terça-feira, maio 01, 2007

CINE-PE: 24 de abril

Nossa... dois dias que quero escrever sobre o Cine-PE aqui e eu não consigo. Bom, para as atualizações não atrasarem muito, finalmente darei uma geral sobre todos os dias em que pude comparecer. Estive presente nos dias 24, 26 e 27 de abril. Irei ficar atualizando aqui até a hora que irei sair da Internet por causa do tempo limitado (dividir PC depois de quase 2 meses sem mexer direito com os irmãos é dureza... quem não tem não imagina a barra hehehe). Infelizmente não pude comparecer no sábado pra ver as projeções de O CÃO SEM DONO e de UMA VIDA E OUTRA, do camarada Daniel Aragão.

Vamos aos comentários do que rolou na terça-feira...

Vídeos e curtas:

EU SOU COMO UM POLVO (MG) - Dir. Sávio Leite

Gostei muito da proposta e do vídeo em si. O diretor Sávio Leite posicionou a sua câmera embaixo de uma mesa de vidro e o artista Lourenço Mutarelli desenha dois bizarros auto-retratos enquanto ouvimos a sua voz em off lendo um texto autobiográfico. O texto é um pequeno desabafo sobre o seu passado e uma revelação do quanto a sua arte de desenhar o ajudou. Bonito de se ver e até emocionante para o espectador que já tenha visto apenas a qualquer um dos trabalhos de Mutarelli.

PIXINGUINHA E A VELHA GUARDA DO SAMBA (SP) - Dir. Ricardo Dias / Thomas Farkas

No ano de 1954, Thomas Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha e o Pessoal da Velha Guarda no Parque do Ibirapuera em São Paulo com uma câmera 16mm de corda, nas festividades do quarto centenário da cidade. Ricardo Dias resgata essa preciosidade e conta a história do dia da filmagem através de depoimentos do próprio Farkas, que co-dirige o filme. Trata-se da única apresentação filmada de Pixinguinha e seu grupo, portanto o curta é bem válido.

Longas-metragens:

O MUNDO EM DUAS VOLTAS (SP) - Dir. David Schürmann

Não curti o chamado documentário da Família Schürmann. Quando vi que um dos próprios membros da família era o diretor do filme fiquei com o pé atrás no mesmo instante. Deveriam ter chamado alguém de fora do ambiente familiar, pois o resultado final é até mais careta do que você pode estar imaginando agora. O que falar sobre um documentário de viagens onde nenhum problema acontece e o pessoal é bem recebido em todos os cantos em que eles colocam os seus pés? Ah sim, o Capitão fala que a embarcação quase foi assaltada por piratas. Mas cadê as imagens? Pra mim não há coisa pior para um documentário do que afirmar qualquer coisa e não a comprovar de alguma maneira. Resumindo, é filme pra turista de sofá ficar deslumbrando as belas imagens dos vários lugares que os Schürmann visitam. Posso estar sendo bem cruel, mas até parece que essa produção só foi feita para a famosa família de viajantes conseguir mais patrocinadores do que os que já tem. As melhores coisas dele são a curiosa passagem pela Filipinas durante a Semana Santa onde o espectador vê uma crucificação sendo encenada (nada com cordas como se faz por aqui, lá o sujeito é pregado mesmo nas mãos e pés!!) e a eternização da garotinha Kat, que era soropositiva e faleceu no ano passado aos 13 anos de idade. Ela está uma graça no filme.

O CÔCO, A RODA, O PNÊU E O FAROL (PE) - Dir. Mariana Fortes

Sei que é muito, muito feio dizer isso, mas eu tava bem cansadinho e acabei tirando uns cochilos pra me dar conta de que era melhor sair dali para ter uma boa noite de sono no conforto da minha casa. Pelo que eu vi, é um registro válido sobre o côco de roda ou samba de côco, que é uma vertente musical muito forte aqui em Pernambuco, e as suas personagens que, mesmo quase anônimas e apenas mais conhecidas dentro das suas comunidades, continuam a fazer com que o Côco continue com força por muitos e muitos anos.

Homenagem: Patrícia Pillar

A homenageada da noite de terça-feira foi a atriz Patrícia Pillar, que estava presente no evento e recebeu o troféu Calunga em mãos. Ela estava linda e a achei bem sincera e modesta em seus agradecimentos. Antes dela subir ao palco, foi passado um vídeo realizado pela organização do festival e o Canal Brasil em homenagem à atriz com várias de suas participações no cinema e na TV, inclusive em PARA VIVER UM GRANDE AMOR, um musical oitentista em que ela contracena com Djavan. Foi bem divertido quando ela disse "Ainda bem que evoluímos, tomara que a gente nunca mais use isso" sobre a maquiagem dela no filme hehehehe. E fiquei bem feliz quando ela falou sobre o grande trabalho que está tendo atrás das câmeras na realização do documentário dela sobre Waldick Soriano, justamente por comprovar que esse filme vai sair mesmo!!

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