segunda-feira, agosto 27, 2007

IDENTIDADE ROUBADA (Irresistible, 2006, AUS)


Antes de falar sobre minha melhor experiência cinematográfica do final de semana, quero começar as atividades desta semana falando sobre esse simpático direto-pra-vídeo que eu vi na noite de ontem. Se eu vejo dois atores que aprecio ou mais atuando juntos num filme, uma coisa é certa: eu irei assisti-lo um dia. Sempre gostei de Susan Sarandon e Sam Neill, por isso contava com uma cópia de IDENTIDADE ROUBADA já há algum tempinho no estoque pro caso de eu querer ver um filminho rápido e simples só para relaxar e depois ir dormir.

A protagonista Sophia é vivida com a competência de sempre por Sarandon. Ela é uma ilustradora de livros infantis que enfrenta uma pequena crise no seu casamento com o arquiteto Craig (Sam Neill) por causa da pressão que vem sofrendo com um trabalho. Seu relacionamento com ele e suas duas filhas está bem, mas de uma hora para outra algumas coisas da casa dela começam a desaparecer como brinquedos das crianças, fotos de família e roupas. Sophia desconfia de que alguém esteja entrando em sua casa e a sua principal suspeita por uma série de motivos é Mara (Emily Blunt, totalmente desconhecida por mim antes), a bela técnica de informática do escritório do seu marido. Serão esses motivos reais ou frutos da imaginação de Sophie, já que ela não tem conseguido dormir direito?

Dirigido e escrito por Ann Turner, IDENTIDADE ROUBADA é um bom filme que se revela refém dos seus momentos. Numa hora está ótimo, mas em outra parece levar um tombo sem grandes chances de se levantar. E ele se levanta para depois cair um pouquinho de novo mais lá na frente. Como suspense psicológico, o filme é um bom drama. Mesmo assim, creio que apreciei bem essa pequena sessão doméstica. Falando das atuações, Susan Sarandon parece estar um pouco avoada em diferentes passagens da produção, mas isso é algo que funciona para a personagem. Sam Neill.... bem... é Sam Neill e a talentosa Emily Blunt passa credibilidade no seu papel.

Em determinadas partes, o filme tem um jeitinho de feito pra TV, principalmente a partir da cena em que há um ataque de vespas feitas em CGI. Enfim, trataria-se de um título esquecível se não fosse a porradinha que é o ótimo final. Ah, eu simplesmente amo isso. Tudo está muito lindo e nas mil maravilhas, só que a última cena ainda não chegou e é nela que os diretores e roteiristas dão aquele tapa pra você acordar e enxergar a realidade. Há gente que dá uma voada boa nesta conclusão, mas basta reparar no que acontece nela e pensar um pouquinho que você poderá ficar surpreso assim como eu que não tinha expectativa alguma com o filme. IDENTIDADE ROUBADA me deixou interessado e entretido durante todo aquele regular intervalo de tempo. O que eu mais podia querer de um simples direto-pra-vídeo?

Confissão:

Ok, ok, baixei TIME AFTER TIME da Cyndi Lauper pra escutar só por causa do filme hehe.

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