segunda-feira, julho 21, 2008

TRANSYLVANIA TWIST (1990, EUA)


Preparem-se, Osvaldo está no maior "mood" de cinema B, exploitation, velharias e afins. E o primeiro filme da lista a se passar a caneta é essa divertidíssima produção de Roger Corman dirigida por Jim Wynorski. Confesso que estranhei quando me dei conta de que estava assistindo a um Wynorski com classificação PG. Ou seja, nada de violência grave, palavrões e nenhuma moçinha do elenco tirando a camisa e o seu sutiã em cena por qualquer motivo que seja, uma coisa muito fácil de acontecer na grande maioria dos filmes assinados pelo diretor. Mas eu também confesso que no decorrer do filme, eu não senti muito a falta disso e acabei achando TRANSYLVANIA TWIST um dos melhores trabalhos do Jim. Acredite se quiser hehe. TRANSYLVANIA TWIST começa com uma mulher (Monique Gabrielle) sendo perseguida por Jason, Leatherface e Freddy Kruegger. Falar mais do que ocorre pode estragar a piada. ;)

Essa cena, além de ser bem divertida, prepara o espectador para ele entrar no clima anárquico deste pequeno e muito simpático filme. TRANSYLVANIA TWIST não se leva a sério em momento algum e apenas tem a pretensão de ser uma paródia simples, objetiva e divertida do cinema de terror dos anos 60 até o fim dos 80. Usando menos de 90 minutos de duração e com o aval de ninguém menos que Roger Corman, Jim Wynorski e o roteirista R. J. Robertson ainda tiram um sarro tremendo com o próprio filme e o cinema B. Nesse sentido, a trilha sonora de Chuck Cirino - que é parceiro habitual de Jim desde CHOPPING MALL - é excelente. Os protagonistas, Dexter Ward (hehehe) vivido por Steve Altman e Marisa Orlock (Teri Copley), seguem a caminho da Transylvania para recuperar o livro de Ulthar, um livro capaz de abrir a porta para as forças do mal invadirem o mundo e impedir o sinistro Conde Orlock (Robert Vaughn, se divertindo horrores), o sinistro tio da moça, de por as mãos nele. O elenco conta ainda com as participações especiais de Angus Scrimm (que não escapa e tem o seu "Tall Man" vitimado pelo roteiro) Brinke Stevens e - numa sacada brilhante de roteiro e montagem - Boris Karloff. Um momento em que é impossível não sorrir é quando eles chegam acompanhados de Victor Von Helsing (Ace Mask) ao castelo do conde e ela reclama do lugar, dizendo que esperava mais dele, o rapaz diz que certamente a produção fez o possível com o orçamento que tinha!!

TRANSYLVANIA TWIST pode ser ingênuo, bobinho, prejudicado em alguns momentos por números musicais desnecessários (poucos, ainda bem, só que amei "Just Give Me the Action", clipe feito com uma tonelada de cenas de ação outros filmes produzidos por Corman) e pelo seu humor extremamente leve e inofensivo para os pais poderem levar os seus filhos pro cinema sem se preocupar com violência, nudez e palavrões. Ainda assim, é bem melhor que SÁBADO 14, TRANSYLVANIA 6-500 e TODO MUNDO EM PÂNICO e seus derivados. É muito legal de vez em quando se assistir a um filme e ficar sorrindo um bom tempo depois só por causa dele.

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