segunda-feira, julho 24, 2006

BLOODRAYNE (2006)

Quem diria que BLOODRAYNE sairia até melhor do que muita gente pensava? Está certo que aquele alemão pirado chamado Uwe Boll continua um diretor medíocre e sem a menor criatividade, mas a produção acaba divertindo justamente pelas razões erradas, assim como HOUSE OF THE DEAD que muitos detestaram e me fez rir bastante. Ainda nem tive coragem para assistir ALONE IN THE DARK, só que, diferente de HOD, BLOODRAYNE é uma super-produção. Com elenco principal de caras conhecidas (Kristanna Loken, Michael Madsen, Matt Davis, Michelle Rodriguez e Ben Kingsley) e filmado inteiramente na Romênia, algo que por si só já garante uma atmosfera legal, o longa tem um fiapo de história que deixei logo de lado assim que a ação tomou conta do filme.

A pretensão de Uwe Boll é a verdadeira cereja do bolo. O cara pensa que está filmando um épico!! Na boa, ele devia ficar assistindo a SENHOR DOS ANÉIS direto nos intervalos de filmagem, porque quase todas as vezes que alguém senta a bunda num cavalo começam aquelas tomadas aéreas ao som de umas músicas que também querem ser de filme épico. E a hilária trilha sonora - que toca praticamente o filme todo - é um show à parte, com essas mesmas músicas (e que tem aqueles corinhos chatos de fundo he he he) sendo utilizadas desnecessariamente em várias cenas.

O negócio é mesmo desligar o cérebro e curtir a boa sanguinolência - a cargo do também alemão Olaf Ittenbach, talentoso técnico de efeitos e realizador de filmes pra lá de sanguinários como ALÉM DOS LIMITES (de 2003, lançado há pouquíssimo tempo nas locadoras pela distribuidora Visual Filmes) - as vampiras gatinhas e as pontas de luxo de Geraldine Chaplin (!!!), Udo Kier, Meat Loaf, Billy Zane (canastrão ao extremo, num personagem que entra e sai do filme sem fazer qualquer diferença) e Michael Paré. Isso mesmo, o moçinho do RUAS DE FOGO que agora se dedica a participar de coisas como A VINGANÇA DOS GÁRGULAS (do Jim Wynorski, que me deixou sorridente só pelo trailer) para pagar os cheques.

Ben Kingsley fazendo cara feia e Uwe Boll se achando um diretor sério.

BLOODRAYNE garante divertidos 90min para quem curte cinema classe B. Para melhorar tudo, as cenas de luta não convencem e o elenco pouco se importa com suas atuações. Ben Kingsley, inclusive, tem aqui o seu pior desempenho. Seu personagem é um vampiro chamado Kagan (he he he) que fica sentado o tempo inteiro reclamando e dando ordens. Não duvido nada que todas as cenas dele tenham sido filmadas em um dia. A canastrice rola solta e dá até para ver que Billy Zane se diverte enquanto contracena com Will Sanderson (que está na maioria dos filmes de Boll e aqui faz Domastir, braço-direito de Kagan) por ter descoberto a existência de algum ator pior do que ele.

Podem me chamar de doido, mas a única coisa que fez BLOODRAYNE ser um fracasso tão grande de bilheteria é o nome de Uwe Boll nos créditos de direção. Somente isso, pois Hollywood continua nos empurrando filmes bem piores guela abaixo. VELOZES E FURIOSOS 3 vem aí...

PS: Aviso aos cuecas (e moças interessadas, lógico), Kristanna Loken paga peitinho numa cena de sexo muito sem noção.

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