terça-feira, julho 24, 2007

Jim Wynorski e seus monstrengos fuleiros de CGI em mais duas tralhas

KOMODO VS. COBRA (Idem, 2005, EUA)


A julgar pela boa quantidade de comentários negativos de gente que levou esse filme a sério no IMDB, eu gostaria de fazer uma pergunta: Quem em sã consciência espera algo relevante vindo de um filme intitulado KOMODO VS. COBRA? E pior, aluga e compra pensando que vai ver uma produção milionária como o GODZILLA ou KING KONG. Eu perco tempo vendo coisas assim porque várias vezes elas funcionam melhor do que muita comédia para mim. Poxa vida, não sei o motivo de tanta gente ficar puta da vida quando viu aquele dragão de Komodo e aquela cobra de proporções gigantescas de CGI dos mais vagabundos. O negócio é tão ridículo e a cara de pau de Wynorski em colocar esses monstros mal feitos correndo atrás dos atores é tão grande que só mesmo quem for muito mal humorado pra não rir uma vez só deste filme.

Na trama, um grupo de ambientalistas idiotas vai para uma ilha considerada deserta onde funciona um laboratório secreto do governo. É nele que tem sido realizados vários experimentos com propósitos militares em animais. Quando eles chegam no local, percebem que tudo saiu do controle com o aparecimento de um dragão de Komodo e uma cobra gigantes que devoraram a equipe que trabalhava no laboratório. Só lhes resta sair do local da mesma maneira que vieram, mas desta vez o grupo terá de encarar a floresta com mais esses dois perigos. O filme se resume mesmo a isso, com algumas pessoas sendo devoradas e outras sobrevivendo até os poucos restantes chegarem ao final. Tudo é muito ingênuo e a violência também é mínima, fazendo lembrar um pouco dos antigos filmes do subgênero. E isso fica reforçado pela evidente participação dos militares e do governo na história.

O líder do elenco é ninguém menos que Michael Paré. Sim, o mesmo de RUAS DE FOGO e EDDIE, O ÍDOLO POP. Depois ele passou a se especializar em filmes B como MERCADORES DA MORTE, um dos filmes mais vagabundos da Nu Image cheio de cenas de outras fitas da produtora copiadas e coladas nele. Paré também se envolveu com Jim Wynorski em A VINGANÇA DOS GÁRGULAS e Uwe Boll em SANCTIMONY.

SHOCKWAVE (Idem aka A. I. Assault, 2006, EUA)


Esse é melhorzinho que o KOMODO VS. COBRA, mas também não deixa de ser uma tralha. O curioso é ver o roteiro explorando basicamente a mesma situação: grupo de pessoas dentro de uma ilha tenta sobreviver de ameaças gigantes. Reciclagem pura, só que aqui os monstros são outros... robôs com inteligência artificial muito desenvolvida.

Apenas duas coisas chamam mais a atenção:

1 - A quantidade inesperada de vários atores conhecidos do cinema e TV fazendo participações especiais. Ao me deslumbrar por ver os nomes de Robert Picardo, George Takei, Michael Dorn, Bill Mumy, Tim Thomerson e Alexandra Paul tive a certeza absoluta que eu ainda possuo um sangue nerd dos mais fortes correndo nas veias. Alguns fazem pontas mesmo, enquanto outros vivem personagens periféricos. Esse tipo de personagem costuma ter uma participação limitada em termos de tempo e ele costuma aparecer de vez em quando durante algumas cenas de um filme. Tipo o Sam Shepard em FALCÃO NEGRO EM PERIGO, entende?

2 - Uma vez picareta, sempre picareta. A cara de pau do Wynorski não sossega aqui também. O design dos
robôs é parecidíssimo até demais com os das naves alienígenas que atacam as pessoas na nova versão de A GUERRA DOS MUNDOS dirigida por Steven Spielberg. Os efeitos de CGI estão melhores aqui e podem ser aceitos com mais facilidade pelos desinformados que não sabem o que alugam.

Os protagonistas são um bando de canastrões que eu nunca vi na vida, tirando dois carinhas que também participam de KOMODO VS. COBRA. Não tenho intenção de perder um pouco mais de tempo escrevendo a sinopse de um filme que é basicamente a mesma coisa do outro, sendo que um pouquinho melhor produzido. Agora o DVD da Focus Filmes para este título que tem um dos piores FOOLSCREEN que eu já vi em toda a minha vida. É um negócio de doer mesmo. O logo da CINETEL FILMS fica na nossa telinha assim mesmo como descrevo a seguir, veja só (metade do C INETEL FIL metade do M). E quando o nome do filme aparece depois do prólogo, o E de SHOCKWAVE por pouco não sai do cantinho direito da tela. Nem uma bagaceira como essa nos tempos de hoje é digna de um tratamento tão miserável pra ser vendido para as locadoras a um preço tão elevado. Depois os sócios desta e de outras distribuidoras brasileiras que agem de forma parecida ficam se perguntando o motivo pelo qual a pirataria esteja tão em alta...

Concluindo, esses dois filmes podem ser mesmo considerados perda de tempo e eles ainda são capazes de afetar a sua saúde mental ao fritar alguns neurônios de quem os assiste. Veja por sua própria conta e risco, ok? Saibam que eu já estou sofrendo deste mal por nem mesmo saber porque escrevi sobre eles aqui... :-)

PS: Wynorski assina ambos como Jay Andrews, o seu pseudônimo mais conhecido.

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