terça-feira, dezembro 19, 2006

Trilha completa de LADY VENGEANCE


Estou me sentindo um verdadeiro mané... o último a saber mesmo. Fui acessar a página oficial deste novo e elogiado filme de Chan-wook Park e acabei me deparando com a trilha sonora completa disponível gratuitamente para download na seção "media". Preciso dividir esse achado com outra pobre alma fã de trilhas sonoras que também ficou todo esse tempo sem saber. Dei uma rápida sacada e a trilha é no mesmo estilo clássico da composta para OLDBOY, o filme anterior da "trilogia da vingança".

Tracklist:

01 - Sympathy For Lady Vengeance
02 - Guemja's Prayer
03 - None of Your Business
04 - A Witch
05 - A Spy
06 - Fatality
07 - Sunny Afternoon
08 - You've Changed
09 - Marble
10 - The Angel
11 - Farewell
12 - Lullaby
13 - The Letter
14 - Crime and Punishment
15 - Pull The Trigger
16 - Wicked Cake
17 - Unhappy Party
18 - Mareta, Mareta No'm Faces Plorar
19 - Sympathy For Lady Vegeance (alternate take)
20 - Lullaby (alternate take)

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Peter Boyle

1935 - 2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

JOINT SECURITY AREA é lançado em DVD


Ano de Lançamento: 2006
Distribuidora: Europa Filmes
Duração: 110 minutos
País/Ano de Produção: CORÉIA DO SUL / 2000
Áudio: Português Dolby Digital 2.0, Português Dolby Digital 5.1, Coreano Dolby Digital 2.0, Coreano Dolby Digital 5.0
Idioma: Coreano, Português
Legenda: Português
Formato da Tela: Widescreen
Processo Digital: Ntsc
Extras: Making-of, Entrevistas, Videoclipe

** Mesmo com o título genérico, temos mais um filme do Chan-wook Park lançado no mercado brasileiro. Antes tarde do que nunca. O disco duplo está custando R$ 29,90 em algumas lojas virtuais.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

É isso aí!

Nacionalistas deviam agradecer Hollywood

IGOR GIELOW
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O aspecto mais curioso do nacionalismo brasileiro é que ele se manifesta por conta dos motivos mais risíveis. Como uma dermatite dormente, só explode em comichão de tempos em tempos, reagindo a "ameaças". Os defensores da nação brasileira agora miram alvo fácil, um filmeco B. "Turistas" mostra uma terra de ninguém em que você pode se dar mal na mão dos locais e acabar sem um rim, talvez coisa pior.
Estereótipos? Bravo nacionalista, passe a noite numa "no-go area" de qualquer cidade brasileira e me conte depois. O filme fantasia sobre eventos que estão no noticiário. A realidade não o incomoda? Ah, mas você usou a camisa do "Eu sou da paz" quando foi moda, ou quando a realidade tocou alguém próximo. Mas sem sair do shopping, ou do jipão blindado, não é? No máximo, deu um trocado para o projeto que um amigo do amigo seu toca naquela favela -qual mesmo?
"Turistas" deve ser tolo, trash. Não sei, só li a respeito. Mas absurdo é acreditar que isso, e não a indecência do nosso cotidiano, irá manchar a imagem pátria. É como se o ótimo "Massacre da Serra Elétrica" (1974) o levasse a crer que o Texas é uma terra de canibais. Há vários motivos para não ir à terra dos Bush, mas medo de virar almoço não é um deles.
O nacionalismo local é burlesco, o que acaba sendo algo bom. Nacionalismo é perigoso. A lista de "ismos" associados a ele fala por si só: fascismo, nazismo, jacobinismo, imperialismo, comunismo e afins.
Nossa variante é tão fajuta que apareceu só depois da formação do Estado nacional, com certeza por ser bom negócio. De tempos em tempos, volta: Estado Novo, ditadura militar e, agora, no governo Lula. Dificilmente haveria um presidente mais adequado para o clima de boicote xenofóbico.
Afinal de contas, Lula não gosta de jornalista gringo que não fale bem do governo (na verdade, não gosta de nenhum que não fale bem), estimula empresa amiga a dizer que "sou brasileira, com muito orgulho", diz que "brasileiro não desiste nunca", exalta a trinca cachaça-feijoada-pagodinho e até torrou US$ 10 milhões para levar um brazuca de carona ao espaço. Na terra dos mensalões, a jequice desfila livre.
Espera-se que Lula não repita FHC e perca seu tempo passando recibo, como o tucano fez com quando os "Simpsons" avacalharam o Rio. Alguém pode perceber, e verá que a matéria-prima para a crítica abunda. Os nacionalistas deviam é agradecer o fato de que Hollywood não nos leva a sério.

*** Agradeço ao amigo André Balaio pelo envio do e-mail com esse ótimo texto.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

quarta-feira, dezembro 06, 2006

ZINGU! # 3 online!!


A nova edição da ZINGU! está tão imperdível quanto as duas anteriores e as que virão. Mas esta é especialíssima. O destaque principal é uma grande figura do nosso cinema brasileiro chamada Ivan Cardoso. O dossiê deste mês foi inteiramente dedicado a ele e conta ainda com uma entrevista muito sincera (e bote sincera nisso...) cedida pelo próprio ao cinéfilo e editor-chefe Matheus Trunk. Há também uma bela homenagem a Jece Valadão, um dos últimos ídolos do nosso cinema, que partiu do nosso plano terrestre na semana passada. Não poderia deixar de recomendar também o comentário do nosso amigo Marcelo Carrard sobre o clássico CANNIBAL HOLOCAUST na sua coluna Cinema Extremo. Enfim, como sempre, tem muito conteúdo legal para o nosso deleite na nova edição desta nova revista online que veio para ficar. Ainda não a li na maneira ideal, mas posso mandar meus parabéns sem nenhum receio a toda equipe mais uma vez.

Acesse: www.revistazingu.blogspot.com

Tô sem palavras!



Exibição especial de VÁ E VEJA no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife.

Data: 21 de Dezembro
Horário: 15h40min

terça-feira, dezembro 05, 2006

MOSTRAS EM RECIFE

Uma pequena prestação de serviço aos amigos e leitores recifenses... fui um pouco atrasado, mas ainda tá valendo. Falou!!

5° FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS

HOJE, dia 05, às 20h20 – Cineteatro Apolo

PARIS, EU TE AMO
Paris Je T'Aime, França, 2006, De Olivier Assayas, Frédéric Auburtin, Gurinder Chadha, Sylvain Chomet, Vincenzo Natali, Joel Coen, Ethan Coen, Walter Salles e outros. Com Juliette Binoche, Sergio Castelitto, Natalie Portman e Ludvine Seigner. Este é um filme coletivo, realizado por 23 cineastas de nacionalidades e estilos diversos, em que Paris é a personagem principal, desvendada através de histórias de amor e situações inusitadas. Cada diretor teve cinco minutos para ilustrar esta maravilhosa homenagem à capital francesa, tendo como suporte um grandioso e irresistível elenco de estrelas internacionais.

110 min. / Pandora / Dolby SR / Inédito / 14 anos / Plano

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quarta-feira, 06

17h50 – A cidade está tranqüila (CINEMA DA FUNDAÇÃO)

20h20 – No calor do verão – (CINETEATRO APOLO)

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quinta-feira, 07

20h – A cidade está tranqüila (2ª exibição) - (CINEMA DA FUNDAÇÃO)

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VIII Festival de Vídeo de PE

Para conferir a programação e maiores informações, clique no link abaixo:

http://www.recife.pe.gov.br/modelo.php?id=168&Tipo=D

Que ridículo...

É por isso que esse país não vai pra frente!!


Protagonista do longa 'Turistas' pede desculpas a Governo e ao povo brasileiro

02/12/2006 13:16:00

O protagonista do filme "Turistas" da Fox, Josh Duhamel, em entrevista ao “The Tonight Show with Jay Leno”, talk show de grande audiência transmitido em cadeia nacional pela NBC, pediu desculpas ao Governo e ao povo brasileiro. O ator elogiou o país e afirmou que o filme não pretende dissuadir as pessoas de visitarem o Brasil.

O longa rodado no Brasil conta a história de um grupo de jovens em férias, que acaba vítima de uma quadrilha de tráfico de órgãos na selva amazônica. O filme estreou sob duras críticas da imprensa dos Estados Unidos.

O Ministério do Turismo planeja reagir contra os efeitos negativos que possam ser criados pelo filme norte-americano “Turistas”, que estreou nesta sexta-feira.

Por meio da Embratur, unidade responsável pela promoção do Destino Brasil no exterior, o ministério do Turismo conta com um plano de ações de relações públicas para minimizar os efeitos negativos do filme à imagem do Brasil – em curso desde o dia 10 de novembro. Trata-se de um programa chamado Monitor Brasil, que acompanha o que é publicado sobre o País na imprensa internacional. A repercussão de Turistas é monitorada nos Estados Unidos.

O Instituto deve utilizar o filme como uma vantagem estratégica, transformando o lançamento em uma oportunidade para fazer uma aproximação com a mídia norte-americana e abordar o Brasil real, suas belezas e cultura. O plano de ações – executado pela Olgilvy PR, parceira da agência de RP que atende o Instituto – inclui a divulgação, a diferentes públicos, de diversos destinos turísticos brasileiros, a começar pelos que são mostrados no filme, como Rio de Janeiro e Bahia.

O acompanhamento de tudo o que é publicado sobre o Brasil é um dos trabalhos que está contribuindo para o aumento da entrada de turistas estrangeiros no Brasil e, por conseqüência, do gasto deles aqui. Neste ano, espera-se que possa cheguar até a US$ 4,4 bilhões a receita gerada ao País pelos visitantes internacionais – recorde sobre os US$ 3,8 bilhões contabilizados em 2005, melhor ano até então.

Filme não foi bem recebido por crítica

"Turistas" da Fox Atomic, braço dos estúdios Fox para um público entre 17 e 24 anos, não foi bem recebido pela crítica. Resenha da revista “Variety”, publicação de referência em cinema, destaca que o filme de horror dirigido por John Stockwell “é mais desagradável que assustador e tem um detestável americano como protagonista”. Diz ainda que é “um filme bobo para ser esquecido”.

Mesma linha segue a crítica do jornal “New York Times”. Diz que “esses estúpidos do horror” levariam chicotadas na prisão se a estupidez fosse crime. Já o “New York Daily Times”, que pede aos leitores para tomarem cuidado com a armadilha de “Turistas”, contextualiza que esta mais nova película de uma lista sem-fim de thrillers de jovens em perigo ao menos oferece a “vantagem visual de uma locação exótica e bela”. Antes mesmo do lançamento no país, “Turistas” também já repercute mal no Canadá. O jornal “Edmonton Sun” comenta que o filme é “surpreendentemente chato e turvo”.

A indústria do cinema tem observado um ressurgimento da popularidade dos filmes de horror nos últimos dois anos. “Turistas” é um entre diversos filmes de horror estreando nos Estados Unidos nos próximos 18 meses, podendo se passar em qualquer país que os norte-americanos considerassem exótico. O próprio roteirista, Michael Ross, em entrevista ao site “Dread Central” (www.dreadcentral.com), declarou que, originalmente, “Turistas” se passaria na Guatemala.

“O filme é uma obra de ficção e acreditamos que o expectador saberá diferenciar a realidade da ficção. A única coisa verdadeira que mostra são as belezas naturais do Brasil”, afirmou a presidente da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires.

Fonte: www.gazetaonline.com.br


** E esses "críticuzinhos" preconceituosos de merda prestam um verdadeiro desserviço ao seu leitor e à imprensa jornalística mundial e só fazem manchar ainda mais o respeito que algumas pessoas tem pela categoria.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A PROFECIA (The Omen, 1976, EUA)

Eu tinha uns 14 anos quando assisti A PROFECIA pela primeira vez. Foi uma experiência cinematográfica particularmente perturbadora e difícil de se esquecer, pois sequer imaginava que filmes de terror poderiam ser tão realistas (desde que a gente entre no clima, lógico). Enfim, eu não estava preparado para o impacto que o filme transmite ao seu espectador, mesmo com a censura batendo com a minha idade na época. E aquela trilha sonora maravilhosamente sinistra de Jerry Goldsmith colaborou bastante para o efeito que ele teve na minha vida de cinéfilo. Aí só fui revê-lo de maneira decente só agora neste finalzinho de 2006, mais precisamente no último domingo. Meus caros, este filme é simplesmente um clássico. Ele já começa mostrando que é caceteiro, com créditos de abertura musicados pela clássica AVE SATANI e a imagem de Damien e sua sombra, que é uma cruz de cabeça para baixo!! Vôte!

A PROFECIA inicia com o diplomata americano Richard Thorn (um memorável Gregory Peck) a caminho do hospital onde sua esposa Katherine (Lee Remick) está internada para trabalho de parto. Chegando lá, ele descobre que o seu filho morreu, mas acaba adotando uma criança nascida no mesmo dia cuja mãe também faleceu através do padre responsável pelo setor de adoções da maternidade sem o consentimento da sua amada. Anos depois da adoção, acontecimentos estranhos passam a fazer parte da rotina da família Thorn e outros personagens como o Padre Brennan (Patrick Troughton, perfeito!), o fotógrafo Keith Jennings (David Warner) e a babá Srta. Baylock (Billie Whitelaw) acabam se envolvendo numa trama inesquecível que nos revela aos poucos de que o pequeno Damien (Harvey Stephens) é, de fato, o filho do demônio.

O filme é exemplar e tem tudo a seu favor. Richard Donner consegue ser simples e elegante ao mesmo tempo na sua direção, contribuindo para a força do roteiro de David Seltzer. O seu objetivo foi fazer exatamente aquilo que me deixou tão impressionado antes e que ficou ainda mais visível nesta revisão: um filme de terror que faz o espectador pensar na possibilidade daquilo tudo acontecer na vida real. Se ficamos apreensivos só de pensar que o demo está presente no nosso planeta como um ser humano, imagina então se ele estivesse no corpo de uma criança? Vôte de novo!

Como falei antes, Gregory Peck tem uma atuação marcante como Richard Thorn e posso dizer que fiquei comovido com seu personagem em vários momentos. E o restante do elenco principal é de uma categoria indescritível. Quem gosta de boas atuações sabe que cada um deles acaba brilhando em alguma seqüência, principalmente Billie Whitelaw e Patrick Troughton que aproveitam ao máximo o seu tempo de cena.

Mas o clima aterrorizante de A PROFECIA não seria tão inesquecível se não fosse pela já citada trilha sonora fodástica (junção de foda com fantástica, enriqueça o seu vocabulário. VÁ E VEJA é cultura hehe) de Jerry Goldsmith. Ela nos provoca de uma maneira que só vendo e ouvindo o filme para crer. As partituras receberam o Oscar de Melhor Trilha Sonora, numa das pouquíssimas vezes que o Oscar fez justiça a alguma produção do gênero. O garotinho Harvey Stephens foi muito bem escolhido e dirigido por Donner, tendo aqui um dos melhores e mais citados desempenhos de um ator mirim. O famoso sorriso dele na conclusão ainda é algo de gelar a espinha. Há ainda uma série de várias cenas antológicas, como a do empalamento, a do zoológico, a do velocípede, os cães no cemitério e a decapitação que é vista através de três ângulos diferentes!! Nelas, a elogiosa montagem do veterano Stuart Baird ganha um merecido destaque.

Se você é fã de terror e ainda não assistiu A PROFECIA, nem queira perder seu tempo com a recente refilmagem (que é até legal e fiel, mas inferior) e assista logo ao original em toda a sua glória.

quarta-feira, novembro 29, 2006

terça-feira, novembro 28, 2006

domingo, novembro 26, 2006

BERNIE (Idem, 96, FRA)



A primeira vez que reparei no rosto e no talento de Albert Dupontel ocorreu em meados de 2004 quando vi o polêmico IRREVERSÍVEL. Depois tive o grande prazer de vê-lo novamente no tenso e inesquecível ASSALTO AO CARRO FORTE, puta filme que agora está colecionando poeira nas prateleiras das locadoras. Por causa deste último, passei a olhar para este artista, até então desconhecido pela minha pessoa, com outros olhos.

Há duas semanas atrás, o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco aqui em Recife anunciou uma mostra especial de comédias francesas e BERNIE, a estréia na direção de Dupontel, estava programado para ser exibido. Acabei deixando de aproveitar aquele tempo disponível para ver OS INFILTRADOS que tinha acabado de estreiar, mas este todo mundo sabe que ocasiões para assistir a um filme daquele porte na tela grande não devem faltar por umas três semanas após a primeira exibição.

BERNIE é o nome do protagonista, também interpretado pelo diretor e roteirista Dupontel. Ele é um homem de 30 anos que sai do orfanato com as suas economias bem consideráveis e está determinado a achar os seus pais que o deixaram jogado no latão de lixo quando ainda era um bebê. Bem... se não fosse pela grotesca imagem que acompanha esse post, você juraria que o filme era um dramalhão daqueles. O porém é o simples fato da personagem não ter a mínima noção do que é viver em sociedade, resultando em ações e reações um tanto desagradáveis.

O humor corrosivo de Albert Dupontel é destilado durante toda a duração do filme, que utiliza algumas seqüências dignas de figurar num legítimo representante do cinema extremo. Portanto, muitos espectadores poderão ficar chocados. Até agora só vi esses três filmes com o autor, mas creio que posso dizer que trata-se de um dos seus melhores desempenhos. Em diversos momentos, o perturbado Bernie chega a assustar pela sua completa inocência e falta de bom senso.

Dupontel ainda mostra ser bom diretor de atores, pois ninguém do elenco de BERNIE desaponta. Todas as atuações estão muito bem adequadas ao clima insano da produção. As insistentes comparações que fazem da condução deste filme com o estilo de Tarantino não devem ser levadas muito a sério. Meu conselho: simplesmente relaxe e aproveite aproximadas 1h30min de pura tiração de sarro com a sociedade em geral.

PS 1 - Finalmente vi OS INFILTRADOS nesta tarde de domingo. Gostei muito, mas CONFLITOS INTERNOS continua superior. Depois escrevo melhor sobre ele aqui.

PS 2 - Ainda bem que a ZINGU! é mensal, pois ela merece ser degustada como um bom vinho: aos poucos e com toda a atenção para a sutileza do seu sabor. Finalmente me lembrei de divulgar neste espaço a segunda edição desta revista eletrônica que vem ganhando leitores fiéis e adeptos a sua postura de falar de cinema com total ausência de frescuras por parte de um time de gente que realmente é apaixonada pelo assunto. Simplesmente imperdível!! E quem responder o quiz ganha uma tubaína de 2 LTS. paga pela equipe!!! hehehe.

domingo, novembro 19, 2006

PIQUENIQUE NA MONTANHA MISTERIOSA (PICNIC AT HANGING ROCK, 1975, AUS)


Hipnotizante. Memorável. Pertubardor. Esses três adjetivos se encaixam como uma luva em PIQUENIQUE NA MONTANHA MISTERIOSA, um filme que fez a crítica e o público internacional olhar para o cinema australiano com mais atenção. Fazem poucas horas que o assisti e continuo hipnotizado por aquelas belas imagens dos personagens na montanha acompanhadas pela trilha sonora inesquecível cujo tema principal é executado pelo Zamfir.

O filme trata de um misterioso acontecimento ocorrido na Austrália em 1900 durante um piqueninque organizado por um colégio interno de garotas quando quatro delas decidem conhecer uma montanha. Três não retornam conforme combinado e a restante volta gritando. A coordenadora do passeio também desaparece sem deixar vestígios. A partir daí, o espectador se sentirá um verdadeiro "voyeur" ao observar o desenrolar dos acontecimentos posteriores até a derradeira conclusão, graças ao talento de Peter Weir revelado ao mundo neste seu segundo longa-metragem. Talvez eu faça um comentário mais longo a respeito dele futuramente, mas agora não pretendo falar muita coisa para não entregar algum "spoiler" sem intenção. Se você é daquele tipo de espectador impaciente com narrativas mais densas ou estiver esperando um filme de suspense com doses cavalares de tensão, passe longe deste aqui. O filme é uma bela experiência cinematográfica construída a partir do fato real acima descrito e ponto final.

O DVD nacional está satisfatório. Ele é um disco promocional vendido nas Americanas e Carrefours da vida por 10 reais que tem também VALMONT de Milos Forman. Verdadeira pechincha para colecionadores. O filme em questão foi extraído da versão do diretor da Criterion Collection, só que com som stereo 2.0 (ao invés de 5.1 na versão original) e a imagem revela perdas de qualidade sofridas pela compressão em alguns momentos.

terça-feira, novembro 14, 2006

quarta-feira, novembro 08, 2006

REVOLVER - CENA DO RESTAURANTE

REVOLVER (Idem, 2005)


"O inimigo se esconderá no último lugar em que você o procuraria."

Julius Caesar


É com essa bela citação que o tão criticado novo filme do Guy Ritchie começa. A maioria esmagadora do público e crítica o detonaram sem piedade, mas acredito que o único motivo dessa má recepção tenha sido o fato de praticamente ninguém esperar algo tão fora do lugar-comum vindo do cara que nos brindou com os divertidíssimos JOGOS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES e SNATCH. E outra, o grande público cada vez mais tem ficado com preguiça de pensar. Tudo graças à TV e aos exemplares de cinema "fast-food" jogados toda semana nos multiplexes. Os anteriores de Ritchie, embora despretensiosos e feitos unicamente para diversão, não fazem parte dessa leva.

O filme é um passo adiante na carreira do realizador britânico. Ritchie realizou um longa ousado, diferente e complexo. Tanto que, ao contrário dos seus outros filmes, ele só tende a crescer depois de uma revisão. Produzido por Luc Besson, REVOLVER acompanha o golpista Jake Green (Jason Statham, em seu melhor desempenho) após a sua saída da cadeia, onde passou sete anos de reclusão por causa de um incidente acontecido quando jogava cartas para Macha (Ray Liotta, demais!), líder da jogatina na cidade e chefe do crime. Três anos depois, o protagonista e seu grupo vai ao cassino do poderoso gangster com a intenção de arrancar uma boa quantidade de grana dele. E conseguem levar milhões da mesa de jogos...

Prefiro não entrar em maiores detalhes sobre o que acontece a seguir, mas Jake acaba envolvido com uma dupla misteriosa. Zach (Vincent Pastore, da série FAMÍLIA SOPRANO e OS BONS COMPANHEIROS) e Avi (André Benjamin, do grupo musical Outkast, que não deixa a desejar no seu papel) o comunicam de que ele apenas tem três dias de vida e que só irão ajudá-lo a acabar com Macha se todo o seu dinheiro lhes for repassado. Jake não leva aquilo a sério e começa a visitar vários médicos que confirmam aquilo que foi dito pelos dois sujeitos nada amigáveis. Acuado, o golpista deverá tomar uma decisão.

Devo estar procurando pêlo em casca de ovo, pois penso que REVOLVER possa ser considerado uma obra de arte. Nunca imaginava a quantidade de momentos que ficariam grudados na minha cabeça dias depois de tê-lo assistido. Dentre eles, há a queda nos degraus de uma pequena escada ao som da clássica "Lacrimosa" composta por Mozart (que por sinal toca na genial e brilhante montagem final de VÁ E VEJA, filme que batizou este blog), a situação desesperadora pela qual um dos personagens passa debaixo da mesa de um restaurante (PQP, que agonia!!) e tudo que é passado por Jake e Macha quando o primeiro invade a privacidade do sono do último. As atuações de Statham e Liotta estão impagáveis nessa cena, principalmente Liotta. Já Mark Strong se destaca entre os coadjuvantes, seria difícil até de dar mais atenção aos próprios protagonistas caso o seu Sorter - um respeitado assassino profissional - tivesse um tempo maior em cena. Mas pode-se dizer que Strong acabou sendo presenteado pelo roteiro de Ritchie (cujos diálogos continuam divertidos e afiados) por participar em algumas das melhores seqüências do filme.

Finalizando, recomendo REVOLVER já sabendo que se trata de uma recomendação difícil de ser feita pela reviravolta geral que ocorre na sua estrutura quando o filme chega perto do final. A minha surpresa maior foi ver Guy Ritchie se utilizar desta vez do seu estilo narrativo, personagens tronchos e de uma traminha aparentemente simples de jogos e trapaças para transmitir algo além de diversão ao espectador. Valeu a pena.

terça-feira, novembro 07, 2006

É sexta-feira...


Não consigo mais evitar tamanha ansiedade e saibam que estou contando os dias pra chegar logo o final de semana! Também não é para menos, Martin Scorsese finalmente deixou qualquer outro tipo de história de lado e voltou a mostrar interesse no cinema policial, que é o gênero onde ele se dá melhor. OS INFILTRADOS deve ser um programa, no mínimo, imperdível para qualquer cinéfilo que se preze.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Uma Homenagem



Se Charles Bronson estivesse vivo hoje, completaria 85 anos de idade. Marcelo Nova (se não me engano...) disse: "Quando Charles Bronson morreu, o mundo ficou mais gay". Preciso dizer que assino embaixo?