar para voltar à noite e tomar porres homéricos de vinho e se drogar sozinha ou com a amiga lésbica R.C. (Lynn Collins) no apartamento de motel em que mora. R.C. apresenta a ela um ex-militar chamado Peter Evans defendido com muita garra pelo excelente Michael Shannon, cuja atuação é uma das maiores razões pra se ver o filme. Peter afirma para Agnes que não quer ir para a cama com ela, mas isso será inevitável, já que ambos são pessoas muito carentes não só de sexo, mas de uma companhia, uma amizade. As coisas começam a mudar quando a moça percebe que Peter está obsessivo com insetos que nem ela e o expectador consegue ver. Piorando tudo, temos a presença do ameaçador Jerry (Harry Connick Jr.), ex-marido de Agnes que acaba de sair do presídio.

Como o filme não tem medo de esconder as suas raízes teatrais, mais de 90% de sua duração total é passado dentro do pequeno apartamento com os personagens de Judd e Shannon dialogando constantemente. Esse último reprisa o papel que vem fazendo há 2 anos no teatro com a peça que originou o projeto e o resultado impressiona. Shannon é um daqueles raros tipos de atores que se entregam por completo ao personagem, sem qualquer receio de parecer ridículo. Sua atuação em BUG é um dos grandes momentos do cinema vistos em 2007. Já Judd se afasta pra valer daquele único personagem que vinha fazendo em filminhos de suspense pra consumo rápido. Nunca fui com a cara da atriz, mas depois deste filme darei mais chances para ela, ainda que Shannon a carregue um pouco nas costas. Não podemos esquecer de mencionar a ótima participação do músico Harry Connick Jr. mostrando outra vez que também deve ser levado a sério como ator. Não é qualquer um que cause tão boa impressão com um tão limitado tempo em cena.

Tudo funciona muito bem graças à William Friedkin, lógico. A fúria e a calma andam estranhamente juntas na sua condução para uma história de amor nada convencional como esta. O que ele fez com os poucos recursos que teve não é nada menos que admirável. Todo o projeto pode muito bem ser visto como Friedkin encarando um desafio, afinal estamos falando do diretor que simplesmente dirigiu duas das melhores perseguições automobilísticas de toda a história do cinema. Não penso que ele tenha encarado uma produção com o orçamento que teve em BUG, um terror psicológico dos menos caretas já feitos.

Creio que a gente tem mais costume de conferir filmes assim em cinemas alternativos ou no conforto do nosso quarto. Mas ao ver um BUG numa sala convencional, temos a chance de nos divertir com alguém como o sujeito que se levantou de uma cadeira a frente da minha e mandar um sonoro ESSE FOI O PIOR FILME QUE EU VI NO ANO hehehe. Recebi ontem a notícia de que BUG entrará em cartaz no Cinema da Fundação aqui em Recife. Com certeza, farei de tudo pra revê-lo outra vez antes que ele pare de ser exibido nesta excelente sala.

O melhor filme teatral do Wiliam Friedkin continua sendo a sua fantástica versão para TV de 12 HOMENS EM UMA SENTENÇA, um dos clássicos que Sidney Lumet deu para todos nós. Trata-se de um dos dois filmes que me fizeram perceber que cinema era muito mais do que eu imaginava quando era mais novo, ao deixar de ser criança para virar adolescente. O outro foi nada mais nada menos que o soberbo, o lindo, o maravilhoso TRÊS HOMENS EM CONFLITO. Devo muito a Leone e Friedkin pela relação com o cinema que tenho desde aquele período marcante de minha vida.

PS: Dois monstrinhos completam aniversário hoje. Por coincidência, vi no IMDB que Friedkin completou 72 anos de idade! Nossa... a julgar por sua direção furiosa e rebelde em BUG, ele nem parece ter essa idade. E o outro é o blog DIÁRIO DE UM CINÉFILO que completa 5 anos de existência. Já parabenizei o Ailton Monteiro por esse grande feito, mas sendo fã do seu belíssimo trabalho semanal, eu não posso deixar de fazer essa pequena homenagem por aqui também.

segunda-feira, agosto 27, 2007

IDENTIDADE ROUBADA (Irresistible, 2006, AUS)


Antes de falar sobre minha melhor experiência cinematográfica do final de semana, quero começar as atividades desta semana falando sobre esse simpático direto-pra-vídeo que eu vi na noite de ontem. Se eu vejo dois atores que aprecio ou mais atuando juntos num filme, uma coisa é certa: eu irei assisti-lo um dia. Sempre gostei de Susan Sarandon e Sam Neill, por isso contava com uma cópia de IDENTIDADE ROUBADA já há algum tempinho no estoque pro caso de eu querer ver um filminho rápido e simples só para relaxar e depois ir dormir.

A protagonista Sophia é vivida com a competência de sempre por Sarandon. Ela é uma ilustradora de livros infantis que enfrenta uma pequena crise no seu casamento com o arquiteto Craig (Sam Neill) por causa da pressão que vem sofrendo com um trabalho. Seu relacionamento com ele e suas duas filhas está bem, mas de uma hora para outra algumas coisas da casa dela começam a desaparecer como brinquedos das crianças, fotos de família e roupas. Sophia desconfia de que alguém esteja entrando em sua casa e a sua principal suspeita por uma série de motivos é Mara (Emily Blunt, totalmente desconhecida por mim antes), a bela técnica de informática do escritório do seu marido. Serão esses motivos reais ou frutos da imaginação de Sophie, já que ela não tem conseguido dormir direito?

Dirigido e escrito por Ann Turner, IDENTIDADE ROUBADA é um bom filme que se revela refém dos seus momentos. Numa hora está ótimo, mas em outra parece levar um tombo sem grandes chances de se levantar. E ele se levanta para depois cair um pouquinho de novo mais lá na frente. Como suspense psicológico, o filme é um bom drama. Mesmo assim, creio que apreciei bem essa pequena sessão doméstica. Falando das atuações, Susan Sarandon parece estar um pouco avoada em diferentes passagens da produção, mas isso é algo que funciona para a personagem. Sam Neill.... bem... é Sam Neill e a talentosa Emily Blunt passa credibilidade no seu papel.

Em determinadas partes, o filme tem um jeitinho de feito pra TV, principalmente a partir da cena em que há um ataque de vespas feitas em CGI. Enfim, trataria-se de um título esquecível se não fosse a porradinha que é o ótimo final. Ah, eu simplesmente amo isso. Tudo está muito lindo e nas mil maravilhas, só que a última cena ainda não chegou e é nela que os diretores e roteiristas dão aquele tapa pra você acordar e enxergar a realidade. Há gente que dá uma voada boa nesta conclusão, mas basta reparar no que acontece nela e pensar um pouquinho que você poderá ficar surpreso assim como eu que não tinha expectativa alguma com o filme. IDENTIDADE ROUBADA me deixou interessado e entretido durante todo aquele regular intervalo de tempo. O que eu mais podia querer de um simples direto-pra-vídeo?

Confissão:

Ok, ok, baixei TIME AFTER TIME da Cyndi Lauper pra escutar só por causa do filme hehe.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Silencio...

Lembrança do companheiro Renato Doho

CIDADE DOS SONHOS (Mulholland Drive, 2001) - Dir. David Lynch

Hoje às 22h40min na TV Cultura

Trailer oficial da refilmagem de HALLOWEEN

Dica do nosso amigo Daniel The Walrus.
Já fiquei um pouquinho mais animado.

Novidades dos malucos da The Asylum e Nu Image


Mark Dacascos está em I AM OMEGA. Qualquer semelhança com I AM LEGEND, próximo blockbuster do Will Smith baseado no clássico livro de Richard Matheson, não é mera coincidência!


Já Lorenzo Lamas vai voltar às prateleiras das locadoras com uma versão futurista de 20.000 LÉGUAS SUBMARINAS intitulada de 30.000 LÉGUAS SUBMARINAS hehe. O diretor deste filme deve ser um sujeitinho muito do burro, já que qualquer fã de uma boa tralha ficaria doido de vontade pra ver Lorenzo Lamas fazendo Capitão Nemo!

E a Nu Image nos alegra outra vez com o quê? Mais um filme ultra-picareta de tubarões cheio de cenas de arquivo ou de outros filmes mesmo. Agora desta vez, apenas o título do filme nos deixa morrendo de curiosidade por ele. Se segura: SHARKS IN VENICE! Isso mesmo, TUBARÕES EM VENEZA! Filmado na Bulgária (???), a produção vai contar com o diretor Danny Lerner (que já fez altas tralhas pra Nu Image) e será estrelado por Stephen Baldwin, um cara que simplesmente não tem a capacidade de dizer NÃO para um roteiro com um chequinho dentro dele.


Cena de TUBARÕES 3 (Shark Attack 3: Megalodon, 2002)

quarta-feira, agosto 22, 2007

Trailer oficial de EASTERN PROMISES

Nada como um novo filme do Tio Cronemberg só para deixar a nossa vida mais feliz.

DURO DE MATAR 4.0 (Die Hard 4.0 aka Live Free or Die Hard, 2007, EUA)


Eu estava relutante em ir pro cinema neste último final de semana. O filme que eu mais estava a fim de ver de todos era O NOITE DE ESTRÉIA de John Cassavetes que estaria estreando naqueles dias no Cinema da Fundaj, caso o prédio não estivesse fechado para uma rápida reforma. Mas no domingo resolvi dar uma saída para esfriar a cabeça só com a intenção de ver um simples e eficiente filme de ação. Na tarde da sexta-feira, eu tinha assistido o ótimo CIDADE DA VIOLÊNCIA (que será comentado numa das próximas atualizações, sem falta!) e me divertido horrores com ele. Então por que não daria para me divertir com mais uma desenfreada aventura do John McLane, não é?

No filme, esse querido personagem do cinema de ação imortalizado na pele do senhor Bruce Willis - adotando mesmo a careca e em excelente forma pra idade, diga-se de passagema - enfrenta um outro tipo de terrorismo: o tecnológico. A mente por trás de todo o plano é Thomas Gabriel (Timothy Olyphant, da série DEADWOOD), um terrorista digital que junto com a sua turminha começam a causar o caos nos Estados Unidos. Ele contou com a "ajuda" de jovens hackers que agora estão sendo eliminados um a um por seus homens, liderados pelo ator, dublê e coreógrafo francês Cyril Raffaelli (13º DISTRITO, O BEIJO DO DRAGÃO) fazendo um daqueles capangas que dão até mais trabalho pro protagonista do que o vilão principal. McLane consegue salvar um dos hackers do destino fatal (Justin Long, de OLHOS FAMINTOS) e irá fazer de tudo protegê-lo, pois o cara tem capacidade de reverter um pouco o quadro só com um simples palm-top em mãos. Temos também as gatinhas Maggie Q e Mary Elizabeth Winstead no elenco para limpar as nossas vistas da macharada que reina nele. Como se eles não bastassem, Kevin Smith ainda faz uma participação especial como um hacker fã de Star Wars. Só podia...

DURO DE MATAR 4.0 parece ter sido mais feito para uma outra geração conhecer John McLane, principalmente os adolescentes fissurados em videogame, tamanha a quantidade de cenas exageradas de destruição. Como Ailton Monteiro falou na ocasião da estréia, elas só fazem o filme ser ainda mais divertido. É impossível deixar de mencionar o momento em que John McLane consegue explodir um helicóptero usando um carro. Detalhe: o carro estava no chão! hehe.

A produção apenas não é uma das melhores continuações do clássico de 1988 por conta da censura PG-13 que os produtores exigiram para fazer com que o filme tenha mais sucesso nas bilheterias. O resultado é um outro John McLane aos olhos dos fãs mais antigos da série. Ele continua aquele anti-herói cínico, sarcástico e sem a menor paciência com troços como um computador, mas McLane não solta mais um "fuck" a cada três palavras que fala e agora está parecendo mais um alienígena de tão indestrutível que ele agora é. Nem rola um mísero jatinho de sangue saindo dos corpos que McLane baleia no seu caminho. Toda aquela essência e humanidade do personagem se foi pelos ares com mais essa decisão estúpida de Hollywood. Deveriam deixar mais o PG-13 pra TRIPLO X e CARGA EXPLOSIVA, que são franquias que estão usando essa censura desde o seu início. Ao menos, McLane continua sendo aquele que mais apanha dos bandidos de todo os exemplares do cinema de ação americano.

Inferior aos dois últimos filmes de Bruce Willis (os ótimos REFÉM e 16 QUADRAS) e aos capítulos anteriores da saga de John McLane, DURO DE MATAR 4.0 pode cometer uma quase heresia com esse personagem realmente imortal, mas não deixa de ser divertidíssimo mesmo assim. Len Wiseman (dos "não vi e nem quero ver" filmes da série UNDERWORLD) até que deu conta do recado melhor do que eu imaginava.

Editado em 22/08/07 às 23:30

segunda-feira, agosto 20, 2007

O RETORNO DOS MALDITOS (The Hills Have Eyes 2, 2007, EUA)


Não me lembro de ter faltado tanto o respeito com um filme aqui no blog, mas esse pediu: Que grande pedaço de merda que é esse O RETORNO DOS MALDITOS!! Sou um cara até acostumado em me divertir bem com algumas continuações baratas feitas pra vídeo que não são continuações (como O LUTADOR e COM AS PRÓPRIAS MÃOS 2), mas essa daqui feita e lançada em menos de um ano do lançamento do original foi demais.

O filme é fraquíssimo. Todos os personagens dele são uns completos idiotas, portanto não há uma única chance da gente torcer pela sobrevivência deles. Wes Craven e seu filho Jonathan fizeram um roteiro dos mais picaretas (como eles, evidentemente) onde vários clichês vivem atropelando uns aos outros e reduz os personagens desfigurados do filme original a monstros assassinos irracionais em um "slasher" bem meia-boca e previsível. Me lembro de ter lido o Carlos Reichenbach dizer algum dia que a pior coisa que se pode dizer a respeito de um filme é que ele pode ser visto só pela fotografia. Pois saibam que nem a ótima cinematografia dele e nem o mais uma vez excelente trabalho nos efeitos de Greg Nicotero e Howard Berger compensam a grande perda de tempo que é O RETORNO DOS MALDITOS. É chato demais falar isso como entusiasta do gênero, mas ainda bem isso vai ser lançado só em DVD. Até o tão malhado QUADRILHA DE SÁDICOS 2 deve ser melhor.

No lugar dele, melhor ver esses:


Se você está desesperado para ver algo no estilo, arrisque PÂNICO NA FLORESTA (Wrong Turn, 2003). Ele dura menos de 1h20min antes dos créditos finais, é bem dirigido, tem um roteiro legal e prende a atenção, o oposto de O RETORNO DOS MALDITOS. Caso já tenha visto ele, tente então DETOUR: ROTA 666 (Detour, 2003), uma pequena produção do pessoal da The Asylum feita para aproveitar a onda do lançamento de WRONG TURN. Embora conte com atores "teens" fazendo óbvios estereótipos, o filme sofre mais por limitações do orçamento do que pela falta de criatividade. Há um inesperado momento nele que por si só vale a sua locação. Obviamente, ambos foram inspirados no clássico QUADRILHA DE SÁDICOS.

PS: Falando em retorno dos malditos (hehe), os amigos Luiz Alexandre e Ibertson voltaram às atividades na blogosfera depois de um bom tempo ausentes nela. Luiz fez mais de 1 post na semana passada em seu MAD BLOG, o que é sinal de que ele pode estar tomando jeito, mas nem ele mesmo e nem eu garantimos nada, viu? Ibertson manda muito bem falando de dois filmes coreanos que o surpreenderam muito positivamente no CINEMA PARA TODOS e que poucas pessoas (eu incluso) não conhecem. Sejam muito bem-vindos de volta!

Os destemidos caçadores de vampiros voltaram!


Caso vocês ainda não saibam, os dois Coreys estarão juntos novamente na seqüência para um dos filmes mais populares dos anos 80, OS GAROTOS PERDIDOS. Quando pensamos no saudoso cinema de entretenimento daqueles tempos, certamente este sucesso do Joel Schumacher é dos primeiros que nos vem à mente. Dirigido por P. J. Pesce (do muito divertido UM DRINK NO INFERNO 3), THE LOST BOYS 2: THE TRIBE deve ser lançado diretamente no mercado de DVD em 2008. Quem interpretará o vilão vampiresco aqui é Angus Sutherland, meio-irmão de Kiefer Sutherland, que atuou no primeiro filme. Para aumentar ainda mais o clima nostálgico da diversão, ninguém menos que Tom Savini vai interpretar um dos vampiros da produção. Em tempos de mais e mais filmes medíocres do gênero indo aos cinemas e as boas surpresas sempre aparecendo nas locadoras, essa é uma das notíciais mais legais para os fãs deste ano de 2007. Mesmo que não chegue aos pés do original, THE LOST BOYS 2: THE TRIBE promete ser diversão certa.

A duplinha no lançamento da edição especial em DVD de OS GAROTOS PERDIDOS, agosto de 2004.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Homenagem aos aniversariantes!

Através de vídeos no YouTube, resolvi fazer uma pequena homenagem a essas pessoas que estão no meu coração como fã de cinema que completaram ou iriam completar (no caso de Hitchcock) mais um ano de vida de domingo para cá. É também uma maneira de agradecer pelas agradáveis horas que passei e poderei passar na minha vida só por causa delas.

ALFRED HITCHCOCK'S - IT'S A WONDERFUL LIFE



Steve Latshaw fica "puto" com Fred Olen Ray nos comentários de áudio no DVD de JACK-O



Jim Wynorski - Trailer de CHOPPING MALL



Steve Martin - I'M A DENTIST!! (legendado em português)



BJ Davis - Clipe musical feito por um fã do filme MISSÃO LASER, uma pérola dos filmecos B de ação



Wim Wenders - Buena Vista Social Club tocando Chan Chan

OS PODERES DA MÁFIA (Un Uomo in Ginocchio, 1978, ITA)


É de ficar injuriado quando terminamos de assistir a um belíssimo exemplo de cinema como OS PODERES DA MÁFIA e saber que ele continua terrivelmente obscuro. Lançado nos primórdios da VHS pela extinta PoleVídeo (a mesma de TERRITÓRIO INIMIGO!), essa obra-prima perdida de Damiano Damiani retrata o universo da máfia italiana com um realismo incomparável a nenhum outro filme assistido por mim que veio da Itália.

Como bem falou o único comentarista dele no IMDB, Palermo realmente parece péssima. E é nesse cenário cruel que conhecemos o nosso protagonista, Nino Peralta. Vivido com carisma e intensidade por Giuliano Gemma naquela que deve ser a melhor atuação de toda a sua carreira, Nino é um homem batalhador e humilde que tem a sua vida revirada ao avesso. Ele toma conhecimento através do bom amigo Colicchia (Tano Cimarosa) de que o seu nome está numa lista de pessoas a serem executadas por uma das gangues de Palermo. Também é Colicchia que passa a desconfiar das intenções de um homem chamado Antonio Platamonte (Michele Placido) desde que o vê pela primeira vez. Nino entra em desespero, pois ele não tem idéia do que fez para merecer isso, logo ele que trabalha arduamente todo dia para cuidar direito de um dos seus filhos que está doente. Platamonte acaba entrando em contato o pobre sujeito e é a partir daí que o filme realmente começa.


É através de Nino que Damiani faz o seu relato cívico e social a respeito dos problemas que afetam a vida dos que convivem diariamente com o peso do mundo do crime nas suas costas, mesmo que elas sejam trabalhadores inocentes. As excelentes atuações de todo o elenco que ainda tem Eleonora Giorgi, Ettore Manni e Nello Pazzafini fazem com que o filme seja ainda mais realista e chame a nossa atenção para o que ele quer nos dizer. OS PODERES DA MÁFIA é daqueles raros filmes feitos pela necessidade que o seu autor sente em transmitir a dor que está sentindo ao ver o que ocorre no mundo. A trilha sonora de Franco Mannino tem uma música-tema viciante que dá até vontade de sair por aí assoviando ela.

O filme é uma verdadeira preciosidade e levei um bom tempo para achar uma VHS dela num sebo por um preçinho dos mais camaradas pro meu bolso. Se você achar alguma perdida por aí ou uma cópia do filme feita em DVD-R, não pense duas vezes e pegue. Esse filme de Damiano Damiani certamente ficará para sempre em sua memória. Giuliano Gemma trabalharia outra vez com Damiani em A ADVERTÊNCIA, onde contracena com o veteraníssimo Martin Balsam.

PS: 1 - Se bem me lembro, o Otávio Pereira tem uma cópia à venda na sua lista promocional de títulos em DVD e DivX que pode ser pedida através do http://www.cineitalia.net/

2 - É o que dá querer dizer algo, escrever isso e não revisar direito. Quem leu o texto até o presente momento em que escrevo essas linhas deve ter estranhado comigo dizendo que Damiano Damiani estava descontando no mundo com OS PODERES DA MÁFIA. Ao incluir poucas palavras nela, essa frase agora tem o significado que eu queria que ela tivesse. Ufa!

Editado em 16/08/07 às 22:57

Trailer de ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO no YouTube

segunda-feira, agosto 13, 2007

Trailer de IRMÃOS DO CRIME (legendado em inglês):



Atores falam sobre o filme e seus personagens (legendado em japonês):

IRMÃOS DO CRIME (Jiang Hú / Gong Wu, 2004, HK)


Está para existir algo tão estiloso no cinema moderno quanto o cinema policial chinês. Lançado recentemente em DVD no Brasil, IRMÃOS DO CRIME confirma essa tendência ao se mostrar mais um belo exemplar do estilo. A trama não tem nenhuma novidade, mas a gente acaba mais atento pela maneira como ela é contada ao invés de ficar chateado pela sua parcela de previsibilidade.

No filme que se passa no curso de uma noite, o chefe Hung (Andy Lau) fica sabendo de duas coisas. A sua esposa dá luz ao filho que tanto esperava e que um assassino fora contratado para executá-lo em menos de 12 horas. Preocupado, o seu melhor amigo na organização apelidado de Canhoto (Jacky Cheung) lhe diz que o melhor a se fazer é sair da cidade e deixar os negócios com ele. Hung discorda e decide ficar em Hong Kong para proteger seus homens e sua família. Canhoto se decepciona com o amigo e envia seus homens para eliminar os três principais suspeitos (entre eles, Eric Tsang) pela assinatura do contrato de execução. Enquanto isso, vemos Yik (Edison Chen) e Turbo (Shawn Yue), dois jovens amigos do submundo, participando de um sorteio que dará chance a um deles de executar o chefão da cidade e crescer na tríade pelo seu feito.

Como dá pra perceber, temos mais da metade do elenco da série CONFLITOS INTERNOS aqui. Edison Chen e Shawn Yue estão melhores do que de costume e Andy Lau e Jacky Cheung passam mais da metade do seu tempo em cena dialogando dentro de um restaurante, mas o duelo de atuações e o carisma deles prendem o interesse. Faltou apenas o filme explorar de maneira um pouco mais satisfatória a questão do conflito de gerações dentro das gangues, algo que eu amo ver num filme do estilo. Lau e Cheung representam o antigo e Chen e Yue são o novo. Alguns personagens importantes ainda saem da trama como se não fossem nada.

Mas o clímax é inesquecível e emocionante. Por causa de uma revelação, o filme que antes aparentava ser só estilo acima de substância agora tem um significado. Mesmo que a gente tenha se tocado pouco tempo atrás sobre o que a produção realmente fala, é de se admirar o talento narrativo e visual de Ching Wong-Po. Com IRMÃOS DO CRIME, temos a revelação de um novo nome que deve marcar o cinema chinês, como vem fazendo o seu conterrâneo Johnnie To. Apesar de falho em alguns momentos, este filme de quase 1h20min é uma pequena surpresa que merece ser conhecida.

Just beautiful. :)

quarta-feira, agosto 08, 2007


Eu tinha lido maravilhas a respeito de BAD REPUTATION no IMDB e em outros sites. A maioria dos comentários dizem que ele é um grande retorno do "rape and revenge", subgênero esquecido que marcou o final dos anos 70 cujo mais famoso exemplar é o barra pesadíssima A VINGANÇA DE JENNIFER (aka Day of the Woman, 1977). BAD REPUTATION foi realizado em 2005 e passou por diversos festivais até ser lançado nesta semana em DVD na terra do Tio Sam. O filme fala sobre uma garota que é convidada para uma festa e acaba sendo estrupada por três rapazes. Para piorar a situação, ela passa a ser conhecida como a piranha da colégio e parte para uma sanguinária vingança.

Os comentários são muito animadores. Um deles ainda diz que BAD REPUTATION é daqueles filmes onde a gente sente pena dos vilões hehe. Vamos conferir, compañeros!


Trailer de BAD REPUTATION

sexta-feira, agosto 03, 2007

Homenagens Póstumas

Mesmo nesta fase mais light do blog que caracterizou as últimas semanas com comentários sobre filmes de terror, tralhas e cinema de ação, não dá para não deixar de prestar uma pequena homenagem a essas três perdas que tivemos recentemente.

Michel Serrault


1928 - 2007

Ingmar Bergman


1918 - 2007

Michelangelo Antonioni


1912 - 2007

Primeiro trailer de MISSIONARY MAN

Estamos no ansioso aguardo de MISSIONARY MAN, que já entrou em fase de pós-produção. Só essas duas frases da sinopse dele no IMDB fazem com que qualquer fã de faroeste italiano suba pelas paredes: "A mysterious stranger rolls into town on a unique motorcycle. All he carries is the bible and a desire for justice."



MISSIONARY MAN está previsto para sair ainda este ano pela Sony Pictures, provavelmente em DVD.

Directed by Dolph Lundgren

Quem diria que Dolph Lundgren seria uma revelação do cinema de ação também atrás das câmeras? Comento a seguir os dois filmes dirigidos e estrelados por ele que já foram lançados aqui no Brasil em DVD.

O DEFENSOR (The Defender, 2004, USA/UK/GER/ROM)


Um filme que tem Jerry Springer fazendo o presidente dos EUA é algo que só vendo para crer. Talvez em outras mãos, O DEFENSOR seria esculhambação pura, chegando ao nível das tralhas que Steven Seagal anda fazendo. Lundgren viu que essa era uma boa chance para dar um novo rumo à sua carreira e o resultado final deste projeto se tornou um dos títulos mais curiosos a chegar nas locadoras em 2005. Quem iria dirigir O DEFENSOR era o canadense Sidney J. Furie, mas este teve que abandonar o trabalho por problemas de saúde. O ator teve um bom relacionamento com o diretor ao fazerem AÇÃO DIRETA, onde ele acompanhou de perto todo o processo de produção do filme, algo que só faz aumentar a experiência de qualquer pessoa com cinema. Então Lundgren se revelou apto a topar a parada e os produtores nem correram um risco muito grande pela produção ser pequena e com locações limitadas.

O DEFENSOR mostra uma equipe de segurança de primeiro escalão comandados por Lance, um veterano da Guerra do Golfo vivido pelo próprio Lundgren, para proteger a Secretária de Defesa Nacional em um hotel na Romênia. Chegando no local que está sem ninguém além dela e da equipe, a moça se encontrará secretamente com uma pessoa importante para a iniciativa de paz promovida pelo Presidente por causa do forte clima anti-terrorismo instaurado no país. É só o encontro se concretizar para que um grupo de rebeldes armados invada o hotel com a intenção de executar sumariamente todo mundo que está lá dentro.

Lembrando ASSALTO À 13ª DP pela trama passada num cenário limitado com invasores misteriosos, a ação e a tensão não cessam até o final. Só de vez em quando é que o Presidente e os responsáveis pela súbita invasão aparecem em cenas com mais diálogo. Os protagonistas não conseguem arranjar muito tempo para bater papo. Se você apenas quer um filme de ação bruto, violento e de ritmo acertado, O DEFENSOR não desaponta. Tem seus pontos fracos, é verdade. Agora a qualidade da ação compensa a traminha meio insossa e as patriotadas ridículas que poderiam ser evitadas. Creio que ele junto com o VINGANÇA (Wake of Death, 2004) do Van Damme fazem o par das fitas do gênero lançadas direto em vídeo mais legais de 2005.

CONFRONTO FINAL (The Mechanik aka The Russian Specialist, 2005, GER/USA)


Em menos de um ano após O DEFENSOR, CONFRONTO FINAL já estava sendo lançado nas locadoras brasileiras. Pense num filme difícil de achar aqui em Recife, tive de pegar uma cópia da turma do Capitão Gancho que tinha ele dublado. Me sujeitei a vê-lo assim mesmo, só que o ignorante que autorou o disco deletou as legendas em português disponíveis para a dublagem nas falas em russo. Aí tive de ficar adivinhando o que os bandidos falavam na maioria das vezes.

No início, vemos o protagonista Nikolai Cherenko (quase que esse sobrenome era outra coisa...) perdendo a sua família durante um tiroteio decorrente de uma negociação de drogas. O mafioso responsável pela tragédia consegue fugir, só que ele não contava que Nick era um ex-membro das Forças Armadas Russas. Numa madrugada, Nick acaba com todos os homens que acompanhavam o criminoso e ainda dá um balaço na cara do sujeito. Isso tudo acontece em menos de 10 minutos de filme!

Depois desse evento, o homem imigra ilegalmente para os Estados Unidos querendo começar uma nova vida. Lá, Nick trabalha numa oficina como mecânico (daí o título original) e recebe uma missão de uma rica senhora que sabe muito bem quem ele é. Ela lhe diz que sua filha foi vítima de um sequestro por parte de uma poderosa gangue russa. Nick reluta inicialmente, mas a moça acaba mostrando para ele numa foto quem é o responsável pela infelicidade dela. Sim, exatamente o sujeitinho que ele pensara ter matado anos antes na Rússia. Foi o gás que estava faltando para Nick largar tudo e voltar para o seu país natal. Se ele já iria atrás do nojento de graça, imagina agora bem financiado? hehe.

Enquanto O DEFENSOR é uma fita bem simples e direta com um certo clima dos filmes da Cannon, CONFRONTO FINAL (títulozinho genérico e repetido ainda por cima...) em tudo nos remete aos filmes de vingança feitos nos anos 70. Tá na cara que eu achei ele lindo, não é? A fotografia de cores meio chapadas de Ross Clarkson (de O LUTADOR, outro filme raramente bacana da Nu Image) salienta ainda mais as reais intenções de Dolph ao dirigir a produção. A influência de Sam Peckinpah nas cenas de tiroteio é absolutamente inquestionável. Até os típicos closes nas feridas sendo abertas por bala estão lá. Quem também atua no filme é Ben Cross (também de O LUTADOR) como William Burton, um americano beberrão que é apaixonado por uma prostituta e ajuda o personagem de Dolph na missão. Ele se responsabiliza por um saudável alívio cômico, que acho sempre bem-vindo quando se é efetivo. CONFRONTO FINAL ficou ainda mais legal na revisão que fiz para escrever essas linhas, o que geralmente encaro como um sinal de que o filme é mesmo bom.

Agradecimentos ao Otávio Moulin pelo ótimo post a respeito do último filme e de um professor muito curioso em seu blog.

domingo, julho 29, 2007

Relembrando um clássico... CREEPSHOW (Idem, 1982, EUA)


Um pai (Tom Atkins) recrimina o filho por ele viver lendo uma revista de quadrinhos com histórias de terror. Ele toma ela das mãos do garoto e a joga no lixo. Enquanto o pai e a mãe dele estão na sala, a criança sorri com a aparição de uma sombria figura esquelética na janela do seu quarto. Assim começa CREEPSHOW, que se inspira nos quadrinhos da EC Comics. O filme é dirigido por George A. Romero e roteirizado pelo escritor Stephen King, que também atua nele.

Com nada menos que 6 histórias (se contarmos o prólogo e o epílogo), esse inesquecível programa de 2 horas de duração marcou demais a geração de cinéfilos dos anos 80 e a minha também pelas suas reprises no extinto Cine Trash. O elenco tem atores como os veteranos Hal Holbrook, Fritz Weaver, Leslie Nielsen, E. G. Marshall e Adrienne Barbeau. Ed Harris e Ted Danson podem ser vistos aqui mais jovens do que de costume. O mestre Tom Savini cuida dos excelentes efeitos especiais.

Acredito que esse filme deve fazer parte da memória afetiva de muitas pessoas. É impossível ele não ser mencionado em qualquer papo cinéfilo de mesa de bar onde todo mundo inventa de lembrar de alguns filmes de terror que marcaram a nossa infância e adolescência. Não demora minutos para vir aqueles "Pô, tu se lembra daquele onde um matuto toca num meteoro e se ferra bonitinho?" ou "Sabe aquele do monstro que vive numa caixa e que depois sai dela pra comer gente?". Aí logo depois vem alguém dizendo: "Porra, vocês tão falando de um filme só... do CREEPSHOW!".

Segue abaixo uma rápida sinopse das histórias com pequenos comentários:

1 - DIA DOS PAIS: Uma família se vê às voltas com as memórias do seu odiado patriarca.

Acho essa a mais fraca, apesar de divertir mesmo assim. Quem aparece aqui é o jovem Ed Harris, já um pouco calvo.

2 - A MORTE SOLITÁRIA DE JORDY VERRILL: Um autêntico caipira (Stephen King, perfeito) tem uma surpresa ao ver que um meteoro caiu na frente da sua casa. Ele inventa de tocar nele e realmente acaba se ferrando bonitinho.

Atraente pela sua comicidade, pela atuação de King e pelo inevitável trágico desfecho, essa história é uma das mais lembradas. A maquiagem de Savini é um de seus pontos altos.

3 - INDO COM A MARÉ: Amantes tornam-se vítimas de sádica vingança do marido traído.

Previsível, mas de imagens marcantes. Duelo de atuações entre Leslie Nielsen (inesperadamente odioso) e Ted Danson não desaponta.

4 - A CAIXA: Um professor universitário está cheio do seu casamento patético. O amigo de trabalho dele encontra uma criatura sanguinária dentro de caixa escondida no campus da universidade.

A história principal do filme e minha favorita. Com cerca de 30 minutos de duração, ela certamente é responsável por grande parte da fama de CREEPSHOW. Atuações irrepreensíveis de Hal Holbrook, Adrienne Barbeau e Fritz Weaver dão credibilidade ao material. Ela é muito lembrada pelos fãs também por causa do design do monstro e diálogos memoráveis.

5 - VINGANÇA BARATA: Homem poderoso que tem medo de baratas sofre com o repentino aparecimento destes insetos no seu apartamento.

Passada em um futuro indefinido, o conto é um show particular do veterano E. G. Marshall. A segunda melhor história do filme se passa basicamente só com esse ator em um único cenário com pequenas participações de outros atores. De todas, essa tem mais a cara do diretor por criticar a questão da desigualdade social e olhar o futuro da humanidade de maneira negativa.

Romero estava inspirado quando colocou as mãos neste projeto. Em todas as histórias, ele faz questão que o seu expectador tenha a sensação de estar lendo o filme ao invés de apenas o assistindo. Vários elementos como aquelas pequenas observações acima dos quadrinhos são inseridos com regularidade. Ao início e final de cada história, a "revista" começa a ser folheada para chegar onde deve ser "lida". E uma imagem desenhada dos quadrinhos com balões ou não passa a se transformar aos poucos em sua recriação com os atores do filme e vice-versa. Iniciativas sutis como essa fazem extrema falta nas recentes adaptações de quadrinhos para o cinema. Elas primam tanto pelo exagero e estupidez que até parece que o espectador não tem a menor capacidade de saber que aquilo é uma produção do estilo. Haja paciência....

Sendo assim, CREEPSHOW é muito mais do que um simples filme dos anos 80 com pequenas, ingênuas e nostálgicas histórias de terror. É uma experiência cinematográfica inovadora que não tem medo de usar a beleza de sua despretensão para conquistar o espectador, seja ele fã de terror ou de cinema mesmo.

Agradecimentos especiais ao amigo Douglas Nascimento pela cópia.

Steven Seagal em O HOMEM SOMBRA (Shadow Man, 2006)




Sou mais me divertir com um filmeco estúpido como esse do que encarar uma reprise de TERRA EM TRANSE!

Crédito pelas imagens: Gregory Conley, do excelente site Your Video Store Shelf.

terça-feira, julho 24, 2007

Dois trailers: O primeiro é falso e o outro é mesmo de um filme, por incrível que pareça...

URBAN BLACKOUT:

Dica do Renato Doho



TRASHIX:

O aguardado primeiro longa da Bafo Movies

A MANSÃO MARSTEN (Salem's Lot, 2004, EUA)


No dia de Ação de Graças, um mendigo entra em uma missão onde o padre Donald Callahan (James Cromwell) e outros voluntários estão distribuindo refeições para pessoas necessitadas como ele. No momento em que a sua vez chega e seu prato de comida é entregue, ele parte em cima do padre. Durante a briga, esse homem dá um tiro de revolver na barriga do sujeito e os dois caem da janela do local que tem uma altura considerável em cima de um carro da polícia. Ambos estão em estado grave ao serem socorridos num pronto-socorro pelos ferimentos sofridos. O mendigo é idenficado como Ben Mears (um Rob Lowe melhor do que o de costume), um escritor nova-iorquino de 37 anos. No corredor do hospital, um enfermeiro pede que esse paciente lhe diga a razão pela qual ele como um bom cristão não o deixaria pra morrer ali mesmo pelo ato que cometeu. Ben responde: Jerusalem's... Lot.

Assim começa A MANSÃO MARSTEN, um surpreendente telefilme de 180 minutos de duração que não nega fogo até o seu final. No final da noite de um sábado qualquer deste mês de julho, coloquei o DVD dele pra assistir e disse a mim mesmo que só iria ver 1h30min dele para continuar no domingo. Quando esse tempo chegou, eu tava achando aquilo tudo tão bacana que decidi ver só mais meia-horinha. Acabei vendo tudo de uma vez só. E não duvido nada que isso venha a acontecer com outras pessoas.

Feita pela TNT e Warner Bros. Television a partir do famoso livro de Stephen King, a produção tem o pouco conhecido Mikael Salomon na cadeira de diretor. Já é possível notarmos uma boa dose de inspiração de Salomon antes mesmo dos 8 primeiros minutos de duração do filme, onde alguns dos outros personagens são apresentados. Não sou um cara que costuma vibrar com técnicas, mas fiquei fã de uma tomada executada em menos de 30 segundos aos aproximados 7 minutos de exibição. O espectador acompanha grudado na cadeira a história que marcou o retorno de Ben Mears à sua cidade-natal, a pequena e calma Jerusalem's Lot. Mears volta a ela depois de tanto tempo para trabalhar num livro sobre a mansão dos Marsten, o lugar onde houve um sinistro evento na sua infância que ele nunca conseguiu esquecer.

O elenco chama a atenção. Já falamos de Lowe e Cromwell, só que temos também André Braugher, Samantha Mathis, Daniel Byrd, Donald Sutherland e Rutger Hauer. Esses dois veteraníssimos atores cujos desempenhos sempre são prazerosos de assistir fazem Richard Straker e Kurt Barlow (Rutger Hauer, que escolha feliz!!), os misteriosos parceiros de negócios que trouxeram um Mal na sua chegada a Jerusalem's Lot que fará muitas vítimas. O formato de especial pra TV ou minisérie dividida em duas partes veio bem a calhar, pois a história dá destaque a muitos personagens além do Mears. Não digo que o filme é livre de defeitos. Nem li o livro que o origina também, mas não acredito que o personagem de Sutherland seja tão carente de um melhor desenvolvimento. Ainda há uma parcela de (d)efeitos especiais e algumas soluções apressadas que prejudicam o resultado final. Mesmo com as suas falhas, A MANSÃO MARSTEN é um belo filme que eu não posso deixar de recomendar fortemente para qualquer fã do gênero ou das boas adaptações cinematográficas dos livros de Stephen King. Não é nenhum clássico, com certeza. Mas também não é todo dia que corremos o risco de passar 3 horas tão ligeiras em frente da televisão.

PS: 1- SALEM'S LOT também já teve uma outra adaptação também feita para a TV em 1979 e dirigida por Tobe Hooper. Talvez ela seja ainda mais conhecida do que esta mais recente por causa da marcante caracterização do ator Reggie Nalder como Kurt Barlow.

2 - O DVD desta versão de 2004 é ausente de extras em qualquer lugar do mundo. Uma pena.

Jim Wynorski e seus monstrengos fuleiros de CGI em mais duas tralhas

KOMODO VS. COBRA (Idem, 2005, EUA)


A julgar pela boa quantidade de comentários negativos de gente que levou esse filme a sério no IMDB, eu gostaria de fazer uma pergunta: Quem em sã consciência espera algo relevante vindo de um filme intitulado KOMODO VS. COBRA? E pior, aluga e compra pensando que vai ver uma produção milionária como o GODZILLA ou KING KONG. Eu perco tempo vendo coisas assim porque várias vezes elas funcionam melhor do que muita comédia para mim. Poxa vida, não sei o motivo de tanta gente ficar puta da vida quando viu aquele dragão de Komodo e aquela cobra de proporções gigantescas de CGI dos mais vagabundos. O negócio é tão ridículo e a cara de pau de Wynorski em colocar esses monstros mal feitos correndo atrás dos atores é tão grande que só mesmo quem for muito mal humorado pra não rir uma vez só deste filme.

Na trama, um grupo de ambientalistas idiotas vai para uma ilha considerada deserta onde funciona um laboratório secreto do governo. É nele que tem sido realizados vários experimentos com propósitos militares em animais. Quando eles chegam no local, percebem que tudo saiu do controle com o aparecimento de um dragão de Komodo e uma cobra gigantes que devoraram a equipe que trabalhava no laboratório. Só lhes resta sair do local da mesma maneira que vieram, mas desta vez o grupo terá de encarar a floresta com mais esses dois perigos. O filme se resume mesmo a isso, com algumas pessoas sendo devoradas e outras sobrevivendo até os poucos restantes chegarem ao final. Tudo é muito ingênuo e a violência também é mínima, fazendo lembrar um pouco dos antigos filmes do subgênero. E isso fica reforçado pela evidente participação dos militares e do governo na história.

O líder do elenco é ninguém menos que Michael Paré. Sim, o mesmo de RUAS DE FOGO e EDDIE, O ÍDOLO POP. Depois ele passou a se especializar em filmes B como MERCADORES DA MORTE, um dos filmes mais vagabundos da Nu Image cheio de cenas de outras fitas da produtora copiadas e coladas nele. Paré também se envolveu com Jim Wynorski em A VINGANÇA DOS GÁRGULAS e Uwe Boll em SANCTIMONY.

SHOCKWAVE (Idem aka A. I. Assault, 2006, EUA)


Esse é melhorzinho que o KOMODO VS. COBRA, mas também não deixa de ser uma tralha. O curioso é ver o roteiro explorando basicamente a mesma situação: grupo de pessoas dentro de uma ilha tenta sobreviver de ameaças gigantes. Reciclagem pura, só que aqui os monstros são outros... robôs com inteligência artificial muito desenvolvida.

Apenas duas coisas chamam mais a atenção:

1 - A quantidade inesperada de vários atores conhecidos do cinema e TV fazendo participações especiais. Ao me deslumbrar por ver os nomes de Robert Picardo, George Takei, Michael Dorn, Bill Mumy, Tim Thomerson e Alexandra Paul tive a certeza absoluta que eu ainda possuo um sangue nerd dos mais fortes correndo nas veias. Alguns fazem pontas mesmo, enquanto outros vivem personagens periféricos. Esse tipo de personagem costuma ter uma participação limitada em termos de tempo e ele costuma aparecer de vez em quando durante algumas cenas de um filme. Tipo o Sam Shepard em FALCÃO NEGRO EM PERIGO, entende?

2 - Uma vez picareta, sempre picareta. A cara de pau do Wynorski não sossega aqui também. O design dos
robôs é parecidíssimo até demais com os das naves alienígenas que atacam as pessoas na nova versão de A GUERRA DOS MUNDOS dirigida por Steven Spielberg. Os efeitos de CGI estão melhores aqui e podem ser aceitos com mais facilidade pelos desinformados que não sabem o que alugam.

Os protagonistas são um bando de canastrões que eu nunca vi na vida, tirando dois carinhas que também participam de KOMODO VS. COBRA. Não tenho intenção de perder um pouco mais de tempo escrevendo a sinopse de um filme que é basicamente a mesma coisa do outro, sendo que um pouquinho melhor produzido. Agora o DVD da Focus Filmes para este título que tem um dos piores FOOLSCREEN que eu já vi em toda a minha vida. É um negócio de doer mesmo. O logo da CINETEL FILMS fica na nossa telinha assim mesmo como descrevo a seguir, veja só (metade do C INETEL FIL metade do M). E quando o nome do filme aparece depois do prólogo, o E de SHOCKWAVE por pouco não sai do cantinho direito da tela. Nem uma bagaceira como essa nos tempos de hoje é digna de um tratamento tão miserável pra ser vendido para as locadoras a um preço tão elevado. Depois os sócios desta e de outras distribuidoras brasileiras que agem de forma parecida ficam se perguntando o motivo pelo qual a pirataria esteja tão em alta...

Concluindo, esses dois filmes podem ser mesmo considerados perda de tempo e eles ainda são capazes de afetar a sua saúde mental ao fritar alguns neurônios de quem os assiste. Veja por sua própria conta e risco, ok? Saibam que eu já estou sofrendo deste mal por nem mesmo saber porque escrevi sobre eles aqui... :-)

PS: Wynorski assina ambos como Jay Andrews, o seu pseudônimo mais conhecido.