sexta-feira, maio 27, 2011

Recado de Lloyd Kaufman para os brasileiros


http://www.blackvomit.com.br/troma

Jeff Conaway (1950-2011)

Parabéns aos Cavalheiros do Horror


Não posso deixar de registrar o quanto esses últimos dois dias significam para nós, cinéfilos do horror, que tem o prazer de acompanhar o trabalho dos três ilustríssimos senhores da foto acima.

Ontem, 26 de maio, Peter Cushing completaria 98 anos.
Hoje, Christopher Lee completa 89 e Vincent Price chegaria aos 100!

Muito obrigado por tudo!

Se o caro leitor estiver no Rio Grande do Sul, eu imploro para que você não perca a sessão de O ABOMINÁVEL DR. PHIBES na sala PF Gastal, hoje às 20h15 em celebração ao centenário de Vincent Price. Para maiores informações, acesse o blog Cinema Ex-Machina!

Confira também a bela homenagem do blog Viver e Morrer no Cinema ao lendário Price.

The Deadliest Prey!

David A. Prior nem deixou a poeira baixar com o teaser de NIGHT CLAWS e já anunciou a produção de THE DEADLIEST PREY, continuação de EXTERMÍNIO DE MERCENÁRIOS. E com um teaser, deixando claro que David Campbell e Ted Prior voltarão na pele de seus respectivos Hogan e Mike Danton, protagonistas de um dos maiores clássicos da cinema bagaceiro dos anos 80. Confira!



Prior também abriu uma página no Kickstarter para arrecadar doações dos fãs: http://www.kickstarter.com/projects/1585039081/the-deadliest-prey

quarta-feira, maio 25, 2011

Teaser de NIGHT CLAWS, novo filme de David A. Prior!



REFLECTIONS OF EVIL (2003, EUA)


“Que porra é isso?”

Taí uma pergunta que me veio diversas vezes (no bom sentido) enquanto assistia REFLECTIONS OF EVIL. O filme de Damon Packard é um exemplo de cinema underground em estado extremo, vindo de alguém que sabe muito bem do que está fazendo.

Packard tem uma visão ácida e pessimista a respeito da indústria do cinema. Para ele, a criatividade praticamente morreu com o final dos anos 70. É essa década que será homenageada em REFLECTIONS, a começar por uma montagem que o apresenta como se fosse um telefilme da ABC Movie of the Week, emissora que nos trouxe pérolas do calibre de CRIATURAS DA NOITE, que já foi refilmado em produção de Guillermo Del Toro e O AMULETO EGÍPCIO, de Curtis Harrington. O próprio título remete a estes filmes que foram tão marcantes para o realizador, como REFLECTIONS OF A MURDER, refilmagem da ABC para o clássico de Henri-Georges Clouzot, AS DIABÓLICAS. Ninguém mais, ninguém menos que Tony Curtis é o apresentador da produção, editado diretamente de uma introdução feita para o DVD de um outro filme qualquer e que tem a voz trocada por um dublador quando informa o nome do diretor e o título do longa.


Os créditos iniciais se utilizam da música-tema de Ennio Morricone para O VENTRE NEGRO DA TARÂNTULA e mostram um importante personagem do filme correndo sem rumo em câmera lenta, pelas ruas e praças de Los Angeles. Trata-se de Julie (Nicole Vanderhoff), uma garota que morreu por uma overdose de PCP durante os anos 70. Ela é irmã de Bob (vivido pelo próprio diretor), o nosso protagonista, um vendedor de relógios obeso que está prestes a partir desta para melhor a qualquer momento por intolerância a sacarose. Uma boa porção do filme é dedicada a sua rotina: xingar e ser xingado, agredir e ser agredido pelos mendigos, policiais, transeuntes e moradores de LA. O homem passa o dia inteiro oferecendo os relógios que ninguém compra e a comer porcarias que só agravam seu estado de saúde.

A longa cena de vômito é um dos momentos mais notórios da produção, assim como a sequência onde Bob é atacado por um grupo de cachorros num subúrbio. São momentos que reforçam a sensação de estarmos diante de uma carta de amor e ódio para Los Angeles em forma de cinema. Os veteranos do Vietnã, representados pela participação especial de Tim Colceri (numa referência ao seu personagem em NASCIDO PARA MATAR, de Stanley Kubrick), também não escapam da mira de Packard, assim como a cultura pop e duas de suas maiores influências: George Lucas e Steven Spielberg. E onde Julie entra nisso tudo? Ela é uma espécie de anjo da guarda para Bob e volta e meia aparece em flashbacks, em um deles ela observa o jovem Spielberg dirigindo seu primeiro longa, o telefilme SOMETHING EVIL de 1972.


Se o leitor está achando tudo isso uma verdadeira zona, então saiba que o filme inteiro usa e abusa de uma edição frenética e muitas vezes esquizofrênica para compor a sua narrativa e não me refiro apenas a edição de imagem, mas a de som também. Praticamente todas as vozes foram dubladas e/ou adicionadas na pós-produção, trechos de trailers, vinhetas e filmes como GUERRA NAS ESTRELAS, SOB O DOMÍNIO DO MEDO e O ILUMINADO podem ser ouvidos durante o desenrolar do filme. Isso sem falar das já citadas imagens de arquivo. O respeito às leis de direito autoral é zero, o que impossibilita sua exibição na TV e distribuição fora do meio underground.

Conta-se que REFLECTIONS OF EVIL apenas foi realizado por conta de uma herança que Packard recebeu de um parente rico, o cara gastou toda a grana na produção realizada no melhor estilo 'cinema de guerrilha' e na posterior distribuição do filme em DVD, numa tiragem de 23.000 cópias gratuitas deixadas em cinemas, restaurantes, bancas de revista e também enviadas através de correios. O esforço de Packard foi válido e o filme abriu caminho para seus trabalhos posteriores, que dialogam com esse primeiro e último longa do realizador, até o momento. Não é qualquer um que consegue fazer de uma visita no parque da Universal Studios algo que poderia ter saído de um pesadelo. Uma das atrações é "A Lista de Schindler: Um Passeio".

REFLECTIONS OF EVIL é um caso clássico de “ame ou odeie”, uma forte experiência cinematográfica da qual texto algum fará justiça. Existem três versões do filme, A primeira de 138 minutos, o segundo corte de 2004 com 116 minutos (a que eu assisti) e a terceira de 90 minutos, feita a pedido de uma distribuidora estrangeira. REFLECTIONS pode ser assistido no YouTube, onde Packard também disponibiliza a maior parte de suas produções.

Para adquirir esse e outros filmes com o próprio realizador em DVD, além de diversas raridades, acesse o blog: http://damonpackard.wordpress.com/

terça-feira, maio 17, 2011

Feliz Aniversário, Dennis Hopper



Se estivesse conosco, Hopper completaria 75 anos.

quinta-feira, maio 12, 2011

81 anos de Jess Franco


The Sadistic Baron Von Klaus (1962)

The Blood of Fu Manchu (1968)

Succubus (1968)

Venus in Furs (aka Paroxismus, 1969)

The Bloody Judge (1970)

Eugenie... the Story of Her Journey Into Perversion (1970)

Count Dracula (1970)

Vampyros Lesbos (1971)

She Killed in Ecstasy (1971)

Female Vampire (aka Erotic Kill, 1973)

quarta-feira, maio 11, 2011

Farewell, ladies


Dolores Fuller
(1923 - 2011)


Dana Wynter
(1931 - 2011)

RESPOSTA ARMADA (Armed Response, 1986, EUA)


Quem curte uma boa tralha de vez em quando deve conhecer algo dirigido por Fred Olen Ray. Responsável por verdadeiras pérolas como VALE DA MORTE e HOLLYWOOD CHAINSAW HOOKERS, Ray é notório, assim como o amigão Jim Wynorski, pelos seus inúmeros softcores, filmes de terror e ação para lançamento direto em vídeo com cenas de grandes produções “coladas” na maior cara de pau para poupar orçamento. RESPOSTA ARMADA talvez seja um de seus projetos mais caros, pela simples escalação de um dos melhores elencos já reunidos na história do cinema B.


A trama do filme tem início com o detetive particular Cory Thorton (Ross Hagen) e Clay Roth (David Goss), sendo contratados por Akira Tanaka (Mako), um chefão do crime japonês, para recuperarem uma estátua roubada. Chegando ao local da negociação, a dupla se encontra com dois escroques chamados Steve (Dick Miller) e Deborah (Laurene Landon). A negociação não é bem sucedida e um tiroteio acontece. Cory acaba fugindo com o dinheiro dos japoneses e deixa o seu parceiro ferido à espera da morte. Clay pega o objeto e entra em contato com sua família, composta pelo ex-policial Burt (Lee Van Cleef) e seus irmãos Jim (David Carradine) e Tommy (Brent Huff), ambos veteranos do Vietnã, mas acaba morrendo antes de dizer qualquer coisa. O patriarca prefere esconder a estátua da polícia, pois a sua maior intenção é descobrir toda a verdade e, tendo a ajuda dos filhos, fazer justiça com as próprias mãos.


RESPOSTA ARMADA é um filme de ação simpático que funciona pela completa falta de pretensão. O roteiro de T. L. Lankford não apresenta maiores novidades e a direção de Ray é ausente de frescuras. Tudo bem simples e sem muita enrolação. É prazeroso assistir Van Cleef, Carradine e Huff como pai e filhos, além do time de vilões roubando boa parte do show. Como sempre, Michael Berryman - o eterno Pluto de QUADRILHA DE SÁDICOS e aqui fazendo um sádico capanga oriental (!!!!) - se impõe pela presença insana. Ross Hagen então nem se fala, o veterano ator B compõe um daqueles tipos que o espectador adora odiar. Não posso deixar de mencionar as pequenas participações do sempre “cool” Dick Miller, Cary-Hiroyuki Tagawa mostrando porque seria o asiático mais maligno da história do cinema americano e Michelle Bauer, estrelinha em vários filmes de Ray, mostra toda a sua saúde fazendo um striptease. Atriz boa.

Mesmo que pareça ter sido filmado em menos de duas semanas, o filme tem cenas memoráveis. Dentre elas, destaco o personagem de Berryman, vestindo um broche do “smiley” na roupa, matando brutalmente um dos Roth com uma calibre 12 e Carradine dizendo “Rest in Peaces!!” (traduzindo: Descanse em Pedaços) após explodir um bandido. Vale dar uma espiada em RESPOSTA ARMADA, trata-se de um dos mais divertidos filmes de Fred Olen Ray que ainda se beneficia pela reunião de monstros sagrados do cinema B no elenco. Isso já é o bastante.

Dedicado em memória de Ross Hagen (1938-2011)

terça-feira, maio 03, 2011

Partidas...

William Campbell
(1926 - 2011)

Yvette Vickers
(1936 - 2010)

Obrigado