quinta-feira, agosto 27, 2009

Estarei lá...

O Portal CineFlash está realizando no dia 27 de Agosto na Livraria Saraiva do Shopping Recife o 1º Encontro de fãs de Ficção Científica de Recife.

O evento conta com várias atrações para os fãs do gênero do filme Sci-Fi.

Durante a programação será realizado das 14:00 às 17:00 um Espaço Futuro onde o público poderá tirar fotos com seus personagens prediletos de filmes como Star Wars, Exterminador, Alien, Predador, Star Trek e muitos outros.

Será realizado das 17:00 às 19:00 a exibição inédita do filme Fanboys que conta a história de um grupo de amigos que resolvem invadir a fazenda do diretor George Lucas para conferir em primeira mão a nova saga do Star Wars.

Para encerrar o evento será realizado as 19:00 um bate-papo com os principais jornalistas e críticos da cidade que irão conversar sobre os principais lançamentos desse ano, os filmes mais antigos e em primeira mão iremos mostrar detalhes do novo filme de James Cameron - Avatar.

O evento é uma realização do CineFlash e conta com o apoio da Livraria Saraiva, a SAGA computação gráfica e a Fox Filmes.

A ENTRADA DE TODAS AS ATRAÇÕES DO EVENTO SÃO GRATUITAS!!
NÃO PERCAM!!

Nunca pensei que ia concordar com Hitler

segunda-feira, agosto 24, 2009

RAPTOR (2001, EUA)


Ver um filme como RAPTOR é programa obrigatório para qualquer aficcionado por uma boa tralha. Mais uma proeza de Roger Corman, ele só existe por causa dos três filmes da série CARNOSSAURO. A direção ficou a cargo de niguém menos que Jim Wynorski, mestre do ‘stock footage cinema’ que desde TRANSYLVANIA TWIST e NOT OF THIS EARTH é apaixonado em inserir cenas de outros filmes para deixar o orçamento do seu mais baratinho. Tinha que ser discípulo de Corman.

Todas as cenas de morte e efeitos especiais foram tiradas desses filmes. Isso mesmo, todas. E para completar a diversão, alguns atores que participaram da série só estão no filme pra morrer usando a cena filmada por eles há quase 10 anos (!!!!) atrás. Os grandes nomes do elenco são Eric Roberts e Corbin Bernsen, canastríssimos como de costume.

É um troço nada menos que hilário e se você tiver a opção de ver com os comentários de Wynorski e da atriz principal Melissa Brasselle, ele fica mais divertido ainda. Todos os dois falam sobre o filme movidos à álcool, que é, sem sombra de dúvidas, a melhor maneira de se assistir a ele.

O Erotikill não morreu!

Clique aqui

Nem tudo pode ser lido, mas muita coisa continua no ar. Achei textos meus que pensei estarem perdidos e outros que eu tinha guardado aqui no arquivo... para comemorar, abaixo vocês podem ler uma versão mais atualizada da resenha escrita para aquele que hoje é o meu filme favorito do Abel Ferrara,
OS CHEFÕES.


Valeu, Internet Archive!

OS CHEFÕES (The Funeral, 1996, EUA)


Quem conhece o cinema de Abel Ferrara sabe que seus filmes não são nada agradáveis de se assistir. Ele é um cineasta único, que imprime seu duro estilo em qualquer história que irá narrar. Roteirizado por Nicholas St. John, em sua última colaboração para o diretor, OS CHEFÕES não podia ser diferente. Desta vez, somos conduzidos a uma melancólica jornada no passado e presente de três irmãos mafiosos.

A abertura, ao som de "Gloomy Sunday", cantada pela inesquecível Billie Holliday, define o tom trágico que acompanha toda a duração do filme. Estamos no funeral que o título original se refere, o de Johnny Tempio (Vincent Gallo), morto por três disparos de revólver. Durante a cerimônia, conhecemos Ray (Christopher Walken) e Chezarino (Chris Penn), seus dois irmãos e Jean (Annabella Sciorra) e Clara (Isabella Rossellini), suas esposas. Conforme o velho código de honra da máfia, o membro da família assassinado deve ser vingado a todo o custo. Por causa disso, Ray - um homem frio e de temperamento imprevisível - tem um descontrolado desejo de vingança e suas suspeitas caem no rival Gaspare, vivido por Benicio Del Toro. Enquanto isso, Chez – o mais abalado de todos, ainda mais que a mãe deles - fica cada vez mais amargurado e violento com o passar do tempo. E o filme se segue, alternando entre acontecimentos (antigos/recentes) relacionados aos familiares antes e durante o velório.

Ray coube como uma luva em Christopher Walken, Vincent Gallo foi uma escolha apropriada para Johnny e Chris Penn surpreende como Chez. Mesmo quando não diz uma única palavra, compreendemos a dor deste personagem, pois ele sabe que já perdeu os seus dois irmãos: um foi assassinado e o outro está morto por dentro, só pensando numa maneira de se vingar. Annabella Sciorra (também produtora associada) e Isabella Rossellini comovem sendo as sofridas esposas dos protagonistas. Vale destacar que as duas belas e talentosas atrizes estão presentes em alguns dos melhores momentos do longa. Já Benicio Del Toro, mesmo aparecendo pouco, não faz feio no papel do odioso Gaspare. E finalizando, ainda temos as pequenas participações dos injustiçados Victor Argo e Robert Miano.


Abel Ferrara é aquele cara sem meio-termo: ou se gosta ou se odeia. A direção desconcertante do cultuado cineasta americano, que praticamente joga os eventos passados junto aos presentes, causa estranheza, nos fazendo "decifrar" o que se está vendo no momento. E nem espere tiroteios como em O REI DE NOVA YORK, trabalho que solidificou a parceria de Christopher Walken com o diretor em mais outros dois filmes THE ADDICTION e ENIGMA DO PODER. OS CHEFÕES está mais para um sombrio estudo de personagens, pessoas afetadas pela violência na qual convivem diariamente, seja ela de forma física ou psicológica. Ou seja, trata-se de um filme de gangsters bem diferente do que acostumamos assistir.

Com cenas intensas amparadas pelo belo elenco, OS CHEFÕES é uma verdadeira tragédia grega envolvendo uma família de criminosos nos Estados Unidos dos anos 30. Julgando pelo resultado final, fica impossível não concordar que Ferrara mostrou novamente toda a sua habilidade para gerar incômodo.

NA: 1 - Resenha dedicada em memória de Chris Penn, falecido no dia 24 de janeiro de 2006. Sem dúvidas, um ator subestimado que merecia maior reconhecimento.

2 - O DVD nacional, lançado pela LW Editora (NBO), apenas apresenta sinopse, biografias, seleção de cenas, legendas (português/espanhol) e idiomas (inglês/português, stereo 2.0). O filme é apresentado com imagem de VHS em fullscreen. Há duas falhas consideráveis que evidenciam o descuido: A primeira é logo no menu de idiomas/legendas onde a imagem escolhida foi justamente a de um dos personagens morto violentamente, enfim, um famoso SPOILER. A segunda se encontra nas biografias, o usuário deve selecionar o nome de Christopher Walken para ler sobre Chris Penn e vice-versa. Antes de meter bronca, fui verificar a edição americana no Amazon.com. E não é que ela vem em fullscreen e pelada do mesmo jeito?

Texto escrito para o site Erotikill, adaptado em 24.08.09

sábado, agosto 08, 2009

RIP

:(


Willy DeVille
1953 - 2009



Uma das minhas canções favoritas dos anos 80. Pense numa surpresa quando descobri que ela tinha sido feita para nada mais nada menos que CRUISING.

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segunda-feira, agosto 03, 2009

I'm REALLY back

Não é mentira. Primeiro de abril já passou.

Não precisa se beliscar, porque também não é sonho.

Vou deixar o meu lado brincalhão de lado um pouco. Antes de voltar com a programação "normal" do blog, resolvi falar com vocês outra vez. Porque não me sinto confortável em voltar aqui após todo esse tempo sem dizer algumas palavras.

Me mudei em fevereiro. Tanto eu quanto minha família estamos bem satisfeitos com a nova morada. Passamos um bom tempo só arrumando o lugar, ficamos sem internet e telefone fixo por praticamente dois meses. Só em meados de abril, conseguimos colocar banda larga. Fora as alterações estéticas... pintura e etc, para deixá-lo mais a cara da gente. Na constante arrumação das coisas, acabei achando coisas que pensei ter perdido na mudança.

Ainda em fevereiro, colei grau. Finalmente formado em Rádio e TV. Graças a Deus, minha família, a patroa e os amigos próximos que me ajudaram e aos outros que também me ajudaram sem sentir que estavam fazendo isso, com alguma palavra de força ou um sorriso quando eu mais precisava. Uma pena que aquela data também sempre será lembrada pelo falecimento de minha avó Hilda. Foi um dia duro, onde tive que lutar contra uma profunda tristeza para não estragar a alegria dos amigos, colegas de curso e, claro, minha família que estava tendo a mesma confusão de sentimentos que eu estava tendo. Até agora não me recuperei direito desta porrada emocional que levei.

Nesse meio tempo, virei um dos furiosos do blog coletivo O Dia da Fúria, onde colaborei com um texto adaptado de O DIA DA DESFORRA de Sergio Sollima, escrito originalmente aqui pro Vá e Veja.

Passei a colaborar com os amigos do site Cineflash, aqui de Recife, que sempre produz eventos relacionados ao cinema. Também no mês de fevereiro, fui convidado ao evento do Oscar onde vários filmes indicados foram programados numa semana especial de exibições noturnas sempre com convidados para um debate após o final de cada sessão. Meu filme foi O LEITOR. Tadinho dele.

Em maio, participei de um dos eventos mais legais deste site que foi a comemoração dos 120 anos de Chaplin. Fui até entrevistado, assista o vídeo abaixo com a matéria feita pelo programa Plano Aberto. Não se assustem com a minha beleza:



E não muito atrás, rumo ao final de julho, participei efetivamente dentro da equipe dos eventos sobre o novo Harry Potter (que eu não devo assistir, sou mais meus filmecos B a Z mesmo hehe) e DOS QUADRINHOS PARA AS TELONAS que é o evento principal deles neste mês de férias.

Pretendo também voltar a escrever no Boca do Inferno, já tenho algo muito legal debaixo do braço para lá e deixarei todos vocês informados com as minhas colaborações externas (em outros sites/blogs). Também estou no Twitter. Podem me adicionar, mandar um alô com notícias, comentários etc.

Acho que é isso. Como é bom estar de volta. :)

Agradecimentos a Ronald Perrone pelo novo banner do blog e também a ele, Daniel "Pain in the ass" Walrus e Luara Nascimento pela força e encheção de saco para eu atualizar logo isso.


Dedico esse retorno à minha avó Hilda. Obrigado por tudo.

DRAGONQUEST (2009, EUA)


Vamos fazer um teste. Olhe a capinha acima e tente adivinhar o maior motivo pelo qual eu assisti DRAGONQUEST.

Já sacou?

Ainda não?

Ok...


:)

Isso mesmo, foi impossível resistir a um filme de fantasia com Marc Singer e Brian Thompson. Sou um cara nostálgico e DRAGONQUEST me divertiu cumprindo a sua proposta de não ser nada mais que uma boa sessão da tarde, mesmo com a sua parcela de restrições (efeitos, atuações... e por aí vai), causadas principalmente pelo seu baixo orçamento. Mark Altman embarcou neste filme logo após ter dirigido outro filme de fantasia da The Asylum, MERLIN AND THE WAR OF THE DRAGONS, filmado no país de Gales e com a presença do grande Jurgen Prochnow. Assim como MERLIN, DRAGONQUEST é protagonizado por um jovem ator (aqui, Daniel Bonjour do elogiado slasher MIDNIGHT MOVIE) que não consegue segurar muito as pontas, mas Bonjour - pelo menos - está suportável, coisa que não posso dizer do "Merlin". Até a trilha de Chris Ridenhour que também trabalhou neste outro filme da Asylum é melhor aqui.

O roteiro não tem novidades e parece ser derivado de STAR WARS. Fica impossivel não pensar em Darth Vader quando Brian Thompson abre a boca para dizer as suas falas. Até na foto acima dá pra notar a semelhança hehe. Falando nele, sua participação se resume a uma ponta estendida, mas pelo menos o diretor soube aproveitar o cara, seu olhar, sua fala, coisa de quem é fã mesmo. Não foi desperdiçado como em O VÔO DA MORTE (Plane Dead). Já Marc Singer, para minha alegria, rouba todas as cenas em que aparece. O velho guerreiro Maxim é uma figuraça e Singer se diverte demais com o papel. Recomendo a quem não tem saco para encarar algo do calibre de ERAGON, onde Jeremy Irons e John Malkovich devem ter dado uma de Cuba Gooding Jr. berrando ‘Show Me The Money” para correr do set de filmagens.

UMA CRIANÇA POR TESTEMUNHA (Cohen and Tate, 1989, EUA)


Quero manter sempre viva a tradição do blog resgatar alguma pérola, então resolvi voltar às atividades com esse filme injustamente esquecido. Foi um prazer tê-lo revisto após tantos anos. Engraçado como eu sou até um cara jovem e falo essas coisas, mas faz muito tempo mesmo, 8 anos, numa VHS alugada.

Eric Red é um dos roteiristas e diretores mais subestimados em atividade hoje. Tem poucos filmes que o esperado no currículo, mas uma olhada na sua ficha do IMDB é o bastante para notar que ele é o responsável por outros belos títulos, inclusive alguns feitos ao lado de minha diretora favorita, Kathryn Bigelow. Mas vamos ao filme.

UMA CRIANÇA POR TESTEMUNHA começa com um letreiro informando que Travis Knight (Hayley Cross) é testemunha do assassinato de um mafioso e vira testemunha protegida do FBI junto com sua família. A máfia quer saber quem foi o responsável pela morte o mais rápido possível. Detalhe: Travis tem 9 anos de idade. Se fosse uma produção clichê, a gente teria de aturar 20 ou mais minutos até chegar nesse momento crucial da história. Após o letreiro, já nos situamos no esconderijo onde o Eric Red deixa claro que algo nada agradável irá acontecer. O sentimento de insegurança toma conta quando o garoto sai da casa para ir atrás do seu cachorro, pouco antes da brutal chegada de Cohen (Roy Scheider) e Tate (Adam Baldwin) que baleiam sem dó o pai e a mãe do garoto junto com os agentes. A dupla de assassinos tem a missão de levar o garoto vivo a Houston, onde os chefes estão os esperando. Não se sabe qual a intenção deles, se pretendem deixar Travis vivo ou matá-lo pessoalmente. A partir daí, o filme se transforma num verdadeiro jogo psicológico entre os três personagens, desencadeado pelo refém que se revela mais inteligente do que seu algozes esperavam.


A direção de atores impressiona. Scheider, Baldwin e Cross estão nada menos que excelentes. Eric Red nunca faz com que Cohen e Tate deixem de ser uma ameaça constante a vida de Travis e isso funciona, assim como quando torcemos pelo Jim Halsey de A MORTE PEDE CARONA contra o caroneiro psicótico. O roteirista é o mesmo, então ele sabe muito bem como fazer a lição de casa e mexer com a gente.

Engraçado como a produção nos faz lembrar de THE HIT, do Stephen Frears. Basta trocar os atores, coloque John Hurt no lugar de Roy Scheider, Tim Roth no de Adam Baldwin e Terence Stamp no de Hayley Cross. UMA CRIANÇA... acontece numa noite e parte de uma manhã ao invés de dias. De qualquer jeito, não se deixe levar por essa semelhança e assista aos dois. Ambos são cinema de primeira.

GANGUES DE RUA (Splinter, 2006, EUA)


Quem me conhece um pouco sabe que sou influenciado pelo elenco quando vou assistir algum filme. Acabo quebrando a cara algumas vezes por conta disso, mas volta e meia acabo fazendo a mesmíssima coisa. Al Pacino e 88 MINUTOS, alguém se lembra?

Mil desculpas se você lembrou por minha causa.

GANGUES DE RUA (eca de título, hein?) teve a sua chance logo quando vi na prateleira e pensei: "Tom Sizemore e Edward James Olmos no mesmo filme? Venha!". Olmos dirigiu AMÉRICA DO MEDO, baita filme subestimado. Aqui é a vez do filho dele, Michael D. Olmos, estrear na direção. E como a maioria dos filmes de diretores de primeira viagem, SPLINTER não poderia deixar de ter a sua parcela de problemas.


Tom Sizemore está deliciosamente escroto novamente como um tira bêbado, inconsequente, que tira sarro dos cadáveres baleados que vê todo dia de trabalho. O cara está pouco se lixando, quer mais é que as gangues se matem. Seu personagem é destaque na capinha e sinopse do DVD e o primeiro nome nos créditos de elenco, mas infelizmente não é o protagonista. Se o filme investisse nele, no relacionamento dele com o capitão interpretado por Olmos, seria bem melhor.

SPLINTER é focado no membro de gangue interpretado por Enrique Almeida (também produtor e co-roteirista) que foi baleado junto com seu irmão dentro do carro no qual estavam. Dreamer é interrogado pela policial Graham (Resmine Atis), mas ele não tem como ajudar muito, pois sua memória ficou afetada pelo incidente. Ao longo do filme, o rapaz passa a relembrar dos eventos que motivaram o ataque. Qualquer semelhança com AMNÉSIA de Christopher Nolan não é mera coincidência. Pena que o filme siga por esse caminho, dando destaque maior a Dreamer e Graham e não ajuda nada o fato de Resmine Atis ser péssima atriz. Uma coisa é a personagem ser ingênua, estar totalmente por fora do que está acontecendo, outra é a atriz não combinar em nada com ela. E quando ela contracena com o monstro do Sizemore, fica mais apagada ainda.


O filme não consegue fugir de clichês e seu ritmo acaba caindo rumo ao final, mas ainda assim é recomendável pelas atuações de Sizemore e Olmos, pelo estilo que o diretor conseguiu imprimir logo em seu primeiro longa (os créditos de abertura, feitos em animação, são um dos melhores que vi este ano) e pela surpresa que é a ausência de julgamentos morais quanto à problemática das gangues e o policial corrupto de Sizemore. Fica na média.