segunda-feira, agosto 03, 2009

GANGUES DE RUA (Splinter, 2006, EUA)


Quem me conhece um pouco sabe que sou influenciado pelo elenco quando vou assistir algum filme. Acabo quebrando a cara algumas vezes por conta disso, mas volta e meia acabo fazendo a mesmíssima coisa. Al Pacino e 88 MINUTOS, alguém se lembra?

Mil desculpas se você lembrou por minha causa.

GANGUES DE RUA (eca de título, hein?) teve a sua chance logo quando vi na prateleira e pensei: "Tom Sizemore e Edward James Olmos no mesmo filme? Venha!". Olmos dirigiu AMÉRICA DO MEDO, baita filme subestimado. Aqui é a vez do filho dele, Michael D. Olmos, estrear na direção. E como a maioria dos filmes de diretores de primeira viagem, SPLINTER não poderia deixar de ter a sua parcela de problemas.


Tom Sizemore está deliciosamente escroto novamente como um tira bêbado, inconsequente, que tira sarro dos cadáveres baleados que vê todo dia de trabalho. O cara está pouco se lixando, quer mais é que as gangues se matem. Seu personagem é destaque na capinha e sinopse do DVD e o primeiro nome nos créditos de elenco, mas infelizmente não é o protagonista. Se o filme investisse nele, no relacionamento dele com o capitão interpretado por Olmos, seria bem melhor.

SPLINTER é focado no membro de gangue interpretado por Enrique Almeida (também produtor e co-roteirista) que foi baleado junto com seu irmão dentro do carro no qual estavam. Dreamer é interrogado pela policial Graham (Resmine Atis), mas ele não tem como ajudar muito, pois sua memória ficou afetada pelo incidente. Ao longo do filme, o rapaz passa a relembrar dos eventos que motivaram o ataque. Qualquer semelhança com AMNÉSIA de Christopher Nolan não é mera coincidência. Pena que o filme siga por esse caminho, dando destaque maior a Dreamer e Graham e não ajuda nada o fato de Resmine Atis ser péssima atriz. Uma coisa é a personagem ser ingênua, estar totalmente por fora do que está acontecendo, outra é a atriz não combinar em nada com ela. E quando ela contracena com o monstro do Sizemore, fica mais apagada ainda.


O filme não consegue fugir de clichês e seu ritmo acaba caindo rumo ao final, mas ainda assim é recomendável pelas atuações de Sizemore e Olmos, pelo estilo que o diretor conseguiu imprimir logo em seu primeiro longa (os créditos de abertura, feitos em animação, são um dos melhores que vi este ano) e pela surpresa que é a ausência de julgamentos morais quanto à problemática das gangues e o policial corrupto de Sizemore. Fica na média.

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