segunda-feira, setembro 26, 2011

Trailer de JOHN DIES AT THE END, novo filme de Don Coscarelli

Adaptação do livro homônimo de David Wong



Bônus: Livro completo em PDF

MISSÃO LASER (Laser Mission, 1990, EUA)


Quem espera grande coisa de uma produção cujo título sequer chama a atenção mesmo tendo relação direta com a história? Some isso ao fato de termos Brandon Lee em sua estréia no cinema americano e Ernest Borgnine juntos numa mistureba ingênua de ação e ficção científica. E ainda temos a música-tema sendo executada mais de 5 vezes em todo o filme, levando o espectador a crer que David Knopfler (irmão de Mark Knopfler e ex-Dire Straits) não recebeu o suficiente para elaborar uma trilha sonora completa.


Brandon Lee (que teria uma provável bela carreira interrompida devido ao seu brutal falecimento durante as filmagens de “O Corvo”) é Michael Gold, um mercenário norte-americano enviado a um país ditatorial fictício com o propósito de contatar o professor Braun (Ernest Borgnine, mandando ver no falso sotaque alemão) e lhe propor asilo nos Estados Unidos. Braun possui o projeto de uma arma à laser guardada na memória, que só pode ser elaborada com a inclusão de um famoso e caro diamante roubado no início do filme. Gold promete liberdade total e segurança no seu novo lar, pois a criação não pode cair em mãos erradas. Durante a conversa, ambos acabam atingidos por dados tranquilizantes no pescoço. Aprisionado pelo horrendo (no mal sentido…) Coronel Kalishnakov (Graham Clarke) e sem idéia do paradeiro do simpático senhor, resta ao mercenário aturar um guarda tosco dizendo “We cut off your head mañana!!”, escapar da cela, falar com seus contratantes e iniciar uma missão de resgate.

Requisitos como os descritos acima fazem qualquer produçãozinha ser diversão garantida para os apreciadores de um bom filme ruim. “Missão Laser” pode ser visto como um belo cartão de visitas para as filmecos fuleiros do gênero que infestaram os cinemas e as prateleiras das locadoras nos anos 80. O leitor deve estar se perguntando: – Peraí, mas ele não foi feito em 1990? Exatamente, o roteiro é uma tremenda colcha de retalhos de todos os clichês e besteiras destas saudosas produções. O básico do básico está presente: o moçinho fodão que pouco está ligando para as situações perigosas, a gatinha ajudante (aqui, Debi Monahan), o vilão imbecil, os personagens cômicos sem a menor graça e um veterano decadente fazendo participação especial.


E tome queijo. Numa fuga em cima dos telhados de uma residência, Michael Gold cai na sala de jantar desta, quebrando tudo. Depois de se levantar sem sofrer um mísero arranhão, ele segue rumo a concluir seu objetivo, quando olha o casal assustado e diz: – Só vim aqui para dizer… bom apetite!! Com tamanha esculhambação, fica impossível não sentir pena ao ver Ernest Borgnine, astro de obras do porte de “Os Doze Condenados”, “Meu Ódio Será Sua Herança” e “O Imperador do Norte” (só para citar três…) encarando furadas deste nível para faturar uns trocados. Já os vilões Graham Clarke e Werner Pochath (falecido em 1993, vítima da AIDS) mostraram que são bons profissionais. Deveriam ter observações assim no roteiro: para quem for Kalishnakov, seja bem ridículo; para quem for Eckhardt, seja mais ridículo ainda e tente fazer umas expressões faciais toscas para mostrar a insanidade do personagem. Eles conseguiram.


Algo que não deve ser cobrado em “Missão Laser” é lógica. Acreditem, depois de um cena de tiroteio no meio urbano, os protagonistas seguem rumo a estrada e vão parar num deserto!! Também não dá para decifrar onde diabos se passa a história. O país tem a aparência de ser localizado na África, com o idioma falado sem definição entre inglês e espanhol (alguns falam só o idioma britânico ou latino e outros, como o guarda tosco, misturam os dois) e escritos em português. Falando nisso, todos os sotaques dos atores americanos interpretando estrangeiros são um ponto a mais para o fator trash da produção.

Enfim, apesar da ruindade geral, o filme tem um bom visual graças aos cenários escolhidos pelos produtores. Mas isso pouco importa. O importante mesmo é que “Missão Laser” diverte quem curte ficar tirando sarro das babaquices enquanto confere alguma bobagem inofensiva de vez em quando (senão o cérebro atrofia hehehe).

NA: 01 – Infelizmente, dá para notar que alguns momentos foram editados pela censura como uma decapitação, uma cena de sexo e a morte de um dos principais vilões. Segundo um usuário no IMDb, a versão sem cortes é a intitulada “Soldier of Fortune”.

02 – Os direitos de copyright do longa caíram em domínio público. Então, qualquer um que adquira uma cópia do filme pode distribuí-lo a vontade que não tem bronca com a lei. Segue um link para download desta pérola via este excelente site especializado em torrents de filmes em domínio público: http://www.publicdomaintorrents.com/

Texto escrito originalmente para o hoje extinto site Erotikill. Dedico a postagem ao amigo Leopoldo Tauffenbach, a quem tive o prazer de conhecer 'in persona' na passagem por São Paulo e que teve a "sorte" de assistir a essa pérola do cinema nos últimos dias. :)

...is back!

quarta-feira, setembro 21, 2011

quarta-feira, setembro 14, 2011

Um tributo a Cliff Robertson, por Steve Latshaw

O roteirista de MACH 2 escreve sobre como foi conhecer e trabalhar com o lendário ator durante as filmagens deste pequeno filme de ação dirigido por Fred Olen Ray.

Dick Cavett tenta entrevistar John Cassavetes, Peter Falk e Ben Gazzara (1970)





segunda-feira, setembro 12, 2011

Trailer e poster de CHILLERAMA


PACIFIC, disponível para download gratuito

Não é bem a praia do blog, mas essa notícia eu faço questão de compartilhar. A partir de hoje, PACIFIC pode ser baixado gratuitamente em seu site oficial. O filme de Marcelo Pedroso é um dos melhores e mais curiosos documentários que assisti em anos. A produção também abriu portas para uma calorosa e válida discussão sobre as fronteiras desse cinema. PACIFIC merece demais ser visto.

Boa sessão.



domingo, setembro 11, 2011

quinta-feira, setembro 08, 2011

Recordar é viver: PM Entertainment e DUPLA EXPLOSIVA (1996-1998)


A PM Entertainment foi uma bem sucedida produtora e distribuidora de filmes de ação para o mercado doméstico nos anos 90. Estamos lidando com o lado B do cinema, mas ainda assim, os títulos da PM sempre rivalizavam com as produções dos grandes estúdios para os cinemas em termos de sequências de ação. Claro que os orçamentos não eram os mesmos, diferenças e limitações poderiam ser notadas pelos espectadores, mas isso nunca importou muito. Podemos dizer o mesmo de alguns roteiros filmados por ela (risos).

Foram esses filmes que me fizeram prestar atenção nos créditos finais para dublês e seus coordenadores pela primeira vez como cinéfilo. Seriam muitas as vezes que veria o nome de artistas do ofício como Art Camacho, Cole McKay e Patrick Statham depois. Não se deve comparar o sofrimento dos dublês que já trabalham para John Woo, mas aqueles que trabalharam na PM também não ficam muito atrás. Sangue, suor e lágrimas certamente foram derramados nos sets de filmagens da PM, o esforço e talento por trás das sequências de ação continuam inegáveis com seus tiroteios, lutas, explosões e alguns dos 'stunts' mais ousados de seu período.

Assim como a própria PM, uma divertida série televisiva chamada DUPLA EXPLOSIVA (LA Heat) hoje se encontra vítima do esquecimento. Ela foi desenvolvida no auge da produtora sem o apoio de uma grande rede de emissoras, fazendo mais sucesso no mercado estrangeiro do que nos Estados Unidos. O seriado durou duas temporadas totalizando 48 episódios repletos de cenas de ação, as mais caras sempre recicladas de filmes da PM. Estrelado por Wolf Larson, Steven Williams, Renée Tenison e Kenneth Tigar, o programa seguia a linha de MÁQUINA MORTÍFERA e MIAMI VICE com os protagonistas caçando praticamente todo tipo de criminosos. Aqui no Brasil, ela fez a alegria de muitas manhãs de sábado na Rede Globo durante o final dos anos 90 e contou com as participações do boxeador Sugar Ray Leonard (que também distribuiu sopapos ao lado de Gary Daniels em RUAS VIOLENTAS, um dos melhores filmes da PM), Sam J. Jones, Robert Miano e Gary Hudson como o principal vilão da segunda e última temporada, aparecendo em 5 episódios. Rever a abertura no YouTube me deu aquela saudade:



Qualquer fã de cinema de ação deveria conhecer um pouco desses filmes produzidos por Richard Pepin e Joseph Merhi, pena que os DVD's lançados aqui no Brasil sejam difíceis de encontrar. Mas com certeza, essa não será a última vez que falo da PM Entertainment aqui no Vá e Veja. Stay tuned!

PS: Sim, eu sou um nostálgico incurável. Não tem jeito. ;-)

domingo, setembro 04, 2011

Resenhas de VHS, revista PsicoVideo (1995)

Fuçando o "The Osvaldo Files" para mais uma pesquisa, me deparei com a PsicoVideo nº. 2, dei uma escaneada na seção VHS da revista e resolvi compartilhar suas páginas com todos vocês.

Não é de hoje que a curta duração passou a ser um mal que assola as publicações do gênero no país: a PsicoVideo durou apenas dois números.