segunda-feira, junho 27, 2011

Vencedores do Golden Cob Awards 2011

Saíram os vencedores do Golden Cob Awards! Embora minha votação tenha sido bem expressiva na categoria SuperFan, não fui um deles. Obrigado a todos pelo carinho e apoio incondicional, pelos votos e divulgação do site pela Internet e redes sociais. Fica para uma próxima vez, quem sabe? Só o fato de ter sido indicado e reconhecido internacionalmente já é um senhor prêmio para esse simples rapaz de Recife. :)



Best Scream Queen
Debbie Rochon
Alien Vengeance

Best Leading Man
Jeffrey Combs
American Bandits

Best Rising B Actress
Bianca Barnett
In A Spiral State

Best Rising B Movie Actor
Gerald Webb
Battle of Los Angeles

Best B Movie Director
Fred Olen Ray
American Bandits

Best Efx In A B Movie
Greg Nicotero
Piranha 3D

Best Cinematography in a B Movie
Greig Fraser
Let Me In

Best Original Screenplay
Fred Olen Ray
American Bandits

Best Editing in A B Movie
Tony Randel
Monster Cruise

Best B Movie Adapatation-
Scott Kosar/Ray Wright
the Crazies

Best B Movie Release
Piranha 3D

Best B Movie Documentary
Daniel Griffith
The Bloodiest Show on Earth:Making Vampire Circus

Best B Movie Soundtrack
Midnight Syndicate
The Dead Matter

Best Sound Design In A B Movie
Patrick Giraudi
DinoCroc Vs. Supergator

Lifetime Achievement Award
George A.Romero

Bill Cothron Best Emerging Filmmaker Award
Joshua Hull
Beverly Lane

SuperFan Award,
Brian Shirley
Geek Tyrant

The B Movie Hall Of Fame
The Chiodo Brothers
Vincent Price
Albert Pyun

The Bob Wilkins Best Horror Host Award
Sammy Terry

Saiba mais:

http://www.bmoviecelebration.com/

sexta-feira, junho 24, 2011

terça-feira, junho 14, 2011

Brian Trenchard-Smith e um desafio em sua carreira


De hoje em diante, eliminarei diversas pendências no Vá e Veja. Uma delas é nunca ter conversado direito com vocês sobre o trabalho de Brian Trenchard-Smith. Esse diretor inglês de nascimento é conhecido por assinar obras cultuadas pelos fãs de cinema B e exploitation realizadas na Austrália como THE MAN FROM HONG KONG, TURKEY SHOOT e DRIVE-IN DA MORTE, além de ter descoberto Nicole Kidman no juvenil BICICLETAS VOADORAS. Com exceção do último, os filmes citados marcaram um período conhecido como Ozploitation, retratado com extrema competência no documentário NOT QUITE HOLLYWOOD.

Para continuar na ativa com o passar dos anos, assim como outros realizadores, Brian acabou se aventurando no cinema “direto pra vídeo”, pois os filmes B cada vez mais perdiam o seu espaço na tela grande. A NOITE DOS DEMÔNIOS 2 e as suas duas continuações para a franquia O DUENDE (3 e 4) renderam bons lucros, além de explicitar o seu característico senso de humor para uma nova geração de espectadores. Eu faço parte dela, com muito prazer.


Brian sempre intercalou seus filmes de gênero produzidos por estúdios independentes como a Trimark com os telefilmes. Hoje em dia, praticamente tudo que Brian dirige tem a TV como destino principal. AMEAÇA SUBMARINA é um de seus vários telefilmes e o título pode ser considerado parte de um subgênero dentre as obras que lidam com a guerra, o chamado “filme de submarino”. Não se deve esperar algo como O BARCO, MARÉ VERMELHA e CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO quando se pensa em assistir a um “made for TV” de orçamento modesto. Mas nós estamos falando de outro desafio enfrentado por Brian, que produz e dirige esse projeto, dono de uma das histórias mais curiosas que já tomei conhecimento.

A trama do filme é centrada em Frank Habley (interpretado por Adrian Paul, Highlander - série de TV), Comandante da Marinha dos Estados Unidos que aceita cumprir uma perigosa missão submarina no mar do Japão. Ela tem um final trágico, com as mortes do Oficial Engenheiro e do Oficial Executivo e seu melhor amigo, o Tenente Comandante Tom Palatonio (Mike Doyle), por conta dos ataques de um submarino inimigo não detectado pelo radar. Habley enfrenta a Corte Marcial pelo ocorrido, que não acredita em sua versão dos fatos. Pouco depois, o Comandante recebe uma nova chance de liderar mais uma missão nas águas da Coréia do Norte, sendo que dentre os membros da sua tripulação se encontram o Tenente Comandante Steven Barker (Matthew St. Patrick) que tem autorização de tomar o controle da missão sem o seu prévio conhecimento e a Tenente Claire Trifoli (Catherine Dent), irmã de Tom que o culpa pela morte do oficial.


Eis a curiosa história de bastidores: AMEAÇA SUBMARINA possui três versões diferentes. Brian gravou cenas para duas versões de um mesmo filme: uma com temática homossexual (o longa teve financiamento da Here!, emissora de TV com programação destinada ao público LGBT) e outra ausente de maiores referências em relação a opção sexual do protagonista, intitulada “The Phantom Below” que é a versão lançada no Brasil e na maioria dos países. A terceira versão foi editada para uma distribuidora japonesa que também injetou grana na produção, mas exigiu um filme com 96 minutos de duração (a regular tem 94 minutos). Tudo filmado no Havaí em 15 dias sem colaboração da Marinha. Na versão “gay”, Habley e Tom são amantes e o fato é escondido da Marinha e dos membros da equipe, com exceção de Dizzy Malone (Matt Battaglia), Oficial de Mergulho, outro grande amigo do Comandante, hetero e casado. Claire também acaba descobrindo do relacionamento entre Habley e seu irmão. Soube da maior parte destas informações através de contato pessoal com o próprio Brian Trenchard-Smith, que tem sido bastante proveitoso. Grande cara.

No geral, AMEAÇA SUBMARINA poderia ser exibido numa Sessão da Tarde sem qualquer censura em sua versão “comum”, a qual eu assisti. Não passa de um telefilme rotineiro com violência quase nula, sem nenhuma novidade ou muito interesse em fugir do convencional, mas que diverte sem aborrecer, especialmente se você curte filmes de submarinos e sente vontade de ver mais um.

Brian escreveu sobre os bastidores da produção para o site Trailers from Hell no fim de maio. Confira o artigo do realizador clicando aqui. E saibam que já estou com o DVD brasileiro de FORÇA AÉREA 2 em mãos. Yeah!