terça-feira, agosto 01, 2006

VIAGEM MALDITA (The Hills Have Eyes, 2006)



Eu tinha escrito um comentário bem humorado no excelente blog de Marcelo Carrard chamado Mondo Paura (ver links ao lado...), que estava me sentindo um excluído da saudável "sociedade" dos vários - e verdadeiros - fãs do bom e velho cinema de terror por ainda não ter visto VIAGEM MALDITA. Agora posso dizer que não me sinto mais, pois assisti esse belíssimo exemplo de refilmagem feita com carinho e respeito pelo filme original no último domingo. Como muitos devem saber, o longa-metragem é a nova versão de QUADRILHA DE SÁDICOS, um dos filmes mais cultuados de Wes Craven. A trama em si não tem maiores novidades, onde uma família segue viagem de férias em comemoração pelas bodas de prata do patriarca e da matriarca desta. Eles inventam de pegar um atalho recomendado pelo suspeito dono de um posto de gasolina, caem numa armadilha e durante a noite, são brutalmente atacados por um clã de canibais sádicos e deformados.

Tinha várias coisas para postar na frente, mas resolvi aproveitar o tempo e escrever um pouco sobre esta produção que merece destaque. O filme é mesmo bem acima da média e extremamente bem dirigido por um jovem chamado Alexandre Aja. Vindo do merecido sucesso de ALTA TENSÃO, um belo e violento suspense já disponível nas locadoras brasileiras, Aja mostra todo o seu talento na condução de uma história até batida. As únicas falhas de VIAGEM MALDITA são o mal aproveitamento de uma figuraça como Billy Drago e o roteiro que não conseguiu driblar alguns dos clichês mais convencionais do gênero. Nem vale a pena citá-los aqui, pois não pretendo alongar o texto. Concluindo, se você está a fim de ver um filme de terror bom de verdade e sem frescuras, assista a VIAGEM MALDITA. Com boas atuações (requisito fundamental para uma produção do estilo ser bem sucedida, uma excelente direção de fotografia de Maxime Alexandre (anotem esse nome...) e uma trilha sonora inspiradíssima de tomandandy (apreciado por mim desde que assisti a PARCEIROS DO CRIME e UM HOMEM SEM DESTINO, ambos de Roger Avary), ele vale todo o preço do ingresso. Se eu achei a versão censurada - que está sendo exibida nos cinemas - uma pauleira, imagina a desgraceira que vem na sem cortes...

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