quinta-feira, janeiro 28, 2010

No lugar de LUA NOVA, assista...


TWILIGHT VAMPS - LUST AT FIRST BITE e BIKINI FRANKENSTEIN são os lançamentos da Retromedia neste mês de janeiro. Com direção de Fred Olen Ray, essas duas últimas comédias 'softcores' de Fred contam com Christine Nguyen, Beverly Lynne, Brandin Rackley, Ashley West, Michelle Maylene e Jenaveve Jolie no elenco. De talentos masculinos, duas grandes figuras do cenário B americano, Ron Ford e Ted Newsom.

Reza a lenda que Fred filmou todo o material para esses dois filmes e mais outros três em duas semanas de filmagem!

Ford e Newsom em FRANKENSTEIN

Jayden Cole, a criatura do filme.

"This house is clean."

Zelda Rubinstein

1936 - 2010

domingo, janeiro 24, 2010

Trailer de Sherlock Holmes (The Asylum)



Pergunta besta: Com esse trailer e poster, qual das duas versões Osvaldo vai assistir primeiro?

Albert Pyun em 2010

quarta-feira, janeiro 20, 2010

CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B


Por César Almeida

Gênios ou loucos? Aproveitadores ou revolucionários? Conheça a história de homens e mulheres que não desfilaram pelos tapetes vermelhos de Hollywood. Personagens que escreveram a história do cinema por linhas tortas, pavimentando o caminho para as grandes produções. Nomes como Roger Corman, Russ Meyer, Mario Bava, Terence Fisher e Jess Franco, que abriram passagens, quebraram tabus e tornaram-se mitos, influenciando até hoje cineastas da estirpe de Tim Burton e Quentin Tarantino.

O Cemitério perdido dos Filmes B traça um panorama do Cinema de baixo orçamento através das resenhas de 120 produções de diversos gêneros. Um retrato honesto e divertido dos heróis não celebrados da Sétima Arte.

HAMMER HORROR, GIALLO, POLIZIESCO, NAZI-EXPLOITATION, BLAXPLOITATION, SPAGHETTI WESTERN, SCI-FI...

Tudo isso e muito mais, em breve no Cemitério perdido dos Filmes B. À venda a partir do dia 3 de Fevereiro de 2010 através do e-mail sartanawest@ig.com.br. Nas melhores livrarias do Brasil em Março.

Preço promocional de venda por e-mail: R$ 22,00 (+ envio)

ISBN: 978-85-7961-040-0

TÍTULO: CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B

AUTOR: CÉSAR ALMEIDA

EDIÇÃO: 1

LOCAL DE EDIÇÃO: RIO DE JANEIRO

PÁGINAS: 294

EDITORA: MULTIFOCO

César Augusto Oliveira de Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980. Em 2008 participou do livro "68 - História e Cinema" (EST Edições) com um artigo sobre o filme "A noite dos mortos vivos", escrito em parceria com o especialista em História Contemporânea Paulo Guadagnin. Atua também na ficção, tendo contos publicados nas antologias “Dias contados – Contos sobre o fim do mundo” (Andross Editora) e “Draculea – O livro secreto dos vampiros” (All Print Editora). Você pode conhecer os trabalhos de César Almeida visitando seus blogs B Movie Box Car Blues, e Sono da Razão.

http://bmovieblues.blogspot.com/


http://sonorazao.blogspot.com/

TRASHIX - 5a. Parte

Para mais TRASHIX, aguardem a próxima temporada...

terça-feira, janeiro 19, 2010

Albert Pyun abre o jogo sobre BULLETFACE


Foi anunciado recentemente que o primeiro filme a ser lançado do diretor Albert Pyun não seria mais TALES OF THE ANCIENT EMPIRE (sua continuação de A ESPADA E OS BÁRBAROS), mas o sombrio BULLETFACE, com roteiro de Randall Fontana (Hong Kong '97). Como grande parte das produções independentes atuais, o filme será auto-distribuído pelos próprios realizadores através da Curnan Pictures. Segue abaixo a sinopse traduzida:

A história é situada na fronteira do México com a California, principalmente em Imperial Beach, CA. BULLETFACE é sobre uma agente do DEA, Dara Maren, que é presa ao proteger seu irmão mais novo, um criminoso. A prisão parece saída de um pesadelo, um lugar tão miserável que os guardas traficam órgãos dos detentos. O irmão de Dara acaba sendo assassinado por um traficante que cria uma nova droga alteradora de DNA feita a partir de um fluído retirado da espinha dorsal. Os novos viciados (entre eles, oficiais da lei e do governo) se transformam em algo nada humano e centenas de cadáveres começam a aparecer ao redor da fronteira.

Enquanto isso, um agente corrupto do FBI suborna os guardas de prisão para deixar Dara se vingar da morte do irmão e derrubar o traficante. Quando Dara sai da prisão, ela não é a mesma pessoa que entrou. Dara tem 60 horas fora da cadeia e deve voltar para servir o restante da sua sentença de 20 anos ou o agente ficará em seu lugar.

Mesmo ocupado com o lançamento da edição especial de BULLETFACE, Pyun falou ao Vá e Veja sobre o filme:

"O que eu diria sobre Bulletface é que ele talvez seja o mais sombrio e intenso filme da minha carreira. Um sombrio 'thriller' de horror.
O filme também é sobre como as relações familiares no mundo do crime são retorcidas, inclusive no amor, e como elas causam uma ação extrema e violenta vindas da dor emocional e do ódio.

Bulletface é totalmente sexual e sem regras em sua violência ao retratar o dano que estupro, vingança e feridas emocionais podem causar em circunstâncias extremas. A questão principal do filme é que tipo de ser humano a personagem de Victoria Maurette pode ser depois de estuprada, ter um órgão roubado, sua família assassinada e traída por aqueles que ama. Sua forma de ver a vida é marcada pelo pior de tudo isto.
"

BULLETFACE também é co-estrelado por Steven Bauer, Eddie Velez e Scott Paulin co-estrelam junto com Morgan Weisser e Jennifer Dare Paulin. A atriz pornô Jenaveve Jolie faz parte do elenco. Velez é o vilão principal do filme, enquanto Paulin faz outra figura maligna e Bauer é um "good guy", o agente que tira a personagem da cadeia e corre o risco de ficar preso no lugar dela. Quando perguntado sobre como foi trabalhar com Bauer, Pyun respondeu que ele foi muito profissional e fácil de lidar.

De acordo com o Quiet Earth, a edição especial terá quatro discos (!!) com o filme em widescreen, a trilha sonora de Tony Riparetti em CD e de bonus, um novo corte de LEFT FOR DEAD baseado nos comentários e críticas na versão de 2008 e a trilha deste 'horror-western'. Pyun disse trabalhar em mais material extra e também revelou que BULLETFACE foi adquirido pela Lusomundo para distribuição em Portugal. Esperemos então pelo trailer e ver se algum distribuidor brasileiro se aventura a distribuir o filme. Stills do filme podem ser vistas no Quiet Earth e Dread Central.

Fique por dentro das novidades de Albert Pyun através de suas páginas no Twitter e MySpace.

Tributo a Martin Scorsese no Globo de Ouro 2010

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Matéria "Um novo olhar para o cinema", Folha de Pernambuco, 18/01



Na foto de Bruno Campos (clique para ver em maior resolução), da esquerda para a direita: Matheus Cartaxo, Luís Fernando Moura, Hermano Callou, Filipe Marcena, Osvaldo Neto, Rodrigo Almeida, Hugo Viana, André Antônio.

LUIZ JOAQUIM

Você sabe quem é Apichatpong Weerasethakul? E Raoul Walsh? ou ainda Elem Klimov? Não? Qualquer um desses aí na foto acima não apenas sabe como pode conversar horas sobre a obra destes e de outros cineastas. Em grupo ou individualmente, eles vêm atuando como uma nova geração de pensadores de cinema no Recife, gerando boas reflexões pela prática da crítica cinematográfica, seja por blog, sites ou ainda pelo jornal impresso.

Assim como Marcelo Gomes, Paulo Caldas, Adelina Pontual e Cláudio Assis e outras figuras que eram apenas promessas nos anos 1980, quando participavam do Cineclube Jurando Vingar, onde hoje funciona o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, uma parte do grupo na foto também pode figurar no futuro como um nome importante do audiovisual pernambucano.

Alguns deles atuam no Cineclube Dissenso (curiosamente também no Cinema da Fundação). Um cineclube que, na verdade, nasceu das reuniões do grupo para discutir pautas críticas para seu blog (http://dissenso.wordpress.com).

"Fui convidando algumas pessoas em que acreditava para colaborar com o blog. Para estimular a ida às reuniões, definimos que a cada encontro alguém levaria um filme. Era sempre uma sessão surpresa, isso em 2008. Em maio de 2009 os horários disponíveis na UFPE foram complicando e passamos a nos encontrar na Fundaj, todo sábado às 14h", conta o jornalista Rodrigo Almeida, de 24 anos.

Ele é uma espécie de centralizador e também lançador do grupo Dissenso. Rodrigo leva tão a serio sua criação que a transformou em trabalho de conclusão do curso de jornalismo e ainda a utiliza como estudo de campo para sua dissertação de mestrado na UFPE, que deve defender em março próximo.

Entre as "pessoas em que acreditava" estavam os estudantes de jornalismo Hermano Callou, 20, Luís Fernando Moura, 21, - hoje estagiário de cultura do Jornal do Commercio -, e André Antônio, 21, - estagiário da produtora Símio Filmes. Nos três, o gosto pelo cinema vem desde a pré-adolescência. "Naquela época eu já escrevia sobre cinema, mas não na forma estruturada de uma crítica. A opção por estudar jornalismo passou por essa minha prática", recorda Callou.

André, que conheceu os colegas em uma oficina de linguagem e estética cinematográfica, conta que a experiência na Símio está lhe abrindo novos horizontes para a montagem cinematográfica: "Adoro pensar e escrever sobre cinema". Já Luís Fernando, apenas tem certeza que seu oficio tem a ver com filmes. "O que me atraiu nesse campo foi a possibilidade de produzir, mas terminei por me apaixonar pela reflexão sobre o cinema. É uma atividade que penso em investir, não sei ainda se pela ótica da realização ou da reflexão, acadêmica ou não", pondera.

Ainda no Dissenso - cujo site deve sofrer, em breve, atualização no design - participam, num grupo fixo, Paulo Faltay, Pedro Neves, Fernando Mendonça e Thiago Correia. Além destes, os encontros do Dissenso atrai outros jovens escritores de cinema no Recife, um deles é Hugo Viana, 25, estagiário de cultura desta Folha de Pernambuco, que também já realizou algumas oficinas de cinema, entre elas a de crítica promovida pelo Janela Internacional de Cinema. Ele define a experiência como um "ponto de virada" em sua iniciante carreira.

"No Janela conheci pessoas com visões diferentes da minha, o que só enriqueceu meu repertório. Antes analisava filmes de forma bem metódica. No curso me deparei com a urgência do tempo e o volume grande de filmes para analisar. O mesmo acontece no jornal quando me vejo obrigado a escrever sobre um filme que não gosto e daí percebo novos aspectos sobre o cinema e sobre mim mesmo", conta. Desejoso em ampliar seu conhecimento teórico, assim como Rodrigo, Hugo irá trabalhar na conclusão do curso investigando o mercado, a programação e a distribuição de filmes no Recife.

Foi também por uma oficina, sobre design para pôster de cinema, ministrada por Fernando Vasconcelos (do site Kinemail), que Filipe Marcena, 21, deu seus primeiros passos na crítica. "Nunca havia pensado na crítica, até que Fernando me encomendou um texto e o resultado foi tão positivo que acabei sendo convidado para colaborar no site. Lá escrevo sobre lançamentos em DVD e eventualmente sobre algum lançamento nos cinemas", relembra Filipe, hoje estudante do curso de graduação em cinema da UFPE.

Já Osvaldo Neto, 24, recebeu o estímulo para escrever a partir de um site que freqüentava, o "Boca do Inferno", passando, depois, a ser seu colaborador. Em 2006 criou o próprio blog, "Vá e Veja" (o nome é uma homenagem ao filme homônimo de Elem Klimov), e depois começou a participar do site Cine Flash. Uma das peculiaridades de Osvaldo é sua predileção por filmes "B", de baixo orçamento e independentes. "Claro que posso também apreciar uma superprodução ou filmes mais sofisticados mas, de certa forma, me dá prazer saber que talvez meu blog seja o principal canal do Recife que lida com o universo de filmes renegados", ressalta.

Uma das figuras mais interessantes nesse meio de jovens promissores chama-se Matheus Cartaxo, e não apenas pela pouca idade (17 anos), mas também pela sagacidade e impressionante demonstração de conhecimento e discernimento quando abre a boca para falar sobre cinema. "Meu interesse começou ainda muito criança, com os quadrinhos e literatura, depois (rindo) fui apresentado a 'Freddy Kruger' e, há dois anos, comecei a me aprofundar através de blogs que indicam filmes e livros".

Matheus, ainda no ensino médio, pretende prestar vestibular para cinema aqui e em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Até lá, vai cuidando de sua formação, ao mesmo tempo em que trabalha como editor-adjunto da "Foco: Revista de Cinema", cujo último volume é dedicado a Samuel Fuller e João Bénard da Costa. Lá, tem traduções que ele fez para o português de textos originais em inglês e francês, além de análises escritas pelo próprio Matheus. À propósito, você sabe quem foram Fuller e Bérnard da Costa?

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onde ler os jovens críticos

Dissenso
Rodrigo Almeida, Luís Fernando Moura, André Antônio,
Hermano Callou
(http://dissenso.wordpress.com)

Blog de Rodrigo Almeida
(http://velhoshabitos.blogspot.com)

Foco: Revista de Cinema
Matheus Cartaxo
(http://focorevistadecinema.com.br)

Vá e Veja
Osvaldo Neto
(http://vaeveja.blogspot.com)

Cine Flash
Osvaldo Neto, Rafael Nogueira, Alexsandro Vasconcelos, Léo Peixe
(http://www.cineflash.com.br)

Kinemail
Filipe Marcena
(http://www.kinemail.com.br)

Folha de Pernambuco
Hugo Viana
(http://www.folhape.com.br)

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Batendo um papo...

Vá e Veja voltando às atividades em 2010. Algo que me deixou desanimado nesse início de ano foi o HaloScan começar a ser pago e tirar as caixinhas de comentários em TODOS os meus posts. Perdi tempo atrás de algum site que me ajudasse nesse sentido e não encontrei. Foi uma burrada não ter deixado os comentários do Blogger desde o começo do Vá e Veja, mas pelo menos eu exportei os comentários e assim que conseguir algum serviço que os importe... eles estarão de volta. Por enquanto estou usando o Intense Debate, porque o blog não pode ficar sem um espaço para a interatividade com os leitores. E falando em interatividade, as novidades estão surgindo aqui e ali. Recebi há poucas semanas 6 screeners de lançamentos da The Asylum: MEGAFAULT, 2012 SUPERNOVA, 100 FEET (lançado como REFÉM DE UM ESPÍRITO pela Flashstar), EXPIRED, SEXPOT e HAUNTING OF WINCHESTER HOUSE. Qual deles eu assisto e comento primeiro aqui no blog? hehe

Entrevistarei Jeff Burr, diretor de O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3 e DO SUSSURRO AO GRITO para o Boca do Inferno, com colaborações do Felipe M. Guerra. Aguardem que Jeff vai contar muitas histórias e curiosidades de bastidores dos seus filmes.

Jeff Burr, no set de COMBATE NA ESCURIDÃO.

É isso aí e já adianto que algo muito bom irá acontecer na segunda-feira para o blog. Só não vou dizer o que é para não estragar a surpresa. Até mais, compañeros e muchachas!

KERUAK - O EXTERMINADOR DE AÇO (Vendetta dal futuro / Hands of Steel, 1986, ITA)


Quando a maioria dos cinéfilos pensa no cinema oitentista, fitas como "Curtindo a Vida Adoidado", "Clube dos Cinco", "A Hora do Espanto", "A Hora do Pesadelo", "Duro de Matar", "Highlander", “Top Gun” e "ET - O Extra Terrestre" vem a mente. Já para mim e outras pessoas, os filmes de John Carpenter e Walter Hill, as produções da Cannon Pictures e pérolas feitas na Itália como "Demons", “Fuga do Bronx”, "Guerreiros do Futuro", “Ratos - A Noite do Terror” e este “Keruak - O Exterminador de Aço” acabam sendo as primeiras a ser lembradas. É impossível assistir a algum dos títulos macarrônicos e não pensar: Só os anos 80 nos brindaria com isso.

Os créditos de abertura são compostos de imagens de uma cidade localizada num futuro não muito distante, dominada pela miséria e poluição ao som de um inesquecível tema em sintetizador feito por Claudio Simonetti. Inesquecível mesmo, fiz de tudo pra esquecer e não consegui até hoje.

O brutamontes Daniel Greene "interpreta" Paco Queruak - e não Keruak como o título nacional divulga - um cyborg criado a mando do inescrupuloso Francis Turner (John Saxon, em participação mais que especial) para ser um assassino perfeito, matando sem deixar rastros. Num dia, Queruak recebe a incumbência de eliminar um ecologista paralítico e ferrenho chamado Arthur Mosely. Prestes a executar o pacifista, o matador não consegue terminar o serviço e foge. Ele, além de estar sendo procurado pela polícia e FBI, terá de enfrentar a ira de Turner que enviou mercenários como Peter Hallo (Claudio Cassinelli, amigo e parceiro constante de Martino) para eliminá-lo. Durante a fuga, o cyborg se esconde dos perseguidores num bar e motel de beira de estrada administrado por Linda (Janet Agren, de "Pavor na Cidade dos Zumbis") e ainda irá encarar Raoul, um caminhoneiro mala vivido por ninguém mais ninguém menos que o grande George Eastman.


A começar pela capinha, vemos que o modelo óbvio foi “O Exterminador do Futuro” dirigido por James Cameron em 1984. “Keruak - O Exterminador de Aço” difere do antecessor pelo fato do protagonista não matar inocentes (quem sabe Cameron não pegou a idéia do cyborg bom para "O Exterminador do Futuro 2”?) para concluir seus objetivos. Pena que exista uma tamanha enrolação que é a Dra. Peckinpah (sim, é isso mesmo que você leu!!!) querendo saber quem é Paco Queruak. E não adianta nada, o filme acaba sem explicar quem era ou o que aconteceu para o personagem principal ter se tornado um cyborg. Inseriram essas cenas no roteiro porque viram que o filme só teria uns 70 minutos de duração.

O diretor Sergio Martino (de "A Ilha dos Homens Peixe", outro clássico do cinema) realizou mais uma fita indispensável aos verdadeiros fãs do cinema italiano dos anos 80. "Keruak - O Exterminador de Aço" é de um tempo que não volta mais: quando os italianos fizeram inúmeras produções baratas de terror, ação e ficção científica. Elas tinham (uma maneira mais educada de dizer que copiavam) vários elementos de sucessos internacionais de bilheteria - principalmente "Fuga de Nova York", "Blade Runner", "Mad Max", "Predador" e "Rambo" - apresentando total despretensão e uma saudável ingenuidade que realmente fazem falta nos filmes atuais. A maioria tinha violência a granel e trazia atores americanos participando em papéis menores para chamar mais público. O elenco composto por figurinhas carimbadas da época é outro destaque com Claudio Cassinelli na sua última atuação, infelizmente o ator faleceu num acidente de helicóptero durante as filmagens e George Eastman sendo o típico vilão cafajeste. John Saxon detona como sempre, Donald O'Brien (que trabalhou com Martino em "Mannaja") e Andrea Coppola aparecem em papéis minúsculos.


Resumindo, "Keruak" é uma tralha inesquecível, com John Saxon disparando um canhão laser (veja a foto!) e cenas marcantes conquistando o coração dos admiradores destes pequenos e despretensiosos filmes que são muito mais divertidos que muita porcaria levada a sério que Hollywood costuma lançar nos cinemas.

Nota: É muito chato comentar sobre "Keruak" e não falar daquele que deve ser o maior fã da produção. Felipe M. Guerra, do blog Filmes para Doidos e colaborador de carteira de trabalho assinada do site Boca do Inferno, fazia questão de não perder as várias reprises do longa no extinto Cinema em Casa do SBT. Quando conseguiu acessar à Internet, a primeira coisa que o cara fez foi criar um e-mail usando Martin Dolman, o pseudônimo americano do diretor Sergio Martino. Foi esse ser insano quem me deu a oportunidade, através de um troca-troca de VHS via correios, de conferir a belezura que é este "Keruak". Valeu, Felipe!

Texto publicado originalmente no Erotikill, com atualizações.