domingo, agosto 06, 2006

CINEMA CLASSE B RECENTE

Como muitos devem saber, curto uma boa tralha sempre que possível para "aliviar" um pouco o cérebro dos filmes autorais e "cabeça" que ando assistindo. Sinceramente, não consigo passar um mês sem ver uma divertida bagaceira com o propósito de relaxar e dar umas risadinhas. Vários exemplares do cinema B e Trash funcionam melhor do que muita comédia para mim. Devido a esse meu assumido mal gosto, me decepciono várias vezes com alguns e com outros me vejo sorrindo como um garotinho que acabou de ganhar um doce. Neste post, farei uma rápida revisada em alguns títulos assistidos recentemente.

PTERODACTYL - A AMEAÇA JURÁSSICA (Pterodactyl, 2005): Esse daqui é dirigido pelo casca grossa Mark L. Lester, que nos seus melhores dias realizou os crássicos COMANDO PARA MATAR e OS DONOS DO AMANHÃ e os praticamente desconhecidos JUSTIÇA EXTREMA e SÁDICA PERSEGUIÇÃO estrelados por Scott Glenn. Produzido em associação com o canal televisivo americano SCI-FI, fato que garante estréia na programação, o filme é uma violenta e eficiente diversão B. Quando pegamos a capinha do DVD e lemos a trama pra lá de besta do longa, estranhamos um pouco a censura 18 anos.


A sangreira rola mesmo solta, com decepações e mutilações diversas. O filme pode ser resumido em Coolio (que parece disputar o posto de rapper metido a ator mais tosco do cinema B americano com Ice-T, veja montagem acima) fazendo cara de mau e o restante do elenco lutando para sobreviver dos ataques de um bando de pterodátilos de CGI. O roteiro é muito simplório, cheio de personagens estereotipados, daqueles que todos nós já sabemos quem ou não irá morrer. Ainda temos de aturar um climinha de romance entre um casal aguadinho que só. Vale mais para os afeitos e ver (como foi meu caso hehe) tomando uma biritinha e comendo pipoca. Bobo, direto e divertido, como qualquer filmeco B de criaturas deve ser. Fã de terror e ficção, preste atenção nos sobrenomes dos personagens, que prestam uma homenagem a famosos e influentes autores literários.

Link para a resenha no Erotikill do meu amigo Carlos Afonso: Clique Aqui


CIDADE DO CRIME (Water's Edge, 2003): Tá aí um filme daqueles que enquanto a gente assiste, já pensamos no SuperCine da Rede Globo. Confesso que só peguei ele por causa da gatinha Emmanuelle Vaugier. É mais uma daquelas historinhas de gente da capital que chega numa cidade aparentemente pacata do interior e se mete em encrenca. Nem Vaugier e Daniel Baldwin, que mesmo quando detona na canastrice sai perdendo para o irmão Stephen, ajudam o bastante. Se tivesse apenas um elenco melhor e um pouco mais de empenho na direção, estaria acima da média. Como isso não acontece, resta apenas um filme razoável e sem maiores atrativos.


ARMADILHA DE FOGO (Firefight, 2003): Falando nos Baldwin, acabei dando uma chance a este filme produzido pelo meu querido Roger Corman onde Stephen Baldwin tira onda de bandido. É um daqueles "direct-to-video" padrão que usam imagens de incêndios reais (e de outros filmes, com certeza) para economizar no orçamento. Ele fala sobre um bombeiro que arquiteta um assalto a um carro-forte pensando em pagar as contas do seu pequeno restaurante que está quase falindo. O plano é utilizar um incêndio controlado na floresta local enquanto eles entram em ação. Tudo corre muito bem até que uma gatinha integrante no esquema conta tudo, por livre e espontânea pressão, para o agressivo namorado. O mala, portanto, chama seus coleguinhas para roubar todo o dinheiro do grupo. Se isso não fosse o bastante, o fogo escapa do controle e ocasiona um furioso incêndio que toma conta da floresta durante o desenrolar do roubo. ARMADILHA DE FOGO é daqueles filmes que assistimos quando não temos absolutamente nada melhor para fazer. Embora previsível, passa o tempo numa boa e Stephen Baldwin solta a franga em uma de suas piores atuações. Acredito que nem naquele SNAKEMAN ele esteja tão ruim. O elenco conta com Steve Bacic e Nick Mancuso como protagonistas.


ÁGUIA 1 - O RESGATE: Outra produção do Roger Corman. Com Mark Dacascos, Theresa Randle e participação especial de Rutger Hauer, o longa-metragem vale mais pelos aspectos técnicos do que pelo seu conteúdo. Como alguns devem saber, os filmes de Corman possuem orçamentos bem limitados e este daqui - numa decisão muito acertada - foi inteiramente filmado em câmeras HD. Ele tinha tudo para ser bom, porém acaba sendo um medíocre filme de guerra. As duas piores coisas para qualquer exemplar do gênero são a falta de realismo e cenas de batalha que deixam o espectador entediado. ÁGUIA 1 - O RESGATE tem os dois. Para piorar, o filme evita violência gráfica e Hauer e Randle não convencem como militares. Enquanto o veterano fala com os outros atores como se estivesse na cozinha de sua casa, a bonita atriz negra de GAROTA 6 parece estar desconfortável quando empunha uma arma. Já Mark Dacascos é esforçado e tem o melhor desempenho.

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