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quinta-feira, setembro 08, 2011

Recordar é viver: PM Entertainment e DUPLA EXPLOSIVA (1996-1998)


A PM Entertainment foi uma bem sucedida produtora e distribuidora de filmes de ação para o mercado doméstico nos anos 90. Estamos lidando com o lado B do cinema, mas ainda assim, os títulos da PM sempre rivalizavam com as produções dos grandes estúdios para os cinemas em termos de sequências de ação. Claro que os orçamentos não eram os mesmos, diferenças e limitações poderiam ser notadas pelos espectadores, mas isso nunca importou muito. Podemos dizer o mesmo de alguns roteiros filmados por ela (risos).

Foram esses filmes que me fizeram prestar atenção nos créditos finais para dublês e seus coordenadores pela primeira vez como cinéfilo. Seriam muitas as vezes que veria o nome de artistas do ofício como Art Camacho, Cole McKay e Patrick Statham depois. Não se deve comparar o sofrimento dos dublês que já trabalham para John Woo, mas aqueles que trabalharam na PM também não ficam muito atrás. Sangue, suor e lágrimas certamente foram derramados nos sets de filmagens da PM, o esforço e talento por trás das sequências de ação continuam inegáveis com seus tiroteios, lutas, explosões e alguns dos 'stunts' mais ousados de seu período.

Assim como a própria PM, uma divertida série televisiva chamada DUPLA EXPLOSIVA (LA Heat) hoje se encontra vítima do esquecimento. Ela foi desenvolvida no auge da produtora sem o apoio de uma grande rede de emissoras, fazendo mais sucesso no mercado estrangeiro do que nos Estados Unidos. O seriado durou duas temporadas totalizando 48 episódios repletos de cenas de ação, as mais caras sempre recicladas de filmes da PM. Estrelado por Wolf Larson, Steven Williams, Renée Tenison e Kenneth Tigar, o programa seguia a linha de MÁQUINA MORTÍFERA e MIAMI VICE com os protagonistas caçando praticamente todo tipo de criminosos. Aqui no Brasil, ela fez a alegria de muitas manhãs de sábado na Rede Globo durante o final dos anos 90 e contou com as participações do boxeador Sugar Ray Leonard (que também distribuiu sopapos ao lado de Gary Daniels em RUAS VIOLENTAS, um dos melhores filmes da PM), Sam J. Jones, Robert Miano e Gary Hudson como o principal vilão da segunda e última temporada, aparecendo em 5 episódios. Rever a abertura no YouTube me deu aquela saudade:



Qualquer fã de cinema de ação deveria conhecer um pouco desses filmes produzidos por Richard Pepin e Joseph Merhi, pena que os DVD's lançados aqui no Brasil sejam difíceis de encontrar. Mas com certeza, essa não será a última vez que falo da PM Entertainment aqui no Vá e Veja. Stay tuned!

PS: Sim, eu sou um nostálgico incurável. Não tem jeito. ;-)

terça-feira, dezembro 28, 2010

"CUIDADO: SPOILERS ADIANTE!"


Por Brad Sykes,
exclusivo para o blog Vá e Veja


Em maio de 1997, eu estava a poucas semanas de concluir a graduação em cinema na Universidade de Boston quando recebi um telefonema de Jeff Burr, que eu tinha conhecido no ano anterior e mantive contato desde então. Ele estava em pré-produção com um novo filme, SPOILER, e queria saber se eu poderia voar para Los Angeles e trabalhar como seu assistente. É claro que minha resposta foi sim! Fiz minhas provas mais cedo e escapei da cerimônia de formatura para que pudesse estar em LA o mais rápido possível.

SPOILER foi meu segundo trabalho em um filme profissional e poucos dias depois do início das filmagens, fui promovido de assistente de direção para diretor de 2a. unidade! A cada dia, Jeff me daria uma lista das tomadas que ele precisava. Meu diretor de fotografia foi o talentoso romeno Viorel Sergovici e a gente passava de um set para outro gravando close-ups, inserts e qualquer coisa que acreditamos ser útil na edição. Também fiz um pouco de figuração sem créditos, aparecendo em pelo menos três cenas interpretando três personagens diferentes!

Eu tenho algumas boas memórias da filmagem de 18 dias, mas duas se destacam. A primeira foi sentar com Jeff em seu trailer, assistindo a minha primeira fita de "diárias". Eu tinha uma tomada. Viorel e eu tínhamos feito uma lenta tomada em dolly para um freezer criogênico que não estava na lista de Jeff, mas foi bacana demais para resistirmos e eu estava nervoso e excitado para conferir o resultado. A tomada apareceu e Jeff a assistiu tranquilamente, virou-se para mim e disse: "Está ótimo. Bom trabalho." Essa tomada acabou sendo uma das primeiras que você assiste no filme e também foi usada no trailer para o DVD.

A outra memória envolve o astro Gary Daniels, que foi ótimo de se trabalhar. Ele trabalhava o dia inteiro, todos os dias, seja fazendo cenas dramáticas ou de artes marciais. Um dia, a equipe tirou pausa para almoço e ele estava passando, enquanto eu arrumava um close-up no dublê de braço. Ele parou e disse: "Isso é o que se supõe ser o meu braço?". Eu lhe disse que sim e e ele de imediato arregaçou as mangas, colocou alguma maquiagem e o seu próprio braço na tomada, para que ele pudesse combinar perfeitamente. Eu nunca tinha visto uma "estrela" fazer algo assim antes.

Trabalhar com Jeff em SPOILER não foi apenas divertido e emocionante, mas também um grande experiência de aprendizagem. Fui capaz de usar muitas das habilidades que aprendi naquela filmagem quando mais tarde passei a dirigir os meus próprios filmes.

Sykes, no set de MAD JACK (2000)

domingo, dezembro 19, 2010

SPOILER (EUA, 1998)


Jeff Burr é um nome em que confio por um simples motivo: dos filmes que assisti, ele não se mostra preguiçoso em nenhum deles. Jeff não tem culpa se os roteiros muitas vezes não eram dos melhores... os dois MESTRE DOS BRINQUEDOS dirigidos por ele que o digam! Mas ainda assim, ele nos entregou títulos como DO SUSSURRO AO GRITO, O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA III (a melhor continuação do clássico de Tobe Hooper) e A NOITE DO ESPANTALHO que divertem qualquer fã do gênero. Assim como boa parte dos seus colegas de profissão, a força de Jeff é melhor notada em seus projetos mais pessoais, EDDIE PRESLEY e COMBATE NA ESCURIDÃO. SPOILER é um de seus filmes mais obscuros, uma mistura de drama e ficção estrelada por Gary Daniels.

Roger Mason (Daniels) é preso por um crime que não cometeu. Sem conseguir viver longe da família durante 1 ano de sentença, o homem foge da cadeia, mas acaba sendo pego e sujeito a torturas mentais. Detalhe: ele é condenado a 26 anos de suspensão criogênica. Mason acorda com a mesma idade, mas seus entes queridos envelhecem ou já se encontram mortos. Ele foge outra vez para tentar reencontrar os seus parentes, nem que seja por pouco tempo, para ser preso novamente, submetido a mais abusos e congelado em seguida. Policiais e caçadores de recompensas parecem estar sempre um passo atrás dele. Já um fugitivo lendário, Mason recebe a notícia que seus pais e esposa faleceram, apenas restando a sua filha. E adivinhem o que ele fará em seguida? Fugir, sem saber se encontrará com a última pessoa que ama no mundo.

Pela premissa, temos um dos filmes B mais deprimentes já feitos. Mas Jeff Burr faz o possível para ele não ser tão melodramático. Muitos sets são de uma pobreza franciscana, o que reforça a criatividade de Jeff em disfarçar as limitações do baixíssimo orçamento para uma produção do gênero (menos de 500 mil dólares). O roteiro de Michael Kalesniko é derivativo de O DEMOLIDOR e VINGADOR DO FUTURO, mas apresenta sequências memoráveis - uma das fugas é sensacional - e injeta alguma comicidade, que embora deslocada às vezes ajuda ao filme não ficar insuportável. Uma falha grave do roteiro é o fato de nos fazer pensar que o personagem tenha alguma culpa pelas coisas ruins que acontecem a ele. Poxa vida, o cara tem um ano de sentença a cumprir e foge para correr o risco de ser pego e congelado por mais 10, 20 anos? Sei não...

Gary Daniels dá o melhor de si e carrega o filme nas costas, apesar do papel não considerar o seu talento como artista marcial. A luta entre ele e Bryan Genesse (yeah!) também merecia ser melhor executada. Todo o filme praticamente se resume aos planos e posteriores fugas de seu personagem, que cruza seu caminho com uma série de personagens interpretados em rápidas aparições de figuras conhecidas como os irreconhecíveis Meg Foster e James Booth, passando por Joe Unger, Bruce Glover, Duane Whitaker (que estão em BROKE SKY), Timothy Bottoms e Willard E. Pugh. Não me esqueci de Jeffrey Combs, que arrebenta na melhor participação especial do longa, como um sádico e afeminado policial que tem caçado Mason por muito tempo e finalmente encontra o fugitivo.



A direção de SPOILER é assinada com o pseudônimo Cameron Von Daake, pois Jeff Burr perdeu o controle na pós-produção. Certamente, teríamos um filme melhor com sua palavra no corte final, mas apesar do ocorrido, outra vez é o talento de Jeff como diretor que se sobressai. Trata-se de uma produção fora dos padrões do período, inclusive pela presença de Gary Daniels que entrega sua melhor atuação num filme que não prioriza cenas de ação. Isso pode desapontar a muitos, menos a quem busca algo diferente do que o ator fez para a PM Entertainment e Nu Image, por exemplo.

PS: Não acredito que escrevi todo esse texto sem fazer uma piadinha com o título!

segunda-feira, novembro 01, 2010

Boas Notícias

RED STATE, escrito e dirigido por Kevin Smith, teve suas filmagens e um corte concluídos na semana passada. Isso porque Smith tem o costume de editar seus filmes enquanto as filmagens ainda estão rolando e esse primeiro corte já foi apresentado ao elenco e equipe. A novidade é que se trata de um filme de terror independente, sem distribuidores ou estúdios envolvidos. RED STATE seria filmado junto com ZACK AND MIRI MAKE A PORNO, mas os irmãos Weinstein recusaram o projeto pouco comercial. Michael Parks protagoniza a produção, que também conta com John Goodman, Stephen Root e Kevin Pollak no elenco. Saiba mais no blog do cineasta.

E falando de bons elencos, que tal o de ROOM AND BOARD? O filme de Julia Davis se encontra em pré-produção e nomes como Burt Reynolds, Charles Durning, Tippi Hedren, Kane Hodder, Robert Patrick, William Katt, Gary Daniels, Michael Paré, Luke Goss, Bokeem Woodbine, Brooke Lewis e Darcy DeMoss fazem parte dele. A trama gira em torno de um restaurante e hotel de estrada administrado por irmãs russas maluquinhas. Motivados pelo 'boca a boca', os visitantes ficam ansiosos para experimentar o bife do lugar. Mas esses mesmos visitantes podem acabar descobrindo porque o bife é tão suculento. Tudo indica que 'mais do mesmo' vem por aí, mas com esse elenco e uma dose de humor, podemos esperar por um filme divertido.

THE APOTHECARY é o retorno de Kevin J. Lindenmuth na direção de filmes de gênero, após 7 anos se dedicando a documentários, a maioria deles para TV. As filmagens devem começar no final do ano e seu primeiro trailer promocional foi divulgado hoje. Mais informações em breve aqui no Vá e Veja.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Gary Daniels fala de TEKKEN e OS MERCENÁRIOS


Uma das boas no último fim de semana foi a entrevista de Gary Daniels ao site Asian Movie Pulse, pelo colega sueco Pidde Andersson. Nela, o astro de ação fala sobre seu envolvimento nestes dois aguardados títulos. Para quem não o conhece, ele está em vários filmes do gênero feitos nos anos 90, a maioria para a hoje extinta PM Entertainment e no elenco do recente O CARTEL (La Linea), estrelado por Ray Liotta e Andy Garcia. O forte de Daniels são as artes marciais, mas dependendo dos personagens, como os protagonistas de SPOILER e FÚRIA ASSASSINA, ele nos faz torcer por eles.

Daniels interpreta Brian Fury na adaptação de TEKKEN dirigida por Dwight H. Little, responsável pelo casca grossa MARCADO PARA A MORTE com Steven Seagal. Ele comenta que não joga videogames e aderiu à pesquisa online e vídeos no YouTube para saber mais de seu personagem. E pelo visto, TEKKEN receberá cortes para pegar uma classificação reduzida, uma pena.

O ator fala com entusiasmo sobre OS MERCENÁRIOS, onde encarna 'The Brit'. Sylvester Stallone adicionou várias cenas para seu personagem durante as filmagens. Daniels divide sua última cena com Dolph Lundgren, Eric Roberts e "Stone Cold" Steve Austin.

Entrevista completa (em inglês)

Post das antigas sobre FÚRIA ASSASSINA e TENSÃO TOTAL


Errata (27/10): Ontem à noite, enquanto escrevia, citei que Daniels tem carinho pelo primeiro MORTAL KOMBAT, gosta dos filmes da série RESIDENT EVIL e tirando POSTAL, acha as versões do Uwe Boll uma lástima. Quem fala isso é o entrevistador Pidde e não Gary Daniels. Mas parece que é o Daniels quem está falando hehe. Pensei que a participação do Pidde se resumia às questões em negrito. Quem tá com sono e inventa de blogar só faz besteira.