domingo, dezembro 31, 2006

Até ano que vem

Daqui a 30 minutos, já estaremos em 2007. Foi um ano que teve os seus altos e baixos, assim como todos os outros que passei. Tomara que desta vez os altos tenham uma maior presença, já que os poucos baixos que tive no ano de 2006 deixaram marcas na minha pessoa. Bem... espero que 2007 não seja apenas um ano onde as maiores mudanças sejam a do calendário e da nossa idade e sim de grandes e significativas mudanças positivas - tanto no lado pessoal quanto no profissional - para mim e para cada um de todos vocês que gostam de acompanhar o que tenho a dizer de vez em quando por aqui. Muita paz, saúde, felicidade, sexo e aquele dinheiro legal no bolso sempre que a gente merece. Que venham também altos filmes fodas que nos deixem pirados para trocar idéias de maneira bem-humorada (às vezes, nem tanto hehe) e construtiva assim como nós temos feito.

E isso é tu... tu... tudo pessoal!!

PS: Não sou o que se pode chamar de um cara religioso, mas minha oração de final de ano será essa.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

MASTERS OF HORROR: IMPRINT (2006)


Takashi Miike dirigindo Billy Drago e Youki Kudoh em IMPRINT.

Conheci o cinema de Takashi Miike no ano passado quando assisti ao fantástico AUDITION. Foi o bastante para eu ter me dado conta de que tinha visto uma das obras de alguém que deixaria o seu nome escrito na História do Cinema. Logo quando deu, fui conferir a filmografia de Miike no IMDB e fiquei embabacado. Além de ser muito versátil, Miike é um realizador incansável e faz um filme atrás do outro. Temos de 4 a 8 filmes novos deste diretor que realmente nasceu pra fazer cinema todo santo ano. E conforme podemos ver na excelente entrevista disponível no DVD nacional deste filme intitulado MARCAS DO TERROR, ele é uma pessoa muito humilde, sincera e bem-humorada, o que só fez me deixar mais fã dele.

IMPRINT é o filme de 63 minutos que Miike realizou para a primeira temporada da série MASTERS OF HORROR. Incluindo ele, vi apenas três episódios desta consagrada série até agora: os ótimos JENIFER e HOMECOMING. A segunda temporada está desapontando alguns fãs do gênero, embora eu acredite que o nível geral da qualidade dos episódios continua alto para os padrões televisivos. Esse foi o famoso episódio da série barrado para exibição pelo canal Showtime. Sinceramente... eu não vi motivo para tanto. Perdi a conta de quantas vezes assisti a filmes com cenas tão violentas quanto as de IMPRINT na TV no horário em que a série é exibida nos Estados Unidos. Foi frescurite aguda mesmo.

A mais recente e comentada obra de Miike fala sobre Christopher (Billy Drago!!), um jornalista americano que desembarca numa ilha à procura de uma mulher. Quando ele chega lá, pergunta sobre ela para um anão que tem um pedaço do seu nariz arrancado. Este ser esquisito diz que desconhece saber quem ela é. Pela cara da figura, dá pra ver que é uma mentira. Como não há mais barcos para voltar, Christopher acaba se hospedando no bordel do anão e fica com a única prostituta da casa que não fica implorando para que um homem a escolha. Ela é uma moça com a face deformada que começa a contar a ele tudo o que aconteceu com a mulher que está procurando e também passa a revelar algumas coisas do seu passado.

Se eu dissesse que não esperava mais do filme, estaria mentindo. Só que o resultado final de IMPRINT está bem acima da média para o que é feito atualmente no gênero. Preferia bem mais que os episódios da MASTERS OF HORROR estivessem passando em sessões duplas nos cinemas do que a quantidade esmagadora de porcarias que os estúdios hollywoodianos vem lançando, como os recentes O SACRIFÍCIO e PULSE. O terror de IMPRINT não reside em fantasmas ou criaturas bizarras, mas do próprio ser humano. É esse estilo de filme de terror que mais tem me agradado hoje em dia.

O último episódio da MASTERS OF HORROR é uma pauleirinha das grossas. Tem aborto, incesto, estupro e uma puta cena de tortura que revela a obsessão de Takashi Miike por agulhas (kiri kiri kiri hehehe) de uma vez por todas. Os únicos pontos fracos são as atuações do elenco que, com exceção de Billy Drago e Youki Kudoh, é todo composto por japoneses que tiveram de ser ensinados a dizer suas falas foneticamente e a conclusão mal-resolvida e previsível, embora os seus últimos momentos sejam únicos. Tenho certeza de que Miike escolheu Drago por causa do seu rosto marcante. A expressão do ator quando seu personagem descobre a verdade sobre a prostituta que o acompanha no quarto é perfeita. Pena que ele dê um show de "overacting" onde menos se precisa, mas fazer o quê? É Billy Drago, pô!

IMPRINT é mais uma obra cinematográfica inesquecível vinda do olhar de Takashi Miike, um dos melhores diretores da atualidade. Poderia ser ainda melhor, mas do jeito que está continua altamente recomendável. Como nota-se, a história é contada na melhor tradição do clássico RASHOMON de Akira Kurosawa. Quem gosta desse estilo de narrativa, de Miike e de Billy Drago (a coisa mais normal do filme, acredite se quiser) está em casa.

Agradecimentos especiais a minha amiga Rosana Portilho pelo envio da cópia deste e de mais outros 13 filmes que chegaram em minhas mãos no sábado retrasado, antes mesmo do Natal! Muito obrigado mais uma vez, Rosana. :)

PS: Adicionei vários blogs na seção de links que vocês podem ver no canto direito da tela. Tem de estreantes (Cine Delírio, Pipoca com Manteiga e Telas e Telonas) a outros já conhecidos (Cinema Cuspido e Escarrado, Cinema Para Todos e O Negativo Queimado). Dê uma olhada com carinho no que puder da lista e, caso agrade, os coloque nos favoritos pois eles merecem.

CONSUMIDO PELO ÓDIO em DVD!


** Segundo a capinha do disco, o filme está apresentado em letterbox!! Agora a melada que fizeram com o nome do diretor na mesma dispensa comentários.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

COSTINHA - O PERU DA FESTA

O presentinho de Natal do VÁ E VEJA para todos os seus amigos e visitantes. Um grande abraço a todos e desde já agradeço pela boa receptividade que esse blog conseguiu em pouco mais de 5 meses. Valeu! :)


O PERU DA FESTA - VOL. 1

http://www.filesend.net/download.php?f=82cb25a52301448665839c0563033571

O PERU DA FESTA - VOL. 2

http://www.filesend.net/download.php?f=2d44a1e40af47c0281b280ffeee77f04

O PERU DA FESTA - VOL. 3

http://www.filesend.net/download.php?f=ff0cfae53471d1a29bb6b1be379bbdc7

O PERU DA FESTA - VOL. 4

http://www.filesend.net/download.php?f=46756341ec35c57e04aa22cf8b1e2dc5

O PERU DA FESTA - VOL. 5

http://www.filesend.net/download.php?f=3b556455ffe2aec8c2e29505d5dc7978

quarta-feira, dezembro 20, 2006

TOP 10: CINEMA

10 filmes que eu vi (ou revi, em alguns casos) no cinema e julguei importantes pro ano de 2006:

CACHÉ - Pensei.... pensei novamente e depois pensei mais duas vezes. Tenho que começar por esse filme impecável, provocante e assustador filme de Haneke. Umas das obras-primas cinematográficas deste início de século. É impossível sair de uma sessão de CACHÉ e continuar sendo a mesma pessoa de quase 2h atrás.

EL LABIRINTO DEL FAUNO - Falando em obras-primas, temos o grande prazer de assistir a esta do Guillermo Del Toro logo no finalzinho de 2006. Uma deslumbrante e inesquecível experiência cinematográfica que me fez pensar durante horas a fio no quanto os seres humanos podem ser bem mais cruéis do que os monstros que nos amedrontavam na infãncia.

MUNIQUE - Spielberg faz o seu melhor filme desde TUBARÃO. Nunca pensei que veria algo tão corajoso, violento, complexo e principalmente adulto de um cineasta que estava se contentando em fazer algumas besteiras de vez em quando como a nova versão de A GUERRA DOS MUNDOS.

SYRIANA - Esse só entrou agora por causa de uma revisão recente em DVD. Trata-se de um grande filme que merece ser mais visto e debatido. Nunca os mecanismos do jogo de interesses que está presente na guerra pelo petróleo foram tão bem explorados antes por essa arte que nós tanto amamos. SYRIANA é cinema de primeira qualidade. Quem deu aquele típico beijinho na(o) namorada(o) enquanto o assistia no cinema por poucos segundos se fudeu bonitinho, pois o filme exige a nossa completa atenção. E isso, meus caros, poucos conseguem fazer.

MATCH POINT - Quando eu já estava começando a ficar decepcionado com a recente filmografia daquela figura chamada Woody Allen, eis que ela chega nos entregando uma de suas obras-primas sem qualquer alarde. Filmaço!

OS INFILTRADOS - Só um monstro do calibre de Martin Scorsese para me deixar grudado na cadeira durante 2h30min com uma trama que eu já conhecia de cabo a rabo.

MIAMI VICE - Como filmar com tesão por Michael Mann.

OS TRÊS ENTERROS DE MELQUIADES ESTRADA - Tommy Lee Jones fez bonito em sua estréia no cinema como diretor. Fortemente inspirado por TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA, OS TRÊS ENTERROS... é um belo filme sobre a amizade de dois homens comuns levada até as últimas conseqüências. Atuações fantásticas e cenas inesquecíveis.

CINEMA, ASPIRINAS ® E URUBUS - Pode-se dizer que Marcelo Gomes está entre os poucos realizadores que fazem cinema de longa-metragem no Brasil sem a menor intenção de bancar o intelectualóide ou de fazer novela em formato scope. Esse belo filme sobre o início e o fim da amizade de dois homens comuns foi um dos poucos filmes nacionais vistos este ano que não me deixaram com a sensação de tempo perdido. Ele foi o meu BENS CONFISCADOS de 2006.

A ÚLTIMA NOITE - Muito obrigado, Sr. Altman.

** Top sem ordem de preferência.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Trilha completa de LADY VENGEANCE


Estou me sentindo um verdadeiro mané... o último a saber mesmo. Fui acessar a página oficial deste novo e elogiado filme de Chan-wook Park e acabei me deparando com a trilha sonora completa disponível gratuitamente para download na seção "media". Preciso dividir esse achado com outra pobre alma fã de trilhas sonoras que também ficou todo esse tempo sem saber. Dei uma rápida sacada e a trilha é no mesmo estilo clássico da composta para OLDBOY, o filme anterior da "trilogia da vingança".

Tracklist:

01 - Sympathy For Lady Vengeance
02 - Guemja's Prayer
03 - None of Your Business
04 - A Witch
05 - A Spy
06 - Fatality
07 - Sunny Afternoon
08 - You've Changed
09 - Marble
10 - The Angel
11 - Farewell
12 - Lullaby
13 - The Letter
14 - Crime and Punishment
15 - Pull The Trigger
16 - Wicked Cake
17 - Unhappy Party
18 - Mareta, Mareta No'm Faces Plorar
19 - Sympathy For Lady Vegeance (alternate take)
20 - Lullaby (alternate take)

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Peter Boyle

1935 - 2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

JOINT SECURITY AREA é lançado em DVD


Ano de Lançamento: 2006
Distribuidora: Europa Filmes
Duração: 110 minutos
País/Ano de Produção: CORÉIA DO SUL / 2000
Áudio: Português Dolby Digital 2.0, Português Dolby Digital 5.1, Coreano Dolby Digital 2.0, Coreano Dolby Digital 5.0
Idioma: Coreano, Português
Legenda: Português
Formato da Tela: Widescreen
Processo Digital: Ntsc
Extras: Making-of, Entrevistas, Videoclipe

** Mesmo com o título genérico, temos mais um filme do Chan-wook Park lançado no mercado brasileiro. Antes tarde do que nunca. O disco duplo está custando R$ 29,90 em algumas lojas virtuais.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

É isso aí!

Nacionalistas deviam agradecer Hollywood

IGOR GIELOW
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O aspecto mais curioso do nacionalismo brasileiro é que ele se manifesta por conta dos motivos mais risíveis. Como uma dermatite dormente, só explode em comichão de tempos em tempos, reagindo a "ameaças". Os defensores da nação brasileira agora miram alvo fácil, um filmeco B. "Turistas" mostra uma terra de ninguém em que você pode se dar mal na mão dos locais e acabar sem um rim, talvez coisa pior.
Estereótipos? Bravo nacionalista, passe a noite numa "no-go area" de qualquer cidade brasileira e me conte depois. O filme fantasia sobre eventos que estão no noticiário. A realidade não o incomoda? Ah, mas você usou a camisa do "Eu sou da paz" quando foi moda, ou quando a realidade tocou alguém próximo. Mas sem sair do shopping, ou do jipão blindado, não é? No máximo, deu um trocado para o projeto que um amigo do amigo seu toca naquela favela -qual mesmo?
"Turistas" deve ser tolo, trash. Não sei, só li a respeito. Mas absurdo é acreditar que isso, e não a indecência do nosso cotidiano, irá manchar a imagem pátria. É como se o ótimo "Massacre da Serra Elétrica" (1974) o levasse a crer que o Texas é uma terra de canibais. Há vários motivos para não ir à terra dos Bush, mas medo de virar almoço não é um deles.
O nacionalismo local é burlesco, o que acaba sendo algo bom. Nacionalismo é perigoso. A lista de "ismos" associados a ele fala por si só: fascismo, nazismo, jacobinismo, imperialismo, comunismo e afins.
Nossa variante é tão fajuta que apareceu só depois da formação do Estado nacional, com certeza por ser bom negócio. De tempos em tempos, volta: Estado Novo, ditadura militar e, agora, no governo Lula. Dificilmente haveria um presidente mais adequado para o clima de boicote xenofóbico.
Afinal de contas, Lula não gosta de jornalista gringo que não fale bem do governo (na verdade, não gosta de nenhum que não fale bem), estimula empresa amiga a dizer que "sou brasileira, com muito orgulho", diz que "brasileiro não desiste nunca", exalta a trinca cachaça-feijoada-pagodinho e até torrou US$ 10 milhões para levar um brazuca de carona ao espaço. Na terra dos mensalões, a jequice desfila livre.
Espera-se que Lula não repita FHC e perca seu tempo passando recibo, como o tucano fez com quando os "Simpsons" avacalharam o Rio. Alguém pode perceber, e verá que a matéria-prima para a crítica abunda. Os nacionalistas deviam é agradecer o fato de que Hollywood não nos leva a sério.

*** Agradeço ao amigo André Balaio pelo envio do e-mail com esse ótimo texto.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

quarta-feira, dezembro 06, 2006

ZINGU! # 3 online!!


A nova edição da ZINGU! está tão imperdível quanto as duas anteriores e as que virão. Mas esta é especialíssima. O destaque principal é uma grande figura do nosso cinema brasileiro chamada Ivan Cardoso. O dossiê deste mês foi inteiramente dedicado a ele e conta ainda com uma entrevista muito sincera (e bote sincera nisso...) cedida pelo próprio ao cinéfilo e editor-chefe Matheus Trunk. Há também uma bela homenagem a Jece Valadão, um dos últimos ídolos do nosso cinema, que partiu do nosso plano terrestre na semana passada. Não poderia deixar de recomendar também o comentário do nosso amigo Marcelo Carrard sobre o clássico CANNIBAL HOLOCAUST na sua coluna Cinema Extremo. Enfim, como sempre, tem muito conteúdo legal para o nosso deleite na nova edição desta nova revista online que veio para ficar. Ainda não a li na maneira ideal, mas posso mandar meus parabéns sem nenhum receio a toda equipe mais uma vez.

Acesse: www.revistazingu.blogspot.com

Tô sem palavras!



Exibição especial de VÁ E VEJA no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife.

Data: 21 de Dezembro
Horário: 15h40min

terça-feira, dezembro 05, 2006

MOSTRAS EM RECIFE

Uma pequena prestação de serviço aos amigos e leitores recifenses... fui um pouco atrasado, mas ainda tá valendo. Falou!!

5° FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS

HOJE, dia 05, às 20h20 – Cineteatro Apolo

PARIS, EU TE AMO
Paris Je T'Aime, França, 2006, De Olivier Assayas, Frédéric Auburtin, Gurinder Chadha, Sylvain Chomet, Vincenzo Natali, Joel Coen, Ethan Coen, Walter Salles e outros. Com Juliette Binoche, Sergio Castelitto, Natalie Portman e Ludvine Seigner. Este é um filme coletivo, realizado por 23 cineastas de nacionalidades e estilos diversos, em que Paris é a personagem principal, desvendada através de histórias de amor e situações inusitadas. Cada diretor teve cinco minutos para ilustrar esta maravilhosa homenagem à capital francesa, tendo como suporte um grandioso e irresistível elenco de estrelas internacionais.

110 min. / Pandora / Dolby SR / Inédito / 14 anos / Plano

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quarta-feira, 06

17h50 – A cidade está tranqüila (CINEMA DA FUNDAÇÃO)

20h20 – No calor do verão – (CINETEATRO APOLO)

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quinta-feira, 07

20h – A cidade está tranqüila (2ª exibição) - (CINEMA DA FUNDAÇÃO)

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VIII Festival de Vídeo de PE

Para conferir a programação e maiores informações, clique no link abaixo:

http://www.recife.pe.gov.br/modelo.php?id=168&Tipo=D

Que ridículo...

É por isso que esse país não vai pra frente!!


Protagonista do longa 'Turistas' pede desculpas a Governo e ao povo brasileiro

02/12/2006 13:16:00

O protagonista do filme "Turistas" da Fox, Josh Duhamel, em entrevista ao “The Tonight Show with Jay Leno”, talk show de grande audiência transmitido em cadeia nacional pela NBC, pediu desculpas ao Governo e ao povo brasileiro. O ator elogiou o país e afirmou que o filme não pretende dissuadir as pessoas de visitarem o Brasil.

O longa rodado no Brasil conta a história de um grupo de jovens em férias, que acaba vítima de uma quadrilha de tráfico de órgãos na selva amazônica. O filme estreou sob duras críticas da imprensa dos Estados Unidos.

O Ministério do Turismo planeja reagir contra os efeitos negativos que possam ser criados pelo filme norte-americano “Turistas”, que estreou nesta sexta-feira.

Por meio da Embratur, unidade responsável pela promoção do Destino Brasil no exterior, o ministério do Turismo conta com um plano de ações de relações públicas para minimizar os efeitos negativos do filme à imagem do Brasil – em curso desde o dia 10 de novembro. Trata-se de um programa chamado Monitor Brasil, que acompanha o que é publicado sobre o País na imprensa internacional. A repercussão de Turistas é monitorada nos Estados Unidos.

O Instituto deve utilizar o filme como uma vantagem estratégica, transformando o lançamento em uma oportunidade para fazer uma aproximação com a mídia norte-americana e abordar o Brasil real, suas belezas e cultura. O plano de ações – executado pela Olgilvy PR, parceira da agência de RP que atende o Instituto – inclui a divulgação, a diferentes públicos, de diversos destinos turísticos brasileiros, a começar pelos que são mostrados no filme, como Rio de Janeiro e Bahia.

O acompanhamento de tudo o que é publicado sobre o Brasil é um dos trabalhos que está contribuindo para o aumento da entrada de turistas estrangeiros no Brasil e, por conseqüência, do gasto deles aqui. Neste ano, espera-se que possa cheguar até a US$ 4,4 bilhões a receita gerada ao País pelos visitantes internacionais – recorde sobre os US$ 3,8 bilhões contabilizados em 2005, melhor ano até então.

Filme não foi bem recebido por crítica

"Turistas" da Fox Atomic, braço dos estúdios Fox para um público entre 17 e 24 anos, não foi bem recebido pela crítica. Resenha da revista “Variety”, publicação de referência em cinema, destaca que o filme de horror dirigido por John Stockwell “é mais desagradável que assustador e tem um detestável americano como protagonista”. Diz ainda que é “um filme bobo para ser esquecido”.

Mesma linha segue a crítica do jornal “New York Times”. Diz que “esses estúpidos do horror” levariam chicotadas na prisão se a estupidez fosse crime. Já o “New York Daily Times”, que pede aos leitores para tomarem cuidado com a armadilha de “Turistas”, contextualiza que esta mais nova película de uma lista sem-fim de thrillers de jovens em perigo ao menos oferece a “vantagem visual de uma locação exótica e bela”. Antes mesmo do lançamento no país, “Turistas” também já repercute mal no Canadá. O jornal “Edmonton Sun” comenta que o filme é “surpreendentemente chato e turvo”.

A indústria do cinema tem observado um ressurgimento da popularidade dos filmes de horror nos últimos dois anos. “Turistas” é um entre diversos filmes de horror estreando nos Estados Unidos nos próximos 18 meses, podendo se passar em qualquer país que os norte-americanos considerassem exótico. O próprio roteirista, Michael Ross, em entrevista ao site “Dread Central” (www.dreadcentral.com), declarou que, originalmente, “Turistas” se passaria na Guatemala.

“O filme é uma obra de ficção e acreditamos que o expectador saberá diferenciar a realidade da ficção. A única coisa verdadeira que mostra são as belezas naturais do Brasil”, afirmou a presidente da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires.

Fonte: www.gazetaonline.com.br


** E esses "críticuzinhos" preconceituosos de merda prestam um verdadeiro desserviço ao seu leitor e à imprensa jornalística mundial e só fazem manchar ainda mais o respeito que algumas pessoas tem pela categoria.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A PROFECIA (The Omen, 1976, EUA)

Eu tinha uns 14 anos quando assisti A PROFECIA pela primeira vez. Foi uma experiência cinematográfica particularmente perturbadora e difícil de se esquecer, pois sequer imaginava que filmes de terror poderiam ser tão realistas (desde que a gente entre no clima, lógico). Enfim, eu não estava preparado para o impacto que o filme transmite ao seu espectador, mesmo com a censura batendo com a minha idade na época. E aquela trilha sonora maravilhosamente sinistra de Jerry Goldsmith colaborou bastante para o efeito que ele teve na minha vida de cinéfilo. Aí só fui revê-lo de maneira decente só agora neste finalzinho de 2006, mais precisamente no último domingo. Meus caros, este filme é simplesmente um clássico. Ele já começa mostrando que é caceteiro, com créditos de abertura musicados pela clássica AVE SATANI e a imagem de Damien e sua sombra, que é uma cruz de cabeça para baixo!! Vôte!

A PROFECIA inicia com o diplomata americano Richard Thorn (um memorável Gregory Peck) a caminho do hospital onde sua esposa Katherine (Lee Remick) está internada para trabalho de parto. Chegando lá, ele descobre que o seu filho morreu, mas acaba adotando uma criança nascida no mesmo dia cuja mãe também faleceu através do padre responsável pelo setor de adoções da maternidade sem o consentimento da sua amada. Anos depois da adoção, acontecimentos estranhos passam a fazer parte da rotina da família Thorn e outros personagens como o Padre Brennan (Patrick Troughton, perfeito!), o fotógrafo Keith Jennings (David Warner) e a babá Srta. Baylock (Billie Whitelaw) acabam se envolvendo numa trama inesquecível que nos revela aos poucos de que o pequeno Damien (Harvey Stephens) é, de fato, o filho do demônio.

O filme é exemplar e tem tudo a seu favor. Richard Donner consegue ser simples e elegante ao mesmo tempo na sua direção, contribuindo para a força do roteiro de David Seltzer. O seu objetivo foi fazer exatamente aquilo que me deixou tão impressionado antes e que ficou ainda mais visível nesta revisão: um filme de terror que faz o espectador pensar na possibilidade daquilo tudo acontecer na vida real. Se ficamos apreensivos só de pensar que o demo está presente no nosso planeta como um ser humano, imagina então se ele estivesse no corpo de uma criança? Vôte de novo!

Como falei antes, Gregory Peck tem uma atuação marcante como Richard Thorn e posso dizer que fiquei comovido com seu personagem em vários momentos. E o restante do elenco principal é de uma categoria indescritível. Quem gosta de boas atuações sabe que cada um deles acaba brilhando em alguma seqüência, principalmente Billie Whitelaw e Patrick Troughton que aproveitam ao máximo o seu tempo de cena.

Mas o clima aterrorizante de A PROFECIA não seria tão inesquecível se não fosse pela já citada trilha sonora fodástica (junção de foda com fantástica, enriqueça o seu vocabulário. VÁ E VEJA é cultura hehe) de Jerry Goldsmith. Ela nos provoca de uma maneira que só vendo e ouvindo o filme para crer. As partituras receberam o Oscar de Melhor Trilha Sonora, numa das pouquíssimas vezes que o Oscar fez justiça a alguma produção do gênero. O garotinho Harvey Stephens foi muito bem escolhido e dirigido por Donner, tendo aqui um dos melhores e mais citados desempenhos de um ator mirim. O famoso sorriso dele na conclusão ainda é algo de gelar a espinha. Há ainda uma série de várias cenas antológicas, como a do empalamento, a do zoológico, a do velocípede, os cães no cemitério e a decapitação que é vista através de três ângulos diferentes!! Nelas, a elogiosa montagem do veterano Stuart Baird ganha um merecido destaque.

Se você é fã de terror e ainda não assistiu A PROFECIA, nem queira perder seu tempo com a recente refilmagem (que é até legal e fiel, mas inferior) e assista logo ao original em toda a sua glória.