domingo, outubro 31, 2010

quinta-feira, outubro 28, 2010

Lisa Blount (1957-2010)





Com o marido Ray McKinnon e Walton Goggins, quando premiados com o Oscar pelo curta "The Accountant", em 2001.

terça-feira, outubro 26, 2010

HEAD CASE (2007, EUA)

Um dos títulos mais curiosos que tive a oportunidade de ver atualmente, HEAD CASE faz parte da leva atual de filmes que usam o "mockumentary" no cinema de horror. Aos que não conhecem o termo, os exemplares do subgênero são filmes de ficção, com atores, roteiro e direção feito como se fosse um documentário, como se as imagens registradas na câmera fossem reais. A tendência não deve sair de moda tão cedo, se considerarmos o sucesso dos recentes ATIVIDADE PARANORMAL e REC, que ganharam continuações em menos de três anos de suas estréias nos cinemas.

Quem assistiu CANNIBAL HOLOCAUST sabe que não se trata de nenhuma novidade e que sua popularização foi possível por conta de A BRUXA DE BLAIR, mas isso não impede que mais filmes sejam feitos se utilizando do formato, inclusive de orçamento minúsculo e carater experimental como HEAD CASE. O jovem cineasta Anthony Spadaccini nos apresenta a Wayne e Andrea Montgomery, vividos por Paul McCloskey e Barbara Lessin, que são pais de dois filhos (Bruce De Santis e Emily Spiegel) e poderiam muito bem ser aquele casal aparentemente simpático que cruza conosco quase todo dia e acena um 'bom dia'. Na verdade, os Montgomery são assassinos em série cujas atividades noturnas se resumem a sair, escolher suas vítimas, drogar, torturar e matá-las. Tudo em frente à câmera, já que o filme é editado com o material encontrado na casa deles, em ordem cronológica, com o apoio das famílias dos inocentes assassinados. Outro detalhe: o casal usa tripé ao filmar alguns de seus crimes, ou seja, não há tanto tremilique.

Assistir HEAD CASE não foi tarefa fácil. Fiquei tentado a usar o botão de FF no DVD em diversos momentos, não por conta das cenas de violência, mas pelo fato do filme ser lentíssimo. Existem coisas que poderiam ser enxugadas no corte final, cenas que a meu ver não levam a lugar nenhum, ficando a sensação de que talvez o diretor tenha se perdido na hora de editar o material. Digo talvez porque isso contribui para o filme ser ainda mais incômodo e deixar o espectador incomodado é algo que Anthony quer.

Não há alívio, uma chance para respirar. Somos meros espectadores das caçadas de Wayne e Andrea e nada podemos fazer pelas vítimas, que veremos morrer uma a uma até a chegada do seu final. A violência segue a cartilha deixada por HENRY - RETRATO DE UM ASSASSINO e O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA: quanto menos se mostra, mais se escuta e imagina. Há momentos que não devem sair de minha cabeça tão cedo, como Andrea recebendo um presente surpresa de Natal e o sorridente Wayne falando "opa, dois pelo preço de um" enquanto abre uma garota que descobre estar grávida.

Na procura por informações dos bastidores, soube que Anthony não usou roteiro durante as filmagens, preferindo que seus atores improvisarem nos diálogos e na maior parte das situações que os personagens se encontram. Isso pode até ser notado, mas não esperava que fosse em todas as cenas, então nesse aspecto, o elenco limitado surpreende. Os fãs do gênero deverão apreciar a participação especial da 'scream queen' Brinke Stevens como a mãe de Wayne, numa das melhores cenas da produção. Segundo o realizador, foi a primeira vez em que a atriz trabalhou com improviso na sua carreira no cinema.

De extras, o disco de divulgação com a versão do diretor veio com duas faixas de comentários, uma com Spadaccini e os atores McCloskey e Lessin e outra com o cineasta, Jay Cusack (produtor associado e uma das vítimas no filme) e Tanisha Dungee (design de produção e co-produtora) que ouvirei depois com mais atenção. Confesso que filmes como esse não são bem a minha praia. Pretensioso, lento, artístico são adjetivos que podem ser dados a ele, mas ainda assim, digo que valeu a pena conhecer o trabalho de Spadaccini. E que preciso conhecer mais filmes como HEAD CASE.

O longa metragem faz parte de uma série que até o momento conta com mais dois filmes: THE RITUAL (2009) e POST-MORTEM (2010), que teve sua estréia em festivais no último 25 de setembro. Brinke também participa de ambos, enquanto que o terceiro tem a presença do grande Robert Z' Dar. Só espero que eles sejam mais "digeríveis".

segunda-feira, outubro 25, 2010

The Asylum cheia de novidades


Hoje foi divulgado o trailer de 2010: MOBY DICK, a versão deles para o clássico livro de Herman Melville. Ou seja, espere por uma baleia de computação gráfica das mais furiosas acabando com tudo. A produção é estrelada por dois nomes interessantes: Barry Bostwick interpretando o Capitão Ahab e Renee "Xena" O' Connor. Trey Stokes, técnico de efeitos em filmes como A BOLHA ASSASSINA, O SEGREDO DO ABISMO e TROPAS ESTELARES, faz aqui sua estréia na direção de longas e o roteiro ficou a cargo de Paul Bales

Também foram divulgadas imagens dos bastidores de BATTLE OF LOS ANGELES, que acabou de concluir a fotografia principal. A ficção se passa nos dias atuais e lida com a segunda tentativa de invasão dos alienígenas, quase setenta anos depois do primeiro ataque fracassado dos alienígenas em 1942, quando objetos voadores não identificados foram detectados pelo exército e força aérea americanos na Califórnia. A produção é escrita, dirigida e filmada por Mark Atkins, veterano de outras produções da The Asylum, com lançamento previsto para fevereiro de 2011. No elenco, Nia Peeples e Kel Mitchell. Lembram de Kenan & Kel? Sim, o Kel! Tava sumido esse cara... Clique aqui para conferir a galeria de imagens.

http://www.theasylum.cc/

sexta-feira, outubro 22, 2010

Piranha (2010) para a Folha de Pernambuco


Agradecimentos à Folha de PE e ao amigo Luiz Joaquim (crítico do jornal e dono do site CINEMA ESCRITO) pela oportunidade e assim, também dar uma força para que o bom cinema bagaceiro seja mais conhecido pelos leitores de Pernambuco e do Brasil.
O texto saiu na íntegra, turma!! Yeah!

segunda-feira, outubro 18, 2010

Entrevista com Leigh Scott (The Witches of OZ)


Quando a The Asylum começou a se popularizar com os 'mockbusters', era difícil achar um novo diretor tão polêmico quanto Leigh Scott. A razão para a crescente fama entre os internautas? Ele fazia questão de responder cada ofensa dirigida a sua pessoa e seus filmes nos famigerados forums do IMDB. Mas Leigh acabou se tocando que aquilo era uma baita perda de tempo, pois a quantidade de usuários que o viam como um cara batalhador era ínfima em comparação aos que só estavam lá para degradar seu trabalho. Não demorou muito tempo para o diretor de TRANSMORPHERS e THE HITCHHIKER alçar maiores vôos, sair da The Asylum e começar a produzir e dirigir seus próprios filmes destinados ao mercado televisivo e doméstico. E com THE WITCHES OF OZ, Leigh encara seu maior desafio até então: uma minisérie com 4 horas de duração que também tem grandes chances de entrar no cinema. Apesar da cabeça cheia na pós-produção (o filme não será mais lançado em 3D) e questões de distribuição, Leigh aceitou bater um papo com o Vá e Veja.


01 - Como se deu a idéia de revisitar uma história tão clássica quanto "O Mágico de OZ"?

Filmes de fantasia são o meu gênero favorito. Eu queria fazer algo similar a Harry Potter, mas com um americano ao invés de tomar um caminho inglês. Pareceu uma decisão natural.

02 - Julgando pela prévia disponível, "Witches of OZ" parece ser muito ambicioso e caro se compararmos com seus outros filmes feitos para a The Asylum e o canal SyFy. Como a experiência nas produções de baixo orçamento ajudou ao novo filme?

Trabalhar nos filmes de menor orçamento foi demais. Aprendi a filmar somente o que eu preciso. Não gastar tempo e dinheiro é crucial. Fomos capazes de planejar o filme como se não tivéssemos dinheiro, então o usamos onde realmente importava.

03 - Podemos chamar o filme de um projeto independente? Caso sim, é o primeiro do ano que pode competir diretamente com os blockbusters de $100 milhões vindos dos estúdios. O resultado impressiona, o que me faz tirar o chapéu para a sua equipe.

Obrigado pelas palavras, isso significa muito. Nós fizemos o filme sem um distribuidor e desde que colocamos o pequeno making-of no site oficial, começamos a falar com os estúdios. Queremos fazer o melhor para o filme, lançá-lo da melhor maneira para o maior público possível.





04 - 'Witches of OZ' conta com um grande elenco. Não é a primeira vez que você trabalha com das lendas vivas do terror e fantasia como Jeffrey Combs e Lance Henriksen. Mas ainda temos Christopher Lloyd, Mia Sara, Sean Astin e Billy Boyd (de olho nos fãs de "Senhor dos Anéis"), Jason Mewes, Ethan Embry, Eliza Swenson e Paulie Rojas interpretando a protagonista Dorothy. Como foi possível escalar todas essas pessoas? E para brincarmos um pouco com os espectadores de seus filmes anteriores, Rhett Giles estava ocupado?

HA HA! Sim, Rhett estava ocupado.

A escalação do elenco não foi tão difícil porque o filme foi todo filmado durante uns dois meses e a estória é muito épica. Parte do filme se passa em Oz, parte em Nova Iorque e parte no Kansas. Então muitos dos personagens não mudam de local porque estão em diferentes partes da história. Mas outros sim, o que foi desafiador. Christopher Lloyd, por exemplo, aparece em Oz e Nova Iorque e Mia Sara está em todas as partes do filme, então podemos dizer que o processo foi um pouco maluco.

05 - Alguma mensagem para os fãs brasileiros do cinema fantástico e público em geral? Esperamos que o filme seja lançado aqui, também nos cinemas.

Nunca estive no Brasil, mas adoraria algum dia. Minha namorada esteve aí alguns anos atrás e teve uma ótima estada. Talvez nós estaremos juntos na estréia!


quarta-feira, outubro 13, 2010

terça-feira, outubro 12, 2010

Presente de Dia das Crianças

Lá estava eu no centro de Recife, em plena sexta-feira quando vejo muitos dos livros vendidos ao preço camarada de R$ 2,00 na série "Clássicos Econômicos" pela Newton Compton na metade dos anos 90 em ótimo estado numa barraquinha simpática. Como não sou bobo, abocanhei vários, inclusive fiz sorteio de alguns no trabalho e agora é a vez do amigo e leitor do Vá e Veja levar um deles para casa. Por quê? Porque sim, oras, todos nós já fomos crianças e acho uma baita injustiça sermos esquecidos todo ano só porque crescemos. :D

São duas edições de PREGOS VERMELHOS (Robert E. Howard), duas de A NUVEM ENVENENADA (Arthur Conan Doyle) e uma de A ESMERALDA MALDITA (Edgar Wallace). Para ganhar um dos cinco livros, basta ser uma das primeiras cinco pessoas a responder a pergunta "O que te faz gostar do Vá e Veja?" e enviar sua resposta com o nome do livro que você quer de presente - sujeito a disponibilidade - e o assunto 'Dia das Crianças!' para o vaeveja @ gmail com. Boa sorte!

Editado, 11:30: mais uma edição de PREGOS VERMELHOS adicionada!



domingo, outubro 10, 2010

The Asylum - "Last Call with Carson Daly"

TITANIC II (2010, EUA)

Certamente um dos títulos mais engraçados já criados na história do cinema picareta, TITANIC II é mais outro clássico da The Asylum. Uma dessas crias absurdas do cinema que me fazem olhar para dentro de meu ser, construir profundas reflexões psicológicas na tentativa de achar o motivo pelo qual continuo assistindo a esses filmes. Atuações? Furos de roteiro? (D)Efeitos especiais? Pós-produção apressada? Tudo isso e mais, claro, embora não me refira apenas aos filmes da notória produtora. Mas o que me deve fascinar nos 'mockbusters' da The Asylum é que eles são, em sua essência, blockbusters feitos com o orçamento do lanche nas produções dos grandes estúdios. Some-se a isso a curiosidade em ver como a turma se vira a cada filme, por mais que a maioria seja uma enorme perda de tempo para muita gente... menos para mim e outros cinéfilos que se amarram em cinema de baixo orçamento.

TITANIC II não é uma continuação direta do mega sucesso dirigido por James Cameron. O número 'dois' no título refere-se ao transatlântico que serve de cenário principal deste filme. Eu que não pagaria uma nota preta para ser tripulante de qualquer navio feito nos moldes do protagonista de um dos mais famosos incidentes na história da Marinha mundial. E pior ainda, adentrar com ele ao mar no centésimo aniversário do ocorrido! Não, muito obrigado, nem de graça. Mas lógica e bom senso são coisas que não devem ser procuradas quando se assiste a um filme B, quanto mais algo produzido pela The Asylum.

Bruce Davison - em seu 2º filme para a produtora, o 1º foi MEGAFAULT - empresta credibilidade como James Maine, oficial veterano da Guarda Costeira cuja filha Amy (Marie Westbrook) está trabalhando como enfermeira no Titanic II. Se pouca coincidência fosse bobagem, o navio foi um empreendimento de Hayden Walsh (o diretor/roteirista Shane Van Dyke, do superior 6 GUNS) riquinho mimado e ex-namorado da moça. James também recebe um aviso de alerta e se encontra com uma cientista interpretada por Brooke Burns (de SOS MALIBU, ainda dando um caldo) que o informa do quebra-quebra de enormes icebergs capazes de gerar tsunamis. Sentiu o drama? Daí tivemos quase 35 minutos de construção de trama e personagens aliados a uma hilária cena de abertura da qual não revelarei detalhes, até chegarmos no que importa: a fúria da natureza vs. Titanic II com o ataque de um tsunami acompanhado de icebergs. Isso mesmo, nem o Poseidon se ferrou tanto.


Para a surpresa deste elemento de gosto duvidoso que vos escreve, TITANIC II não é ruim. Shane Van Dyke mantém o filme em bom ritmo, injeta alguma tensão no meio de toda a previsibilidade do roteiro e tira o melhor possível do elenco, até mesmo dos coadjuvantes menores. Por exemplo, o engenheiro chefe do navio é interpretado por Mike Gaglio, presença em filmes de Fred Olen Ray, que consegue se sair muito bem na sua pequena participação.

O maior problema da produção é se levar a sério demais para o próprio bem. Trata-se de um dilema: geralmente, os filmes da The Asylum já possuem distribuidores e emissoras de TV interessados antes mesmo da pré-produção. E pelo visto, os compradores não queriam uma sátira dos filmes de desastre (o que seria sensacional...), então TITANIC II acabou sendo um filme padrão do gênero, sem qualquer novidade. Por mim, não faria nenhum mal se o roteiro incluísse uma sociedade secreta de Ninjas encarando Vikings sanguinários com o navio afundando. Detalhe: os Vikings teriam atravessado um portal do tempo por acidente.

E claro, o espectador não precisa levar TITANIC II a sério. Não vejo como alguém pode assisti-lo de outra maneira. Só assim se aproveitará o humor decorrente das situações absurdas, dos diálogos 'científicos' que ninguém entende a não ser os personagens, de Bruce Davison passar 95% do filme dentro de um helicóptero, enfim, tudo o que faz um legítimo filme B divertir. É muito bom ver essa chama acesa em tempos que um mundo cada vez mais ranzinza e atrasado precisa de entretenimento sem noção, feito por gente que goste de chutar o balde, mesmo que ele não possa ir tão longe na maioria das vezes.

segunda-feira, outubro 04, 2010

O novo projeto de Jesse V. Johnson


Depois de THE BUTCHER e CHARLIE VALENTINE, Jesse V. Johnson se rendeu a uma tendência em moda no cinema 'blockbuster' atual: o 3D. Mas isso não é nada para se preocupar, pois com seus últimos filmes, ele se revelou alguém que entende do riscado. Até porque Jesse não largou a sua vida de dublê para trás, trabalhando inclusive em AVATAR, um dos filmes que melhor se utilizaram do sistema e isso certamente o ajudará neste novo projeto.

Dominiquie Vanderberg interpreta um dos personagens do filme que contará com um orçamento maior que o de costume para o diretor. Os primeiros 15 minutos da produção já estão na lata e devem ser vistos em primeira mão no AFM (American Film Market) em novembro.

sexta-feira, outubro 01, 2010