segunda-feira, outubro 18, 2010

Entrevista com Leigh Scott (The Witches of OZ)


Quando a The Asylum começou a se popularizar com os 'mockbusters', era difícil achar um novo diretor tão polêmico quanto Leigh Scott. A razão para a crescente fama entre os internautas? Ele fazia questão de responder cada ofensa dirigida a sua pessoa e seus filmes nos famigerados forums do IMDB. Mas Leigh acabou se tocando que aquilo era uma baita perda de tempo, pois a quantidade de usuários que o viam como um cara batalhador era ínfima em comparação aos que só estavam lá para degradar seu trabalho. Não demorou muito tempo para o diretor de TRANSMORPHERS e THE HITCHHIKER alçar maiores vôos, sair da The Asylum e começar a produzir e dirigir seus próprios filmes destinados ao mercado televisivo e doméstico. E com THE WITCHES OF OZ, Leigh encara seu maior desafio até então: uma minisérie com 4 horas de duração que também tem grandes chances de entrar no cinema. Apesar da cabeça cheia na pós-produção (o filme não será mais lançado em 3D) e questões de distribuição, Leigh aceitou bater um papo com o Vá e Veja.


01 - Como se deu a idéia de revisitar uma história tão clássica quanto "O Mágico de OZ"?

Filmes de fantasia são o meu gênero favorito. Eu queria fazer algo similar a Harry Potter, mas com um americano ao invés de tomar um caminho inglês. Pareceu uma decisão natural.

02 - Julgando pela prévia disponível, "Witches of OZ" parece ser muito ambicioso e caro se compararmos com seus outros filmes feitos para a The Asylum e o canal SyFy. Como a experiência nas produções de baixo orçamento ajudou ao novo filme?

Trabalhar nos filmes de menor orçamento foi demais. Aprendi a filmar somente o que eu preciso. Não gastar tempo e dinheiro é crucial. Fomos capazes de planejar o filme como se não tivéssemos dinheiro, então o usamos onde realmente importava.

03 - Podemos chamar o filme de um projeto independente? Caso sim, é o primeiro do ano que pode competir diretamente com os blockbusters de $100 milhões vindos dos estúdios. O resultado impressiona, o que me faz tirar o chapéu para a sua equipe.

Obrigado pelas palavras, isso significa muito. Nós fizemos o filme sem um distribuidor e desde que colocamos o pequeno making-of no site oficial, começamos a falar com os estúdios. Queremos fazer o melhor para o filme, lançá-lo da melhor maneira para o maior público possível.





04 - 'Witches of OZ' conta com um grande elenco. Não é a primeira vez que você trabalha com das lendas vivas do terror e fantasia como Jeffrey Combs e Lance Henriksen. Mas ainda temos Christopher Lloyd, Mia Sara, Sean Astin e Billy Boyd (de olho nos fãs de "Senhor dos Anéis"), Jason Mewes, Ethan Embry, Eliza Swenson e Paulie Rojas interpretando a protagonista Dorothy. Como foi possível escalar todas essas pessoas? E para brincarmos um pouco com os espectadores de seus filmes anteriores, Rhett Giles estava ocupado?

HA HA! Sim, Rhett estava ocupado.

A escalação do elenco não foi tão difícil porque o filme foi todo filmado durante uns dois meses e a estória é muito épica. Parte do filme se passa em Oz, parte em Nova Iorque e parte no Kansas. Então muitos dos personagens não mudam de local porque estão em diferentes partes da história. Mas outros sim, o que foi desafiador. Christopher Lloyd, por exemplo, aparece em Oz e Nova Iorque e Mia Sara está em todas as partes do filme, então podemos dizer que o processo foi um pouco maluco.

05 - Alguma mensagem para os fãs brasileiros do cinema fantástico e público em geral? Esperamos que o filme seja lançado aqui, também nos cinemas.

Nunca estive no Brasil, mas adoraria algum dia. Minha namorada esteve aí alguns anos atrás e teve uma ótima estada. Talvez nós estaremos juntos na estréia!


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