segunda-feira, julho 28, 2008

A BUCKET OF BLOOD (1959, EUA)


E lá vou eu com mais uma produção do Mestre Roger Corman, mas desta vez ele está na cadeira de diretor. Corman produziu muitos bons filmes e outros bons de tão ruins mesmo, só que - sem querer menosprezar as fitas de seus pupilos - é entre os títulos dirigidos pelo próprio que podem ser encontradas verdadeiras obras-primas do cinema de baixo orçamento. A BUCKET OF BLOOD é imperdível para os fãs do bom cinema barato não só por ser uma aula de como se fazer um filme B. Mas também por ser protagonizada por um muito jovem Dick Miller tendo a atuação pela qual sempre foi lembrado.

O filme fala de Walter Painsley (Miller), garçom de um bar repleto de artistas medíocres que se acham o máximo. Ele também os considera o que a arte tem de melhor e sonha em ser um deles. Mal deu 1 minuto de filme e o espectador já se dá conta disso, cinema mais simples, econômico e direto impossível. A sua vida muda quando acidentalmente mata o gato de sua vizinha e faz uma escultura com ele para expor no seu trabalho. Por conta do sucesso da peça, Walter vira o "artista" que tanto sonhava ser, mas não vai demorar muito para que ele invente de fazer um outro tipo de escultura. Aí só vendo o filme porque eu não vou falar mais nada não hehe.

Essa pérola do humor negro tem menos de 70 minutos de duração, é filmada com a criatividade que se espera de Corman e conta com um ótimo roteiro e elenco, mas o filme, claro, é de Dick Miller. Muitos estão acostumados a ver esse ator sempre deixando a sua marca fazendo pequenas participações em filmes dirigidos por James Cameron, Joe Dante, John Landis e Martin Scorsese que começaram as suas carreiras com Corman, isso sem falar de Fred Olen Ray e Jim Wynorski. Em alguns desses filmes, Miller interpreta um personagem sem qualquer relação com o protagonista deste A BUCKET OF BLOOD também chamado Walter Painsley. Homenagens merecidíssimas.

O filme está em domínio público, podendo ser asssistido online abaixo ou baixado através do Public Domain Torrents.

segunda-feira, julho 21, 2008

Dois avisos

- Já que falei de tiração de sarro com o post de TRANSYLVANIA TWIST, digo que vocês podem tirar um bom sarro com a minha memória. Coisas da idade... hehe. Não é que o VÁ E VEJA completou 2 anos no último dia 17 e eu jurava todo esse tempo que o aniversário dele era amanhã??? Ele é um bom garoto, meio levado e atrapalhado do juízo como o pai, mas que me deu um orgulho danado de tê-lo criado em muitos momentos de julho de 2006 até hoje. Muito obrigado aos amigos e leitores - novos e antigos - que acompanham esse espaço regularmente (embora as suas últimas atualizações não primem pela regularidade... uma coisa que espero corrigir a partir deste mês) e principalmente, a todos aqueles que me acompanham desde o meu início na blogosfera com o Erotikill. Um grande abraço.

- E a partir desta terça-feira, os fãs de cinema e quadrinhos presentes em Recife poderão prestigiar o evento DOS QUADRINHOS PARA AS TELONAS 3, promovido pelo site CineFlash na Livraria Saraiva do Shopping Center Recife. Participei da mesa de debates na segunda edição e posso dizer que o debate, além de ter sido muito divertido, apresentou um alto nível de troca de conhecimentos e experiências entre todos que estavam presentes naquele dia. O sucesso foi tão grande que o novo evento não durará apenas um dia, mas cinco! Fiquei muito contente quando recebi essa notícia junto com um convite para participar outra vez da mesa de debates. Clique aqui e confira a programação completa. A entrada é franca. Nos vemos por lá!

TRANSYLVANIA TWIST (1990, EUA)


Preparem-se, Osvaldo está no maior "mood" de cinema B, exploitation, velharias e afins. E o primeiro filme da lista a se passar a caneta é essa divertidíssima produção de Roger Corman dirigida por Jim Wynorski. Confesso que estranhei quando me dei conta de que estava assistindo a um Wynorski com classificação PG. Ou seja, nada de violência grave, palavrões e nenhuma moçinha do elenco tirando a camisa e o seu sutiã em cena por qualquer motivo que seja, uma coisa muito fácil de acontecer na grande maioria dos filmes assinados pelo diretor. Mas eu também confesso que no decorrer do filme, eu não senti muito a falta disso e acabei achando TRANSYLVANIA TWIST um dos melhores trabalhos do Jim. Acredite se quiser hehe. TRANSYLVANIA TWIST começa com uma mulher (Monique Gabrielle) sendo perseguida por Jason, Leatherface e Freddy Kruegger. Falar mais do que ocorre pode estragar a piada. ;)

Essa cena, além de ser bem divertida, prepara o espectador para ele entrar no clima anárquico deste pequeno e muito simpático filme. TRANSYLVANIA TWIST não se leva a sério em momento algum e apenas tem a pretensão de ser uma paródia simples, objetiva e divertida do cinema de terror dos anos 60 até o fim dos 80. Usando menos de 90 minutos de duração e com o aval de ninguém menos que Roger Corman, Jim Wynorski e o roteirista R. J. Robertson ainda tiram um sarro tremendo com o próprio filme e o cinema B. Nesse sentido, a trilha sonora de Chuck Cirino - que é parceiro habitual de Jim desde CHOPPING MALL - é excelente. Os protagonistas, Dexter Ward (hehehe) vivido por Steve Altman e Marisa Orlock (Teri Copley), seguem a caminho da Transylvania para recuperar o livro de Ulthar, um livro capaz de abrir a porta para as forças do mal invadirem o mundo e impedir o sinistro Conde Orlock (Robert Vaughn, se divertindo horrores), o sinistro tio da moça, de por as mãos nele. O elenco conta ainda com as participações especiais de Angus Scrimm (que não escapa e tem o seu "Tall Man" vitimado pelo roteiro) Brinke Stevens e - numa sacada brilhante de roteiro e montagem - Boris Karloff. Um momento em que é impossível não sorrir é quando eles chegam acompanhados de Victor Von Helsing (Ace Mask) ao castelo do conde e ela reclama do lugar, dizendo que esperava mais dele, o rapaz diz que certamente a produção fez o possível com o orçamento que tinha!!

TRANSYLVANIA TWIST pode ser ingênuo, bobinho, prejudicado em alguns momentos por números musicais desnecessários (poucos, ainda bem, só que amei "Just Give Me the Action", clipe feito com uma tonelada de cenas de ação outros filmes produzidos por Corman) e pelo seu humor extremamente leve e inofensivo para os pais poderem levar os seus filhos pro cinema sem se preocupar com violência, nudez e palavrões. Ainda assim, é bem melhor que SÁBADO 14, TRANSYLVANIA 6-500 e TODO MUNDO EM PÂNICO e seus derivados. É muito legal de vez em quando se assistir a um filme e ficar sorrindo um bom tempo depois só por causa dele.

segunda-feira, julho 14, 2008

VÁ E VEJA ressurgindo das cinzas depois de um merecido repouso que ninguém é de ferro. Sim, sim, já vai fazer um tempo que não tenho comentado praticamente nada dos filmes assistidos (último post com comentários do tipo foi em março!), mas a vida deu uma complicada daqueles tempos pra cá, a faculdade idem pela razão de meu curso (thank God!) estar chegando ao seu fim, probleminhas pessoais e uma série de outros motivos. Vamos deixar de papo porque agora estou mais relaxado, é Julho e o blog deve voltar à sua "normalidade". Quero muito a cada um ou dois dias voltar a falar com vocês de novo, seja com as dicas, notícias, vídeos e, claro, a razão de eu ter aberto esse espaço: escrever sobre os filmes que tenho visto.

E para começar as atividades, gostaria de dizer que o amigo Daniel Walrus me deixou a par de uma bela novidade neste final de semana.


Primeiro, aquele poster...




























Agora, esse trailer...



Resultado: HELL RIDE já é um dos mais esperados do ano para este seu camarada aqui. Mas agora é hora de fazer as apostas: será que ele chega aos cinemas antes do DEATH PROOF?? hehe.