terça-feira, março 27, 2007

A clássica briga entre Kinski e Herzog no set de FITZCARRALDO



** Meus amigos(as), ainda não consegui arranjar metade do tempo que eu quero para me sentar e escrever sobre a sessão de FAHRENHEIT 451 e os vários filmes que assisti atualmente. Vou ser mais franco com vocês, saí do meu emprego no início deste mês e agora estou me dedicando na procura de outro. O meu computador pessoal não tem colaborado na questão do conserto logo agora que poderia aproveitar uma manhã ou uma tarde inteira só para deixar vocês com mais conteúdo do que nas últimas atualizações. Quando eu conseguir esse tempinho a mais que eu tanto desejo em frente a um computador, pode deixar que vocês verão o VÁ E VEJA atualizado.

Por enquanto, divirtam-se com o vídeo e me desejem boa sorte na minha caçada. Um grande abraço a todos.

sexta-feira, março 09, 2007

FAHRENHEIT 451 no Cinecittà



Depois de um semestre sem exibições, o Cineclube Cinecittà da Faculdade Maurício de Nassau retorna neste sábado, dia 10 de março, para exibir um clássico da ficção científica dirigido por François Truffaut. Baseado no livro homônimo de Ray Bradburry e estrelado por Oskar Werner e Julie Christie, o filme se passa num futuro hipotético onde os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que eles fazem com que as pessoas sejam infelizes e improdutivas.

Luiz Joaquim, crítico de cinema da Folha de Pernambuco e programador do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, é o nosso convidado especial desta sessão.

A entrada é franca e a exibição será no auditório do Bloco Capunga, localizado na Rua Fernando Lopes, 778 - Graças - Recife /PE.

DOA no YouTube

5 minutos aproximados da abertura:



PQP! Que final!!!



E o perfil deste usuário tem DOA completo com legendas em inglês e mais outros filmes asiáticos indispensáveis como SONATINE e DOLLS do Kitano: http://www.youtube.com/profile_videos?user=DaiyobuNai

DEAD OR ALIVE (Dead or Alive: Hanzaisha, 1999, JAP)

A última sexta-feira foi algo bem mal de se comentar e os acontecimentos daquele dia resultaram em várias coisas, incluindo deixar alguém bacana se sentir ofendido na caixa de comentários no blog de um colega. Não irei dizer aonde foi, pois nem quero me lembrar mais disso. Tinha até falado nos comentários em fechar o VÁ E VEJA, mas agora estou me sentindo muito melhor agora por causa do bom final de semana que passei. Lógico que não irei fazer isso, mas se um dia eu o fizer será porque realmente não dará mais para me dedicar um pouquinhozinho de nada a ele. Saiba que eu continuarei me dedicando ao VÁ E VEJA sempre que puder, pois falar sobre cinema com todos os meus amigos e leitores que gostam de vir aqui e conferir a minha opinião é uma das coisas que mais me tem dado prazer esses tempos. Vamos às atividades. :)

Reparem na tagline de DEAD OR ALIVE:

“WARNING: This motion picture contains explicit portrayals of violence; sex; violent sex; sexual violence; clowns and violent scenes of violent excess, which are definitely not suitable for all audiences.”

Meus caros, isso é tudo verdade.


Algumas pessoas dizem que Takashi Miike é um diretor muito "hypado". Bom... se existe alguém que merece ser "hypado" dessa nova geração de diretores, com certeza é Miike. O realizador de nacionalidade japonesa faz mais de 3 filmes por ano e trabalha tanto para cinema e televisão quanto para o prolífero mercado de vídeos e DVD's. Só em 1999, ele realizou o já clássico AUDITION (simplesmente O FILME que me faz ficar arrepiado toda vez quando vejo japinhas com cara de anjo. Maldição!!) e esse DEAD OR ALIVE que são duas obras inesquecíveis do moderno cinema japonês. Você confere qualquer um dos dois filmes uma vez e pronto, acaba carregando a experiência incomum que teve ao assisti-los pelo resto da sua vida de cinéfilo. Não é nenhum segredo de que vibro quando vejo um filme bom e feito com um orçamento bem baixo. Miike diz na sua entrevista no DVD de IMPRINT que as suas produções "direct-to-video" custam em torno de 500 mil dólares e a lucratividade fica garantida por causa disso. A primeira surpresa de DOA para mim foi logo nos créditos iniciais quando vi o logo TOEI VIDEO, uma sub-divisão da famosa produtora TOEI. Isso significa que esse filme tão comentado do Miike é uma produção barata para o mercado doméstico japonês. Só isso já me deixou mais relaxado, pois o cinema DTV tem muitos filmes bem mais honestos do que grande parte dos feitos para serem exibidos na tela grande.

A segunda surpresa é exatamente a abertura. Minha nossa, o que é aquilo?? São os primeiros 5 minutos mais alucinados, lisérgicos, bizarros e violentos já feitos para um filme. Acompanhado de um ensurdecedor rock dos mais pauleiras (ainda bem que eu vi o filme com a casa vazia pra não abaixar o volume! hehe), o espectador entra de cabeça em uma das noitadas do submundo e vê absolutamente tudo que imagina acontecer por lá. Tem homosexualismo, assassinato, um cara cheirando a mais longa carreira de cocaína que eu já vi, outro enchendo o bucho de pratos e mais pratos de macarrão e outras coisitas. É nesta mesma abertura que somos apresentados aos protagonistas Ryuichi (Riki Takeuchi, de FUDOH) e Jojima (Sho Aikawa, de RAINY DOG) que agem conforme o que são. O primeiro é o líder de uma gangue de desprezados imigrantes chineses no Japão (se isso estiver errado me corrijam, foi o que eu consegui entender...) enquanto que o segundo é um obstinado detetive que começa a investigar o sujeito depois de um assalto cometido pelo grupo.



O filme é obviamente inspirado pelo excelente FOGO CONTRA FOGO, ao mostrar mais uma vez os conflitos físicos e psicológicos entre os dois personagens de lados diferentes da lei. Mesmo que a trama em si não traga nada de muito novo, DEAD OR ALIVE é uma obra especial de Miike por ser um filme policial feito à sua maneira e quebrando grande parte das convenções do gênero ao longo da narrativa. A dupla central de atores também consegue dar das cenas dramáticas, pois o roteiro também dá destaque aos seus problemas mais íntimos. Ryuichi recebe o irmão recém-chegado da conclusão dos seus estudos nos Estados Unidos, mas este se revolta quando descobre que a sua educação foi paga com dinheiro manchado de sangue e Jujima precisa pagar uma delicada e cara operação de duzentos mil dólares para a sua filha adolescente. Ambos farão de tudo pelos seus entes queridos. Como dá para perceber, a narrativa fica mais densa depois da frenética abertura e em muitos momentos Miike chega a lembrar Takeshi Kitano na condução da história. Existem cenas com 3/4 minutos de duração sem nenhum corte. A influência deste grande realizador japonês é muito notada em RAINY DOG, um belíssimo filme que poderia ser feito por Miike e assinado pelo Kitano que eu não notaria a menor diferença. DEAD OR ALIVE tem ainda a participação do ótimo Susumu Terajima, um ator que está presente em quase todos os filmes de Kitano.

Os momentos mais falados da produção são justamente o início e o final, os mais rebeldes de todos. Simplesmente genial, essa inesperada conclusão diversas leituras e é algo tão insano e impressionante que o espectador não vai conseguir esquecer da sensação que teve ao assistí-la.

Quem for assistir DEAD OR ALIVE atrás de algo próximo de GOZU, ICHI THE KILLER e VISITOR Q vai ficar desapontado. Há uma série de imagens grotescas e bem violentas durante a disputa travada pelos protagonistas ao longo do filme, mas não é nada que se possa comparar com as cenas mais comentadas dos filmes citados. Mesmo assim, o filme não é para as pessoas mais sensíveis e fracas de estômago já que tem um momento em que zoofilia (não-explícita) é praticada numa filmagem pornográfica e outro em que alguém morre afogado na própria merda!! Sei que não é nada prazeroso ver esse tipo de imagem (pelo menos pra mim, tem quem ache hehehe), mas se você conseguir suportar vai desfrutar de mais uma experiência inesquecível desta grande figura chamada Takashi Miike. Bem que os norte-americanos deveriam aprender a fazer cinema DTV vendo os projetos que Miike executou utilizando para esta indústria.

Vi no blog do companheiro BAKEMON que a Europa Filmes confirmou o lançamento do filme em DVD para abril com o título de MORRER OU VIVER. Essa turminha dos títulos...

PS: A gloriosa ZINGU! está no ar em sua sexta edição. O maior destaque dela é um dossiê dos mais completos sobre Ozualdo Candeias, um dos mestres do cinema marginal brasileiro que faleceu no mês passado. Ainda tem umas vampirinhas lésbicas esperando ansiosamente pela sua visita. Acredite, elas não querem ficar nem um pouco decepcionadas com você. Por isso, deixe de sua preguiçite aguda, pegue o mouse, arraste um pouquinho para a direita, clique aqui e desfrute de uma excelente leitura.

quinta-feira, março 01, 2007

Serviço de Utilidade Pública


Se você tem algum amor pelo seu valioso tempo de vida e pelo seu sagrado dinheirinho, faça o favor a si mesmo de nunca alugar ou baixar esse DÁLIA NEGRA feito pelo mesmo Uli Lommel de THE BOOGEYMAN. Como é que o cara conseguiu piorar tanto daqueles tempos para cá? Minha nossa! Fiquei muito puto por ter gasto 10/15 minutos da minha preciosa vida tentando assistir esse lixo que é simplesmente inassistível. Ainda bem que não gastei 1 centavo nessa tentativa. Isso (pois não merece nem ser chamado de filme) foi lançado pela oportunista Lions Gate e é distribuído aqui pela California que fez e continua fazendo muita gente pegar ele pensando que se trata do recente filme de Brian De Palma. Essa nojeira é séria candidata ao pior lixo em VHS e DVD que vi na minha vida. Lommel merecia ser preso para nunca mais tocar numa droga de uma câmera. Por aí já deu pra ver o "nívi" da bomba.

São filmes desse tipo que trazem má fama ao uso de câmeras digitais para baratear custos orçamentários. Chega deu vergonha em mim de apoiar tanto essa forma de realização. Enfim, eu tenho a mais plena convicção de que qualquer merda que você levar pra casa algum dia da locadora é melhor do que esse DÁLIA NEGRA do Lommel.