domingo, novembro 19, 2006

PIQUENIQUE NA MONTANHA MISTERIOSA (PICNIC AT HANGING ROCK, 1975, AUS)


Hipnotizante. Memorável. Pertubardor. Esses três adjetivos se encaixam como uma luva em PIQUENIQUE NA MONTANHA MISTERIOSA, um filme que fez a crítica e o público internacional olhar para o cinema australiano com mais atenção. Fazem poucas horas que o assisti e continuo hipnotizado por aquelas belas imagens dos personagens na montanha acompanhadas pela trilha sonora inesquecível cujo tema principal é executado pelo Zamfir.

O filme trata de um misterioso acontecimento ocorrido na Austrália em 1900 durante um piqueninque organizado por um colégio interno de garotas quando quatro delas decidem conhecer uma montanha. Três não retornam conforme combinado e a restante volta gritando. A coordenadora do passeio também desaparece sem deixar vestígios. A partir daí, o espectador se sentirá um verdadeiro "voyeur" ao observar o desenrolar dos acontecimentos posteriores até a derradeira conclusão, graças ao talento de Peter Weir revelado ao mundo neste seu segundo longa-metragem. Talvez eu faça um comentário mais longo a respeito dele futuramente, mas agora não pretendo falar muita coisa para não entregar algum "spoiler" sem intenção. Se você é daquele tipo de espectador impaciente com narrativas mais densas ou estiver esperando um filme de suspense com doses cavalares de tensão, passe longe deste aqui. O filme é uma bela experiência cinematográfica construída a partir do fato real acima descrito e ponto final.

O DVD nacional está satisfatório. Ele é um disco promocional vendido nas Americanas e Carrefours da vida por 10 reais que tem também VALMONT de Milos Forman. Verdadeira pechincha para colecionadores. O filme em questão foi extraído da versão do diretor da Criterion Collection, só que com som stereo 2.0 (ao invés de 5.1 na versão original) e a imagem revela perdas de qualidade sofridas pela compressão em alguns momentos.

terça-feira, novembro 14, 2006

quarta-feira, novembro 08, 2006

REVOLVER - CENA DO RESTAURANTE

REVOLVER (Idem, 2005)


"O inimigo se esconderá no último lugar em que você o procuraria."

Julius Caesar


É com essa bela citação que o tão criticado novo filme do Guy Ritchie começa. A maioria esmagadora do público e crítica o detonaram sem piedade, mas acredito que o único motivo dessa má recepção tenha sido o fato de praticamente ninguém esperar algo tão fora do lugar-comum vindo do cara que nos brindou com os divertidíssimos JOGOS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES e SNATCH. E outra, o grande público cada vez mais tem ficado com preguiça de pensar. Tudo graças à TV e aos exemplares de cinema "fast-food" jogados toda semana nos multiplexes. Os anteriores de Ritchie, embora despretensiosos e feitos unicamente para diversão, não fazem parte dessa leva.

O filme é um passo adiante na carreira do realizador britânico. Ritchie realizou um longa ousado, diferente e complexo. Tanto que, ao contrário dos seus outros filmes, ele só tende a crescer depois de uma revisão. Produzido por Luc Besson, REVOLVER acompanha o golpista Jake Green (Jason Statham, em seu melhor desempenho) após a sua saída da cadeia, onde passou sete anos de reclusão por causa de um incidente acontecido quando jogava cartas para Macha (Ray Liotta, demais!), líder da jogatina na cidade e chefe do crime. Três anos depois, o protagonista e seu grupo vai ao cassino do poderoso gangster com a intenção de arrancar uma boa quantidade de grana dele. E conseguem levar milhões da mesa de jogos...

Prefiro não entrar em maiores detalhes sobre o que acontece a seguir, mas Jake acaba envolvido com uma dupla misteriosa. Zach (Vincent Pastore, da série FAMÍLIA SOPRANO e OS BONS COMPANHEIROS) e Avi (André Benjamin, do grupo musical Outkast, que não deixa a desejar no seu papel) o comunicam de que ele apenas tem três dias de vida e que só irão ajudá-lo a acabar com Macha se todo o seu dinheiro lhes for repassado. Jake não leva aquilo a sério e começa a visitar vários médicos que confirmam aquilo que foi dito pelos dois sujeitos nada amigáveis. Acuado, o golpista deverá tomar uma decisão.

Devo estar procurando pêlo em casca de ovo, pois penso que REVOLVER possa ser considerado uma obra de arte. Nunca imaginava a quantidade de momentos que ficariam grudados na minha cabeça dias depois de tê-lo assistido. Dentre eles, há a queda nos degraus de uma pequena escada ao som da clássica "Lacrimosa" composta por Mozart (que por sinal toca na genial e brilhante montagem final de VÁ E VEJA, filme que batizou este blog), a situação desesperadora pela qual um dos personagens passa debaixo da mesa de um restaurante (PQP, que agonia!!) e tudo que é passado por Jake e Macha quando o primeiro invade a privacidade do sono do último. As atuações de Statham e Liotta estão impagáveis nessa cena, principalmente Liotta. Já Mark Strong se destaca entre os coadjuvantes, seria difícil até de dar mais atenção aos próprios protagonistas caso o seu Sorter - um respeitado assassino profissional - tivesse um tempo maior em cena. Mas pode-se dizer que Strong acabou sendo presenteado pelo roteiro de Ritchie (cujos diálogos continuam divertidos e afiados) por participar em algumas das melhores seqüências do filme.

Finalizando, recomendo REVOLVER já sabendo que se trata de uma recomendação difícil de ser feita pela reviravolta geral que ocorre na sua estrutura quando o filme chega perto do final. A minha surpresa maior foi ver Guy Ritchie se utilizar desta vez do seu estilo narrativo, personagens tronchos e de uma traminha aparentemente simples de jogos e trapaças para transmitir algo além de diversão ao espectador. Valeu a pena.

terça-feira, novembro 07, 2006

É sexta-feira...


Não consigo mais evitar tamanha ansiedade e saibam que estou contando os dias pra chegar logo o final de semana! Também não é para menos, Martin Scorsese finalmente deixou qualquer outro tipo de história de lado e voltou a mostrar interesse no cinema policial, que é o gênero onde ele se dá melhor. OS INFILTRADOS deve ser um programa, no mínimo, imperdível para qualquer cinéfilo que se preze.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Uma Homenagem



Se Charles Bronson estivesse vivo hoje, completaria 85 anos de idade. Marcelo Nova (se não me engano...) disse: "Quando Charles Bronson morreu, o mundo ficou mais gay". Preciso dizer que assino embaixo?

segunda-feira, outubro 30, 2006

Weird Al - Smells Like Nirvana



Tá difícil de arranjar mais tempo para escrever melhor sobre alguns filmes que curti muito ter visto nessas duas últimas semanas deste mês de outubro. Também aconteceram algumas coisinhas nada legais comigo (problemas pessoais, assalto à mão armada...) que deixam qualquer pessoa um tanto chateada por dentro e sem muita vontade de fazer algo além de tentar se distrair ao máximo. No meu caso, cinema, música e literatura se tornam santos remédios, principalmente o primeiro hehe. Só nesse final de semana, vi 5 filmes: REVOLVER (o novo de Guy Ritchie), OS FUGITIVOS, DESTRUCTION FORCE, MATADORES DE VELHINHA e ILS. Os que mais gostei foram o primeiro, o terceiro e o último.

Espero que essa semana dê uma desafogada de ritmo e seja melhor. É trampo de manhã à noite, faculdade, trabalhos para entregar a professores... aí o blog fica sendo prejudicado de atualizações mais constantes. O pouco tempo livre que tenho na Internet durante a semana acaba sendo dedicado na resposta de e-mails e scraps via orkut.

Só para não deixar os visitantes que acessam aqui todo dia sem diversão, posto essa hilária e clássica paródia do clipe de Smells Like Teen Spirit do Nirvana feita pelo genial Weird Al Yankovic. Abraços a todos.

quarta-feira, outubro 25, 2006

PARTE 1: ENTREVISTA TERENCE HILL E BUD SPENCER



Aqui fica essa homenagem a dois atores que fizeram e continuam fazendo parte da infância de várias gerações.

Agradecimentos a Marcelo Andreazza pelos links.

PARTE 2: ENTREVISTA TERENCE HILL E BUD SPENCER

sexta-feira, outubro 20, 2006

DVD'S de Terror e Suspense


ESCURIDÃO (The Dark, 2005) - Esse filme dividiu opiniões quando foi lançado nos cinemas em meados de janeiro / fevereiro deste ano. ESCURIDÃO é dirigido pelo John Fawcett do elogiado POSSUÍDA. A produção tem o País de Gales como cenário (o que ajudou na atmosfera) e Maria Bello e Sean Bean como protagonistas. A falta de originalidade não o ajuda muito, pois ele dá uma chupinhada legal no cinema de terror asiático. Até nos remakes, tem uma cena de suicídio que apresenta um enquadramento praticamente idêntico ao que aparece no vídeo macabro de O CHAMADO. Eu gosto da Maria Bello, mas outro porém do filme é que nem a trama principal e nem a sua personagem me envolveram o bastante. Deve haver algo errado em qualquer história onde você não consegue se importar muito com uma mãe cuja filha desaparece subitamente. Talvez o reveja ano que vem.


CRY_WOLF - O JOGO DA MENTIRA (Cry_Wolf, 2005) - Antes de me concentrar nos lançamentos DTV (direct-to-video), falo deste terror "teen" que tinha tudo para ser muito ruim. Vamos em partes. Elenco adolescente recheado de "baby-faces", censura PG-13 nos Estados Unidos, participação de Jon Bon Jovi. Horripilante, não é? Acabei o encarando numa tentativa de matar um tempinho no último feriadão e não é que ele funciona bem como rápido passatempo? Lógico que esse filminho com uma trama até previsível não é grande coisa, mas pelo menos é assistível, diferentemente daqueles "EU SEI ONDE VOCÊ DEU UMA CAGADA NO VERÃO PASSADO" etc e etc. Uma coisa bacana é que ele custou apenas 1 milhão de dólares e fez um relativo sucesso internacional. O curta MANUAL LABOR, do mesmo diretor Jeff Wadlow, é bem legal e está disponível como extra. Pena que nem o making-off e nem o elogiado curta anterior THE TOWER OF BABBLE, com narração de Kevin Spacey, não estejam no disco nacional.


MISTÉRIO NO LAGO (Beneath Still Waters, 2005) - Esculacharam tanto, tanto, tanto esse novo trabalho do Brian Yuzna para a sua Fantastic Factory que quando acabei de assistir achei qualidades nele. O elenco é bem fraco e os seus sotaques acabam até divertidos (a maioria dos atores são espanhóis, incluindo a sumida Diana Peñalver, de FOME ANIMAL, num papel pequeno), só que o filme tem uns pequenos momentos isolados que o colocam um pouquinho acima da média dos filmecos de terror padrão que infestam as locadoras. É aquilo... tinha 90 minutos livres e esse MISTÉRIO NO LAGO que o povo esculhambava tava dando sopa na prateleira, resolvi assistir e achei razoável. Yuzna é capaz de fazer melhor (vide o ótimo SOCIETY e o divertidíssimo O DENTISTA), mas as distribuidoras ainda lançam e continuam lançando filmes bem piores do que este. Gostei de algumas mortes, como a de um dos dois garotinhos do início do filme que tem o seu crânio aberto pelas mãos do vilão canastra na sua boca.


MONSTER MAN (Idem, 2003) - Se você curte filmes de terror em geral e uma boa comédia besteirol, pegue esse daqui sem qualquer preocupação. Dirigido e roteirizado por Michael Davis, o filme é perfeito para uma descompromissada sessão de domingo à tarde e agrada bastante como passatempo. A trama de MONSTER MAN é uma mistureba de OLHOS FAMINTOS + ENCURRALADO + MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA e os seus protagonistas aquela típica dupla de marmanjos que só pensam em sexo. O filme brinca com vários clichês do gênero, mas não deixa de roubar a nossa atenção toda vez que a troncha figura do título pode aparecer com a sua caranga. A diversão está garantida e, mesmo demorando para aparecer, o gore também é bacana. Recomendado. Dos visitantes que postam aqui regularmente, acredito que Bruno C. Martino, Fernando Vasconcelos e Luiz Alexandre irão curtir muito o filme.

O mais legal é que assisti a todos em companhia de membros da minha família, o último foi com o meu irmão Anderson e o restante com o meu grande parceiro de sessões caseiras, o meu pai Osvaldão, que também viu ABISMO DO MEDO e outros filminhos leves comigo hehe.

terça-feira, outubro 17, 2006

segunda-feira, outubro 16, 2006

CIDADE VIOLENTA (Città Violenta, 1970)


Eu tinha me programado para assistir HARD CANDY e DÁLIA NEGRA neste feriadão, mas acabei surpreendido com a retirada do primeiro de cartaz logo na última quinta-feira, apenas 7 dias depois da sua estréia numa única sala de um dos multiplexes de Recife. Assisti ao novo trabalho do Brian De Palma no último sábado e uma decepção acabou sendo inevitável. Afinal, DÁLIA NEGRA foi, simplesmente, o meu primeiro De Palma numa sala de cinema. Ia comentá-lo agora se eu não tivesse assistido depois a esse belo exercício cinematográfico do Sergio Sollima com o grande Charles Bronson. Além do eterno Paul Kersey, CIDADE VIOLENTA também tem Jill Ireland, que foi o maior amor da vida de Bronson, e Telly Savalas se divertindo como um poderoso chefão do crime.

Só o início é matador. Os créditos de abertura são compostos em sua maioria por "fotos" tiradas de Jeff (Charles Bronson) enquanto passeia em companhia da sua amante Vanessa (Jill Ireland) ao som de mais outra impagável música-tema composta por Ennio Morricone, que teve marcante parceria com Sollima e define a atmosfera pessimista e densa do longa. Logo após, os dois personagens sofrem uma tensa perseguição a carro, num dos vários momentos memoráveis da produção. Depois de tudo, Jeff se vê preso e vítima de uma covarde traição. Vemos através de "flashbacks" que ele é um assassino profissional e que foi traído por Vanessa e um milionário chamado Coogan. O seu desejo de vingança aumenta a cada dia que passa e assim que sai da cadeia, ele vai atrás de informações para punir pessoalmente os traidores.

Serei direto. CIDADE VIOLENTA é daqueles filmes com tramas simplórias e até previsíveis, mas o que faz a diferença neles é como o diretor conduz o material. Só esse ano tivemos MIAMI VICE como exemplo dessa linha, onde Michael Mann nos deixa grudados na cadeira com alguns dos melhores planos e tiroteios urbanos do cinema recente. Sendo assim, CIDADE VIOLENTA é de fundamental importância na carreira de Bronson por ser um dos seus primeiros títulos onde ele encarna um vingador determinado. Outra coisa que me fez dar mais pontos ao filme é que não tem nenhuma alma bondosa e digna de pena ou simpatia nele. Como exemplo, dou o próprio protagonista que se mostra um completo FDP muitas vezes. É por isso que acabo gostando da maioria dos policiais e faroestes italianos, pois eles eram os melhores em lidar com esse tipo de personagem.

Charles Bronson foi muito bem escolhido para interpretar Jeff, um sujeito frio e de poucas palavras. Já a bela Jill Ireland não convence como uma "femme fatale" e Telly Savalas tem menos tempo em cena do que o esperado. Aliás, foi a partir da aparição do famoso intérprete de KOJAK que passei a perder interesse no filme. Uma pena, já que a primeira metade de CIDADE VIOLENTA pode ser considerada uma aula de cinema. Basta dizer que não há nenhum diálogo nos primeiros 10 minutos e que me faltam palavras para dizer o quanto a cena passada numa pista de corridas é fantástica. Sollima acabou virando um dos meus diretores prediletos graças a este e O DIA DA DESFORRA, sendo que aqui ele imprime um estilo mais seco e pesado. O silencioso final reservado a dois dos personagens dentro de um elevador também é uma coisa linda e inesperada. Coisa de quem sabe mesmo e adora fazer cinema.

De negativas, o confronto entre Bronson e Savalas decepciona e algumas cenas são mais longas do que o necessário. Mas fiquei feliz em finalmente assistir CIDADE VIOLENTA com excelente qualidade de imagem em widescreen num DVD comprado por 10 reais naqueles balaios de magazines. Apesar de não contar com os extras da edição da Anchor Bay, o DVD nacional da Spectra Nova (intitulado VIOLENT CITY) é uma aquisição válida na coleção de qualquer fã de cinema policial europeu e de Charles Bronson. O áudio no disco é mono, alternando entre o idioma inglês e italiano, pelo fato da cópia ser restaurada e integral.

PS1: O roteiro é escrito a 8 mãos!! Entre elas, Sollima e a cineasta Lina Wertmüller.

PS2: Alguém sabe se aquela aranha da cena da cadeia é real ou não? Se for mecânica, é uma das melhores que eu já vi.

sexta-feira, outubro 13, 2006

quarta-feira, outubro 11, 2006

terça-feira, outubro 03, 2006

VAMPIRE'S KISS



Uma montagem feita em homenagem ao filme VAMPIRE'S KISS, lançado aqui no Brasil como UM ESTRANHO VAMPIRO, achada no YouTube pelo amigo Fernando Vasconcelos. Tive de ir no IMDb pra checar se ele era mesmo dos anos 80, pois este é um dos filmes mais divertidos de tão tronchos que tive a chance de assistir. Nicolas Cage foi muito bem escolhido para compor o demente protagonista que acredita ter sido mordido por uma vampira (Jennifer Beals, de FLASHDANCE, hoje sumida).

O filme é uma comédia de humor negríssimo que culmina num final inacreditável. Nicolas Cage tem aqui um dos seus melhores desempenhos, onde manda ver no "over-acting" que é muito bem vindo para um personagem extremamente perturbado como aquele. Cage faz de tudo pelo seu personagem, inclusive comer uma barata viva!! VAMPIRE'S KISS merece muito ser lançado em DVD, principalmente naqueles balaios das Lojas Americanas e Carrefour hehe. Quero muito revê-lo algum dia.

PS: Se você ainda não assistiu ao filme, recomendo não ver o vídeo.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Notícias nem tão novas assim....

Resolvi postá-las aqui porque pode ter alguém que, assim como eu há pouquíssimos dias, ainda não saiba.

- Vocês se lembram que o diretor medíocre Uwe Boll (de HOUSE OF THE DEAD, ALONE IN THE DARK e BLOODRAYNE, esse último já comentado aqui) desafiou alguns dos seus críticos e até usuários do fórum do iMDB para uma luta de boxe?? As lutas seriam filmadas e utilizadas no seu novo filme POSTAL, baseado no videogame homônimo. Simplesmente, Boll acabou ganhando todas elas!!

Confiram o link que inclui um vídeo para maiores informações: http://www.aintitcool.com/node/30194

- Joan Chen e Tony Leung estarão no novo filme de Ang Lee, um drama de guerra passado em Shanghai intitulado SE JIE. O título americano da produção é LUST, CAUTION.

- E finalizando com chave de ouro, vim aqui editar esse post só para divulgar que a revista eletrônica e mensal de cinema ZINGU! já pode ser acessada desde ontem. O conteúdo de alta qualidade é garatido pelo jovem cinéfilo paulista Matheus Trunk e colaboradores do nível de Andrea Ormond, Marcelo Carrard e outros nomes notáveis do universo blogueiro. Vale e muito a pena visitá-la.

domingo, outubro 01, 2006

NAS GARRAS DO CRIME (Wild Side, 1995)


Antes de começar, devo dizer que estou comentando a edição brasileira em DVD da D+T Editora (lançada em 2003, acredito) que usa a VHS da Sunset Filmes como matriz. Portanto, o filme é apresentado com imagem em tela cheia, legendas embutidas e boa qualidade de som. É uma pena que oficialmente nós não possamos escolher entre a versão de 96 minutos - a comentada aqui - e a do diretor (feita a partir de anotações e observações de Donald Cammell pelo editor e amigo Frank Mazzola) que tem 111 minutos pelo fato desta nunca ter sido lançada no nosso país. Do jeito que está, LADO SELVAGEM - isso mesmo, eu sou chato e não vou usar aquele título chumbrega!! - é um filme com desenvolvimento e narrativa confusas que só pode ser recomendável para quem queira conhecer algo de Donald Cammell (assinando aqui com o pseudônimo Franklin Brauner), assistir a famosa cena de lesbianismo entre Anne Heche e Joan Chen (lógico!!) e pelas atuações do bom elenco, que também conta com Christopher Walken e Steven Bauer.

Infelizmente, sabe-se que Donald Cammell cometeu suicídio pouco tempo depois do lançamento deste filme. Muitos acreditam que a briga com os produtores - que demitiram Frank Mazzola (apesar do nome dele continuar nos créditos) e reeditaram tudo ao seu jeito - tenha sido o principal motivo deste lamentável fato. A Nu Image queria aproveitar a polêmica levantada pelo relacionamento amoroso entre Anne Heche e a Ellen DeGeneres na época, pois LADO SELVAGEM, segundo eles, era um tedioso "filme de arte". Apesar dessa versão não ser a ideal, penso que um pouco do que Cammell queria passar ao espectador está presente. Também nota-se que o improviso rola solto nas interpretações em algumas cenas e ele faz com que Walken entregue uma das suas falas mais memoráveis: "You know what you get for rape? Ten years in a cell! With a gorilla! With a PSYCHO gorilla!"


Gostaria muito de conhecer a versão do diretor, porque a edição oficial só não é um típico filmeco de Cine Privé por causa dos motivos já citados no primeiro parágrafo. Há ainda outra cena memorável (a primeira é a da foto acima hehe) pela sua tremenda insanidade protagonizada por Walken e Bauer. Esse último foi muito bem escalado e Bruno Buckingham é um dos tipos mais dementes da galeria de personagens esquisitos da filmografia de Christopher Walken, que deve estar ainda melhor na "director's cut".

quarta-feira, setembro 27, 2006

O DIA DA DESFORRA (La Resa dei Conti, 1966)


2006 está sendo bem positivo para mim, como fã de cinema. Apesar de não ter curtido tanto os lançamentos nos cinemas como no ano passado, eu estou vendo vários filmes bacanas que sequer tinha idéia de que seriam tão legais e outros queria conferir faz um bom tempo. TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA foi um deles e nesse último final de semana tive o grande prazer de assistir O DIA DA DESFORRA, um clássico dos faroestes italianos dirigido pelo talentosíssimo Sergio Sollima.

Preciso urgentemente ver mais filmes deste diretor. Só me lembro de ter visto FACE A FACE há exatos 7 anos atrás numa cópia em VHS dublada e com fullscreen assassino da Reserva Especial. Isso não me impediu de ficar impressionado com a grande mudança de comportamento sofrida pelo personagem do excelente Gian Maria Volonté. Ele deve mesmo ser um filmaço, como os amigos Otavio Pereira e Heraclito Maia fazem questão de afirmar. Aliás, Heraclito batizou o seu querido Blog da Desforra em homenagem a este filme que aqui comento e foi através do Otavio no Cineitalia que adquiri uma cópia dele em DVD-R.

A trama principal de O DIA DA DESFORRA tem início quando Jonathan Corbett (Lee Van Cleef), um famoso caçador de recompensas com aspirações políticas, que topa de imediato perseguir um exímio atirador de facas mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian, simplesmente maravilhoso), quando passa a saber numa típica festa da alta sociedade local patrocinada por Brockston (Walter Barnes) que o sujeito é acusado de violentar e matar uma menina de 12 anos. Cuchillo não se demonstra nada difícil de ser encontrado, só que ele sempre arranja uma maneira de fugir por causa da sua invejável esperteza, enquanto Corbett continua tentando botar as mãos nele.

Lee Van Cleef é o primeiro nome do elenco e está muito bem interpretando Corbett, um dos ótimos papéis que justificam a predileção deste ator em continuar trabalhando na Itália, mas o filme é mesmo de Tomas Milian. O cubano encarna Cuchillo com uma bela e inesquecível desenvoltura em sua atuação. Não consigo nem imaginar alguém compondo melhor esse ótimo e ambíguo personagem. O sujeito é tão carismático e palhaço que o espectador fica indeciso se torce para ele ser pego ou não, mesmo sendo acusado de um crime tão hediondo. Eu já era fã do Tomas Milian antes e agora fiquei mais ainda ao vê-lo neste que foi o papel que o consagrou.

Além de ser um programaço para qualquer fã de bangue-bangue italiano que irá reconhecer faces familiares dos filmes do período (Gerard Herter, Fernando Sancho, Nello Pazzafini, Benito Stefanelli e Lorenzo Robledo), O DIA DA DESFORRA também possui uma grande e válida crítica aos valores sociais daquela época que é feita sem prejudicar o entretenimento. Os vários momentos antológicos como a rápida estadia de Cuchillo na fazenda de uma viúva cobiçada pelos seus capangas, a "picada" da cobra e os duelos finais conseguem ficar ainda mais memoráveis por terem a marcante trilha do genial Ennio Morricone, que faz uso de "Pour Elise" composta por Beethoven num deles. Não se deve deixar de assistí-lo em widescreen, porque a condução de Sergio Sollima é bem auxiliada pela cinematografia de Carlo Carlini, que apresenta belíssimos ângulos e enquadramentos. O DIA DA DESFORRA é um ótimo filme que merece ser mais conhecido e tenho certeza de que gostarei mais dele quando o rever por causa da riqueza dos seus detalhes. Só não dou nota 10 para ele, pois preferia que a duração fosse maior hehehe.

OBS: Caso o visitante não tenha notado, mais links de blogs foram adicionados ao lado e acabei de colocar o tema completo do filme O RETORNO DE RINGO em MP3 no post do meu comentário sobre o mesmo.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Filme troncho: MEDO X (Fear X, 2003)


Esse me deixou a pensar novamente numa frase que sempre aparece quando vejo algo que não tenha me deixado satisfeito: É preciso gostar mesmo de um filme para que ele seja considerado bom?? Porque não me sinto convencido o suficiente por MEDO X para falar bem dele, mas não posso negar as suas virtudes. O filme é o primeiro longa-metragem falando em inglês do realizador dinamarquês Nicolas Wilding Refn e tem John Turturro, um dos meus atores favoritos, como protagonista.

Harry Cain (Turturro, perfeito) se torna um sujeito obcecado e perturbado depois do assassinato da sua esposa Claire, que estava grávida. O crime foi cometido por um homem desconhecido dentro do estacionamento do shopping center onde Harry trabalha como vigilante. Além dela, os disparos de revólver também vitimaram um policial que estava no lugar. Para Harry, a sua vida acabou. Ele deseja descobrir quem foi responsável pela morte da esposa de qualquer maneira, passando a virar horas assistindo as fitas de segurança - conseguidas com a ajuda dos solidários colegas de trabalho - na esperança de enxergar o rosto dele. Harry afirma não querer se vingar, mas achar a resposta para uma pergunta que está martelando na sua cabeça: Por que?

É a partir daí que o filme segue com sua trama, desenvolvida por um roteiro co-escrito pelo próprio produtor/diretor e o falecido autor de RÉQUIEM POR UM SONHO, Hubert Selby Jr. Refn (vindo dos elogiados PUSHER e BLEEDER) realizou um trabalho visualmente bonito e de difícil digestão, cujo clima estranho recebe a grata ajuda da fotografia de Larry Smith, da trilha sonora com o dedo de Brian Eno e, logicamente, pelas atuações de Turturro e James Remar. O ator do clássico THE WARRIORS apenas aparece a partir do segundo ato da trama e está muito bem num pequeno, porém importante papel.

Pelo resultado final, fica a impressão que Nicolas Refn não conseguiu fazer um bom "thriller" e quis aparecer inserindo algumas imagens surrealistas no meio de tudo numa tentativa de criar ao máximo a sensação de estarmos assistindo a algo de David Lynch. Até os misteriosos corredores do hotel onde o personagem de Turturro se hospeda aparentam ter saídos de BARTON FINK e O ILUMINADO. A originalidade, como se vê, não é um dos seus pontos fortes. A conclusão, estilo "Pootz, já acabou??", também desanima.

Embora falho e prejudicado pela pretensão do diretor, achei MEDO X incomum o suficiente para me deixar pensando nos dois personagens centrais do filme em vários momentos desde que o vi no feriadão passado. Ele é um daqueles filmes que a gente tem de deixar claro que deve ser visto por nossa própria conta e risco quando se comenta sobre ele.

TRIVIA: O fracasso comercial do filme - filmado no Canadá e feito ao custo de 7 milhões de dólares - faliu a produtora de Nicolas Refn!! Com as duas bem recebidas continuações de PUSHER, que agora é uma trilogia, Refn conseguiu pagar suas dívidas.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Dennis Hopper VS Christopher Walken



Um momento antológico da carreira dos dois atores. Além dela ser uma cena que por si só vale o dinheiro investido na locação ou compra de AMOR À QUEIMA-ROUPA (True Romance, 93), temos aqui um verdadeiro show em matéria de diálogos (cortesia de Tarantino) e atuações de Hopper e Walken. Na minha humilde opinião, ela é simplesmente fantástica e genial.

OBS: Link mais recomendado apenas para quem já viu o filme.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Hong Kong em dose dupla

Pouco depois de ter lançado o blog, divulguei dois lançamentos de filmes asiáticos: PROFISSIONAIS DO CRIME (Fulltime Killer, 2001) e O JUSTICEIRO (Divergence, 2005). Agora que já assisti a ambos, vim comentá-los rapidamente por aqui.


PROFISSIONAIS DO CRIME foi lançado com um atraso de cinco anos pela Europa Filmes. É uma pena que o disco não contenha nenhum extra, caso de vários títulos recentes da distribuidora. Pelo menos, o filme veio com imagem em widescreen e áudio original em cantonês. Eu estava muito ansioso em assistí-lo por ser uma produção tão cultuada pela maioria dos fãs do cinema de ação feito em Hong Kong. Vale dizer que com isso crei uma expectativa tão grande nele que estava achando que assistiria a um novo CONFLITOS INTERNOS hehehe.

O filme tem de tudo para ser considerado um bom exemplar do gênero, mas deve desapontar um pouco aquele espectador que espera algo mais. Como vocês devem ter percebido, esse foi o meu caso. O mais legal em PROFISSIONAIS DO CRIME é que ele é um filme de referências, feito por gente que realmente ama o cinema de ação. Resumindo, é estilo (bem) acima de substância. Acho mais válido para fãs fervorosos do estilo, que poderão ter o prazer de acompanhar a disputa entre Tok (Andy Lau) e O (Takashi Sorimachi), os dois matadores protagonistas. Tok é uma figura, o cara deve ser o primeiro assassino profissional fã de cinema/quadrinhos/videogame do cinema!!


Infelizmente, DIVERGENCE foi lançado com um título nacional que realmente dispensa maiores comentários de tão patético. Por isso, só fiz questão de o citar no início do post para o leitor se situar. O disco da Flashstar também possui imagem em widescreen e áudio em cantonês (se bem me lembro...). De extras, temos apenas o trailer e galeria de foto. DIVERGÊNCIA é um filme bem diferente na filmografia de Benny Chan. Não posso dizer, entretanto, que ele seja original, já que algumas semelhanças com o já citado CONFLITOS INTERNOS são claras. Há até uma participação especial do ótimo Eric Tsang.

Enfim, é aquele típico filme onde vemos um belo argumento sendo desenvolvido e concluído de maneira insatisfatória por ele ser complexo demais para a sua duração pequena. 2 horas ao invés de 1h40min aqui cairiam muito bem. Mesmo com essa negativa, acho que vale conferir DIVERGÊNCIA por causa dos seus personagens, principalmente o policial sofredor Yuen, interpretado pelo Aaron Kwok (foto). As poucas cenas de ação - como uma perseguição a pé - também dão uma compensada nas falhas.

No geral, ambos ficam na média e ganham aquelas famosas três estrelinhas.

PS: Olhem para isso!! Valeu, Luiz!! :D

Clique Aqui

quinta-feira, setembro 14, 2006

O RETORNO DE RINGO (Il Ritorno di Ringo, 1965)


Eu não sei porque ainda não tinha comentado sobre algum filme italiano para o blog. Acredite, só fui reparar neste pequeno (e grande) detalhe um dia desses. Quem me conhece sabe que tenho muito carinho pelas produções italianas, principalmente os faroestes, os conhecidos "giallos" - aqueles filmes da turma de luva preta que se amarra em passar a faca no pessoal (pense como serei zoado depois dessa hehe) - e os "poliziesco" , mesmo só tendo assistido a MISTER SCARFACE e GANG WAR IN MILAN. Resolvi falar sobre um bangue-bangue à italiana que não posso deixar de recomendar para qualquer fã do estilo estrelado por Giuliano Gemma (ainda usando o famoso pseudônimo Montgomery Wood) chamado O RETORNO DE RINGO. Embora o DVD nacional deste filme que foi lançado pela Ocean Pictures tenha UMA PISTOLA PARA RINGO como título, o espectador irá assistir a seqüência oficial deste faroeste de sucesso dirigida pelo mesmo Duccio Tessari. Hoje em dia, não há mais desculpas para tamanho descuido em relação a isso, basta uma rápida consulta no IMDb e tirar qualquer dúvida sobre títulos.

Infelizmente, a matriz do disco é uma VHS pra lá de antiga com imagem em fullscreen, cortando os extremos laterais do enquadramento original. Tem uma cena em que Gemma vai falar e nada de vermos a cara dele!! É nessas horas que dá uma raiva danada por não estarmos assistindo a um filme em widescreen. Pelo menos, o longa-metragem está disponível no formato digital e pode ser encontrado com uma relativa facilidade nas locadoras. Para muitos, o filme chega a até ser mais famoso do que o seu antecessor ou O DÓLAR FURADO, que foram feitos no mesmo ano de 1964 e são responsáveis pela transformação de Giuliano Gemma numa verdadeira estrela do cinema italiano. Aqui mesmo no Brasil, O DÓLAR FURADO é bem mais lembrado pelos freqüentadores das matinês nos saudosos cinemas de bairro do que DJANGO e a trilogia dos dólares de Leone.

Os créditos de abertura são notáveis e tive de ficar imaginando como aquela cena ficaria em widescreen. Deve ser uma coisa linda, no mínimo. Ao som da inesquecível música-tema de Ennio Morricone (como de costume...), eles mostram Ringo (Gemma) voltando para casa depois de combater na Guerra Civil americana. Quando ele chega na cidade, vê que tudo está sendo dominado pelos irmãos Esteban (Fernando Sancho) e Paco Fuentes (George Martin), dois bandidos mexicanos, e que sua mulher Helen (Lorella de Luca) e filha são reféns deles. Ringo deixa crescer a barba para se disfarçar como um pobre mexicano e dificultar o reconhecimento dos moradores locais. Enquanto trabalha para um floricultor (Pajarito) apelidado de Morning Glory (é sério hehe), ele planeja uma vingança e tenta rever a sua família.

A cada filme que vejo de Giuliano Gemma, mais compreendo o motivo deste ator ter se tornado um astro. Além de esbanjar carisma, ele tem uma excelente presença em cena e era um verdadeiro galã. É por isso mesmo que a maioria dos personagens que interpretou nos faroestes estão envolvidos ou irão se envolver amorosamente com uma boa moça, algo que continua arrancando suspiros das espectadoras femininas.

O filme nos remete ao famoso poema A ODISSÉIA, de Homero, pelo fato de Ringo estar vivendo a mesma situação que Odisseu viveu na sua volta ao lar depois de sobreviver a todas as duras batalhas que enfrentou. Se não bastasse ser tão legal de se ver, O RETORNO DE RINGO ainda tem uma puta cena passada na antiga casa do protagonista onde há um inesperado encontro e a música-tema de Morricone em versão instrumental vai às alturas!! Só por ela já vale a pena conhecer esta bela obra de Duccio Tessari.

quarta-feira, setembro 13, 2006

TRASH NEWS

Não poderia deixar de divulgar aos amigos e leitores do blog essa notícia pra lá de insana enviada pelo amigo Fernando Vasconcelos. O pornô brasileiro agora pode ser realmente considerado decadente.

Notícia literalmente Fucking Trash

"Depois de Alexandre Frota, Rita Cadillac e Matheus Carrieri, chegou a vez de Gretchen fazer o seu primeiro filme pornô. A cantora assinou contrato com a produtora Brasileirinhas e em novembro lança a produção La Conga Sex.

Embora o filme esteja confirmado, ainda não foram divulgadas informações oficiais
sobre as cenas que Gretchen protagoniza e qual foi o valor do contrato. La Conga Sex é aguardado como um dos maiores sucessos da produtora. Ao lado de A 1ª Vez de Rita Cadillac, o pornô deve bater recordes de vendas e locação. Além de Gretchen, comenta-se que a Brasileirinhas está de olho em Regininha Poltergeist (capa de TRIP, PLAYBOY, SEXY e 'musa' de Fausto Fawcett) para um futuro contrato com a produtora.

TRIVIA: o Brasil é o único país do mundo onde celebridades da mídia
oficial (embora do escalão pra lá de decadente e trash) fazem carreira em filme pornô
e continuam no mercado mainstream de TV. E, ao contrário dos EUA, aqui macho (!??!) também vira estrela pornô fora do mercado gay. Frota e Carrieri, veteranos de Rede Globo, SBT e G Magazine (nessa ordem eh eh eh) fizeram nome no pornô hetero brasileiro. Esse nosso Brasilzão é mesmo uma onda! eh eh eh"

domingo, setembro 10, 2006

TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA (Bring Me the Head of Alfredo Garcia, 1974)


Um poderoso fazendeiro (Emilio Fernandez, de MEU ÓDIO SERÁ A SUA HERANÇA) força a sua filha grávida a dizer o nome do pai da criança sob tortura. Furioso ao saber quem é o responsável, ele faz um anúncio na presença de vários visitantes: TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA. O protagonista Benny (Warren Oates) é um perdedor que está faturando uns trocados para se sustentar tocando piano num pequeno bar do México. Numa das muitas noitadas daquele local, ele entra em contato com dois homens misteriosos (Gig Young e Robert Webber) atrás de maiores informações sobre o paradeiro do procurado. Nosso anti-herói acaba indo ao escritório dos chefes da dupla e aceita a proposta de 10.000 dólares para partir em busca da valiosa cabeça. Junto com a namorada Elita (Isela Veiga), ex-companheira de Alfredo Garcia, já morto e enterrado, Benny enfrentará uma viagem inteiramente marcada pela violência e ganância do ser humano.

Essa é a trama deste verdadeiro clássico do cinema dos anos 70 dirigido pelo excelentíssimo senhor Sam Peckinpah. Minha nossa, que filme!! Fiquei grudado na cadeira, sem querer perder nenhuma cena e nenhum mínimo detalhe da jornada de Benny atrás da cabeça do infeliz sujeito que tem seu nome no título. Trata-se de uma obra-prima que continua (e continuará sendo) bastante influenciadora pelo seu notável clima estranho e melancólico. Enquanto o assistia, me lembrava do belíssimo OS TRÊS ENTERROS DE MELQUIADES ESTRADA diversas vezes.

Warren Oates está perfeito na pele de Benny, um pobre homem que vai perdendo a razão progressivamente durante o trajeto da viagem. Os vários momentos onde ele tenta convencer a Elita de que Alfredo Garcia não se importaria de ter o seu túmulo violado e ser decepado logo em seguida para a felicidade dela chegam a ser divertidos de tão absurdos. Oates também protagoniza as fantásticas cenas da complicada relação de Benny com a cabeça de Alfredo Garcia. Simplesmente, não há cinéfilo que as deixe de carregar para sempre na sua memória.


Eu agora me junto ao coro e digo que Peckinpah nunca foi tão Peckinpah em TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA. Além dele ter sido o único filme onde esse grande cineasta teve completo domínio da edição final, Benny pode ser visto como um dos personagens mais auto-biográficos já escritos. É conhecido que o próprio Oates se baseou em Peckinpah para compor a sua atuação, pegando até os óculos escuros do diretor emprestado. Complementando tudo, temos ainda uma trilha sonora irrepreensível de Jerry Fielding e a participação especial de Kris Kristofferson como um dos motoqueiros que aparecem para incomodar o casal de protagonistas.

Feio e bonito ao mesmo tempo, ALFREDO GARCIA acabou virando um dos meus filmes favoritos. E amei a última imagem, que mostra uma metralhadora disparando. Quando os disparos se encerram, aparece "Directed by Sam Peckinpah" abaixo do cano e no lado esquerdo da tela. Lindo... lindo... lindo...


Agradecimentos especiais a Fernando Vasconcelos e Kleber Mendonça Filho.

quarta-feira, setembro 06, 2006

segunda-feira, setembro 04, 2006

A CONTA-GOTAS

O camarada e realizador Daniel Aragão produziu um curta-metragem no final do ano passado que achei muito bacana intitulado A CONTA-GOTAS. Sua estréia oficial se deu no festival de curtas de Hamburgo em maio deste ano. Tive a oportunidade de assistí-lo pouco depois da sua conclusão numa exibição especial de curtas pernambucanos no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco feita no final de novembro de 2005.

Infelizmente, a produção foi ignorada em diversos festivais e pouca gente teve o prazer de conferir esta homenagem ao cinema exploitation dos anos 60 e 70. Portanto, estou aqui dando uma força para Daniel e deixando um link para o meu estimado visitante poder assistir A CONTA-GOTAS:

Download direto

Rápida descrição do filme pelo próprio Daniel: "Um curta-metragem com John Oates, hehe. Para todos vocês que curtem Jess Franco , Russ Meyer , George Romero , Soledad Miranda , Polanski , Euro Trash..."

Tá em casa, não é?? :)

NOTA: O post foi editado, pois o vídeo no YouTube está incompleto.

sábado, setembro 02, 2006

13 BADALADAS (Trece Campanadas, 2002)


Se a Ocean Pictures continuar lançando filmes de boa qualidade como esse, ela ganhará mais respeito da minha parte. Conhecida por fãs de faroeste italiano pelos lançamentos mensais de títulos do estilo, a Ocean agora está investindo também em produções estrangeiras recentes, sem deixar algumas bombas do quilate de ANUBIS, SWAT 2 (!!!!) e VAMPIROS ASSASSINOS de lado.

Eu peguei esta produção espanhola de 2002 apenas com a intenção de assistir a um filme bem feito e de trama interessante. Talvez por tê-lo assistido sem tanta exigência, acabei achando ele acima da média. 13 BADALADAS fala sobre Jacobo (Juan Diego Botto), um jovem escultor que retorna a Santiago de Compostela, sua cidade natal, por causa do delicado estado saúde de sua mãe. Pouco demora para ele começar a ser atormentado pelo fantasma do pai (Luis Tosar), morto violentamente há 20 anos, que o pede para continuar um trabalho devido ao seu falecimento.

É uma pena que o filme seja prejudicado por uma fragilidade do roteiro. Toda a história é acompanhada por dois pontos de vista: o de Jacobo e o de Maria, amiga de infância que passa a ter um interesse amoroso pelo rapaz. Isso faz com que qualquer um já mate de cara o questionamento principal do filme pouco tempo depois de algumas cenas intensas.

A violência física aqui é mínima e o longa-metragem acaba sendo um drama com elementos psicológicos e sobrenaturais que utiliza artifícios do cinema de suspense para chamar a atenção do espectador. E consegue, graças ao bom diretor Xavier Villaverde e atuações do elenco praticamente desconhecido pelos espectadores brasileiros. Juan Diego Botto tem apenas um bom desempenho como o protagonista, mas não devemos exigir tanto dele pelo fato do personagem não ser fácil de se interpretar. Infelizmente, há momentos que o jovem ator tende ao "overacting". Agora posso dizer sem medo de ser feliz que a ótima atuação de Luis Tosar como o pai de Jacobo é simplesmente a alma de 13 BADALADAS. Nunca tinha ouvido falar deste talentosíssimo ator antes e ainda bem que ele agora está recebendo projeção internacional na versão cinematográfica de MIAMI VICE, dirigida por Michael Mann. A música e a fotografia também são destaques do filme.

segunda-feira, agosto 28, 2006

RED LINES

Dois curtas feitos por Frazer Lee e protagonizados pelo grande Doug "Pinhead" Bradley podem ser assistidos no YouTube. Ambos receberam premiações diversas e são bem cotados pelos fãs de terror. Em todo caso, resolvi postá-los por acreditar que eles merecem divulgação.

RED LINES:



"Red Lines gave me the total creeps and the creeps is essential to horror. I mean, if you don't have the creeps you don't jump - there's nothing to be afraid of. So, I mean, it was like - my legs tightened up and the muscles in my back tightened up because I was totally in a conundrum and it blew me away. This guy's a great director, he knows how to do it guys."
(Tobe Hooper, director of Texas Chainsaw Massacre & Poltergeist)

Comentário do editor: RED LINES é mais outra prova de que a falta de um grande orçamento não acaba sendo nenhum impecilho para fazer um bom curta-metragem. Fiquei até surpreso e feliz por ver Doug Bradley numa pequena produção como esta. Feito em apenas um mês, o filme dura 6 minutos e fala sobre uma detenção escolar aparentemente comum, mas que se revela nada agradável no seu decorrer.

Kirsty Levett mostra talento como a azarada aluna, que é um papel difícil por não possuir nenhum diálogo e Doug Bradley tem presença mesmo sem a famosa maquiagem do Pinhead. O curta é muito bem filmado, editado e dirigido, portanto vale a pena conferir e indicar. Infelizmente, pela tela pequena do YouTube não dá para se envolver como alguém que está assistindo ao filme num festival, caso óbvio de Hooper. Como este famoso diretor declarou, Frazer Lee tem futuro e já estou mais ansioso por URBANE, o seu primeiro longa-metragem onde Bradley e Robert Englund darão vida aos personagens principais e a trilha sonora ficará a cargo do excelente Claudio Simonetti.

ON THE EDGE - PARTE 1

ON THE EDGE - PARTE 2

quinta-feira, agosto 24, 2006

Eu adoro a The Asylum!


Na melhor tradição dos produtores picaretas italianos dos anos 80 e americanos como Roger Corman, Andrew Stevens e Damian Lee, eis que chega a THE ASYLUM. Trata-se de uma produtora especializada em produções de baixo orçamento que sem querer querendo acabou ficando famosa. Uma das mais comentadas dela é KING OF THE ANTS (lançado como TRATAMENTO DE CHOQUE pela Casablanca), filme dirigido por Stuart Gordon com Chris McKenna, George Wendt, Daniel Baldwin e Kari Wuhrer. Tudo começou quando David Michael Latt (o cabeça da ASYLUM) resolveu fazer uma adaptação de GUERRA DOS MUNDOS em 2005, já que este famoso livro de H. G. WELLS hoje se encontra em domínio público.

Simplesmente, a THE ASYLUM faturou uma puta grana legal lançando o filme nas locadoras um dia antes de GUERRA DOS MUNDOS de Steven Spielberg entrar em cartaz nos cinemas. Acredite se quiser, mas muita gente prefere este filme B do que a milionária produção de Spielberg. Eu provavelmente farei parte deste grupo quando o assistir e consegui uma cópia de PIRATES OF TREASURE ISLAND com o grande Lance Henriksen como Long John Silver. Deve ser uma maravilha, tem até inseto gigante na abertura!! Nem SERPENTES A BORDO (Snakes on a Plane) escapou, a turma da ASYLUM lançou SNAKES ON A TRAIN nas locadoras americanas três dias antes do esperado blockbuster classe B ir para as telonas.

Fiquem com os links para conferir o site oficial e ler uma matéria publicada pelo New York Post sobre os "mockbusters", onde a THE ASYLUM tem destaque. Pelo que sei, apenas BLOODY BILL, DETOUR, KING OF THE ANTS, KING OF THE LOST WORLD (que recebeu o título de KING - O REI DA SELVA da distribuidora California) são os únicos filmes da produtora lançados no Brasil.

Site oficial

Matéria "mockbusters" do NY Post

Agradecimentos ao camarada Eduardo Buss pela montagem das capinhas.

terça-feira, agosto 22, 2006

Samuel L. Jackson: O Sr. das Serpentes


Que beleza de posters, não?

Além de estrelar o aguardado SERPENTES A BORDO (Snakes on a Plane), filme B assumido de grande orçamento, Samuel L. Jackson também é protagonista de BLACK SNAKE MOAN, novo filme de Craig Brewer, diretor de RITMO DE UM SONHO (Hustle and Flow). A história se concentra numa ninfomaníaca branca, de passado conturbado, que tenta curar a sua "doença" com a ajuda de um bluesman negro mais experiente. Christina Ricci (Igual a tudo na vida), loirinha e magrinha, faz o par com Samuel L. Jackson (Star Wars).

John Singleton (Os donos da rua, Shaft 2000), famoso por dirigir filmes com temática racial, produz o longa ao lado de Stephanie Allain. Há algum tempo, a co-produtora comentou ao BlackFilm.com: "Onde Ritmo de um sonho é realmente sobre a noção de ter coragem de criar, Black Snake Moan é sobre ter a coragem de se relacionar com alguém".

O filme estréia nos EUA em 16 de fevereiro de 2007.

Fonte: www.omelete.com.br

Já que falei de SERPENTES A BORDO, confiram abaixo um divertido poster feito por um fã. Clique na imagem para aumentar a resolução dela no seu monitor.


Comentário de Ary Monteiro Jr. sobre o filme no orkut: "Porra o filme foi um fracasso de bilheteria mas quem assitiu disse que foi a melhor experiência cinematográfica do ano com platéias cheias de empolgação fazendo uma zona enorme no filme, jogando cobras de borracha na tela, batendo palmas de pé, gritando nas cenas de terror (dizem que o gore é bacana) e repetindo a fala "I had it with this motherfucking snakes in this motherfucking plane!" É o novo Rocky Horror."

domingo, agosto 13, 2006

MAIS CINEMA ASIÁTICO EM DVD














O meu amigo Titara Barros me recomendou dois filmes lançados pela obscura Oregon Films em seu comentário no último post. Resolvi destacá-los por acreditar que eles são merecedores de mais divulgação. Quando ele respondeu meu scrap no Orkut, soube que um deles era um filme sobre a Yakuza dirigido pelo Takashi Miike (de AUDITION e ICHI THE KILLER) intitulado CENA MAFIOSA, cuja segunda parte foi lançada pela mesma distribuidora. Estou ansioso para ver!! Sinopses de divulgação abaixo:

Cena Mafiosa (Family): As entranhas da Yakuza, a máfia japonesa, estão expostas em carne viva neste sangrento thriller dirigido por Takashi Miike. Muita ação, intriga, belas mulheres e tráfico de entorpecentes transformam Cena Mafiosa num épico sobre essa que é uma das máfias mais temíveis e inescrupulosas do planeta, da qual até Al Capone, se japonês fôsse, se orgulharia de fazer parte!

Cena Mafiosa 2 (Family – Part 2): Uma sangrenta produção policial, uma versão nipônica da saga de Dom Corleone, Cena Mafiosa 2 retoma a história do primeiro filme, para revelar a identidade do assassino de um poderoso da máfia, o chefe Mitsumikai. Mas como nem tudo é o que parece, outro mafioso, Hideshi, inicia uma investigação pessoal que pode revelar intrigas que o próprio Al Capone tremeria na base.














O outro filme é VENCER PARA VIVER que também teve sua continuação dirigida pelo diretor Takeshi Miyasaka e lançada pela Oregon Films. Não achei nada sobre os dois no iMDB. Sinopses de divulgação abaixo:

Vencer para Viver (Yanagawa Gumi): Um sujeito ensangüentado da cabeça aos pés está numa praia, aos prantos, quando diz para si mesmo:"esta é a última vez que choro". É assim, jogando o espectador já de cara no clima sombrio que persistirá por toda a trama, a abertura de Vencer para Viver, filme de inspiração tarantinesca dirigido por Takeshi Miyasaka. Narrado em flahback, o filme refaz a trajetória de Jiro Yanagawa, um coreano que se tornou um ás da cena mafiosa japonesa dos anos 50. Mexido em seus brios, Yanagawa se nega a retornar à terra-natal, mesmo depois de dar e tomar muita porrada da polícia. A motivação do bandido: vencer para viver.

Vencer para Viver 2 (Yanagawa Gumi 2): Poucas coisas nesta vida inquietam mais um homem do que seu orgulho ferido. E em se tratando do homem japonês, conhecido por cumprir com rigor seus códigos de ética, traições não são perdoáveis, e a vingança, ainda que demore, vai acontecer. Pois é de acerto de contas que trata esse thriller japonês, que volta a trazer a figura mística de Jiro Yanagawa, lutador coreano que fez fama no Japão, é chegada a hora de um sanguinário revival entre tropas inimigas. O filme é baseado numa história real.

"São dois filmes do caralho!!"

- Titara Barros

quinta-feira, agosto 10, 2006

NOITE E NEBLINA em DVD

Sei que fui um pouco atrasado mais uma vez, mas não poderia deixar de linkar aqui a ótima matéria de autoria do meu amigo Luiz Joaquim sobre o lançamento do DVD de NOITE E NEBLINA. O famoso e impactante curta-metragem de Alain Resnais recebeu um belíssimo tratamento da distribuidora recifense Aurora DVD. Esse pessoal me deixa com cada vez mais orgulho de ser pernambucano.

Clique aqui para ler a matéria

Confira a ficha do filme no site da AURORA DVD

Um belo motivo para assistir novas bagaceiras cinematográficas...


Mircea Monroe

Clique na imagem desta futura Scream Queen para conferir mais dos seus atributos artísticos (hehe) no BoizeBlog, do companheiro Eduardo Buss.

domingo, agosto 06, 2006

Erotikill e Van Damme

Não sei se algum leitor do blog desconhece que colaboro para um querido site de cinema intitulado Erotikill. Ele foi batizado em homenagem a FEMALE VAMPIRE, um dos clássicos do Jess Franco que também é conhecido como EROTIKILL, onde uma vampira interpretada pela sua esposa Lina Romay suga outra coisa ao invés de pescoços. Deu para entender, não é? hehehe.

O site teve atualização no último dia 01, com três resenhas de minha autoria. Tirando o despretensioso BLAST!, uma das produções mais recentes de Anthony Hickox, os outros podem ser considerados muito especiais. Eles são OS 4 DO APOCALIPSE e TEMPO DE MASSACRE, nada mais nada menos do que dois faroestes italianos dirigidos pelo mestre Lucio Fulci. O link do site pode ser visto no lado direito da tela do seu navegador.

BLAST!

TEMPO DE MASSACRE

OS 4 DO APOCALIPSE

Achei este vídeo tronxo no You Tube mostrando a primeira aparição cinematográfica de Jean-Claude Van Damme. É um trecho do filme MONACO FOREVER, onde o futuro astro das artes marciais interpreta um lutador de karatê gay. Só vendo para crer...

CINEMA CLASSE B RECENTE

Como muitos devem saber, curto uma boa tralha sempre que possível para "aliviar" um pouco o cérebro dos filmes autorais e "cabeça" que ando assistindo. Sinceramente, não consigo passar um mês sem ver uma divertida bagaceira com o propósito de relaxar e dar umas risadinhas. Vários exemplares do cinema B e Trash funcionam melhor do que muita comédia para mim. Devido a esse meu assumido mal gosto, me decepciono várias vezes com alguns e com outros me vejo sorrindo como um garotinho que acabou de ganhar um doce. Neste post, farei uma rápida revisada em alguns títulos assistidos recentemente.

PTERODACTYL - A AMEAÇA JURÁSSICA (Pterodactyl, 2005): Esse daqui é dirigido pelo casca grossa Mark L. Lester, que nos seus melhores dias realizou os crássicos COMANDO PARA MATAR e OS DONOS DO AMANHÃ e os praticamente desconhecidos JUSTIÇA EXTREMA e SÁDICA PERSEGUIÇÃO estrelados por Scott Glenn. Produzido em associação com o canal televisivo americano SCI-FI, fato que garante estréia na programação, o filme é uma violenta e eficiente diversão B. Quando pegamos a capinha do DVD e lemos a trama pra lá de besta do longa, estranhamos um pouco a censura 18 anos.


A sangreira rola mesmo solta, com decepações e mutilações diversas. O filme pode ser resumido em Coolio (que parece disputar o posto de rapper metido a ator mais tosco do cinema B americano com Ice-T, veja montagem acima) fazendo cara de mau e o restante do elenco lutando para sobreviver dos ataques de um bando de pterodátilos de CGI. O roteiro é muito simplório, cheio de personagens estereotipados, daqueles que todos nós já sabemos quem ou não irá morrer. Ainda temos de aturar um climinha de romance entre um casal aguadinho que só. Vale mais para os afeitos e ver (como foi meu caso hehe) tomando uma biritinha e comendo pipoca. Bobo, direto e divertido, como qualquer filmeco B de criaturas deve ser. Fã de terror e ficção, preste atenção nos sobrenomes dos personagens, que prestam uma homenagem a famosos e influentes autores literários.

Link para a resenha no Erotikill do meu amigo Carlos Afonso: Clique Aqui


CIDADE DO CRIME (Water's Edge, 2003): Tá aí um filme daqueles que enquanto a gente assiste, já pensamos no SuperCine da Rede Globo. Confesso que só peguei ele por causa da gatinha Emmanuelle Vaugier. É mais uma daquelas historinhas de gente da capital que chega numa cidade aparentemente pacata do interior e se mete em encrenca. Nem Vaugier e Daniel Baldwin, que mesmo quando detona na canastrice sai perdendo para o irmão Stephen, ajudam o bastante. Se tivesse apenas um elenco melhor e um pouco mais de empenho na direção, estaria acima da média. Como isso não acontece, resta apenas um filme razoável e sem maiores atrativos.


ARMADILHA DE FOGO (Firefight, 2003): Falando nos Baldwin, acabei dando uma chance a este filme produzido pelo meu querido Roger Corman onde Stephen Baldwin tira onda de bandido. É um daqueles "direct-to-video" padrão que usam imagens de incêndios reais (e de outros filmes, com certeza) para economizar no orçamento. Ele fala sobre um bombeiro que arquiteta um assalto a um carro-forte pensando em pagar as contas do seu pequeno restaurante que está quase falindo. O plano é utilizar um incêndio controlado na floresta local enquanto eles entram em ação. Tudo corre muito bem até que uma gatinha integrante no esquema conta tudo, por livre e espontânea pressão, para o agressivo namorado. O mala, portanto, chama seus coleguinhas para roubar todo o dinheiro do grupo. Se isso não fosse o bastante, o fogo escapa do controle e ocasiona um furioso incêndio que toma conta da floresta durante o desenrolar do roubo. ARMADILHA DE FOGO é daqueles filmes que assistimos quando não temos absolutamente nada melhor para fazer. Embora previsível, passa o tempo numa boa e Stephen Baldwin solta a franga em uma de suas piores atuações. Acredito que nem naquele SNAKEMAN ele esteja tão ruim. O elenco conta com Steve Bacic e Nick Mancuso como protagonistas.


ÁGUIA 1 - O RESGATE: Outra produção do Roger Corman. Com Mark Dacascos, Theresa Randle e participação especial de Rutger Hauer, o longa-metragem vale mais pelos aspectos técnicos do que pelo seu conteúdo. Como alguns devem saber, os filmes de Corman possuem orçamentos bem limitados e este daqui - numa decisão muito acertada - foi inteiramente filmado em câmeras HD. Ele tinha tudo para ser bom, porém acaba sendo um medíocre filme de guerra. As duas piores coisas para qualquer exemplar do gênero são a falta de realismo e cenas de batalha que deixam o espectador entediado. ÁGUIA 1 - O RESGATE tem os dois. Para piorar, o filme evita violência gráfica e Hauer e Randle não convencem como militares. Enquanto o veterano fala com os outros atores como se estivesse na cozinha de sua casa, a bonita atriz negra de GAROTA 6 parece estar desconfortável quando empunha uma arma. Já Mark Dacascos é esforçado e tem o melhor desempenho.

terça-feira, agosto 01, 2006

VIAGEM MALDITA (The Hills Have Eyes, 2006)



Eu tinha escrito um comentário bem humorado no excelente blog de Marcelo Carrard chamado Mondo Paura (ver links ao lado...), que estava me sentindo um excluído da saudável "sociedade" dos vários - e verdadeiros - fãs do bom e velho cinema de terror por ainda não ter visto VIAGEM MALDITA. Agora posso dizer que não me sinto mais, pois assisti esse belíssimo exemplo de refilmagem feita com carinho e respeito pelo filme original no último domingo. Como muitos devem saber, o longa-metragem é a nova versão de QUADRILHA DE SÁDICOS, um dos filmes mais cultuados de Wes Craven. A trama em si não tem maiores novidades, onde uma família segue viagem de férias em comemoração pelas bodas de prata do patriarca e da matriarca desta. Eles inventam de pegar um atalho recomendado pelo suspeito dono de um posto de gasolina, caem numa armadilha e durante a noite, são brutalmente atacados por um clã de canibais sádicos e deformados.

Tinha várias coisas para postar na frente, mas resolvi aproveitar o tempo e escrever um pouco sobre esta produção que merece destaque. O filme é mesmo bem acima da média e extremamente bem dirigido por um jovem chamado Alexandre Aja. Vindo do merecido sucesso de ALTA TENSÃO, um belo e violento suspense já disponível nas locadoras brasileiras, Aja mostra todo o seu talento na condução de uma história até batida. As únicas falhas de VIAGEM MALDITA são o mal aproveitamento de uma figuraça como Billy Drago e o roteiro que não conseguiu driblar alguns dos clichês mais convencionais do gênero. Nem vale a pena citá-los aqui, pois não pretendo alongar o texto. Concluindo, se você está a fim de ver um filme de terror bom de verdade e sem frescuras, assista a VIAGEM MALDITA. Com boas atuações (requisito fundamental para uma produção do estilo ser bem sucedida, uma excelente direção de fotografia de Maxime Alexandre (anotem esse nome...) e uma trilha sonora inspiradíssima de tomandandy (apreciado por mim desde que assisti a PARCEIROS DO CRIME e UM HOMEM SEM DESTINO, ambos de Roger Avary), ele vale todo o preço do ingresso. Se eu achei a versão censurada - que está sendo exibida nos cinemas - uma pauleira, imagina a desgraceira que vem na sem cortes...

quinta-feira, julho 27, 2006

CINEMA POLICIAL "MADE IN CHINA" NAS LOCADORAS

Com a grande demanda do mercado doméstico de DVD, algumas distribuidoras nacionais passaram a lançar várias produções vindas da Ásia e da Europa. Isso por um lado é algo bem positivo, pois vez ou outra, somos surpreendidos por belas surpresas. O porém é que muitas chegam com um atraso de 3, 4 anos e quando vamos ver algumas, são obras cinematográficas exemplares e que mereciam uma chance nos nossos cinemas. O estopim de tudo foi o início da onda dos remakes dos filmes de terror asiáticos, quando RINGU, a versão original de O CHAMADO, foi lançada em DVD enquanto a produção americana faturava alto nas bilheterias.



No mês passado, a Europa Filmes lançou o elogiado FULLTIME KILLER (2001) de Johnnie To - dos cultuados THE MISSION (1999) e ELECTION (2005), ainda sem previsão de estréia - com o título de PROFISSIONAIS DO CRIME. Estou bem ansioso para conferí-lo, afinal, gosto muito do cinema policial de Hong Kong desde que conheci os filmes de John Woo e Ringo Lam feitos nos anos 80.
Segundo a capinha, o disco não possui extras (algo que antes a Europa Filmes presava, basta lembrar do disco de DRÁCULA 2 - A ASCENSÃO onde até os comentários em áudio do diretor Patrick Loussier estão devidamente legendados em português), tem som original em cantonês e imagem em widescreen anamórfico.

Sinopse: Tok e O são dois matadores profissionais frios e calculistas com diferentes ideais e estilos.Um deles é obcecado por uma garota e fará de tudo para tê-la ao seu lado.O outro quer apenas o título de "Matador n°1". Tok e O se encontram num duelo onde apenas um sairá com vida.



DIVERGENCE (2005), dirigido por Benny Chan, o mesmo de A HORA DO ACERTO (New Police Story, 2004) com Jackie Chan, foi lançado como O JUSTICEIRO (que falta de criatividade...) há poucas semanas pela Flashstar Home Vídeo. Possuindo uma trama intrigante e elenco bacana, o filme tem toda a cara de ser bem recomendável.

Sinopse: A produção trata da história de três homens que, por ironia do destino, se cruzam e se vêem diante de um impasse em certo momento. Um é policial e não consegue superar o desaparecimento da namorada há cerca de 10 anos. Outro é um advogado renomado que está representando um líder do crime que está sendo processado por lavagem de dinheiro ao mesmo tempo em que tem o filho seqüestrado. O terceiro é um assassino implacável e misterioso que rompe um antigo código depois de se intrometer em um trabalho que já estava encerrado, e agora corre perigo.



Lançados no ano passado, CONFLITOS INTERNOS e BREAKING NEWS também são destaque. Distribuído pela LK-TEL, o último também foi dirigido por Johnnie To e o material extra - que sequer é mencionado na capinha - não está legendado. Segue abaixo um comentário feito pela minha pessoa para o Kinemail, site do camarada e cinéfilo recifense Fernando Vasconcelos:

"Produção chinesa recente nas locadoras nacionais. Dirigido por Johnnie To, o filme fala sobre a tentativa da polícia de Hong Kong recuperar a sua reputação perante a mídia depois da humilhação sofrida durante o ataque a uma quadrilha. A cena, que contém até um policial implorando pela sua vida aos bandidos, foi devidamente registrada por câmeras de TV, fotógrafos e jornalistas. A força policial acha o enconderijo dos criminosos e equipa os oficiais com micro-câmeras para filmar a investida até o seu final.

To, atuante desde os anos 80, é um dos realizadores mais cultuados e festejados do moderno cinema chinêsque só agora vem tendo seus filmes lançados aqui no Brasil. O seu BREAKING NEWS divide opiniões, tem gente que gosta muito e tem gente que odeia. No meu caso, eu apenas gostei. O maior foco dele é a ação, algo que prejudica um melhor desenvolvimento da excelente premissa, e os alívios cômicos muitas vezes soam desnecessários. Porém, os 90 minutos de duração passam rápido e a abertura, que mostra em aproximamente 7 minutos 'sem cortes' a fracassada emboscada dos policiais, é um colírio para os olhos."




Já o disco da Buena Vista de CONFLITOS INTERNOS apresenta extras bacanas como um bom making-off, cenas de bastidores e final alternativo. Uma das minhas últimas resenhas publicadas no Erotikill (infelizmente, sem atualizações desde o último dia 09) foi escrita sobre este filme especial.

Link: http://www.erotikill.com.br/filmes.php?opcao=ver&id=1158

Pronto, você tem agora 4 exemplares bem interessantes do recente cinema policial chinês para escolher na sua locadora mais próxima que não devem decepcionar aos fãs e apreciadores mais ferrenhos do gênero.

segunda-feira, julho 24, 2006

Notícias sobre o esperado GRIND HOUSE...

Kurt Russell completa o elenco de Grind House

Por Marcelo Hessel
24/7/2006


Durante a feira Comic-Con de San Diego, a Dimension Films anunciou o elenco completo de Grind House, novo filme de Quentin Tarantino (Kill Bill) e Robert Rodriguez (Sin City). Repare que o nome de Mickey Rourke não consta mais da lista... O ator simplesmente não apareceu para filmar sua participação!

O filme trará dois médias-metragens juntos, cada um com 60 minutos. O primeiro, "Planet Terror", horror com zumbis, é dirigido por Rodriguez. O outro, "Death Proof", terror com psicopatas, por Tarantino. Entre os dois serão colocadores trailers falsos, criados na tradição dos filmes dos anos 1970.

O média de Rodriguez tem Freddy Rodriguez, Rose McGowan, Josh Brolin, Marley Shelton, Michael Biehn, Jeff Fahey, Michael Parks e Stacy Ferguson, mais conhecida como a Fergie do Black Eyed Peas. O nome de Naveen Andrews, o Sayid de Lost, foi o último confirmado. Já o elenco do média de Tarantino, além dos repetecos de Rose McGowan e Marley Shelton, tem Zoe Bell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Sydney Tamiia Poitier, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead e, finalmente, Kurt Russell para o lugar de Rourke. Isso sem contar a lista de coadjuvantes ilustres que vai de Danny Trejo a Tom Savini.

As filmagens ocorrem em Austin, Texas.

Grind House será lançado em 6 de abril de 2007 nos EUA.

FONTE:

www.omelete.com.br

BLOODRAYNE (2006)

Quem diria que BLOODRAYNE sairia até melhor do que muita gente pensava? Está certo que aquele alemão pirado chamado Uwe Boll continua um diretor medíocre e sem a menor criatividade, mas a produção acaba divertindo justamente pelas razões erradas, assim como HOUSE OF THE DEAD que muitos detestaram e me fez rir bastante. Ainda nem tive coragem para assistir ALONE IN THE DARK, só que, diferente de HOD, BLOODRAYNE é uma super-produção. Com elenco principal de caras conhecidas (Kristanna Loken, Michael Madsen, Matt Davis, Michelle Rodriguez e Ben Kingsley) e filmado inteiramente na Romênia, algo que por si só já garante uma atmosfera legal, o longa tem um fiapo de história que deixei logo de lado assim que a ação tomou conta do filme.

A pretensão de Uwe Boll é a verdadeira cereja do bolo. O cara pensa que está filmando um épico!! Na boa, ele devia ficar assistindo a SENHOR DOS ANÉIS direto nos intervalos de filmagem, porque quase todas as vezes que alguém senta a bunda num cavalo começam aquelas tomadas aéreas ao som de umas músicas que também querem ser de filme épico. E a hilária trilha sonora - que toca praticamente o filme todo - é um show à parte, com essas mesmas músicas (e que tem aqueles corinhos chatos de fundo he he he) sendo utilizadas desnecessariamente em várias cenas.

O negócio é mesmo desligar o cérebro e curtir a boa sanguinolência - a cargo do também alemão Olaf Ittenbach, talentoso técnico de efeitos e realizador de filmes pra lá de sanguinários como ALÉM DOS LIMITES (de 2003, lançado há pouquíssimo tempo nas locadoras pela distribuidora Visual Filmes) - as vampiras gatinhas e as pontas de luxo de Geraldine Chaplin (!!!), Udo Kier, Meat Loaf, Billy Zane (canastrão ao extremo, num personagem que entra e sai do filme sem fazer qualquer diferença) e Michael Paré. Isso mesmo, o moçinho do RUAS DE FOGO que agora se dedica a participar de coisas como A VINGANÇA DOS GÁRGULAS (do Jim Wynorski, que me deixou sorridente só pelo trailer) para pagar os cheques.

Ben Kingsley fazendo cara feia e Uwe Boll se achando um diretor sério.

BLOODRAYNE garante divertidos 90min para quem curte cinema classe B. Para melhorar tudo, as cenas de luta não convencem e o elenco pouco se importa com suas atuações. Ben Kingsley, inclusive, tem aqui o seu pior desempenho. Seu personagem é um vampiro chamado Kagan (he he he) que fica sentado o tempo inteiro reclamando e dando ordens. Não duvido nada que todas as cenas dele tenham sido filmadas em um dia. A canastrice rola solta e dá até para ver que Billy Zane se diverte enquanto contracena com Will Sanderson (que está na maioria dos filmes de Boll e aqui faz Domastir, braço-direito de Kagan) por ter descoberto a existência de algum ator pior do que ele.

Podem me chamar de doido, mas a única coisa que fez BLOODRAYNE ser um fracasso tão grande de bilheteria é o nome de Uwe Boll nos créditos de direção. Somente isso, pois Hollywood continua nos empurrando filmes bem piores guela abaixo. VELOZES E FURIOSOS 3 vem aí...

PS: Aviso aos cuecas (e moças interessadas, lógico), Kristanna Loken paga peitinho numa cena de sexo muito sem noção.

sábado, julho 22, 2006

11:14 (2003) VS CRASH (2004)

11:14 e CRASH - NO LIMITE são dois filmes bem distintos, mas que possuem algumas semelhanças entre si. Eles fazem parte da liga dos "filmes com narrativa diferente onde vários personagens se encontram e se desencontram" como SHORT CUTS, PULP FICTION, AMORES BRUTOS, MAGNÓLIA, TRAFFIC, 21 GRAMAS, SIN CITY e SYRIANA.


CRASH - NO LIMITE ficou ainda mais famoso do que merecia por ser uma das maiores (senão a maior...) zebras acontecidas na história do Oscar, pelo fato de ter recebido os prêmios de Melhor Filme (!!!), Melhor Roteiro (!!!) e Melhor Edição (!!!). Confesso que ainda fiquei um pouco chocado quando soube, pois já tinha me preparado devido aos absurdos cometidos em outras edições do evento. Pensando melhor depois de ter lido a divulgação das premiações, notei que estava tudo muito bem esquematizado, afinal, é de se estranhar a inclusão de um filme datado de 2004 numa premiação que iria acontecer em 2006. A contemplação de CRASH na festa do Oscar foi uma prova inegável do pavoroso tradicionalismo da Academia, que simplesmente deixou um filme adulto, forte e poderoso chamado MUNICH voltar para casa de mãos abanando.


Já 11:14 é outra vítima da injustiça. Apesar de possuir uma boa reputação nos festivais em que circulou e gente talentosa interpretando seus errantes personagens, esta produção de 2003 não teve chance nos cinemas norte-americanos e foi lançada diretamente em vídeo e DVD. Isso acontece normalmente com filmes ruins e de bom elenco como END GAME, só que 11:14 não é de maneira alguma um filme ruim. Trata-se de uma produção independente muito bem realizada e divertida, mostrando o que acontece a várias pessoas no horário estipulado de 11:14 da noite e como as suas ações (bem imbecis, na maioria das vezes) acabam influenciando a vida dos outros.

Lembrou de CRASH - NO LIMITE? Sim, é exatamente a mesma premissa. O filme oscarizado tem o foco na questão do preconceito (olha a pretensão aí...) e seus personagens também cometem atos que influenciam o cotidiano dos outros participantes da trama. Vamos a um pequeno e fundamental detalhe: Os personagens de 11:14 residem numa pequena cidade do interior norte-americano, enquanto os protagonistas de CRASH moram em Los Angeles!!

Muitos podem acusar 11:14 de beber na fonte de Tarantino e dos Irmãos Coen. Sim, e daí? O próprio roteirista e diretor Greg Marcks admite as suas influências. E CRASH não é nenhum exemplo de originalidade. 11:14, produto da mente de um jovem realizador de 26 anos, ainda veio 1 ano antes do longa de Paul Haggis. Temos também o pouco conhecido e delicioso CASH - EM BUSCA DO DÓLAR (quase... porém o título original é Twenty Bucks) de 1993 que acompanha a trajetória de uma nota de vinte dólares desde a sua retirada no banco pelas mãos de várias pessoas. Outro detalhe: Brendan Fraser está no elenco he he he.

Serei muito sincero. Nenhum dos dois filmes é grande coisa, mas se eu fosse recomendar algum, ficaria com 11:14 sem sequer pensar 1 milésimo de segundo. Meus motivos? Confiram abaixo:

10 COISAS A DIZER SOBRE 11:14




1 - Créditos de abertura criativos e divertidos, mostrando os membros da equipe como se fossem carros numa estrada.
2 - Já começa pegando fogo numa cena muito bem interpretada por Henry Thomas.
3 - Tem cenas imprevisíveis e insanas.
4 - Conta com um elenco escolhido pelo talento dos atores.
5 - Não se leva a sério.
6 - Foi feito apenas com o propósito de divertir e fazer pensar um pouco nas coisas que podem acontecer em cada minuto de nossas vidas.
7 - Merecia exibição nos cinemas.
8 - Passatempo bom e interessante.
9 - Final tipo: Pootz, esse é o fim?
10 - Tem 1h24min de duração.

10 COISAS A DIZER SOBRE CRASH - NO LIMITE



1 - Créditos de abertura sem nada de interessante.
2 - Já começa morno com Don Cheadle fazendo cara azeda.
3 - Tem cenas covardes e irritantes.
4 - Conta com um elenco escolhido pelos nomes famosos.
5 - Se leva muito a sério.
6 - Foi feito com a intenção de redimir as merdas que os norte-americanos fizeram e que continuam fazendo por causa dos seus inúmeros preconceitos.
7 - Merecia ser especial de TV divulgado pela Oprah Winfrey.
8 - Drama medíocre e hipócrita.
9 - Final brega e meloso.
10 - Tem 1h53 de duração.

terça-feira, julho 18, 2006

Origem


Além do seu nome proporcionar uma saudável brincadeirinha (tipo: Fulano(a), Vá e Veja meu blog he he he), este novo blog foi batizado com o título de uma das mais inesquecíveis e poderosas experiências cinematográficas que tive. Dirigido por Elem Klimov e ambientado na Bielo Rússia de 1943, VÁ E VEJA (Idi i Smotri, 1985) relata a dura jornada pela qual o jovem Florya (Alexei Kravchenko) se vê forçado a enfrentar em meio aos horrores da guerra. Além de ser cinema de primeiríssima qualidade, VÁ E VEJA é uma obra de impacto incontestável que deixa o espectador cada vez mais desolado com o que está assistindo. Assisti ao filme no dia 17 de setembro de 2005, numa lotada sessão especial do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (localizado aqui em Recife) e me lembro de tudo como se fosse ontem. Posso dizer que fiquei acomodado em uma cadeira cujo conforto revelou-se ineficaz perante as imagens exibidas, que - modéstia à parte - fui um dos primeiros a aplaudir ao término da fantástica montagem do final e que saí de uma sala de exibição onde um silêncio ensurdecedor reinava. Eu nunca tinha visto aquilo em toda a minha vida! Sem dúvidas, VÁ E VEJA é um filmaço que está na minha mira para uma futura revisão.

PS: Infelizmente, o filme ainda não foi lançado em DVD no Brasil e só está disponível numa velha e rara VHS da Globo Vídeo.

segunda-feira, julho 17, 2006

Apresentação

Quem diria? Aqui estou eu criando um blog. Foi algo que me deu na telha esses últimos dias, e quando divulguei a idéia para seis pessoas pelas quais nutro um sentimento de consideração (Felipe Macedo, Fernando Martins, Fernando Vasconcelos, Fernanda Oliveira, Luiz Joaquim e Titara Barros), recebi aprovação imediata. Não sei se ele será ótimo, apenas legal ou um senhor fracasso. Só sei que aqui será um cantinho no qual irei escrever e postar sempre quando puder sobre um assunto que me fascina e que continuarei amando pelo resto da minha vida. Trata-se do CINEMA.

Darei meus pitacos sobre outros assuntos que me agradam (música, inclusive), mas o maior foco é mesmo a Sétima Arte. O caráter do blog - assim como o dos blogs em geral e o próprio cinema - será bem subjetivo e ninguém é obrigado a aceitar todas as minhas opiniões. Enfim, se você achar algum filme que gostei uma bela duma porcaria, meta o dedo no teclado descendo a lenha que irei ler. Espero que aqui seja um ponto de encontro com alguns amigos e outras pessoas que também curtam trocar idéias e partilhar conhecimentos.

Um grande abraço para todos.