sexta-feira, setembro 12, 2008

OS GAROTOS PERDIDOS: A TRIBO (Lost Boys: The Tribe, 2008, EUA)

Em agosto do ano passado, eu fiz um post todo feliz da vida sobre a produção que se iniciava desta sequência para um dos filmes mais legais dos anos 80: OS GAROTOS PERDIDOS. Poucas vezes Joel Schumacher teve acertos em sua carreira como esse, um filme com classificação R (menores de 18 anos sem pais ou responsáveis o acompanhando são barrados no cinema) e forte apelo juvenil onde adolescentes lutam contra uma gangue de vampiros motoqueiros.

O sangue jorrava numa boa medida, o roteiro fazia a turma se identificar de imediato com os protagonistas, o elenco era 10 e a trilha sonora estava cheia de potenciais hits como a excelente versão de Echo and the Bunnymen para "People are Strange" dos The Doors e "Cry Little Sister", a música-tema cantada por Gerard McCann. Portanto, um inevitável sucesso que merecidamente conquistou as bilheterias e as locadoras desde o tempo do VHS continuam alugando-o no minimo 1 vez por semana. E foi visando esse mercado doméstico e os 20 anos que o filme completou, a Warner Brothers produziu uma continuação para faturar uma grana extra. Nada contra, desde que o filme seja bom e divirta... por mim, tudo ok.


Com os meses se passando, lá estava eu acompanhando as notícias sobre a produção. Achei o trailer interessante, postei aqui também, mas duas coisas fizeram aquela boa expectativa que eu tinha ir por água abaixo. A primeira delas foram os problemas no set de filmagem com o Corey Haim (cujo personagem virou uma ponta de 20 segundos ou menos vista durante os créditos finais, clique aqui para ver um trecho do reality show "The Two Coreys" sobre o ocorrido) e a segunda foi essa arte do DVD que vocês podem ver acima. Todo o elenco na frente e lá no fundinho... Corey Feldman. "Pronto, o cara vai ser um coadjuvante, ferraram com o personagem" - logo pensei. OS GAROTOS PERDIDOS : A TRIBO foi recém-lançado em DVD aqui no Brasil, vi com meus próprios olhos e agora posso dizer que infelizmente o filme não é bom. Só não concordo com aquela chuva de comentários e críticas negativas recebida por ele, pois a produção até funciona se assistida sem qualquer grande expectativa, mas rola uma decepção, até para um saudosista da pior espécie que eu sou, um saudosista de merda hehehehe. Apenas lamento que o roteiro seja tão fraquinho e extremamente derivativo do primeiro filme e nem o diretor P. J. Pesce faça um esforço para sair do convencional. Chega a ser impossível de acreditar que essa história tenha sido a melhor escolha para uma continuação nesses últimos 20 anos. Os atores teens classe C nem me incomodaram tanto, pois eu já os esperava. Angus Sutherland como o líder dos vampiros é uma lástima, assim como o casal de protagonistas que não convencem em momento algum estarem em perigo. Ou seja, aliado ao roteiro preguiçoso, eu pouco me importei com os personagens e isso é ponto negativo dos mais fortes em qualquer filme do gênero.

Existe um motivo para ver esse filme? Sim, existe e ele se chama Corey Feldman. Edgar Frog destrói em todas as suas aparições no desenrolar da história. Feldman está impagável: divertido, carismático e maravilhosamente canastrão. O ator aproveitou bem a oportunidade de reviver o seu mais querido personagem, fazendo com que o expectador fique torcendo pelo cara aparecer mais e mais vezes. Se o seu tempo em cena fosse mais longo, o filme seria melhor. Só espero que na próxima e já confirmada continuação, a Warner Brothers pense mais nos antigos fãs ao invés de fazer de tudo para agradar a apenas um provável novo público e não repita os erros cometidos com OS GAROTOS PERDIDOS: A TRIBO.

Que Corey Feldman, Corey Haim e Jamison Newlander estejam juntos como protagonistas nesta continuação e Edgar Frog ganhe um filme solo. O personagem e o seu ator merecem. E como merecem.

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