Dois curtas feitos por Frazer Lee e protagonizados pelo grande Doug "Pinhead" Bradley podem ser assistidos no YouTube. Ambos receberam premiações diversas e são bem cotados pelos fãs de terror. Em todo caso, resolvi postá-los por acreditar que eles merecem divulgação.
RED LINES:
"Red Lines gave me the total creeps and the creeps is essential to horror. I mean, if you don't have the creeps you don't jump - there's nothing to be afraid of. So, I mean, it was like - my legs tightened up and the muscles in my back tightened up because I was totally in a conundrum and it blew me away. This guy's a great director, he knows how to do it guys."
(Tobe Hooper, director of Texas Chainsaw Massacre & Poltergeist)
Comentário do editor: RED LINES é mais outra prova de que a falta de um grande orçamento não acaba sendo nenhum impecilho para fazer um bom curta-metragem. Fiquei até surpreso e feliz por ver Doug Bradley numa pequena produção como esta. Feito em apenas um mês, o filme dura 6 minutos e fala sobre uma detenção escolar aparentemente comum, mas que se revela nada agradável no seu decorrer.
Kirsty Levett mostra talento como a azarada aluna, que é um papel difícil por não possuir nenhum diálogo e Doug Bradley tem presença mesmo sem a famosa maquiagem do Pinhead. O curta é muito bem filmado, editado e dirigido, portanto vale a pena conferir e indicar. Infelizmente, pela tela pequena do YouTube não dá para se envolver como alguém que está assistindo ao filme num festival, caso óbvio de Hooper. Como este famoso diretor declarou, Frazer Lee tem futuro e já estou mais ansioso por URBANE, o seu primeiro longa-metragem onde Bradley e Robert Englund darão vida aos personagens principais e a trilha sonora ficará a cargo do excelente Claudio Simonetti.
segunda-feira, agosto 28, 2006
quinta-feira, agosto 24, 2006
Eu adoro a The Asylum!

Na melhor tradição dos produtores picaretas italianos dos anos 80 e americanos como Roger Corman, Andrew Stevens e Damian Lee, eis que chega a THE ASYLUM. Trata-se de uma produtora especializada em produções de baixo orçamento que sem querer querendo acabou ficando famosa. Uma das mais comentadas dela é KING OF THE ANTS (lançado como TRATAMENTO DE CHOQUE pela Casablanca), filme dirigido por Stuart Gordon com Chris McKenna, George Wendt, Daniel Baldwin e Kari Wuhrer. Tudo começou quando David Michael Latt (o cabeça da ASYLUM) resolveu fazer uma adaptação de GUERRA DOS MUNDOS em 2005, já que este famoso livro de H. G. WELLS hoje se encontra em domínio público.
Simplesmente, a THE ASYLUM faturou uma puta grana legal lançando o filme nas locadoras um dia antes de GUERRA DOS MUNDOS de Steven Spielberg entrar em cartaz nos cinemas. Acredite se quiser, mas muita gente prefere este filme B do que a milionária produção de Spielberg. Eu provavelmente farei parte deste grupo quando o assistir e consegui uma cópia de PIRATES OF TREASURE ISLAND com o grande Lance Henriksen como Long John Silver. Deve ser uma maravilha, tem até inseto gigante na abertura!! Nem SERPENTES A BORDO (Snakes on a Plane) escapou, a turma da ASYLUM lançou SNAKES ON A TRAIN nas locadoras americanas três dias antes do esperado blockbuster classe B ir para as telonas.
Fiquem com os links para conferir o site oficial e ler uma matéria publicada pelo New York Post sobre os "mockbusters", onde a THE ASYLUM tem destaque. Pelo que sei, apenas BLOODY BILL, DETOUR, KING OF THE ANTS, KING OF THE LOST WORLD (que recebeu o título de KING - O REI DA SELVA da distribuidora California) são os únicos filmes da produtora lançados no Brasil.
Site oficial
Matéria "mockbusters" do NY Post
Agradecimentos ao camarada Eduardo Buss pela montagem das capinhas.
terça-feira, agosto 22, 2006
Samuel L. Jackson: O Sr. das Serpentes


Que beleza de posters, não?
Além de estrelar o aguardado SERPENTES A BORDO (Snakes on a Plane), filme B assumido de grande orçamento, Samuel L. Jackson também é protagonista de BLACK SNAKE MOAN, novo filme de Craig Brewer, diretor de RITMO DE UM SONHO (Hustle and Flow). A história se concentra numa ninfomaníaca branca, de passado conturbado, que tenta curar a sua "doença" com a ajuda de um bluesman negro mais experiente. Christina Ricci (Igual a tudo na vida), loirinha e magrinha, faz o par com Samuel L. Jackson (Star Wars).
John Singleton (Os donos da rua, Shaft 2000), famoso por dirigir filmes com temática racial, produz o longa ao lado de Stephanie Allain. Há algum tempo, a co-produtora comentou ao BlackFilm.com: "Onde Ritmo de um sonho é realmente sobre a noção de ter coragem de criar, Black Snake Moan é sobre ter a coragem de se relacionar com alguém".
O filme estréia nos EUA em 16 de fevereiro de 2007.
Fonte: www.omelete.com.br
Já que falei de SERPENTES A BORDO, confiram abaixo um divertido poster feito por um fã. Clique na imagem para aumentar a resolução dela no seu monitor.

Comentário de Ary Monteiro Jr. sobre o filme no orkut: "Porra o filme foi um fracasso de bilheteria mas quem assitiu disse que foi a melhor experiência cinematográfica do ano com platéias cheias de empolgação fazendo uma zona enorme no filme, jogando cobras de borracha na tela, batendo palmas de pé, gritando nas cenas de terror (dizem que o gore é bacana) e repetindo a fala "I had it with this motherfucking snakes in this motherfucking plane!" É o novo Rocky Horror."
domingo, agosto 13, 2006
MAIS CINEMA ASIÁTICO EM DVD


O meu amigo Titara Barros me recomendou dois filmes lançados pela obscura Oregon Films em seu comentário no último post. Resolvi destacá-los por acreditar que eles são merecedores de mais divulgação. Quando ele respondeu meu scrap no Orkut, soube que um deles era um filme sobre a Yakuza dirigido pelo Takashi Miike (de AUDITION e ICHI THE KILLER) intitulado CENA MAFIOSA, cuja segunda parte foi lançada pela mesma distribuidora. Estou ansioso para ver!! Sinopses de divulgação abaixo:
Cena Mafiosa (Family): As entranhas da Yakuza, a máfia japonesa, estão expostas em carne viva neste sangrento thriller dirigido por Takashi Miike. Muita ação, intriga, belas mulheres e tráfico de entorpecentes transformam Cena Mafiosa num épico sobre essa que é uma das máfias mais temíveis e inescrupulosas do planeta, da qual até Al Capone, se japonês fôsse, se orgulharia de fazer parte!
Cena Mafiosa 2 (Family – Part 2): Uma sangrenta produção policial, uma versão nipônica da saga de Dom Corleone, Cena Mafiosa 2 retoma a história do primeiro filme, para revelar a identidade do assassino de um poderoso da máfia, o chefe Mitsumikai. Mas como nem tudo é o que parece, outro mafioso, Hideshi, inicia uma investigação pessoal que pode revelar intrigas que o próprio Al Capone tremeria na base.


O outro filme é VENCER PARA VIVER que também teve sua continuação dirigida pelo diretor Takeshi Miyasaka e lançada pela Oregon Films. Não achei nada sobre os dois no iMDB. Sinopses de divulgação abaixo:
Vencer para Viver (Yanagawa Gumi): Um sujeito ensangüentado da cabeça aos pés está numa praia, aos prantos, quando diz para si mesmo:"esta é a última vez que choro". É assim, jogando o espectador já de cara no clima sombrio que persistirá por toda a trama, a abertura de Vencer para Viver, filme de inspiração tarantinesca dirigido por Takeshi Miyasaka. Narrado em flahback, o filme refaz a trajetória de Jiro Yanagawa, um coreano que se tornou um ás da cena mafiosa japonesa dos anos 50. Mexido em seus brios, Yanagawa se nega a retornar à terra-natal, mesmo depois de dar e tomar muita porrada da polícia. A motivação do bandido: vencer para viver.
Vencer para Viver 2 (Yanagawa Gumi 2): Poucas coisas nesta vida inquietam mais um homem do que seu orgulho ferido. E em se tratando do homem japonês, conhecido por cumprir com rigor seus códigos de ética, traições não são perdoáveis, e a vingança, ainda que demore, vai acontecer. Pois é de acerto de contas que trata esse thriller japonês, que volta a trazer a figura mística de Jiro Yanagawa, lutador coreano que fez fama no Japão, é chegada a hora de um sanguinário revival entre tropas inimigas. O filme é baseado numa história real.
"São dois filmes do caralho!!"
- Titara Barros
quinta-feira, agosto 10, 2006
NOITE E NEBLINA em DVD
Sei que fui um pouco atrasado mais uma vez, mas não poderia deixar de linkar aqui a ótima matéria de autoria do meu amigo Luiz Joaquim sobre o lançamento do DVD de NOITE E NEBLINA. O famoso e impactante curta-metragem de Alain Resnais recebeu um belíssimo tratamento da distribuidora recifense Aurora DVD. Esse pessoal me deixa com cada vez mais orgulho de ser pernambucano.
Clique aqui para ler a matéria
Confira a ficha do filme no site da AURORA DVD
Clique aqui para ler a matéria
Confira a ficha do filme no site da AURORA DVD
Um belo motivo para assistir novas bagaceiras cinematográficas...
domingo, agosto 06, 2006
Erotikill e Van Damme
Não sei se algum leitor do blog desconhece que colaboro para um querido site de cinema intitulado Erotikill. Ele foi batizado em homenagem a FEMALE VAMPIRE, um dos clássicos do Jess Franco que também é conhecido como EROTIKILL, onde uma vampira interpretada pela sua esposa Lina Romay suga outra coisa ao invés de pescoços. Deu para entender, não é? hehehe.
O site teve atualização no último dia 01, com três resenhas de minha autoria. Tirando o despretensioso BLAST!, uma das produções mais recentes de Anthony Hickox, os outros podem ser considerados muito especiais. Eles são OS 4 DO APOCALIPSE e TEMPO DE MASSACRE, nada mais nada menos do que dois faroestes italianos dirigidos pelo mestre Lucio Fulci. O link do site pode ser visto no lado direito da tela do seu navegador.
BLAST!
TEMPO DE MASSACRE
OS 4 DO APOCALIPSE
Achei este vídeo tronxo no You Tube mostrando a primeira aparição cinematográfica de Jean-Claude Van Damme. É um trecho do filme MONACO FOREVER, onde o futuro astro das artes marciais interpreta um lutador de karatê gay. Só vendo para crer...
O site teve atualização no último dia 01, com três resenhas de minha autoria. Tirando o despretensioso BLAST!, uma das produções mais recentes de Anthony Hickox, os outros podem ser considerados muito especiais. Eles são OS 4 DO APOCALIPSE e TEMPO DE MASSACRE, nada mais nada menos do que dois faroestes italianos dirigidos pelo mestre Lucio Fulci. O link do site pode ser visto no lado direito da tela do seu navegador.
BLAST!
TEMPO DE MASSACRE
OS 4 DO APOCALIPSE
Achei este vídeo tronxo no You Tube mostrando a primeira aparição cinematográfica de Jean-Claude Van Damme. É um trecho do filme MONACO FOREVER, onde o futuro astro das artes marciais interpreta um lutador de karatê gay. Só vendo para crer...
CINEMA CLASSE B RECENTE
Como muitos devem saber, curto uma boa tralha sempre que possível para "aliviar" um pouco o cérebro dos filmes autorais e "cabeça" que ando assistindo. Sinceramente, não consigo passar um mês sem ver uma divertida bagaceira com o propósito de relaxar e dar umas risadinhas. Vários exemplares do cinema B e Trash funcionam melhor do que muita comédia para mim. Devido a esse meu assumido mal gosto, me decepciono várias vezes com alguns e com outros me vejo sorrindo como um garotinho que acabou de ganhar um doce. Neste post, farei uma rápida revisada em alguns títulos assistidos recentemente.
PTERODACTYL - A AMEAÇA JURÁSSICA (Pterodactyl, 2005): Esse daqui é dirigido pelo casca grossa Mark L. Lester, que nos seus melhores dias realizou os crássicos COMANDO PARA MATAR e OS DONOS DO AMANHÃ e os praticamente desconhecidos JUSTIÇA EXTREMA e SÁDICA PERSEGUIÇÃO estrelados por Scott Glenn. Produzido em associação com o canal televisivo americano SCI-FI, fato que garante estréia na programação, o filme é uma violenta e eficiente diversão B. Quando pegamos a capinha do DVD e lemos a trama pra lá de besta do longa, estranhamos um pouco a censura 18 anos.

A sangreira rola mesmo solta, com decepações e mutilações diversas. O filme pode ser resumido em Coolio (que parece disputar o posto de rapper metido a ator mais tosco do cinema B americano com Ice-T, veja montagem acima) fazendo cara de mau e o restante do elenco lutando para sobreviver dos ataques de um bando de pterodátilos de CGI. O roteiro é muito simplório, cheio de personagens estereotipados, daqueles que todos nós já sabemos quem ou não irá morrer. Ainda temos de aturar um climinha de romance entre um casal aguadinho que só. Vale mais para os afeitos e ver (como foi meu caso hehe) tomando uma biritinha e comendo pipoca. Bobo, direto e divertido, como qualquer filmeco B de criaturas deve ser. Fã de terror e ficção, preste atenção nos sobrenomes dos personagens, que prestam uma homenagem a famosos e influentes autores literários.
Link para a resenha no Erotikill do meu amigo Carlos Afonso: Clique Aqui

CIDADE DO CRIME (Water's Edge, 2003): Tá aí um filme daqueles que enquanto a gente assiste, já pensamos no SuperCine da Rede Globo. Confesso que só peguei ele por causa da gatinha Emmanuelle Vaugier. É mais uma daquelas historinhas de gente da capital que chega numa cidade aparentemente pacata do interior e se mete em encrenca. Nem Vaugier e Daniel Baldwin, que mesmo quando detona na canastrice sai perdendo para o irmão Stephen, ajudam o bastante. Se tivesse apenas um elenco melhor e um pouco mais de empenho na direção, estaria acima da média. Como isso não acontece, resta apenas um filme razoável e sem maiores atrativos.

ARMADILHA DE FOGO (Firefight, 2003): Falando nos Baldwin, acabei dando uma chance a este filme produzido pelo meu querido Roger Corman onde Stephen Baldwin tira onda de bandido. É um daqueles "direct-to-video" padrão que usam imagens de incêndios reais (e de outros filmes, com certeza) para economizar no orçamento. Ele fala sobre um bombeiro que arquiteta um assalto a um carro-forte pensando em pagar as contas do seu pequeno restaurante que está quase falindo. O plano é utilizar um incêndio controlado na floresta local enquanto eles entram em ação. Tudo corre muito bem até que uma gatinha integrante no esquema conta tudo, por livre e espontânea pressão, para o agressivo namorado. O mala, portanto, chama seus coleguinhas para roubar todo o dinheiro do grupo. Se isso não fosse o bastante, o fogo escapa do controle e ocasiona um furioso incêndio que toma conta da floresta durante o desenrolar do roubo. ARMADILHA DE FOGO é daqueles filmes que assistimos quando não temos absolutamente nada melhor para fazer. Embora previsível, passa o tempo numa boa e Stephen Baldwin solta a franga em uma de suas piores atuações. Acredito que nem naquele SNAKEMAN ele esteja tão ruim. O elenco conta com Steve Bacic e Nick Mancuso como protagonistas.

ÁGUIA 1 - O RESGATE: Outra produção do Roger Corman. Com Mark Dacascos, Theresa Randle e participação especial de Rutger Hauer, o longa-metragem vale mais pelos aspectos técnicos do que pelo seu conteúdo. Como alguns devem saber, os filmes de Corman possuem orçamentos bem limitados e este daqui - numa decisão muito acertada - foi inteiramente filmado em câmeras HD. Ele tinha tudo para ser bom, porém acaba sendo um medíocre filme de guerra. As duas piores coisas para qualquer exemplar do gênero são a falta de realismo e cenas de batalha que deixam o espectador entediado. ÁGUIA 1 - O RESGATE tem os dois. Para piorar, o filme evita violência gráfica e Hauer e Randle não convencem como militares. Enquanto o veterano fala com os outros atores como se estivesse na cozinha de sua casa, a bonita atriz negra de GAROTA 6 parece estar desconfortável quando empunha uma arma. Já Mark Dacascos é esforçado e tem o melhor desempenho.
PTERODACTYL - A AMEAÇA JURÁSSICA (Pterodactyl, 2005): Esse daqui é dirigido pelo casca grossa Mark L. Lester, que nos seus melhores dias realizou os crássicos COMANDO PARA MATAR e OS DONOS DO AMANHÃ e os praticamente desconhecidos JUSTIÇA EXTREMA e SÁDICA PERSEGUIÇÃO estrelados por Scott Glenn. Produzido em associação com o canal televisivo americano SCI-FI, fato que garante estréia na programação, o filme é uma violenta e eficiente diversão B. Quando pegamos a capinha do DVD e lemos a trama pra lá de besta do longa, estranhamos um pouco a censura 18 anos.
A sangreira rola mesmo solta, com decepações e mutilações diversas. O filme pode ser resumido em Coolio (que parece disputar o posto de rapper metido a ator mais tosco do cinema B americano com Ice-T, veja montagem acima) fazendo cara de mau e o restante do elenco lutando para sobreviver dos ataques de um bando de pterodátilos de CGI. O roteiro é muito simplório, cheio de personagens estereotipados, daqueles que todos nós já sabemos quem ou não irá morrer. Ainda temos de aturar um climinha de romance entre um casal aguadinho que só. Vale mais para os afeitos e ver (como foi meu caso hehe) tomando uma biritinha e comendo pipoca. Bobo, direto e divertido, como qualquer filmeco B de criaturas deve ser. Fã de terror e ficção, preste atenção nos sobrenomes dos personagens, que prestam uma homenagem a famosos e influentes autores literários.
Link para a resenha no Erotikill do meu amigo Carlos Afonso: Clique Aqui

CIDADE DO CRIME (Water's Edge, 2003): Tá aí um filme daqueles que enquanto a gente assiste, já pensamos no SuperCine da Rede Globo. Confesso que só peguei ele por causa da gatinha Emmanuelle Vaugier. É mais uma daquelas historinhas de gente da capital que chega numa cidade aparentemente pacata do interior e se mete em encrenca. Nem Vaugier e Daniel Baldwin, que mesmo quando detona na canastrice sai perdendo para o irmão Stephen, ajudam o bastante. Se tivesse apenas um elenco melhor e um pouco mais de empenho na direção, estaria acima da média. Como isso não acontece, resta apenas um filme razoável e sem maiores atrativos.

ARMADILHA DE FOGO (Firefight, 2003): Falando nos Baldwin, acabei dando uma chance a este filme produzido pelo meu querido Roger Corman onde Stephen Baldwin tira onda de bandido. É um daqueles "direct-to-video" padrão que usam imagens de incêndios reais (e de outros filmes, com certeza) para economizar no orçamento. Ele fala sobre um bombeiro que arquiteta um assalto a um carro-forte pensando em pagar as contas do seu pequeno restaurante que está quase falindo. O plano é utilizar um incêndio controlado na floresta local enquanto eles entram em ação. Tudo corre muito bem até que uma gatinha integrante no esquema conta tudo, por livre e espontânea pressão, para o agressivo namorado. O mala, portanto, chama seus coleguinhas para roubar todo o dinheiro do grupo. Se isso não fosse o bastante, o fogo escapa do controle e ocasiona um furioso incêndio que toma conta da floresta durante o desenrolar do roubo. ARMADILHA DE FOGO é daqueles filmes que assistimos quando não temos absolutamente nada melhor para fazer. Embora previsível, passa o tempo numa boa e Stephen Baldwin solta a franga em uma de suas piores atuações. Acredito que nem naquele SNAKEMAN ele esteja tão ruim. O elenco conta com Steve Bacic e Nick Mancuso como protagonistas.

ÁGUIA 1 - O RESGATE: Outra produção do Roger Corman. Com Mark Dacascos, Theresa Randle e participação especial de Rutger Hauer, o longa-metragem vale mais pelos aspectos técnicos do que pelo seu conteúdo. Como alguns devem saber, os filmes de Corman possuem orçamentos bem limitados e este daqui - numa decisão muito acertada - foi inteiramente filmado em câmeras HD. Ele tinha tudo para ser bom, porém acaba sendo um medíocre filme de guerra. As duas piores coisas para qualquer exemplar do gênero são a falta de realismo e cenas de batalha que deixam o espectador entediado. ÁGUIA 1 - O RESGATE tem os dois. Para piorar, o filme evita violência gráfica e Hauer e Randle não convencem como militares. Enquanto o veterano fala com os outros atores como se estivesse na cozinha de sua casa, a bonita atriz negra de GAROTA 6 parece estar desconfortável quando empunha uma arma. Já Mark Dacascos é esforçado e tem o melhor desempenho.
terça-feira, agosto 01, 2006
VIAGEM MALDITA (The Hills Have Eyes, 2006)

Eu tinha escrito um comentário bem humorado no excelente blog de Marcelo Carrard chamado Mondo Paura (ver links ao lado...), que estava me sentindo um excluído da saudável "sociedade" dos vários - e verdadeiros - fãs do bom e velho cinema de terror por ainda não ter visto VIAGEM MALDITA. Agora posso dizer que não me sinto mais, pois assisti esse belíssimo exemplo de refilmagem feita com carinho e respeito pelo filme original no último domingo. Como muitos devem saber, o longa-metragem é a nova versão de QUADRILHA DE SÁDICOS, um dos filmes mais cultuados de Wes Craven. A trama em si não tem maiores novidades, onde uma família segue viagem de férias em comemoração pelas bodas de prata do patriarca e da matriarca desta. Eles inventam de pegar um atalho recomendado pelo suspeito dono de um posto de gasolina, caem numa armadilha e durante a noite, são brutalmente atacados por um clã de canibais sádicos e deformados.
Tinha várias coisas para postar na frente, mas resolvi aproveitar o tempo e escrever um pouco sobre esta produção que merece destaque. O filme é mesmo bem acima da média e extremamente bem dirigido por um jovem chamado Alexandre Aja. Vindo do merecido sucesso de ALTA TENSÃO, um belo e violento suspense já disponível nas locadoras brasileiras, Aja mostra todo o seu talento na condução de uma história até batida. As únicas falhas de VIAGEM MALDITA são o mal aproveitamento de uma figuraça como Billy Drago e o roteiro que não conseguiu driblar alguns dos clichês mais convencionais do gênero. Nem vale a pena citá-los aqui, pois não pretendo alongar o texto. Concluindo, se você está a fim de ver um filme de terror bom de verdade e sem frescuras, assista a VIAGEM MALDITA. Com boas atuações (requisito fundamental para uma produção do estilo ser bem sucedida, uma excelente direção de fotografia de Maxime Alexandre (anotem esse nome...) e uma trilha sonora inspiradíssima de tomandandy (apreciado por mim desde que assisti a PARCEIROS DO CRIME e UM HOMEM SEM DESTINO, ambos de Roger Avary), ele vale todo o preço do ingresso. Se eu achei a versão censurada - que está sendo exibida nos cinemas - uma pauleira, imagina a desgraceira que vem na sem cortes...
quinta-feira, julho 27, 2006
CINEMA POLICIAL "MADE IN CHINA" NAS LOCADORAS
Com a grande demanda do mercado doméstico de DVD, algumas distribuidoras nacionais passaram a lançar várias produções vindas da Ásia e da Europa. Isso por um lado é algo bem positivo, pois vez ou outra, somos surpreendidos por belas surpresas. O porém é que muitas chegam com um atraso de 3, 4 anos e quando vamos ver algumas, são obras cinematográficas exemplares e que mereciam uma chance nos nossos cinemas. O estopim de tudo foi o início da onda dos remakes dos filmes de terror asiáticos, quando RINGU, a versão original de O CHAMADO, foi lançada em DVD enquanto a produção americana faturava alto nas bilheterias.

No mês passado, a Europa Filmes lançou o elogiado FULLTIME KILLER (2001) de Johnnie To - dos cultuados THE MISSION (1999) e ELECTION (2005), ainda sem previsão de estréia - com o título de PROFISSIONAIS DO CRIME. Estou bem ansioso para conferí-lo, afinal, gosto muito do cinema policial de Hong Kong desde que conheci os filmes de John Woo e Ringo Lam feitos nos anos 80.
Segundo a capinha, o disco não possui extras (algo que antes a Europa Filmes presava, basta lembrar do disco de DRÁCULA 2 - A ASCENSÃO onde até os comentários em áudio do diretor Patrick Loussier estão devidamente legendados em português), tem som original em cantonês e imagem em widescreen anamórfico.
Sinopse: Tok e O são dois matadores profissionais frios e calculistas com diferentes ideais e estilos.Um deles é obcecado por uma garota e fará de tudo para tê-la ao seu lado.O outro quer apenas o título de "Matador n°1". Tok e O se encontram num duelo onde apenas um sairá com vida.

DIVERGENCE (2005), dirigido por Benny Chan, o mesmo de A HORA DO ACERTO (New Police Story, 2004) com Jackie Chan, foi lançado como O JUSTICEIRO (que falta de criatividade...) há poucas semanas pela Flashstar Home Vídeo. Possuindo uma trama intrigante e elenco bacana, o filme tem toda a cara de ser bem recomendável.
Sinopse: A produção trata da história de três homens que, por ironia do destino, se cruzam e se vêem diante de um impasse em certo momento. Um é policial e não consegue superar o desaparecimento da namorada há cerca de 10 anos. Outro é um advogado renomado que está representando um líder do crime que está sendo processado por lavagem de dinheiro ao mesmo tempo em que tem o filho seqüestrado. O terceiro é um assassino implacável e misterioso que rompe um antigo código depois de se intrometer em um trabalho que já estava encerrado, e agora corre perigo.

Lançados no ano passado, CONFLITOS INTERNOS e BREAKING NEWS também são destaque. Distribuído pela LK-TEL, o último também foi dirigido por Johnnie To e o material extra - que sequer é mencionado na capinha - não está legendado. Segue abaixo um comentário feito pela minha pessoa para o Kinemail, site do camarada e cinéfilo recifense Fernando Vasconcelos:
"Produção chinesa recente nas locadoras nacionais. Dirigido por Johnnie To, o filme fala sobre a tentativa da polícia de Hong Kong recuperar a sua reputação perante a mídia depois da humilhação sofrida durante o ataque a uma quadrilha. A cena, que contém até um policial implorando pela sua vida aos bandidos, foi devidamente registrada por câmeras de TV, fotógrafos e jornalistas. A força policial acha o enconderijo dos criminosos e equipa os oficiais com micro-câmeras para filmar a investida até o seu final.
To, atuante desde os anos 80, é um dos realizadores mais cultuados e festejados do moderno cinema chinêsque só agora vem tendo seus filmes lançados aqui no Brasil. O seu BREAKING NEWS divide opiniões, tem gente que gosta muito e tem gente que odeia. No meu caso, eu apenas gostei. O maior foco dele é a ação, algo que prejudica um melhor desenvolvimento da excelente premissa, e os alívios cômicos muitas vezes soam desnecessários. Porém, os 90 minutos de duração passam rápido e a abertura, que mostra em aproximamente 7 minutos 'sem cortes' a fracassada emboscada dos policiais, é um colírio para os olhos."

Já o disco da Buena Vista de CONFLITOS INTERNOS apresenta extras bacanas como um bom making-off, cenas de bastidores e final alternativo. Uma das minhas últimas resenhas publicadas no Erotikill (infelizmente, sem atualizações desde o último dia 09) foi escrita sobre este filme especial.
Link: http://www.erotikill.com.br/filmes.php?opcao=ver&id=1158
Pronto, você tem agora 4 exemplares bem interessantes do recente cinema policial chinês para escolher na sua locadora mais próxima que não devem decepcionar aos fãs e apreciadores mais ferrenhos do gênero.

No mês passado, a Europa Filmes lançou o elogiado FULLTIME KILLER (2001) de Johnnie To - dos cultuados THE MISSION (1999) e ELECTION (2005), ainda sem previsão de estréia - com o título de PROFISSIONAIS DO CRIME. Estou bem ansioso para conferí-lo, afinal, gosto muito do cinema policial de Hong Kong desde que conheci os filmes de John Woo e Ringo Lam feitos nos anos 80.
Segundo a capinha, o disco não possui extras (algo que antes a Europa Filmes presava, basta lembrar do disco de DRÁCULA 2 - A ASCENSÃO onde até os comentários em áudio do diretor Patrick Loussier estão devidamente legendados em português), tem som original em cantonês e imagem em widescreen anamórfico.
Sinopse: Tok e O são dois matadores profissionais frios e calculistas com diferentes ideais e estilos.Um deles é obcecado por uma garota e fará de tudo para tê-la ao seu lado.O outro quer apenas o título de "Matador n°1". Tok e O se encontram num duelo onde apenas um sairá com vida.

DIVERGENCE (2005), dirigido por Benny Chan, o mesmo de A HORA DO ACERTO (New Police Story, 2004) com Jackie Chan, foi lançado como O JUSTICEIRO (que falta de criatividade...) há poucas semanas pela Flashstar Home Vídeo. Possuindo uma trama intrigante e elenco bacana, o filme tem toda a cara de ser bem recomendável.
Sinopse: A produção trata da história de três homens que, por ironia do destino, se cruzam e se vêem diante de um impasse em certo momento. Um é policial e não consegue superar o desaparecimento da namorada há cerca de 10 anos. Outro é um advogado renomado que está representando um líder do crime que está sendo processado por lavagem de dinheiro ao mesmo tempo em que tem o filho seqüestrado. O terceiro é um assassino implacável e misterioso que rompe um antigo código depois de se intrometer em um trabalho que já estava encerrado, e agora corre perigo.

Lançados no ano passado, CONFLITOS INTERNOS e BREAKING NEWS também são destaque. Distribuído pela LK-TEL, o último também foi dirigido por Johnnie To e o material extra - que sequer é mencionado na capinha - não está legendado. Segue abaixo um comentário feito pela minha pessoa para o Kinemail, site do camarada e cinéfilo recifense Fernando Vasconcelos:
"Produção chinesa recente nas locadoras nacionais. Dirigido por Johnnie To, o filme fala sobre a tentativa da polícia de Hong Kong recuperar a sua reputação perante a mídia depois da humilhação sofrida durante o ataque a uma quadrilha. A cena, que contém até um policial implorando pela sua vida aos bandidos, foi devidamente registrada por câmeras de TV, fotógrafos e jornalistas. A força policial acha o enconderijo dos criminosos e equipa os oficiais com micro-câmeras para filmar a investida até o seu final.
To, atuante desde os anos 80, é um dos realizadores mais cultuados e festejados do moderno cinema chinêsque só agora vem tendo seus filmes lançados aqui no Brasil. O seu BREAKING NEWS divide opiniões, tem gente que gosta muito e tem gente que odeia. No meu caso, eu apenas gostei. O maior foco dele é a ação, algo que prejudica um melhor desenvolvimento da excelente premissa, e os alívios cômicos muitas vezes soam desnecessários. Porém, os 90 minutos de duração passam rápido e a abertura, que mostra em aproximamente 7 minutos 'sem cortes' a fracassada emboscada dos policiais, é um colírio para os olhos."

Já o disco da Buena Vista de CONFLITOS INTERNOS apresenta extras bacanas como um bom making-off, cenas de bastidores e final alternativo. Uma das minhas últimas resenhas publicadas no Erotikill (infelizmente, sem atualizações desde o último dia 09) foi escrita sobre este filme especial.
Link: http://www.erotikill.com.br/filmes.php?opcao=ver&id=1158
Pronto, você tem agora 4 exemplares bem interessantes do recente cinema policial chinês para escolher na sua locadora mais próxima que não devem decepcionar aos fãs e apreciadores mais ferrenhos do gênero.
segunda-feira, julho 24, 2006
Notícias sobre o esperado GRIND HOUSE...
Kurt Russell completa o elenco de Grind House
Por Marcelo Hessel
24/7/2006

Durante a feira Comic-Con de San Diego, a Dimension Films anunciou o elenco completo de Grind House, novo filme de Quentin Tarantino (Kill Bill) e Robert Rodriguez (Sin City). Repare que o nome de Mickey Rourke não consta mais da lista... O ator simplesmente não apareceu para filmar sua participação!
O filme trará dois médias-metragens juntos, cada um com 60 minutos. O primeiro, "Planet Terror", horror com zumbis, é dirigido por Rodriguez. O outro, "Death Proof", terror com psicopatas, por Tarantino. Entre os dois serão colocadores trailers falsos, criados na tradição dos filmes dos anos 1970.
O média de Rodriguez tem Freddy Rodriguez, Rose McGowan, Josh Brolin, Marley Shelton, Michael Biehn, Jeff Fahey, Michael Parks e Stacy Ferguson, mais conhecida como a Fergie do Black Eyed Peas. O nome de Naveen Andrews, o Sayid de Lost, foi o último confirmado. Já o elenco do média de Tarantino, além dos repetecos de Rose McGowan e Marley Shelton, tem Zoe Bell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Sydney Tamiia Poitier, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead e, finalmente, Kurt Russell para o lugar de Rourke. Isso sem contar a lista de coadjuvantes ilustres que vai de Danny Trejo a Tom Savini.
As filmagens ocorrem em Austin, Texas.
Grind House será lançado em 6 de abril de 2007 nos EUA.
FONTE:
www.omelete.com.br
Por Marcelo Hessel
24/7/2006

Durante a feira Comic-Con de San Diego, a Dimension Films anunciou o elenco completo de Grind House, novo filme de Quentin Tarantino (Kill Bill) e Robert Rodriguez (Sin City). Repare que o nome de Mickey Rourke não consta mais da lista... O ator simplesmente não apareceu para filmar sua participação!
O filme trará dois médias-metragens juntos, cada um com 60 minutos. O primeiro, "Planet Terror", horror com zumbis, é dirigido por Rodriguez. O outro, "Death Proof", terror com psicopatas, por Tarantino. Entre os dois serão colocadores trailers falsos, criados na tradição dos filmes dos anos 1970.
O média de Rodriguez tem Freddy Rodriguez, Rose McGowan, Josh Brolin, Marley Shelton, Michael Biehn, Jeff Fahey, Michael Parks e Stacy Ferguson, mais conhecida como a Fergie do Black Eyed Peas. O nome de Naveen Andrews, o Sayid de Lost, foi o último confirmado. Já o elenco do média de Tarantino, além dos repetecos de Rose McGowan e Marley Shelton, tem Zoe Bell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Jordan Ladd, Sydney Tamiia Poitier, Tracie Thoms, Mary Elizabeth Winstead e, finalmente, Kurt Russell para o lugar de Rourke. Isso sem contar a lista de coadjuvantes ilustres que vai de Danny Trejo a Tom Savini.
As filmagens ocorrem em Austin, Texas.
Grind House será lançado em 6 de abril de 2007 nos EUA.
FONTE:
www.omelete.com.br
BLOODRAYNE (2006)

Quem diria que BLOODRAYNE sairia até melhor do que muita gente pensava? Está certo que aquele alemão pirado chamado Uwe Boll continua um diretor medíocre e sem a menor criatividade, mas a produção acaba divertindo justamente pelas razões erradas, assim como HOUSE OF THE DEAD que muitos detestaram e me fez rir bastante. Ainda nem tive coragem para assistir ALONE IN THE DARK, só que, diferente de HOD, BLOODRAYNE é uma super-produção. Com elenco principal de caras conhecidas (Kristanna Loken, Michael Madsen, Matt Davis, Michelle Rodriguez e Ben Kingsley) e filmado inteiramente na Romênia, algo que por si só já garante uma atmosfera legal, o longa tem um fiapo de história que deixei logo de lado assim que a ação tomou conta do filme.
A pretensão de Uwe Boll é a verdadeira cereja do bolo. O cara pensa que está filmando um épico!! Na boa, ele devia ficar assistindo a SENHOR DOS ANÉIS direto nos intervalos de filmagem, porque quase todas as vezes que alguém senta a bunda num cavalo começam aquelas tomadas aéreas ao som de umas músicas que também querem ser de filme épico. E a hilária trilha sonora - que toca praticamente o filme todo - é um show à parte, com essas mesmas músicas (e que tem aqueles corinhos chatos de fundo he he he) sendo utilizadas desnecessariamente em várias cenas.
O negócio é mesmo desligar o cérebro e curtir a boa sanguinolência - a cargo do também alemão Olaf Ittenbach, talentoso técnico de efeitos e realizador de filmes pra lá de sanguinários como ALÉM DOS LIMITES (de 2003, lançado há pouquíssimo tempo nas locadoras pela distribuidora Visual Filmes) - as vampiras gatinhas e as pontas de luxo de Geraldine Chaplin (!!!), Udo Kier, Meat Loaf, Billy Zane (canastrão ao extremo, num personagem que entra e sai do filme sem fazer qualquer diferença) e Michael Paré. Isso mesmo, o moçinho do RUAS DE FOGO que agora se dedica a participar de coisas como A VINGANÇA DOS GÁRGULAS (do Jim Wynorski, que me deixou sorridente só pelo trailer) para pagar os cheques.
Ben Kingsley fazendo cara feia e Uwe Boll se achando um diretor sério.
BLOODRAYNE garante divertidos 90min para quem curte cinema classe B. Para melhorar tudo, as cenas de luta não convencem e o elenco pouco se importa com suas atuações. Ben Kingsley, inclusive, tem aqui o seu pior desempenho. Seu personagem é um vampiro chamado Kagan (he he he) que fica sentado o tempo inteiro reclamando e dando ordens. Não duvido nada que todas as cenas dele tenham sido filmadas em um dia. A canastrice rola solta e dá até para ver que Billy Zane se diverte enquanto contracena com Will Sanderson (que está na maioria dos filmes de Boll e aqui faz Domastir, braço-direito de Kagan) por ter descoberto a existência de algum ator pior do que ele.
Podem me chamar de doido, mas a única coisa que fez BLOODRAYNE ser um fracasso tão grande de bilheteria é o nome de Uwe Boll nos créditos de direção. Somente isso, pois Hollywood continua nos empurrando filmes bem piores guela abaixo. VELOZES E FURIOSOS 3 vem aí...
PS: Aviso aos cuecas (e moças interessadas, lógico), Kristanna Loken paga peitinho numa cena de sexo muito sem noção.
A pretensão de Uwe Boll é a verdadeira cereja do bolo. O cara pensa que está filmando um épico!! Na boa, ele devia ficar assistindo a SENHOR DOS ANÉIS direto nos intervalos de filmagem, porque quase todas as vezes que alguém senta a bunda num cavalo começam aquelas tomadas aéreas ao som de umas músicas que também querem ser de filme épico. E a hilária trilha sonora - que toca praticamente o filme todo - é um show à parte, com essas mesmas músicas (e que tem aqueles corinhos chatos de fundo he he he) sendo utilizadas desnecessariamente em várias cenas.
O negócio é mesmo desligar o cérebro e curtir a boa sanguinolência - a cargo do também alemão Olaf Ittenbach, talentoso técnico de efeitos e realizador de filmes pra lá de sanguinários como ALÉM DOS LIMITES (de 2003, lançado há pouquíssimo tempo nas locadoras pela distribuidora Visual Filmes) - as vampiras gatinhas e as pontas de luxo de Geraldine Chaplin (!!!), Udo Kier, Meat Loaf, Billy Zane (canastrão ao extremo, num personagem que entra e sai do filme sem fazer qualquer diferença) e Michael Paré. Isso mesmo, o moçinho do RUAS DE FOGO que agora se dedica a participar de coisas como A VINGANÇA DOS GÁRGULAS (do Jim Wynorski, que me deixou sorridente só pelo trailer) para pagar os cheques.
Ben Kingsley fazendo cara feia e Uwe Boll se achando um diretor sério.BLOODRAYNE garante divertidos 90min para quem curte cinema classe B. Para melhorar tudo, as cenas de luta não convencem e o elenco pouco se importa com suas atuações. Ben Kingsley, inclusive, tem aqui o seu pior desempenho. Seu personagem é um vampiro chamado Kagan (he he he) que fica sentado o tempo inteiro reclamando e dando ordens. Não duvido nada que todas as cenas dele tenham sido filmadas em um dia. A canastrice rola solta e dá até para ver que Billy Zane se diverte enquanto contracena com Will Sanderson (que está na maioria dos filmes de Boll e aqui faz Domastir, braço-direito de Kagan) por ter descoberto a existência de algum ator pior do que ele.
Podem me chamar de doido, mas a única coisa que fez BLOODRAYNE ser um fracasso tão grande de bilheteria é o nome de Uwe Boll nos créditos de direção. Somente isso, pois Hollywood continua nos empurrando filmes bem piores guela abaixo. VELOZES E FURIOSOS 3 vem aí...
PS: Aviso aos cuecas (e moças interessadas, lógico), Kristanna Loken paga peitinho numa cena de sexo muito sem noção.
sábado, julho 22, 2006
11:14 (2003) VS CRASH (2004)
11:14 e CRASH - NO LIMITE são dois filmes bem distintos, mas que possuem algumas semelhanças entre si. Eles fazem parte da liga dos "filmes com narrativa diferente onde vários personagens se encontram e se desencontram" como SHORT CUTS, PULP FICTION, AMORES BRUTOS, MAGNÓLIA, TRAFFIC, 21 GRAMAS, SIN CITY e SYRIANA.
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CRASH - NO LIMITE ficou ainda mais famoso do que merecia por ser uma das maiores (senão a maior...) zebras acontecidas na história do Oscar, pelo fato de ter recebido os prêmios de Melhor Filme (!!!), Melhor Roteiro (!!!) e Melhor Edição (!!!). Confesso que ainda fiquei um pouco chocado quando soube, pois já tinha me preparado devido aos absurdos cometidos em outras edições do evento. Pensando melhor depois de ter lido a divulgação das premiações, notei que estava tudo muito bem esquematizado, afinal, é de se estranhar a inclusão de um filme datado de 2004 numa premiação que iria acontecer em 2006. A contemplação de CRASH na festa do Oscar foi uma prova inegável do pavoroso tradicionalismo da Academia, que simplesmente deixou um filme adulto, forte e poderoso chamado MUNICH voltar para casa de mãos abanando.

Já 11:14 é outra vítima da injustiça. Apesar de possuir uma boa reputação nos festivais em que circulou e gente talentosa interpretando seus errantes personagens, esta produção de 2003 não teve chance nos cinemas norte-americanos e foi lançada diretamente em vídeo e DVD. Isso acontece normalmente com filmes ruins e de bom elenco como END GAME, só que 11:14 não é de maneira alguma um filme ruim. Trata-se de uma produção independente muito bem realizada e divertida, mostrando o que acontece a várias pessoas no horário estipulado de 11:14 da noite e como as suas ações (bem imbecis, na maioria das vezes) acabam influenciando a vida dos outros.
Lembrou de CRASH - NO LIMITE? Sim, é exatamente a mesma premissa. O filme oscarizado tem o foco na questão do preconceito (olha a pretensão aí...) e seus personagens também cometem atos que influenciam o cotidiano dos outros participantes da trama. Vamos a um pequeno e fundamental detalhe: Os personagens de 11:14 residem numa pequena cidade do interior norte-americano, enquanto os protagonistas de CRASH moram em Los Angeles!!
Muitos podem acusar 11:14 de beber na fonte de Tarantino e dos Irmãos Coen. Sim, e daí? O próprio roteirista e diretor Greg Marcks admite as suas influências. E CRASH não é nenhum exemplo de originalidade. 11:14, produto da mente de um jovem realizador de 26 anos, ainda veio 1 ano antes do longa de Paul Haggis. Temos também o pouco conhecido e delicioso CASH - EM BUSCA DO DÓLAR (quase... porém o título original é Twenty Bucks) de 1993 que acompanha a trajetória de uma nota de vinte dólares desde a sua retirada no banco pelas mãos de várias pessoas. Outro detalhe: Brendan Fraser está no elenco he he he.
Serei muito sincero. Nenhum dos dois filmes é grande coisa, mas se eu fosse recomendar algum, ficaria com 11:14 sem sequer pensar 1 milésimo de segundo. Meus motivos? Confiram abaixo:
10 COISAS A DIZER SOBRE 11:14

1 - Créditos de abertura criativos e divertidos, mostrando os membros da equipe como se fossem carros numa estrada.
2 - Já começa pegando fogo numa cena muito bem interpretada por Henry Thomas.
3 - Tem cenas imprevisíveis e insanas.
4 - Conta com um elenco escolhido pelo talento dos atores.
5 - Não se leva a sério.
6 - Foi feito apenas com o propósito de divertir e fazer pensar um pouco nas coisas que podem acontecer em cada minuto de nossas vidas.
7 - Merecia exibição nos cinemas.
8 - Passatempo bom e interessante.
9 - Final tipo: Pootz, esse é o fim?
10 - Tem 1h24min de duração.
10 COISAS A DIZER SOBRE CRASH - NO LIMITE

1 - Créditos de abertura sem nada de interessante.
2 - Já começa morno com Don Cheadle fazendo cara azeda.
3 - Tem cenas covardes e irritantes.
4 - Conta com um elenco escolhido pelos nomes famosos.
5 - Se leva muito a sério.
6 - Foi feito com a intenção de redimir as merdas que os norte-americanos fizeram e que continuam fazendo por causa dos seus inúmeros preconceitos.
7 - Merecia ser especial de TV divulgado pela Oprah Winfrey.
8 - Drama medíocre e hipócrita.
9 - Final brega e meloso.
10 - Tem 1h53 de duração.
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CRASH - NO LIMITE ficou ainda mais famoso do que merecia por ser uma das maiores (senão a maior...) zebras acontecidas na história do Oscar, pelo fato de ter recebido os prêmios de Melhor Filme (!!!), Melhor Roteiro (!!!) e Melhor Edição (!!!). Confesso que ainda fiquei um pouco chocado quando soube, pois já tinha me preparado devido aos absurdos cometidos em outras edições do evento. Pensando melhor depois de ter lido a divulgação das premiações, notei que estava tudo muito bem esquematizado, afinal, é de se estranhar a inclusão de um filme datado de 2004 numa premiação que iria acontecer em 2006. A contemplação de CRASH na festa do Oscar foi uma prova inegável do pavoroso tradicionalismo da Academia, que simplesmente deixou um filme adulto, forte e poderoso chamado MUNICH voltar para casa de mãos abanando.

Já 11:14 é outra vítima da injustiça. Apesar de possuir uma boa reputação nos festivais em que circulou e gente talentosa interpretando seus errantes personagens, esta produção de 2003 não teve chance nos cinemas norte-americanos e foi lançada diretamente em vídeo e DVD. Isso acontece normalmente com filmes ruins e de bom elenco como END GAME, só que 11:14 não é de maneira alguma um filme ruim. Trata-se de uma produção independente muito bem realizada e divertida, mostrando o que acontece a várias pessoas no horário estipulado de 11:14 da noite e como as suas ações (bem imbecis, na maioria das vezes) acabam influenciando a vida dos outros.
Lembrou de CRASH - NO LIMITE? Sim, é exatamente a mesma premissa. O filme oscarizado tem o foco na questão do preconceito (olha a pretensão aí...) e seus personagens também cometem atos que influenciam o cotidiano dos outros participantes da trama. Vamos a um pequeno e fundamental detalhe: Os personagens de 11:14 residem numa pequena cidade do interior norte-americano, enquanto os protagonistas de CRASH moram em Los Angeles!!
Muitos podem acusar 11:14 de beber na fonte de Tarantino e dos Irmãos Coen. Sim, e daí? O próprio roteirista e diretor Greg Marcks admite as suas influências. E CRASH não é nenhum exemplo de originalidade. 11:14, produto da mente de um jovem realizador de 26 anos, ainda veio 1 ano antes do longa de Paul Haggis. Temos também o pouco conhecido e delicioso CASH - EM BUSCA DO DÓLAR (quase... porém o título original é Twenty Bucks) de 1993 que acompanha a trajetória de uma nota de vinte dólares desde a sua retirada no banco pelas mãos de várias pessoas. Outro detalhe: Brendan Fraser está no elenco he he he.
Serei muito sincero. Nenhum dos dois filmes é grande coisa, mas se eu fosse recomendar algum, ficaria com 11:14 sem sequer pensar 1 milésimo de segundo. Meus motivos? Confiram abaixo:
10 COISAS A DIZER SOBRE 11:14

1 - Créditos de abertura criativos e divertidos, mostrando os membros da equipe como se fossem carros numa estrada.
2 - Já começa pegando fogo numa cena muito bem interpretada por Henry Thomas.
3 - Tem cenas imprevisíveis e insanas.
4 - Conta com um elenco escolhido pelo talento dos atores.
5 - Não se leva a sério.
6 - Foi feito apenas com o propósito de divertir e fazer pensar um pouco nas coisas que podem acontecer em cada minuto de nossas vidas.
7 - Merecia exibição nos cinemas.
8 - Passatempo bom e interessante.
9 - Final tipo: Pootz, esse é o fim?
10 - Tem 1h24min de duração.
10 COISAS A DIZER SOBRE CRASH - NO LIMITE

1 - Créditos de abertura sem nada de interessante.
2 - Já começa morno com Don Cheadle fazendo cara azeda.
3 - Tem cenas covardes e irritantes.
4 - Conta com um elenco escolhido pelos nomes famosos.
5 - Se leva muito a sério.
6 - Foi feito com a intenção de redimir as merdas que os norte-americanos fizeram e que continuam fazendo por causa dos seus inúmeros preconceitos.
7 - Merecia ser especial de TV divulgado pela Oprah Winfrey.
8 - Drama medíocre e hipócrita.
9 - Final brega e meloso.
10 - Tem 1h53 de duração.
terça-feira, julho 18, 2006
Origem

Além do seu nome proporcionar uma saudável brincadeirinha (tipo: Fulano(a), Vá e Veja meu blog he he he), este novo blog foi batizado com o título de uma das mais inesquecíveis e poderosas experiências cinematográficas que tive. Dirigido por Elem Klimov e ambientado na Bielo Rússia de 1943, VÁ E VEJA (Idi i Smotri, 1985) relata a dura jornada pela qual o jovem Florya (Alexei Kravchenko) se vê forçado a enfrentar em meio aos horrores da guerra. Além de ser cinema de primeiríssima qualidade, VÁ E VEJA é uma obra de impacto incontestável que deixa o espectador cada vez mais desolado com o que está assistindo. Assisti ao filme no dia 17 de setembro de 2005, numa lotada sessão especial do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (localizado aqui em Recife) e me lembro de tudo como se fosse ontem. Posso dizer que fiquei acomodado em uma cadeira cujo conforto revelou-se ineficaz perante as imagens exibidas, que - modéstia à parte - fui um dos primeiros a aplaudir ao término da fantástica montagem do final e que saí de uma sala de exibição onde um silêncio ensurdecedor reinava. Eu nunca tinha visto aquilo em toda a minha vida! Sem dúvidas, VÁ E VEJA é um filmaço que está na minha mira para uma futura revisão.
PS: Infelizmente, o filme ainda não foi lançado em DVD no Brasil e só está disponível numa velha e rara VHS da Globo Vídeo.
segunda-feira, julho 17, 2006
Apresentação
Quem diria? Aqui estou eu criando um blog. Foi algo que me deu na telha esses últimos dias, e quando divulguei a idéia para seis pessoas pelas quais nutro um sentimento de consideração (Felipe Macedo, Fernando Martins, Fernando Vasconcelos, Fernanda Oliveira, Luiz Joaquim e Titara Barros), recebi aprovação imediata. Não sei se ele será ótimo, apenas legal ou um senhor fracasso. Só sei que aqui será um cantinho no qual irei escrever e postar sempre quando puder sobre um assunto que me fascina e que continuarei amando pelo resto da minha vida. Trata-se do CINEMA.
Darei meus pitacos sobre outros assuntos que me agradam (música, inclusive), mas o maior foco é mesmo a Sétima Arte. O caráter do blog - assim como o dos blogs em geral e o próprio cinema - será bem subjetivo e ninguém é obrigado a aceitar todas as minhas opiniões. Enfim, se você achar algum filme que gostei uma bela duma porcaria, meta o dedo no teclado descendo a lenha que irei ler. Espero que aqui seja um ponto de encontro com alguns amigos e outras pessoas que também curtam trocar idéias e partilhar conhecimentos.
Um grande abraço para todos.
Darei meus pitacos sobre outros assuntos que me agradam (música, inclusive), mas o maior foco é mesmo a Sétima Arte. O caráter do blog - assim como o dos blogs em geral e o próprio cinema - será bem subjetivo e ninguém é obrigado a aceitar todas as minhas opiniões. Enfim, se você achar algum filme que gostei uma bela duma porcaria, meta o dedo no teclado descendo a lenha que irei ler. Espero que aqui seja um ponto de encontro com alguns amigos e outras pessoas que também curtam trocar idéias e partilhar conhecimentos.
Um grande abraço para todos.
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