Trailers de TROUBLE MAN, HIT MAN, INVASION OF THE BLOOD FARMERS e BLACULA!
quinta-feira, abril 19, 2007
Mostra "Abrindo Cabeças" do Cine-PE
O Cinema da Fundação Joaquim Nabuco abre espaço para a Mostra “Abrindo Cabeças”, promovida pela 11º edição do Cine-PE: Festival do Audiovisual. A mostra apresenta três obras realizadas no período do Cinema Novo.
Sexta, 20 de Abril, 18h30
Opinião Pública
(Brasil, 1967). Documentário de Arnaldo Jabor.
Em “Opinião Pública”, o diretor faz, aos 27 anos, o primeiro filme de longa-metragem no estilo cinema verdade, analisando os corações e mentes da classe média brasileira, logo depois da "revolução" militar de 1964, mostrando como a classe média, com seu conservadorismo e ingenuidade, apoiou esse retrocesso histórico no país.
Cinemateca Brasileira / Livre / 65 min. / 35mm / Tela Plana / Mono
----------------------------------------------------------------------------------
Sábado, 21 de Abril, 18h30
Boca de Ouro
(Brasil, 1962) De Nelson Pereira dos Santos. Com Odete Lara, Jece Valadão, Daniel Filho, Maria Lúcia Monteiro, Ivan Cândido, Wilson Grey.
Baseado em peça homônima de Nelson Rodrigues e filmado de forma brilhante por Nelson Pereira dos Santos. Boca de Ouro (Jece Valadão) decide arrancar todos os dentes para colocar uma dentadura de ouro. Por ter sido abandonado pela mãe em uma pia de banheiro, deseja também que seu caixão seja todo de ouro, para se recuperar do trauma que sofreu. Boca de Ouro começa apresentando seu protagonista, que acabara de morrer assassinado. O repórter Caveirinha (Ivan Cândido), designado para descobrir a verdadeira história do marginal, vai entrevistar sua ex-amante, Guigui (Odete Lara), que conta três diferentes versões da vida do bicheiro.
Tela plana / 14 anos / 103 min. / Mono / Cinemateca Brasileira / Livre
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Domingo, 22 de Abril, 18h30
VIDAS SECAS
(Brasil, 1963). De Nelson Pereira dos Santos. Com Átila Ióri, Maria Ribeiro, Orlando Macedo, Jofre Soares, Gilvan Lima, Genivaldo Lima.
Rara oportunidade de ver no cinema a obra-prima de Nelson Pereira dos Santos, uma das melhores adaptações de uma obra literária para o cinema, neste caso, da obra de Graciliano Ramos. "Vidas secas" exibe o limite da incomunicabilidade e animalização do homem na família de retirantes que se desloca em movimento circular entre uma trégua e outra dada pela hostilidade da natureza. Filme determinante no período do Cinema Novo.
103 min. / Livre / 35mm / Tela plana / Mono / Cinemateca Brasileira
Serviço: Rua Henrique Dias, 609, Derby - Recife/PE
Fones e e-mail: 3073.6688, 3073.6689, 3073.6712 e 3073.6651 -cinema@fundaj.gov.br – Ingressos: R$ 6,00 (inteira) – R$ 3,00 - (acima de 60 anos/estudantes)
Sexta, 20 de Abril, 18h30
Opinião Pública
(Brasil, 1967). Documentário de Arnaldo Jabor.
Em “Opinião Pública”, o diretor faz, aos 27 anos, o primeiro filme de longa-metragem no estilo cinema verdade, analisando os corações e mentes da classe média brasileira, logo depois da "revolução" militar de 1964, mostrando como a classe média, com seu conservadorismo e ingenuidade, apoiou esse retrocesso histórico no país.
Cinemateca Brasileira / Livre / 65 min. / 35mm / Tela Plana / Mono
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Sábado, 21 de Abril, 18h30
Boca de Ouro
(Brasil, 1962) De Nelson Pereira dos Santos. Com Odete Lara, Jece Valadão, Daniel Filho, Maria Lúcia Monteiro, Ivan Cândido, Wilson Grey.
Baseado em peça homônima de Nelson Rodrigues e filmado de forma brilhante por Nelson Pereira dos Santos. Boca de Ouro (Jece Valadão) decide arrancar todos os dentes para colocar uma dentadura de ouro. Por ter sido abandonado pela mãe em uma pia de banheiro, deseja também que seu caixão seja todo de ouro, para se recuperar do trauma que sofreu. Boca de Ouro começa apresentando seu protagonista, que acabara de morrer assassinado. O repórter Caveirinha (Ivan Cândido), designado para descobrir a verdadeira história do marginal, vai entrevistar sua ex-amante, Guigui (Odete Lara), que conta três diferentes versões da vida do bicheiro.
Tela plana / 14 anos / 103 min. / Mono / Cinemateca Brasileira / Livre
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Domingo, 22 de Abril, 18h30
VIDAS SECAS
(Brasil, 1963). De Nelson Pereira dos Santos. Com Átila Ióri, Maria Ribeiro, Orlando Macedo, Jofre Soares, Gilvan Lima, Genivaldo Lima.
Rara oportunidade de ver no cinema a obra-prima de Nelson Pereira dos Santos, uma das melhores adaptações de uma obra literária para o cinema, neste caso, da obra de Graciliano Ramos. "Vidas secas" exibe o limite da incomunicabilidade e animalização do homem na família de retirantes que se desloca em movimento circular entre uma trégua e outra dada pela hostilidade da natureza. Filme determinante no período do Cinema Novo.
103 min. / Livre / 35mm / Tela plana / Mono / Cinemateca Brasileira
Serviço: Rua Henrique Dias, 609, Derby - Recife/PE
Fones e e-mail: 3073.6688, 3073.6689, 3073.6712 e 3073.6651 -cinema@fundaj.gov.br – Ingressos: R$ 6,00 (inteira) – R$ 3,00 - (acima de 60 anos/estudantes)
CAGADA DO DIA!
"Acredito que tenhamos um toque mais contemporâneo. No original, os pássaros simplesmente aparecem, e era, tipo, 'por que esses pássaros estão aqui?'. Desta vez há uma razão, e as pessoas têm a ver com isso. O filme tem um viés ambientalista, em relação ao que faria a natureza revidar contra nós".
Cathy Schulman, produtora da anunciada e desnecessária refilmagem de OS PÁSSAROS.
terça-feira, abril 17, 2007
Atores famosos em suspenses "direct-to-video"

88 MINUTOS (88 Minutes, 2007, EUA)
Dinheiro. Esse deve ser o único motivo pelo qual o homem que encarnou o criminoso latino mais FDP e querido de toda a história do cinema tope fazer um filminho tão medíocre e genérico como esse 88 MINUTOS. E Jon Avnet também deveria estar precisando de dinheiro para voltar a dirigir 8 anos depois (!!!!) da sua última incursão atrás das câmeras, JUSTIÇA VERMELHA. Não me lembro de nada deste filme com Richard Gere, vai ver ele é tão descartável quanto esse mais recente.
Nem estou a fim de falar maiores detalhes sobre a trama. Basta vocês saberem o seguinte: Saca o Super Cine? Pegue um filminho daqueles que costumam passar por lá com roteiros previsíveis e sem a menor imaginação recheados dos clichês mais batidos que já foram usados, adicionem um diretor que fez um filme promissor e depois virou pau mandado da indústria e um elenco coadjuvante com alguns poucos (bote poucos nisso, só dois!) atores interessantes e Al Pacino como protagonista. Pronto, tens aí mais uma super-produção da Millennium Films / Nu Image pronta para ser lançada. Já repararam que esses caras só fazem bosta com gente famosa? Apenas no ano passado, tivemos EDISON e O SACRIFÍCIO nos cinemas! Ainda bem que isso daqui foi direto para as prateleiras das locadoras brasileiras. Tenho é pena de quem irá ver 88 MINUTOS nas salas escuras do exterior esperando mais um bom filme com Al Pacino. Se tem uma coisa boa nele é ver Pacino presente na grande maioria das suas cenas.

CRIMES EM SÉRIE (American Crime, 2004, EUA)
Essa produção independente filmada em digital pode não ser nada imperdível, mas também não é nenhum lixão como muitos tem comentado pela Internet. Fiquei até feliz de não ter lido o caro Renato Doho detonando ele antes no seu blog e ficar com o pé atrás na hora de pegá-lo. Assim como o colega blogueiro, também peguei o filme por causa de Annabella Sciorra e Rachael Leigh Cook hehehe. De brinde, temos Cary Elwes, um ator que acho bem irregular. Felizmente, aqui o cara consegue melhorar o resultado final atuando como um apresentador de TV britânico de maneira propositalmente caricatural. Outra coisa boa foi eu não ter gasto nenhum mísero centavo para assistir ele, muitas vezes aquele dinheirinho gasto na locação pesa no julgamento de qualquer filminho que seja. Bom... as minhas expectativas estavam lá embaixo e eu não queria saber de mais nada enquanto o assistia a não ser gastar um tempinho, daí o filme funcionou que foi uma beleza para mim.
Os créditos de abertura foram bem bolados, coisa rara de se ver em um DTV. O espectador acompanha os nomes do elenco e realizadores num vídeo cassete em funcionamento. O filme fala sobre três pessoas (Sciorra, Cook e Kip Pardue) de uma equipe de reportagem de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos que encontram uma VHS revelando alguém seguindo uma dançarina exótica desaparecida após descobrirem o corpo da moça. No fim da fita, outra surpresa: imagens de outra mulher sendo seguida da mesma maneira e assassinada depois. Trata-se de um assassinato ainda não investigado pela polícia, o que os leva a acreditarem que essa é a chance das suas carreiras. O porém é que uma dessas três pessoas também acaba sumindo sem deixar vestígios e o caso termina chamando a atenção de Albert Bodine (Elwes, quase irreconhecível e detonando no sotaque carregado!), um apresentador de um programa de TV britânico estilo Linha Direta que tem sérios problemas de personalidade e profissionalismo.
O maior problema de CRIMES EM SÉRIE é ele não se decidir o que quer ser, uma sátira ou um "thriller" já que em muitos momentos ele se leva demais a sério e em outros não. Para complicar, o espectador também fica confuso a partir da entrada de Bodine na trama principal. Como ela é apresentada no formato do programa do apresentador, não dá pra não ficar se questionando se aquilo tudo é encenação para o programa dele ou está acontecendo mesmo aos personagens. Depois de um tempo é que tudo fica esclarecido, portanto podemos culpar a direção e o roteiro sem perdão. O filme simplesmente não tem foco e é muito prejudicado por isso.
Acho que vale conferir CRIMES EM SÉRIE numa tarde preguiçosa de domingo já que ele tem os seus atrativos e alguma parcela de interesse e originalidade, coisa que o diferencia de muitos filmes genéricos do estilo que são lançados a torto e a direito nas prateleiras. Como sou estudante de Radialismo & TV, curti a tiração de sarro com aquele tipo de programa televisivo usando as tradicionais falas clichês, musiquinhas toscas de fundo e tudo que ele tem direito, além de um impagável Cary Elwes o apresentando. Também gostei do final, que despertou fúria em muitos dos detratores do filme.
terça-feira, abril 10, 2007
WHEN A KILLER CALLS para download
Aproveitando o post anterior sobre um dos próximos lançamentos da THE ASYLUM, deixo aqui o link para download direto de WHEN A KILLER CALLS que eles lançaram quando a refilmagem de WHEN A STRANGER CALLS (aqui no Brasil, QUANDO UM ESTRANHO CHAMA) entrou em cartaz nos cinemas americanos. Alguns dizem que o filme - assim como a versão deles para A GUERRA DOS MUNDOS - consegue ser melhor do que as grandes produções hollywoodianas que eles quiseram faturar em cima. Os comentários em geral sobre WHEN A KILLER CALLS afirmam que ele é um "slasher" ao invés de ser um suspense como o filme original e a recente refilmagem. Vou ver se arrisco uma conferida esses dias.
Você também pode assistir ao filme sem precisar baixar ele para o seu HD. Aproveite e dê uma navegada assim que puder por este site sensacional que é o Internet Archive para ver a quantidade de coisas bacanas que se pode usufruir dele. LADY FRANKENSTEIN, BLOODY PIT OF HORROR, NOSFERATU, CALIGARI, HORROR HOTEL, CARNIVAL OF SOULS e NIGHT OF THE LIVING DEAD são alguns dos títulos que também podem ser baixados gratuitamente por lá.
Você também pode assistir ao filme sem precisar baixar ele para o seu HD. Aproveite e dê uma navegada assim que puder por este site sensacional que é o Internet Archive para ver a quantidade de coisas bacanas que se pode usufruir dele. LADY FRANKENSTEIN, BLOODY PIT OF HORROR, NOSFERATU, CALIGARI, HORROR HOTEL, CARNIVAL OF SOULS e NIGHT OF THE LIVING DEAD são alguns dos títulos que também podem ser baixados gratuitamente por lá.
domingo, abril 08, 2007
PQP, TRANSMORPHERS!!

Isso é o que eu chamo de picaretagem!! E o diretor / roteirista Leigh Scott diz que o filme não tem nada a ver com a recente versão cinematográfica do famoso seriado TRANSFORMERS. Tá certo, vou fingir que acredito...
Por favor, alguém lança essa porra no Brasil (antes do TRANSFORMERS, lógico) !!!!!!
quinta-feira, abril 05, 2007
Uma sessão da tarde inesquecível: FAHRENHEIT 451
Agora que consegui arranjar um tempo melhor para acessar um computador e escrever, tenho de dividir com vocês um pouco do que foi aquele dia 10 de março quando exibimos FAHRENHEIT 451 no Cineclube Cinecittà para um público de mais de 30 pessoas! Mesmo com uns presentes dorminhocos e que só vieram pra assinar a ata (o evento vale como atividade complementar da faculdade...), vamos dizer que tinham umas 20 pessoas que realmente estavam lá para ver o filme e falar sobre ele, se julgarmos pelo visível interesse de algumas perguntas no debate que ocorreu no final dele. A tarde daquele sábado começou puxada, pois uma responsabilidade que poderia muito bem ter sido recebida bem antes caiu nos meus ombros justamente na noite anterior do evento. Não relato a trajetória daquele início de tarde para não me alongar muito aqui, pois quero escrever mais sobre a sessão em si. Depois de toda a corrreria que passei, consegui descer no ponto de ônibus mais perto do local da sessão faltando uns 10 minutos para a apresentação. Bom... eu já estava meio morto antes e acabei chegando no auditório quase um zumbi. O suor foi dado, só faltou o sangue e as lágrimas também. E eu daria isso se fosse necessário, com toda certeza! Entreguei o material, me encontrei com os amigos Henrique Compasso (um dos responsáveis pelo Cinecittà junto comigo) e Luiz Joaquim (o convidado), saí para passar uma água no rosto e tomar um pouco deste agraciado líquido provido pela natureza pra voltar ao auditório.

Depois das apresentações e comentários iniciais feitos por mim e Henrique sobre a volta do Cinecittà, a sessão começa e eu estava ansioso para finalmente conhecer esse verdadeiro clássico do cinema. O filme tinha sido muito bem indicado pelos amigos Ronilson Araújo e Djalma Farias, que são as outras duas pessoas responsáveis pelo Cinecittà e que não puderam comparecer por causa de obrigações pessoais. Uma pena, a presença dos dois só iria melhorar ainda mais aquela tarde. A primeira coisa que me deixou com a sensação de que as quase duas horas de duração deste clássico seriam inesquecíveis foi a inteligência dos créditos iniciais, ditados ao invés dos tradicionais escritos. Quem foi pra sala sem saber muita coisa do filme se surpreendeu ao ver os bombeiros entrando em ação logo no início do filme sem a menor intenção de apagar um incêndio, mas sim para causar um e em livros! Chega a ser assombroso ver uma criança pegando em um livro, ficando interessada em saber o que aquele belo objeto pode trazer a ela e ser privada disso por causa do olhar de um dos bombeiros para o seu responsável. O título do filme refere-se à temperatura na qual os livros são queimados. Depois deste momento, vemos que o responsável pelas chamas lançadas é o protagonista Montag (Oskar Werner, apresentando um desempenho notável mesmo brigado com Truffaut nas filmagens) que passará a questionar o motivo dele estar fazendo isso depois que conhece Clarisse (Julie Christie), uma professora de primário. Com isso, Montag fica curioso para saber o que contém nos livros e começa a "pegar emprestado" os livros das casas "condenadas" em que ele entra com seus colegas de serviço.
FAHRENHEIT 451, tanto o livro quanto o filme, critica ferozmente o totalitarismo. Essa obra-prima de Truffaut continuaria imperdível se fosse uma fiel adaptação do texto de Ray Bradbury aliado ao visível talento do elenco escalado que tem ainda Cyril Cusack como o superior de Montag, mas o filme é bem mais do que apenas isso. A experiência de assistir FAHRENHEIT 451 continuará na mente do espectador depois de anos, como bem disse Luiz Joaquim no debate que ocorreu após a exibição. O filme é muito a frente do seu tempo, não tem uma simples pessoa que não se impressione com o quanto a sala da casa do protagonista é parecida com algumas dos dias de hoje, inclusive com uma TV de tela larga na parede. Para ser sincero, as únicas coisas que estão datadas nele são os efeitos especiais em uma pequena cena de perseguição e o barbeador de última geração que Montag ganha da sua esposa Linda, também interpretada por Julie Christie.
A maioria das pessoas residentes naquele universo fictício são profundamente alienadas pelo conteúdo exibido na televisão, algo que está acontecendo muito no nosso país por causa da fraca educação que o governo fornece aos seus cidadãos e que o filme faz questão de criticar. A submissão dos personagens a esse meio de comunicação também é destacada no excelente V DE VINGANÇA. Uma cena fantástica acontece logo no início quando os bombeiros invadem uma das casas "condenadas" e acham livros escondidos dentro de uma TV!! Os diálogos não ficam atrás em termos de qualidade, muitos são tão memoráveis quanto os vários momentos inesquecíveis e aterrorizantes desta obra-prima. Se brincar, FAHRENHEIT 451 funciona mais como filme de terror do que de ficção. Os 10 minutos finais onde há uma revelação inesperada dentro da trama é de uma beleza incomum.

Como falei antes, alguns dos presentes ficaram empolgados no fim da exibição para fazer perguntas, a maioria delas de natureza política pelo filme instigar mesmo neste tema. Quem acompanhou a gente na mesa junto com Luiz Joaquim foi a profa. Isa Dias que trouxe vários dos seus alunos para prestigiar o evento. Só houve uma ocasião estranha em que eu realmente não consegui compreender o que um dos espectadores queria falar e acabei falando de maneira muito sincera o que eu pensava sobre o questionamento dele, mas ele acabou se expressando melhor e tudo acabou beleza. Ainda bem que a gente conseguiu falar em pouco tempo de algumas curiosidades do filme, da impressionante sutileza dos diálogos, da notável influência de Hitchcock em Truffaut e da maravilhosa trilha de Bernard Hermann, o papo tava tão bom que chega deu uma pena não termos mais tempo para continuar. Acho que o ponto mais alto do papo foi o belo depoimento de Luiz sobre a importância de FAHRENHEIT 451 em sua vida como fã e crítico de cinema. Eu não consigo evitar a felicidade e a emoção toda vez quando alguém fala de coisas que marcaram a infância, no caso de Luiz trata-se da inesquecível cena da descoberta de uma biblioteca particular pertecente a uma senhora e sua resolução. Até hoje esse momento continua chocante.
Dá pra perceber que fiquei feliz com o evento e por conseguir convidar o meu amigo Luiz Joaquim, que é o maior fã de François Truffaut que eu conheço. Quando tive certeza de que iríamos exibir FAHRENHEIT 451, falei para mim mesmo que tinha de chamá-lo. De negativo, apenas o fato do auditório recém-inaugurado não possuir cortinas e ter uma película fumê fraca nas janelas, fazendo com que o sol da tarde atrapalhasse um pouco a visualização do telão durante uns aproximados 30 minutos. A coordenação prometeu que daria um jeito na próxima exibição. Vamos ver.
É isso aí, povo. Até a próxima sessão que será no dia 14 de abril, onde exibiremos com orgulho um dos melhores filmes de 2006, V DE VINGANÇA. Tô contando os dias!
PS: O companheiro Matheus Trunk detonou mais uma vez. Cara... que inspiração foi aquela pra escrever a carta ao leitor da ZINGU! deste mês?? Tu andas fumando o quê?? hehehehe. Com certeza, um dos melhores momentos da blogosfera brasileira em 2007. Mas a ZINGU! de abril não para por aí. Tem o dossiê Carlos Imperial (!!!), o grande Marcelo Carrard falando de NUNEXPLOITATION e ALL NIGHT LONG II, críticas do do Filipe Chamy para UMA BALA PARA O GENERAL e crítica do Biáfora para O AMIGO AMERICANO e muito, muito mais. Deixe de putaria, clica aqui e seja feliz!

Depois das apresentações e comentários iniciais feitos por mim e Henrique sobre a volta do Cinecittà, a sessão começa e eu estava ansioso para finalmente conhecer esse verdadeiro clássico do cinema. O filme tinha sido muito bem indicado pelos amigos Ronilson Araújo e Djalma Farias, que são as outras duas pessoas responsáveis pelo Cinecittà e que não puderam comparecer por causa de obrigações pessoais. Uma pena, a presença dos dois só iria melhorar ainda mais aquela tarde. A primeira coisa que me deixou com a sensação de que as quase duas horas de duração deste clássico seriam inesquecíveis foi a inteligência dos créditos iniciais, ditados ao invés dos tradicionais escritos. Quem foi pra sala sem saber muita coisa do filme se surpreendeu ao ver os bombeiros entrando em ação logo no início do filme sem a menor intenção de apagar um incêndio, mas sim para causar um e em livros! Chega a ser assombroso ver uma criança pegando em um livro, ficando interessada em saber o que aquele belo objeto pode trazer a ela e ser privada disso por causa do olhar de um dos bombeiros para o seu responsável. O título do filme refere-se à temperatura na qual os livros são queimados. Depois deste momento, vemos que o responsável pelas chamas lançadas é o protagonista Montag (Oskar Werner, apresentando um desempenho notável mesmo brigado com Truffaut nas filmagens) que passará a questionar o motivo dele estar fazendo isso depois que conhece Clarisse (Julie Christie), uma professora de primário. Com isso, Montag fica curioso para saber o que contém nos livros e começa a "pegar emprestado" os livros das casas "condenadas" em que ele entra com seus colegas de serviço.
FAHRENHEIT 451, tanto o livro quanto o filme, critica ferozmente o totalitarismo. Essa obra-prima de Truffaut continuaria imperdível se fosse uma fiel adaptação do texto de Ray Bradbury aliado ao visível talento do elenco escalado que tem ainda Cyril Cusack como o superior de Montag, mas o filme é bem mais do que apenas isso. A experiência de assistir FAHRENHEIT 451 continuará na mente do espectador depois de anos, como bem disse Luiz Joaquim no debate que ocorreu após a exibição. O filme é muito a frente do seu tempo, não tem uma simples pessoa que não se impressione com o quanto a sala da casa do protagonista é parecida com algumas dos dias de hoje, inclusive com uma TV de tela larga na parede. Para ser sincero, as únicas coisas que estão datadas nele são os efeitos especiais em uma pequena cena de perseguição e o barbeador de última geração que Montag ganha da sua esposa Linda, também interpretada por Julie Christie.
A maioria das pessoas residentes naquele universo fictício são profundamente alienadas pelo conteúdo exibido na televisão, algo que está acontecendo muito no nosso país por causa da fraca educação que o governo fornece aos seus cidadãos e que o filme faz questão de criticar. A submissão dos personagens a esse meio de comunicação também é destacada no excelente V DE VINGANÇA. Uma cena fantástica acontece logo no início quando os bombeiros invadem uma das casas "condenadas" e acham livros escondidos dentro de uma TV!! Os diálogos não ficam atrás em termos de qualidade, muitos são tão memoráveis quanto os vários momentos inesquecíveis e aterrorizantes desta obra-prima. Se brincar, FAHRENHEIT 451 funciona mais como filme de terror do que de ficção. Os 10 minutos finais onde há uma revelação inesperada dentro da trama é de uma beleza incomum.

Como falei antes, alguns dos presentes ficaram empolgados no fim da exibição para fazer perguntas, a maioria delas de natureza política pelo filme instigar mesmo neste tema. Quem acompanhou a gente na mesa junto com Luiz Joaquim foi a profa. Isa Dias que trouxe vários dos seus alunos para prestigiar o evento. Só houve uma ocasião estranha em que eu realmente não consegui compreender o que um dos espectadores queria falar e acabei falando de maneira muito sincera o que eu pensava sobre o questionamento dele, mas ele acabou se expressando melhor e tudo acabou beleza. Ainda bem que a gente conseguiu falar em pouco tempo de algumas curiosidades do filme, da impressionante sutileza dos diálogos, da notável influência de Hitchcock em Truffaut e da maravilhosa trilha de Bernard Hermann, o papo tava tão bom que chega deu uma pena não termos mais tempo para continuar. Acho que o ponto mais alto do papo foi o belo depoimento de Luiz sobre a importância de FAHRENHEIT 451 em sua vida como fã e crítico de cinema. Eu não consigo evitar a felicidade e a emoção toda vez quando alguém fala de coisas que marcaram a infância, no caso de Luiz trata-se da inesquecível cena da descoberta de uma biblioteca particular pertecente a uma senhora e sua resolução. Até hoje esse momento continua chocante.
Dá pra perceber que fiquei feliz com o evento e por conseguir convidar o meu amigo Luiz Joaquim, que é o maior fã de François Truffaut que eu conheço. Quando tive certeza de que iríamos exibir FAHRENHEIT 451, falei para mim mesmo que tinha de chamá-lo. De negativo, apenas o fato do auditório recém-inaugurado não possuir cortinas e ter uma película fumê fraca nas janelas, fazendo com que o sol da tarde atrapalhasse um pouco a visualização do telão durante uns aproximados 30 minutos. A coordenação prometeu que daria um jeito na próxima exibição. Vamos ver.
É isso aí, povo. Até a próxima sessão que será no dia 14 de abril, onde exibiremos com orgulho um dos melhores filmes de 2006, V DE VINGANÇA. Tô contando os dias!
PS: O companheiro Matheus Trunk detonou mais uma vez. Cara... que inspiração foi aquela pra escrever a carta ao leitor da ZINGU! deste mês?? Tu andas fumando o quê?? hehehehe. Com certeza, um dos melhores momentos da blogosfera brasileira em 2007. Mas a ZINGU! de abril não para por aí. Tem o dossiê Carlos Imperial (!!!), o grande Marcelo Carrard falando de NUNEXPLOITATION e ALL NIGHT LONG II, críticas do do Filipe Chamy para UMA BALA PARA O GENERAL e crítica do Biáfora para O AMIGO AMERICANO e muito, muito mais. Deixe de putaria, clica aqui e seja feliz!
terça-feira, março 27, 2007
A clássica briga entre Kinski e Herzog no set de FITZCARRALDO
** Meus amigos(as), ainda não consegui arranjar metade do tempo que eu quero para me sentar e escrever sobre a sessão de FAHRENHEIT 451 e os vários filmes que assisti atualmente. Vou ser mais franco com vocês, saí do meu emprego no início deste mês e agora estou me dedicando na procura de outro. O meu computador pessoal não tem colaborado na questão do conserto logo agora que poderia aproveitar uma manhã ou uma tarde inteira só para deixar vocês com mais conteúdo do que nas últimas atualizações. Quando eu conseguir esse tempinho a mais que eu tanto desejo em frente a um computador, pode deixar que vocês verão o VÁ E VEJA atualizado.
Por enquanto, divirtam-se com o vídeo e me desejem boa sorte na minha caçada. Um grande abraço a todos.
sexta-feira, março 09, 2007
FAHRENHEIT 451 no Cinecittà

Depois de um semestre sem exibições, o Cineclube Cinecittà da Faculdade Maurício de Nassau retorna neste sábado, dia 10 de março, para exibir um clássico da ficção científica dirigido por François Truffaut. Baseado no livro homônimo de Ray Bradburry e estrelado por Oskar Werner e Julie Christie, o filme se passa num futuro hipotético onde os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que eles fazem com que as pessoas sejam infelizes e improdutivas.
Luiz Joaquim, crítico de cinema da Folha de Pernambuco e programador do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, é o nosso convidado especial desta sessão.
A entrada é franca e a exibição será no auditório do Bloco Capunga, localizado na Rua Fernando Lopes, 778 - Graças - Recife /PE.
DOA no YouTube
5 minutos aproximados da abertura:
PQP! Que final!!!
E o perfil deste usuário tem DOA completo com legendas em inglês e mais outros filmes asiáticos indispensáveis como SONATINE e DOLLS do Kitano: http://www.youtube.com/profile_videos?user=DaiyobuNai
PQP! Que final!!!
E o perfil deste usuário tem DOA completo com legendas em inglês e mais outros filmes asiáticos indispensáveis como SONATINE e DOLLS do Kitano: http://www.youtube.com/profile_videos?user=DaiyobuNai
DEAD OR ALIVE (Dead or Alive: Hanzaisha, 1999, JAP)
A última sexta-feira foi algo bem mal de se comentar e os acontecimentos daquele dia resultaram em várias coisas, incluindo deixar alguém bacana se sentir ofendido na caixa de comentários no blog de um colega. Não irei dizer aonde foi, pois nem quero me lembrar mais disso. Tinha até falado nos comentários em fechar o VÁ E VEJA, mas agora estou me sentindo muito melhor agora por causa do bom final de semana que passei. Lógico que não irei fazer isso, mas se um dia eu o fizer será porque realmente não dará mais para me dedicar um pouquinhozinho de nada a ele. Saiba que eu continuarei me dedicando ao VÁ E VEJA sempre que puder, pois falar sobre cinema com todos os meus amigos e leitores que gostam de vir aqui e conferir a minha opinião é uma das coisas que mais me tem dado prazer esses tempos. Vamos às atividades. :)
Reparem na tagline de DEAD OR ALIVE:
“WARNING: This motion picture contains explicit portrayals of violence; sex; violent sex; sexual violence; clowns and violent scenes of violent excess, which are definitely not suitable for all audiences.”
Meus caros, isso é tudo verdade.

Algumas pessoas dizem que Takashi Miike é um diretor muito "hypado". Bom... se existe alguém que merece ser "hypado" dessa nova geração de diretores, com certeza é Miike. O realizador de nacionalidade japonesa faz mais de 3 filmes por ano e trabalha tanto para cinema e televisão quanto para o prolífero mercado de vídeos e DVD's. Só em 1999, ele realizou o já clássico AUDITION (simplesmente O FILME que me faz ficar arrepiado toda vez quando vejo japinhas com cara de anjo. Maldição!!) e esse DEAD OR ALIVE que são duas obras inesquecíveis do moderno cinema japonês. Você confere qualquer um dos dois filmes uma vez e pronto, acaba carregando a experiência incomum que teve ao assisti-los pelo resto da sua vida de cinéfilo. Não é nenhum segredo de que vibro quando vejo um filme bom e feito com um orçamento bem baixo. Miike diz na sua entrevista no DVD de IMPRINT que as suas produções "direct-to-video" custam em torno de 500 mil dólares e a lucratividade fica garantida por causa disso. A primeira surpresa de DOA para mim foi logo nos créditos iniciais quando vi o logo TOEI VIDEO, uma sub-divisão da famosa produtora TOEI. Isso significa que esse filme tão comentado do Miike é uma produção barata para o mercado doméstico japonês. Só isso já me deixou mais relaxado, pois o cinema DTV tem muitos filmes bem mais honestos do que grande parte dos feitos para serem exibidos na tela grande.
A segunda surpresa é exatamente a abertura. Minha nossa, o que é aquilo?? São os primeiros 5 minutos mais alucinados, lisérgicos, bizarros e violentos já feitos para um filme. Acompanhado de um ensurdecedor rock dos mais pauleiras (ainda bem que eu vi o filme com a casa vazia pra não abaixar o volume! hehe), o espectador entra de cabeça em uma das noitadas do submundo e vê absolutamente tudo que imagina acontecer por lá. Tem homosexualismo, assassinato, um cara cheirando a mais longa carreira de cocaína que eu já vi, outro enchendo o bucho de pratos e mais pratos de macarrão e outras coisitas. É nesta mesma abertura que somos apresentados aos protagonistas Ryuichi (Riki Takeuchi, de FUDOH) e Jojima (Sho Aikawa, de RAINY DOG) que agem conforme o que são. O primeiro é o líder de uma gangue de desprezados imigrantes chineses no Japão (se isso estiver errado me corrijam, foi o que eu consegui entender...) enquanto que o segundo é um obstinado detetive que começa a investigar o sujeito depois de um assalto cometido pelo grupo.
O filme é obviamente inspirado pelo excelente FOGO CONTRA FOGO, ao mostrar mais uma vez os conflitos físicos e psicológicos entre os dois personagens de lados diferentes da lei. Mesmo que a trama em si não traga nada de muito novo, DEAD OR ALIVE é uma obra especial de Miike por ser um filme policial feito à sua maneira e quebrando grande parte das convenções do gênero ao longo da narrativa. A dupla central de atores também consegue dar das cenas dramáticas, pois o roteiro também dá destaque aos seus problemas mais íntimos. Ryuichi recebe o irmão recém-chegado da conclusão dos seus estudos nos Estados Unidos, mas este se revolta quando descobre que a sua educação foi paga com dinheiro manchado de sangue e Jujima precisa pagar uma delicada e cara operação de duzentos mil dólares para a sua filha adolescente. Ambos farão de tudo pelos seus entes queridos. Como dá para perceber, a narrativa fica mais densa depois da frenética abertura e em muitos momentos Miike chega a lembrar Takeshi Kitano na condução da história. Existem cenas com 3/4 minutos de duração sem nenhum corte. A influência deste grande realizador japonês é muito notada em RAINY DOG, um belíssimo filme que poderia ser feito por Miike e assinado pelo Kitano que eu não notaria a menor diferença. DEAD OR ALIVE tem ainda a participação do ótimo Susumu Terajima, um ator que está presente em quase todos os filmes de Kitano.
Os momentos mais falados da produção são justamente o início e o final, os mais rebeldes de todos. Simplesmente genial, essa inesperada conclusão diversas leituras e é algo tão insano e impressionante que o espectador não vai conseguir esquecer da sensação que teve ao assistí-la.
Quem for assistir DEAD OR ALIVE atrás de algo próximo de GOZU, ICHI THE KILLER e VISITOR Q vai ficar desapontado. Há uma série de imagens grotescas e bem violentas durante a disputa travada pelos protagonistas ao longo do filme, mas não é nada que se possa comparar com as cenas mais comentadas dos filmes citados. Mesmo assim, o filme não é para as pessoas mais sensíveis e fracas de estômago já que tem um momento em que zoofilia (não-explícita) é praticada numa filmagem pornográfica e outro em que alguém morre afogado na própria merda!! Sei que não é nada prazeroso ver esse tipo de imagem (pelo menos pra mim, tem quem ache hehehe), mas se você conseguir suportar vai desfrutar de mais uma experiência inesquecível desta grande figura chamada Takashi Miike. Bem que os norte-americanos deveriam aprender a fazer cinema DTV vendo os projetos que Miike executou utilizando para esta indústria.
Vi no blog do companheiro BAKEMON que a Europa Filmes confirmou o lançamento do filme em DVD para abril com o título de MORRER OU VIVER. Essa turminha dos títulos...
Reparem na tagline de DEAD OR ALIVE:
“WARNING: This motion picture contains explicit portrayals of violence; sex; violent sex; sexual violence; clowns and violent scenes of violent excess, which are definitely not suitable for all audiences.”
Meus caros, isso é tudo verdade.

Algumas pessoas dizem que Takashi Miike é um diretor muito "hypado". Bom... se existe alguém que merece ser "hypado" dessa nova geração de diretores, com certeza é Miike. O realizador de nacionalidade japonesa faz mais de 3 filmes por ano e trabalha tanto para cinema e televisão quanto para o prolífero mercado de vídeos e DVD's. Só em 1999, ele realizou o já clássico AUDITION (simplesmente O FILME que me faz ficar arrepiado toda vez quando vejo japinhas com cara de anjo. Maldição!!) e esse DEAD OR ALIVE que são duas obras inesquecíveis do moderno cinema japonês. Você confere qualquer um dos dois filmes uma vez e pronto, acaba carregando a experiência incomum que teve ao assisti-los pelo resto da sua vida de cinéfilo. Não é nenhum segredo de que vibro quando vejo um filme bom e feito com um orçamento bem baixo. Miike diz na sua entrevista no DVD de IMPRINT que as suas produções "direct-to-video" custam em torno de 500 mil dólares e a lucratividade fica garantida por causa disso. A primeira surpresa de DOA para mim foi logo nos créditos iniciais quando vi o logo TOEI VIDEO, uma sub-divisão da famosa produtora TOEI. Isso significa que esse filme tão comentado do Miike é uma produção barata para o mercado doméstico japonês. Só isso já me deixou mais relaxado, pois o cinema DTV tem muitos filmes bem mais honestos do que grande parte dos feitos para serem exibidos na tela grande.
A segunda surpresa é exatamente a abertura. Minha nossa, o que é aquilo?? São os primeiros 5 minutos mais alucinados, lisérgicos, bizarros e violentos já feitos para um filme. Acompanhado de um ensurdecedor rock dos mais pauleiras (ainda bem que eu vi o filme com a casa vazia pra não abaixar o volume! hehe), o espectador entra de cabeça em uma das noitadas do submundo e vê absolutamente tudo que imagina acontecer por lá. Tem homosexualismo, assassinato, um cara cheirando a mais longa carreira de cocaína que eu já vi, outro enchendo o bucho de pratos e mais pratos de macarrão e outras coisitas. É nesta mesma abertura que somos apresentados aos protagonistas Ryuichi (Riki Takeuchi, de FUDOH) e Jojima (Sho Aikawa, de RAINY DOG) que agem conforme o que são. O primeiro é o líder de uma gangue de desprezados imigrantes chineses no Japão (se isso estiver errado me corrijam, foi o que eu consegui entender...) enquanto que o segundo é um obstinado detetive que começa a investigar o sujeito depois de um assalto cometido pelo grupo.
O filme é obviamente inspirado pelo excelente FOGO CONTRA FOGO, ao mostrar mais uma vez os conflitos físicos e psicológicos entre os dois personagens de lados diferentes da lei. Mesmo que a trama em si não traga nada de muito novo, DEAD OR ALIVE é uma obra especial de Miike por ser um filme policial feito à sua maneira e quebrando grande parte das convenções do gênero ao longo da narrativa. A dupla central de atores também consegue dar das cenas dramáticas, pois o roteiro também dá destaque aos seus problemas mais íntimos. Ryuichi recebe o irmão recém-chegado da conclusão dos seus estudos nos Estados Unidos, mas este se revolta quando descobre que a sua educação foi paga com dinheiro manchado de sangue e Jujima precisa pagar uma delicada e cara operação de duzentos mil dólares para a sua filha adolescente. Ambos farão de tudo pelos seus entes queridos. Como dá para perceber, a narrativa fica mais densa depois da frenética abertura e em muitos momentos Miike chega a lembrar Takeshi Kitano na condução da história. Existem cenas com 3/4 minutos de duração sem nenhum corte. A influência deste grande realizador japonês é muito notada em RAINY DOG, um belíssimo filme que poderia ser feito por Miike e assinado pelo Kitano que eu não notaria a menor diferença. DEAD OR ALIVE tem ainda a participação do ótimo Susumu Terajima, um ator que está presente em quase todos os filmes de Kitano.
Os momentos mais falados da produção são justamente o início e o final, os mais rebeldes de todos. Simplesmente genial, essa inesperada conclusão diversas leituras e é algo tão insano e impressionante que o espectador não vai conseguir esquecer da sensação que teve ao assistí-la.
Quem for assistir DEAD OR ALIVE atrás de algo próximo de GOZU, ICHI THE KILLER e VISITOR Q vai ficar desapontado. Há uma série de imagens grotescas e bem violentas durante a disputa travada pelos protagonistas ao longo do filme, mas não é nada que se possa comparar com as cenas mais comentadas dos filmes citados. Mesmo assim, o filme não é para as pessoas mais sensíveis e fracas de estômago já que tem um momento em que zoofilia (não-explícita) é praticada numa filmagem pornográfica e outro em que alguém morre afogado na própria merda!! Sei que não é nada prazeroso ver esse tipo de imagem (pelo menos pra mim, tem quem ache hehehe), mas se você conseguir suportar vai desfrutar de mais uma experiência inesquecível desta grande figura chamada Takashi Miike. Bem que os norte-americanos deveriam aprender a fazer cinema DTV vendo os projetos que Miike executou utilizando para esta indústria.
Vi no blog do companheiro BAKEMON que a Europa Filmes confirmou o lançamento do filme em DVD para abril com o título de MORRER OU VIVER. Essa turminha dos títulos...
PS: A gloriosa ZINGU! está no ar em sua sexta edição. O maior destaque dela é um dossiê dos mais completos sobre Ozualdo Candeias, um dos mestres do cinema marginal brasileiro que faleceu no mês passado. Ainda tem umas vampirinhas lésbicas esperando ansiosamente pela sua visita. Acredite, elas não querem ficar nem um pouco decepcionadas com você. Por isso, deixe de sua preguiçite aguda, pegue o mouse, arraste um pouquinho para a direita, clique aqui e desfrute de uma excelente leitura.
quinta-feira, março 01, 2007
Serviço de Utilidade Pública

Se você tem algum amor pelo seu valioso tempo de vida e pelo seu sagrado dinheirinho, faça o favor a si mesmo de nunca alugar ou baixar esse DÁLIA NEGRA feito pelo mesmo Uli Lommel de THE BOOGEYMAN. Como é que o cara conseguiu piorar tanto daqueles tempos para cá? Minha nossa! Fiquei muito puto por ter gasto 10/15 minutos da minha preciosa vida tentando assistir esse lixo que é simplesmente inassistível. Ainda bem que não gastei 1 centavo nessa tentativa. Isso (pois não merece nem ser chamado de filme) foi lançado pela oportunista Lions Gate e é distribuído aqui pela California que fez e continua fazendo muita gente pegar ele pensando que se trata do recente filme de Brian De Palma. Essa nojeira é séria candidata ao pior lixo em VHS e DVD que vi na minha vida. Lommel merecia ser preso para nunca mais tocar numa droga de uma câmera. Por aí já deu pra ver o "nívi" da bomba.
São filmes desse tipo que trazem má fama ao uso de câmeras digitais para baratear custos orçamentários. Chega deu vergonha em mim de apoiar tanto essa forma de realização. Enfim, eu tenho a mais plena convicção de que qualquer merda que você levar pra casa algum dia da locadora é melhor do que esse DÁLIA NEGRA do Lommel.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
The Power of Christ Compels You!!

Ainda bem que desliguei a TV e fui dormir sem ver o resto dessa porcaria!! A chamada "Academia" mostrou o quanto é preconceituosa mais uma vez. 2007 foi outro ano marcado por fortes injustiças só por causa disso. E eu quero lá saber do porra do Al Gore falando de aquecimento global e tendo o ovo fortemente babado por Di Caprio, Winslet e cia? E eu quero lá saber do porre da Celine Dion estragando o fantástico, lindo, extraordinário tema de ERA UMA VEZ NA AMÉRICA? Aqui fica registrado o meu protesto e os meus pêsames a quem ficou acordado e perdeu um tempinho muito valioso das suas vidas, seja por cinefilia ou profissão. Só se salvaram algumas poucas premiações (finalmente Whitaker vai ser mais reconhecido pelo povão!) . Meu único arrependimento foi o de não ter visto a montagem especial que homenageia os vários grandes artistas do cinema que deixaram o nosso plano terrestre no ano passado que foi muito macabro para todos nós nesse sentido. Ela deve ter tido a maior duração de todas.
PS1: Premiação bem mais justa foi o 1º Movie Bloggers Awards. Discordo de alguns vencedores, mas ela dá um banho naquilo que passou na noite de ontem na TV em termos de justiça e sinceridade. Cliquem aqui pra conferir.
PS2: O camarada Thales Oss atualizou o seu Cine Delírio. Podem dar uma passada lá para dar aquela força porque a proposta do blog é muito boa.
PS3: Como vocês podem ver no box de comentários abaixo, meu PC doméstico pifou no último sábado. Em questão de minutos, vocês veriam aqui um post destacando o controvertido e divertidíssimo BORAT. Vou ter que escrever sobre ele de novo, já que não deu tempo pra salvar o texto num disquete e nem sei se irei perder o HD. É foda...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
A HORA E A VEZ DOS INJUSTIÇADOS!
Se esses dois caras ganharem os respectivos Oscar de melhor ator e de melhor ator coadjuvante, confesso que vou vibrar.

O companheiro Herax me fez relembrar ontem que Forest Whitaker atuou em O GRANDE DRAGÃO BRANCO, crássico da saudosa Cannon Pictures. Pense como aquela turminha lavava dinheiro fazendo altas tralhas!! Whitaker é o ator mais cotado para ganhar o prêmio pela sua elogiadíssima atuação como Idi Amin em O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA.

Já Jackie Earle Harley é um caso especial. Em menos de três anos, o cara atuou em dois filmes do Albert Pyun (simplesmente DOLLMAN e NEMESIS!) e ainda apareceu em MANIAC COP 3 de William Lustig. Harley foi indicado pela sua capacidade de roubar a cena de vários atores mais conhecidos do que ele em PECADOS ÍNTIMOS.
Perdi completamente o respeito pela premiação há um bom tempo e isso se agravou mais ainda com o evento do ano passado, mas mesmo assim estou na torçida por eles!

O companheiro Herax me fez relembrar ontem que Forest Whitaker atuou em O GRANDE DRAGÃO BRANCO, crássico da saudosa Cannon Pictures. Pense como aquela turminha lavava dinheiro fazendo altas tralhas!! Whitaker é o ator mais cotado para ganhar o prêmio pela sua elogiadíssima atuação como Idi Amin em O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA.

Já Jackie Earle Harley é um caso especial. Em menos de três anos, o cara atuou em dois filmes do Albert Pyun (simplesmente DOLLMAN e NEMESIS!) e ainda apareceu em MANIAC COP 3 de William Lustig. Harley foi indicado pela sua capacidade de roubar a cena de vários atores mais conhecidos do que ele em PECADOS ÍNTIMOS.
Perdi completamente o respeito pela premiação há um bom tempo e isso se agravou mais ainda com o evento do ano passado, mas mesmo assim estou na torçida por eles!
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Imagens do Carnaval do VÁ E VEJA
Acabou-se o que era doce. Depois de uma pequena e mais prolongada folga dos afazeres cotidianos por causa das festividades do Carnaval, já estou de volta ao mundo real. Posso dizer que aproveitei bem esse tempinho. Além de ver mais filmes, dediquei um tempo à leitura, dei algumas saídas bem tímidas se comparadas aquelas dos anos anteriores, descansei um pouco mais do que o de costume para repor as energias e escrevi pro blog na segunda-feira. É como eu disse para um amigo ontem, as imagens mais marcantes do meu carnaval deste ano foram as imagens cinematográficas dos filmes que eu vi. Aqui estão algumas delas, sem legendas para alguns de vocês se divertirem tentando adivinhar de quais filmes elas são. Umas são mais fáceis e outras não. Só não vale clicar no botão direito do mouse pra checar o link das fotos hehehe:





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E mais esse que acabei de fechar a folga com chave de ouro:

Darei as respostas ainda hoje nos comentários abaixo. O legal é que gostei de todos os filmes, cada um a sua maneira. Espero comentar alguns deles ainda esta semana.





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E mais esse que acabei de fechar a folga com chave de ouro:

Darei as respostas ainda hoje nos comentários abaixo. O legal é que gostei de todos os filmes, cada um a sua maneira. Espero comentar alguns deles ainda esta semana.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
RECOIL: Trailer + Cena
Esse trailer é uma comédia como o próprio filme. Ele entrega praticamente tudo o que vai acontecer e as melhores cenas de ação, mas dá para quem nunca assistiu a um dos filmes da PM na vida ter uma idéia das coisas que mais me atraem neles, como as atuações horrendas coroadas por diálogos ultra-clichês. Dá para perceber também que o nível de CGI nas cenas de ação é próximo do zero, algo que muitos técnicos medrosos não ousam fazer hoje em dia.
A cena de perseguição do início, divirtam-se:
PS: Os indicados do Movie Bloggers Awards já foram selecionados pela comissão de 17 blogueiros participantes do evento. Acessem o Pipoca com Manteiga e confiram o resultado. Parabéns ao companheiro Victor Nassar pela excelente iniciativa. A justiça será feita!
A cena de perseguição do início, divirtam-se:
PS: Os indicados do Movie Bloggers Awards já foram selecionados pela comissão de 17 blogueiros participantes do evento. Acessem o Pipoca com Manteiga e confiram o resultado. Parabéns ao companheiro Victor Nassar pela excelente iniciativa. A justiça será feita!
Gary Daniels em dois filmes da saudosa PM Entertainment
Gary Daniels é um dos outros figuras que participavam das saudosas sessões domésticas faladas no último post. Particularmente, acho uma puta injustiça ele não ser melhor aproveitado hoje em dia como podemos ver no pavoroso LADO A LADO COM O INIMIGO, onde nem mesmo Anthony Hickox conseguiu fazer alguma coisa para ajudar a salvar tudo da desgraça total. Daniels pode não ser nenhum mestre da atuação, mas ele é carismático, tem presença de cena e luta muito, além de ser britânico e garantir um charminho extra por causa do seu sotaque. O cara tinha tudo para ser um grande astro do cinema de ação e acabou tendo a carreira prejudicada com a repentina falência da PM Entertainment em 2000, a prolífera produtora de filmes B chefiada por Richard Pepin (que iria produzir e dirigir depois uma grata surpresa chamada A CAIXA) e Joseph Merhi, onde o astro britânico fez alguns filmes notáveis. Vamos aos comentários que chegaram mais demorados do que o previsto, mas chegaram:

FÚRIA ASSASSINA não é somente um dos melhores filmes de ação da PM, mas um dos melhores e mais divertidos exemplares do gênero dos anos 90. Cara... como eu fiquei feliz quando percebi que ele continua tão legal quanto o vi pela primeira vez numa sessão noturna da Rede Record. Dirigido por Merhi, o filme tem Gary Daniels como protagonista interpretando Alex Gainor, um professor de primário que tem uma vida das mais pacíficas e felizes ao lado da sua esposa e filha pequena, mas é feito de refém por um fugitivo de policiais corruptos. Os dois acabam sendo pegos pelos perseguidores e encaminhados a um laboratório secreto (que é exatamente como se imagina um laboratório tosco de filme B!) onde são realizados experimentos igualmente secretos do governo com seres humanos para a criação do assassino de guerra perfeito. Ohhhhh!! Que novidade!! Eu nunca vi isso antes em filme nenhum!!
Gainor recebe a injeção de uma droga feita para esse fim e não demora muito para que ele se liberte do local, pegue uma metralhadora de um guarda idiota e faça uma verdadeira festa espancando e baleando vários outros guardas idiotas. Os vilões - que tentam fazer cara de mal sem o menor sucesso - conseguem controlá-lo um pouco e o levam a um local deserto para acabar com a vida dele. Não conseguem e alguns acabam partindo desta pra melhor hehehe. A partir daí, as cenas de ação não param e se revelam muito bem executadas para uma produção assumidamente B e feita para o mercado doméstico. As minhas favoritas são as as passadas no topo de um grande prédio comercial (que acaba numa luta corporal dentro de um helicóptero, assim como o recente ADRENALINA com Jason Statham. Olha aí a fonte...) e num shopping center onde tem uma loja de vídeos da PM que exibe cartazes de CIA - CODINOME ALEXA, TOLERÂNCIA ZERO, A ARTE DE MORRER, CYBERTRACKER e outras jóias da cinematografia mundial produzidas por ela (exagerei nada hehehe) escapa imune da destruição. Acho que o filme não seria tão legal se o roteiro não incluísse uma boa crítica ao jornalismo sensacionalista enquanto mostra a cobertura da mídia sobre os inevitáveis desastres e corpos deixados para trás que acompanham a desesperada fuga do protagonista dos bandidos, da polícia, do FBI e da CIA!! O fracassado jornalista televisivo Harry Johansen (Kenneth Tigar, de PHANTASM 2) é o único que tem interesse em ouvir a versão de Gainor dos acontecimentos. Gary Daniels está em ótima forma, comprovando toda a desenvoltura frente às câmeras que eu falei mais acima.
Sim... sim.... este é aquele tipo de filme onde há várias falhinhas técnicas e de roteiro, onde os bandidos tem a pior mira possível, onde o ônibus escolar que o malvadão toma do motorista não tem nenhum pirralho dentro e etc. Mas quem quer gastar 1h30min do seu tempo com uma boa e inofensiva diversão está pouco se lixando para isso. Se você está a fim disso, pode dar uma chance para FÚRIA ASSASSINA que as chances de uma decepção são quase nulas. Na minha prateleira de DVD's, esse filme onde o pobre coitado do protagonista invade uma casa pra matar a fome e é agredido pelos proprietários - um casal de sadomasoquistas (!!!) - está lado a lado do glorioso, do magnífico, do genial COMANDO PARA MATAR do casca-grossa Mark L. Lester. Ele merece.

Em TENSÃO TOTAL, Daniels interpreta Ray Morgan, um policial que se envolve em um tiroteio contra um grupo de assaltantes e que acaba matando um deles junto com seus colegas de corporação. Ray e os companheiros descobrem que ele era de menor e filho de um mafioso (Richard Foronjy, de O PAGAMENTO FINAL e FUGA À MEIA-NOITE). O criminoso, por sua vez, faz com que os seus outros filhos se juntem aos seus capangas para cumprir uma violenta vingança contra todos os policiais responsáveis pela morte do jovem assaltante. Nada que já não tenha sido visto inúmeras vezes antes, não é? Por mim, até aí está tudo bem, já que existem vários filmes sem nenhuma novidade e muito bons mesmo assim por serem bem realizados e defendidos ao longo da sua duração. TENSÃO TOTAL não é um deles. O diretor e co-roteirista Art Camacho não busca outras soluções e segue aquela velha cartilha dos filmes de vingança, com a diferença de que para acontecer algo que deixe o personagem de Daniels extremamente puto e com uma vontade desgraçada de partir pra cima da família do mafioso e seus homens são gastos mais de 45/50min de filme!! Aí é demais pro saco de qualquer um. Ainda bem que o filme chega a ser involuntariamente engraçado por querer se levar tão a sério a todo custo. Simplesmente não dá pra fazer isso porque o roteiro é muito previsível e recheado por alguns dos diálogos mais clichês que já tive o prazer de ouvir. Adicione à receita o típíco show de pirotecnia que a PM sabia fazer tão bem e Gary Daniels fazendo bonito em algumas cenas de luta que o filme está pronto para ser lançado nas prateleiras. TENSÃO TOTAL passa o tempo, mas é bem inferior ao FÚRIA ASSASSINA que tinha um roteiro melhor e nem levava as suas cenas absurdas a sério. Enfim, a fita é válida apenas para os fãs mais alucidados do gênero que se divertem com todo o humor involuntário desse tipo de produção e os de Daniels, que também se leva a sério demais aqui.
Todos os dois filmes foram lançados em DVD no segundo semestre do ano passado pela New Pictures do Brasil Entertainment. Usei os títulos de quando eles saíram em VHS no Brasil e só o TENSÃO TOTAL saiu com o título de VINGANÇA SANGRENTA. Extras zero, menus fuleiríssimos e imagem/som de VHS com qualidade bacana, mas pelo menos a gente saiu na frente uma vez já que temos essas maravilhas em DVD e os gringos FDP secos por elas não hehehe.

FÚRIA ASSASSINA não é somente um dos melhores filmes de ação da PM, mas um dos melhores e mais divertidos exemplares do gênero dos anos 90. Cara... como eu fiquei feliz quando percebi que ele continua tão legal quanto o vi pela primeira vez numa sessão noturna da Rede Record. Dirigido por Merhi, o filme tem Gary Daniels como protagonista interpretando Alex Gainor, um professor de primário que tem uma vida das mais pacíficas e felizes ao lado da sua esposa e filha pequena, mas é feito de refém por um fugitivo de policiais corruptos. Os dois acabam sendo pegos pelos perseguidores e encaminhados a um laboratório secreto (que é exatamente como se imagina um laboratório tosco de filme B!) onde são realizados experimentos igualmente secretos do governo com seres humanos para a criação do assassino de guerra perfeito. Ohhhhh!! Que novidade!! Eu nunca vi isso antes em filme nenhum!!
Gainor recebe a injeção de uma droga feita para esse fim e não demora muito para que ele se liberte do local, pegue uma metralhadora de um guarda idiota e faça uma verdadeira festa espancando e baleando vários outros guardas idiotas. Os vilões - que tentam fazer cara de mal sem o menor sucesso - conseguem controlá-lo um pouco e o levam a um local deserto para acabar com a vida dele. Não conseguem e alguns acabam partindo desta pra melhor hehehe. A partir daí, as cenas de ação não param e se revelam muito bem executadas para uma produção assumidamente B e feita para o mercado doméstico. As minhas favoritas são as as passadas no topo de um grande prédio comercial (que acaba numa luta corporal dentro de um helicóptero, assim como o recente ADRENALINA com Jason Statham. Olha aí a fonte...) e num shopping center onde tem uma loja de vídeos da PM que exibe cartazes de CIA - CODINOME ALEXA, TOLERÂNCIA ZERO, A ARTE DE MORRER, CYBERTRACKER e outras jóias da cinematografia mundial produzidas por ela (exagerei nada hehehe) escapa imune da destruição. Acho que o filme não seria tão legal se o roteiro não incluísse uma boa crítica ao jornalismo sensacionalista enquanto mostra a cobertura da mídia sobre os inevitáveis desastres e corpos deixados para trás que acompanham a desesperada fuga do protagonista dos bandidos, da polícia, do FBI e da CIA!! O fracassado jornalista televisivo Harry Johansen (Kenneth Tigar, de PHANTASM 2) é o único que tem interesse em ouvir a versão de Gainor dos acontecimentos. Gary Daniels está em ótima forma, comprovando toda a desenvoltura frente às câmeras que eu falei mais acima.
Sim... sim.... este é aquele tipo de filme onde há várias falhinhas técnicas e de roteiro, onde os bandidos tem a pior mira possível, onde o ônibus escolar que o malvadão toma do motorista não tem nenhum pirralho dentro e etc. Mas quem quer gastar 1h30min do seu tempo com uma boa e inofensiva diversão está pouco se lixando para isso. Se você está a fim disso, pode dar uma chance para FÚRIA ASSASSINA que as chances de uma decepção são quase nulas. Na minha prateleira de DVD's, esse filme onde o pobre coitado do protagonista invade uma casa pra matar a fome e é agredido pelos proprietários - um casal de sadomasoquistas (!!!) - está lado a lado do glorioso, do magnífico, do genial COMANDO PARA MATAR do casca-grossa Mark L. Lester. Ele merece.

Em TENSÃO TOTAL, Daniels interpreta Ray Morgan, um policial que se envolve em um tiroteio contra um grupo de assaltantes e que acaba matando um deles junto com seus colegas de corporação. Ray e os companheiros descobrem que ele era de menor e filho de um mafioso (Richard Foronjy, de O PAGAMENTO FINAL e FUGA À MEIA-NOITE). O criminoso, por sua vez, faz com que os seus outros filhos se juntem aos seus capangas para cumprir uma violenta vingança contra todos os policiais responsáveis pela morte do jovem assaltante. Nada que já não tenha sido visto inúmeras vezes antes, não é? Por mim, até aí está tudo bem, já que existem vários filmes sem nenhuma novidade e muito bons mesmo assim por serem bem realizados e defendidos ao longo da sua duração. TENSÃO TOTAL não é um deles. O diretor e co-roteirista Art Camacho não busca outras soluções e segue aquela velha cartilha dos filmes de vingança, com a diferença de que para acontecer algo que deixe o personagem de Daniels extremamente puto e com uma vontade desgraçada de partir pra cima da família do mafioso e seus homens são gastos mais de 45/50min de filme!! Aí é demais pro saco de qualquer um. Ainda bem que o filme chega a ser involuntariamente engraçado por querer se levar tão a sério a todo custo. Simplesmente não dá pra fazer isso porque o roteiro é muito previsível e recheado por alguns dos diálogos mais clichês que já tive o prazer de ouvir. Adicione à receita o típíco show de pirotecnia que a PM sabia fazer tão bem e Gary Daniels fazendo bonito em algumas cenas de luta que o filme está pronto para ser lançado nas prateleiras. TENSÃO TOTAL passa o tempo, mas é bem inferior ao FÚRIA ASSASSINA que tinha um roteiro melhor e nem levava as suas cenas absurdas a sério. Enfim, a fita é válida apenas para os fãs mais alucidados do gênero que se divertem com todo o humor involuntário desse tipo de produção e os de Daniels, que também se leva a sério demais aqui.
Todos os dois filmes foram lançados em DVD no segundo semestre do ano passado pela New Pictures do Brasil Entertainment. Usei os títulos de quando eles saíram em VHS no Brasil e só o TENSÃO TOTAL saiu com o título de VINGANÇA SANGRENTA. Extras zero, menus fuleiríssimos e imagem/som de VHS com qualidade bacana, mas pelo menos a gente saiu na frente uma vez já que temos essas maravilhas em DVD e os gringos FDP secos por elas não hehehe.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Um papinho sobre minha adolescência e algumas pérolas que me marcaram
Eu tava teclando com o amigo Luiz Alexandre no MSN um dia desses e disse que iria escrever sobre dois filmes do Gary Daniels que tinha revisto nessas férias. Na mesma hora, bateu o desejo de compartilhar com vocês um pouco da minha alegria em relembrar daqueles tempos onde eu não fazia a menor idéia do quanto a vida é uma pauleira. Confesso que sinto muitas saudades de quando eu tinha os meus 13 e 14 anos. Muitas coisas aconteceram naqueles tempos, tanto no lado pessoal, quanto na cinefilia. Essa fase me marcou tanto que não consigo me lembrar do que aconteceu em 98 ou em 99, penso sempre nos dois anos ao mesmo tempo. Em meados de 1998, a minha família já estava estabelecida no mesmo lugar em que moramos até hoje, ganhei um "galo" na primeira briga realmente feia que eu tive (sem deixar de quebrar o nariz do infeliz que mexeu comigo hehehe) e eu já começava a me ligar um pouco sobre as garotas, principalmente no que elas queriam escutar dos meninos através das suas "mensagens subliminares".
Só estou falando um pouco sobre isso porque vários filmes vistos nesta época me marcaram tanto quanto esses acontecimentos tão comuns na vida de um adolescente. Eu era tarado pelas locadoras de VHS que impregnavam os subúrbios de Casa Amarela, bairro onde se situa o Educandário São José, a escola em que estudei do Jardim até a 8ª série aqui em Recife. Eu não era sócio de uma, duas ou três, mas de quatro! Elas eram ainda bem mais baratas do que as próximas da minha residência e contavam com as pérolas que essas não tinham nas prateleiras. No final de semana, pegava aquele pacotão só de filme que tinha porrada, tiro, explosão e mulher nua hehehe. Poxa vida... quantas saudades. Várias vezes participei e marquei sessões domésticas regadas a muitas risadas, pipoca e Coca Cola com os filmes de Jet Li (os que marcaram... TAI CHI, LUTAR OU MORRER, MÁSCARA NEGRA e MÁSCARA DA MORTE, o DURO DE MATAR do Wong Jing), Jackie Chan (a gente viu os clássicos CITY HUNTER e O MESTRE INVENCÍVEL mais de 5 vezes!!), Van Damme, Dolph Lundgren, Don "The Dragon" Wilson, Jeff Speakman, Jeff Wincott e outros figuras. Ainda vi A CATEDRAL no mesmo período e me lembro como se fosse ontem do quanto eu fiquei confuso com o filme, mas que gostei dele mesmo assim hehehe. Aquela foi a minha iniciação ao glorioso cinema de terror italiano. :)
Havia ainda o saudoso Cine Trash (Cara... como eu amava aquilo!! Dá pra fazer uma lista com mais de 10 títulos que passaram lá e que estão guardados na memória com muito carinho) e os que passavam de montão na Band e na Record de noite. Pense no barulho que era a sala de aula antes do professor entrar lá. Dava pra escutar que outros colegas também estavam comentando do mesmo filme que tinha passado ontem de noite na TV. Nas sessões de VHS, assistimos altos clássicos de John Woo como ALVO DUPLO 2, RAJADAS DE FOGO, NO CORAÇÃO DO PERIGO (PQP! Não sei porque esse filme continua tão obscuro. O balé da violência de Woo impera do começo ao fim aqui), FERVURA MÁXIMA e BALA NA CABEÇA, outros de terror e suspense como RESSUREIÇÃO com Christopher Lambert (que até hoje acho bom) e A BRUXA DE BLAIR, só que a memória afetiva puxa mais para esses pequenos e despretensiosos filmes que foram assistidos com pessoas especiais que acabei perdendo aquele contato por causa dos diferentes trajetos que tomamos em nossas vidas. Os poucos (bote poucos nisso... infelizmente) com quem falo até hoje dizem que será marcada uma reunião dos ex-alunos da 8ª série de 1999. Até hoje esse encontro só fica na promessa... vamos ver se ele acontece mesmo em 2007.
Acho que volto ainda amanhã ou até hoje mesmo pra falar de FÚRIA ASSASSINA (Rage, 1996) e TENSÃO TOTAL (Recoil, 1997), os dois filmes que revi do Gary Daniels. Abraços a todos.
Só estou falando um pouco sobre isso porque vários filmes vistos nesta época me marcaram tanto quanto esses acontecimentos tão comuns na vida de um adolescente. Eu era tarado pelas locadoras de VHS que impregnavam os subúrbios de Casa Amarela, bairro onde se situa o Educandário São José, a escola em que estudei do Jardim até a 8ª série aqui em Recife. Eu não era sócio de uma, duas ou três, mas de quatro! Elas eram ainda bem mais baratas do que as próximas da minha residência e contavam com as pérolas que essas não tinham nas prateleiras. No final de semana, pegava aquele pacotão só de filme que tinha porrada, tiro, explosão e mulher nua hehehe. Poxa vida... quantas saudades. Várias vezes participei e marquei sessões domésticas regadas a muitas risadas, pipoca e Coca Cola com os filmes de Jet Li (os que marcaram... TAI CHI, LUTAR OU MORRER, MÁSCARA NEGRA e MÁSCARA DA MORTE, o DURO DE MATAR do Wong Jing), Jackie Chan (a gente viu os clássicos CITY HUNTER e O MESTRE INVENCÍVEL mais de 5 vezes!!), Van Damme, Dolph Lundgren, Don "The Dragon" Wilson, Jeff Speakman, Jeff Wincott e outros figuras. Ainda vi A CATEDRAL no mesmo período e me lembro como se fosse ontem do quanto eu fiquei confuso com o filme, mas que gostei dele mesmo assim hehehe. Aquela foi a minha iniciação ao glorioso cinema de terror italiano. :)
Havia ainda o saudoso Cine Trash (Cara... como eu amava aquilo!! Dá pra fazer uma lista com mais de 10 títulos que passaram lá e que estão guardados na memória com muito carinho) e os que passavam de montão na Band e na Record de noite. Pense no barulho que era a sala de aula antes do professor entrar lá. Dava pra escutar que outros colegas também estavam comentando do mesmo filme que tinha passado ontem de noite na TV. Nas sessões de VHS, assistimos altos clássicos de John Woo como ALVO DUPLO 2, RAJADAS DE FOGO, NO CORAÇÃO DO PERIGO (PQP! Não sei porque esse filme continua tão obscuro. O balé da violência de Woo impera do começo ao fim aqui), FERVURA MÁXIMA e BALA NA CABEÇA, outros de terror e suspense como RESSUREIÇÃO com Christopher Lambert (que até hoje acho bom) e A BRUXA DE BLAIR, só que a memória afetiva puxa mais para esses pequenos e despretensiosos filmes que foram assistidos com pessoas especiais que acabei perdendo aquele contato por causa dos diferentes trajetos que tomamos em nossas vidas. Os poucos (bote poucos nisso... infelizmente) com quem falo até hoje dizem que será marcada uma reunião dos ex-alunos da 8ª série de 1999. Até hoje esse encontro só fica na promessa... vamos ver se ele acontece mesmo em 2007.
Acho que volto ainda amanhã ou até hoje mesmo pra falar de FÚRIA ASSASSINA (Rage, 1996) e TENSÃO TOTAL (Recoil, 1997), os dois filmes que revi do Gary Daniels. Abraços a todos.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Stelvio Massi e Umberto Lenzi em dois "polizieschi"

DESTRUCTION FORCE (aka La Banda del Trucido / Dirty Gang, 1977) foi a minha iniciação ao cinema policial de Stelvio Massi, que é tido como um dos grandes realizadores deste subgênero que tomou aos poucos a popularidade conquistada pelos "gialli" e faroestes. Como dá para perceber no poster acima, os astros do filme são Luc Merenda e Tomas Milian. Esses dois atores fizeram tantos filmes nesta prolífica fase do cinema italiano que não consegui pensar em "poliziesco" sem a imagem de um deles vir à mente depois de ter pesquisado um pouco sobre o estilo. Se bem que MISTER SCARFACE foi a primeira VHS que eu comprei com o dinheiro da minha mesada quando eu tinha uns 12 anos de idade!! Pirei com o filme na época, só que essa é uma outra história que irei contar depois por aqui.
A cópia que eu consegui foi extraída da VHS brasileira cuja imagem está escurecida e até embaçada com legendas em branco. Vai ver ela foi telecinada diretamente da cópia em película num equipamento de terceira geração. Há ainda umas cenas que não ficaram bem coesas, o que me faz acreditar que cortes foram feitos na fita. Mesmo assim, deu pra me divertir bem com o filme que é até esquecível e não apresenta nenhuma novidade, mas os menos de 90 minutos da sua duração passam ligeirinho. Merenda encarna um policial claramente inspirado pelo Dirty Harry de Clint Eastwood. Frio e de poucas palavras, ele age bem mais do que pensa. A trama rotineira é recheada por tiros, explosões, perseguições e um show particular de Tomas Milian como o desajeitado Trash (sim, o cara se chama Lixo hehe). O filme já merece uma conferida pela hilariedade de algumas cenas protagonizadas pelo sujeito. Não tem como ficar sem rir de um cara cozinhando e resmungando da vida ao mesmo tempo para o pobre do filho dele que ainda é um bebê. No geral, trata-se de um passatempo inofensivo com as suas qualidades e uma trilha troncha daquelas que só mesmo os compositores setentistas sabiam fazer. Estou também com o elogiado MARK THE COP do mesmo diretor na prateleira me esperando para assistir. Ele deve ser ainda melhor e mais divertido.
Curiosidade: O título nacional do filme é A GANGUE SUJA DO SEXO!! Ah que saudade dos velhos tempos...

Acabei revendo GANG WAR IN MILAN (Milano Rovente, 1973) nessas férias de janeiro. O primeiro "poliziesco" de Umberto Lenzi pode não ser nenhuma obra-prima, mas é uma produção essencial para qualquer pessoa interessada no subgênero. No filme, Salvatore Cangemi (Antonio Sabato) é um grande cafetão de Milan que recebe uma forçada proposta do traficante francês Roger Daverty (Phillipe Leroy, presença confirmada em LA TERZA MADRE, o novo filme do Dario Argento) de revender drogas através das suas prostitutas. Como Salvatore está pouco se lixando para a proposta de Roger e ambos vivem tentando ferrar o outro, inicia-se uma guerra entre as duas gangues em Milão conforme o próprio título anuncia.
Uma das melhores coisas deste filme do Lenzi é o próprio protagonista. Simplesmente, Salvatore Cangemi é um dos personagens cinematográficos mais FDP que tive o (des)prazer de conhecer. O cara é impiedoso, violento, impulsivo, fica puto do nada, vive batendo nas suas prostitutas e ainda não suporta ver alguém falando inglês na frente dele. Quando vi GANG WAR IN MILAN pela primeira vez, pensei ser impossível simpatizar com um personagem assim. Já na revisão, passei a achá-lo mais humano, uma espécie de pré-Tony Montana e reparei melhor nas pequenas cenas em que ele visita a mãe no asilo. Há vários clichês vistos no filme que seriam usados muitas vezes depois em outros filmes de gangsters como a tradicional seqüência onde tem alguém sendo morto a mando do grupo e os membros da organização estão cantando, rindo e se divertindo. A veia "exploitation" do Lenzi se faz presente aqui em diversos momentos, pena que o maior ponto fraco do filme seja a sua própria direção. Tem momentos em que o excesso de "closes" enche a paciência, principalmente quando Salvatore está no seu escritório conversando com os outros membros da gangue. A trilha sonora também repete e muito a música-tema. Ainda bem que temos a beleza de Marisa Mell (de PERIGO: DIABOLIK) para dar uma compensadinha nas falhas e limpar a nossa vista de um bando de macho bigodudo e alguns dragões que "interpretam" as prostitutas. Enfim, o filme tem Sabato, Leroy, Mell, muitos tiros, mortes diversas, peitinhos de fora e um infeliz sendo torturado por choques no saco!! Tudo de bom, né? :)
Agradecimentos a Octavius e Herax, dois seres fanáticos por "poliziesco" que continuam instigando outros fãs de cinema a conhecerem o estilo.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
La Cabina (1972, ESP)
Assistam a esse maravilhoso e inesquecível curta-metragem de Antonio Mercero. Acabei de ver e já digo que o dia de meu aniversário começou de maneira espetacular. São 35 minutos aproximados do seu tempo muitíssimo bem aplicados, eu só dou 10 pro filme porque não existe nota 11 e nem 12. Já estou esperando os comentários de vocês! :)
Agradecimentos a Harlem Pinheiro, que foi quem me fez descobrir o filme.
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