segunda-feira, outubro 13, 2008

BUSCA IMPLACÁVEL (Taken, 2008, FR)

VIVE LA FRANCE!


Empolgante, objetivo e sem frescuras. Assim é TAKEN, um dos cada vez mais raros acertos de Luc Besson, também co-autor do roteiro. E que acerto! Depois do belíssimo SERAPHIM FALLS, Liam Neeson foi recrutado para fazer mais outro personagem vingativo, embora diferente. O seu Bryan é um aposentado agente do serviço secreto americano que quer recuperar o tempo perdido com a sua filha burrinha e virgem de 17 anos (Maggie Grace, que tem 25 hehe), depois que a esposa (Famke Janssen), cansada de seus sumiços por conta do trabalho, o trocou por um milionário. Tudo muito bom, tudo muito bacana, até o dia em que a garota inventa de viajar para Paris acompanhada da amiga (também burrinha, mas que não é mais virgem) e as duas são sequestradas por uma quadrilha de albaneses malvados especializada em tráfico humano. Bryan, claro, não vai deixar isso barato.

A direção de Pierre Morel (revelado no bom 13º DISTRITO) e o desempenho de um ator como Neeson, aliado ao ótimo personagem, são o grande trunfo deste filme. Vi que Morel não estava querendo enrolar na passagem para o segundo ato após Bryan dizer para a ex-esposa que irá para a França resgatar a filha deles: a cena que se segue é ele saindo do aeroporto de Paris. Isso mesmo, nada de mostrar o cara arrumando a mala, pensativo dentro do carro, avião subindo, avião descendo... ou seja, nada encheção de linguiça.

Depois de uma rápida investigação no apartamento que as moças estavam, Bryan começa a usar todas as habilidades aprendidas ao longo da sua carreira para pintar miséria com os responsáveis pelo rapto. O que se segue é um verdadeiro festival de truculência, capaz apenas de rivalizar com o visto no último semestre com RAMBO IV. A qualidade da ação é tamanha que, por pouco, a gente se esquece do roteiro esquemático, previsível e cheio de clichês. Bryan tem a diferença de não mostrar piedade em nenhum momento, pois ele não é um civil que teve a sua vida revirada ao avesso pela violência como Paul Kersey e grande maioria dos outros personagens dos filmes de vingança que costumamos assistir, mas um verdadeiro assassino profissional. Ele sabe o que faz e ainda não tem qualquer cerimônia em atirar nos bandidos pelas costas. Coisa linda de se ver nesses tempos atuais tão marcados pelo politicamente correto.

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