segunda-feira, junho 17, 2013
Uma excelente 1a. sessão da Recife Exploitation!
Sei que é um tanto cedo para cantar vitória mas não vou negar: a 1a. sessão da "Recife Exploitation", a pequena e simpática mostra que estou realizando até a próxima sexta-feira, 21 de junho, na Sala João Cardoso Ayres (do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco) correspondeu as minhas expectativas. Ah, quem sou eu para ser modesto... a sessão de hoje foi nada menos que sensacional. Ao fim de SUPER FLY, o público já estava completamente extasiado pela saga do traficante Priest, vivido por um majestoso Ron O' Neal, embalada pela excelente trilha do genial Curtis Mayfield. O filme foi recebido com um enorme carinho e respeito por parte dos presentes, que não deixaram de se divertir com ele em nenhum momento. Enfim, missão cumprida e a certeza que a noite de amanhã promete com a sessão de THE STREET FIGHTER, o clássico seminal das artes marciais que merecidamente transformou Sonny Chiba em um astro do gênero.
Sem falar que o rápido encontro que tive com tanta gente querida hoje graças ao lançamento do Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation também não foi careta. Agradeço publicamente aos nobres Kleber Mendonça Filho, Rafael Dantas, Ronilson Araújo e Fernando Mendonça pela aquisição de seus exemplares.
Obrigado de coração a todos os presentes e a todos que não puderam ir, mas estão fazendo questão de divulgar o evento. Até amanhã!
sábado, junho 15, 2013
1o. Recife Exploitation + Lançamento do livro "Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation"
Quem me conhece sabe que não sou um cara orgulhoso, que gosta de ficar contando vantagem e de se achar o fodão. Mas é impossível não se sentir um pouco assim quando textos de sua autoria fazem parte um projeto belíssimo como o "Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation", editado pela Editora Estronho, de Belo Horizonte/MG. Foi com prazer que aceitei o convite feito pelo amigo César Almeida no ano passado, que conseguiu juntar um elenco de responsa para escrever sobre nada mais nada menos que 135 longas metragens de fundamental importância para a história do cinema Exploitation. César já tinha lançado o primeiro "Cemitério Perdido dos Filmes B" em 2009 com textos de sua autoria sobre 120 filmes (!!!!) de gênero, debruçando-se principalmente nos anos 60 e 70, as décadas de ouro para esse cinema. E mesmo se o nobre César tivesse me dito que meus textos estavam abaixo de suas expectativas (não foi o caso, yeah!) e que não daria para me ter neste livro, eu ainda continuaria a recomendá-lo pelo excelente trabalho dos outros autores - o próprio César, Ana Júlia Galvan, Carlos Thomaz Albornoz, Cristian Verardi, Ismael Schonhorst, Laura Cánepa, Leandro Caraça, Leopoldo Tauffenbach, Marco A. S. Freitas, Otávio Pereira e Ronald Perrone - e a lindeza que é o resultado final, cuja concepção visual foi muitíssimo bem cuidada por Marcelo Amado.
Dá gosto em ter um livro como esse na sua coleção. Dá gosto em ter um livro tão especial sobre um tipo de cinema que não consegue o merecido espaço na mídia brasileira. Mas tudo indica que as coisas devem mudar após a chegada do nosso "Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation" nas prateleiras de gente que já admira essas produções e de outras pessoas que estão dando os seus primeiros passos rumo a um aprofundamento no surpreendente universo do Exploitation e todas as suas vertentes. Que venham os próximos volumes! Esse é apenas o segundo!
Vamos continuar falando de coisas boas: eventos de lançamento estão sendo realizados por todo o país graças ao esforço de seus autores e editores. O primeiro deles se deu em Porto Alegre/RS no último 18 de maio durante o Fantaspoa - Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Já o segundo se dará aqui em Recife na Sala João Cardoso Ayres com o apoio do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco) entre 17 e 21 de junho e o terceiro se estenderá pelo mês inteiro de Julho na Biblioteca de Literatura Fantástica Viriato Corrêa em São Paulo/SP.

A programação especial da 1a. Mostra Recife Exploitation celebrará o lançamento do "Cemitério" com a exibição de seis filmes comentados no livro sempre a partir das 19h. Fiz questão de enfatizar o caráter internacional destas produções: foram escolhidos 2 longas americanos (SUPER FLY e BANQUETE DE SANGUE), 1 mexicano (HASTA EL VIENTO TIENE MIEDO), 1 japonês (THE STREET FIGHTER), 1 italiano (O VENTE NEGRO DA TARÂNTULA e 1 brasileiro (que será o nosso 'Filme Surpresa', vocês não perdem por esperar!!). A entrada é franca (mediante lotação da sala – 50 lugares). Seguem abaixo a programação e comentários de minha pessoa sobre os filmes a serem exibidos:
SEGUNDA-FEIRA - 17 de Junho
19h LANÇAMENTO DO LIVRO "Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation"
19h30 SUPER FLY (1972)
Um dos mais influentes e admirados títulos do cinema Blacksploitation americano, realizado na esteira do sucesso de SHAFT (1971) de Gordon Parks, pelo filho deste, Gordon Parks Jr., em sua estréia como diretor. Mas enquanto Shaft era um policial, o protagonista de SUPERFLY é um carismático criminoso. Interpretado por um inspiradíssimo Ron O'Neal (ator que ficou eternamente marcado pelo personagem), Priest é um traficante de drogas que sente que a sua boa vida está chegando ao fim. Se Priest continuar no ramo, ele terminará morto ou preso. Portanto ele bola um plano para ganhar muito dinheiro em pouco tempo e se aposentar. O porém é que deixar a vida das ruas não será tão fácil quanto Priest imagina.
DVD, legendado em português, 93 minutos.
TERÇA-FEIRA - 18 de Junho
19h THE STREET FIGHTER (1974)
Poucos personagens são tão cascas grossas quanto Terry Tsurugi. E poucos atores convenceram tanto em um desses papéis quanto Sonny Chiba. Terry é um perigoso mercenário expert em artes marciais que tem o prazer de espancar gente no café da manhã. E por mais que o seu ator mande ver nas caretas, o espectador segurará o riso quando notar que o sujeito não é muito fã de brincadeiras. A trama - que envolve o sequestro da filha de um falecido milionário - não passa de uma desculpa esfarrapada para Tsurugi passar o filme inteiro descendo a mão nos imbecis que tiveram a péssima idéia de ferrar com ele. Um dos longas favoritos de Quentin Tarantino que homenageou o filme e seu intérprete de Terry Tsurugi não uma, mas duas vezes: a primeira em seu roteiro para AMOR À QUEIMA ROUPA de Tony Scott onde vemos o protagonista assistir a esse longa numa cinema de quinta categoria e a segunda quando escalou Chiba para fazer uma honrosa participação especial em KILL BILL. O esmagador sucesso mundial de THE STREET FIGHTER gerou duas continuações e uma série 'spin-off' SISTER STREET FIGHTER que conta com quatro (!!!!) filmes.
DVD, legendado em português, 91 minutos.
QUARTA-FEIRA - 19 de Junho
19h O VENTE NEGRO DA TARÂNTULA (1971)
Essa produção de Marcello Danon não desapontará os fãs de um bom Giallo. O VENTRE NEGRO DA TARÂNTULA tem absolutamente tudo que se pede de um bem sucedido exemplar do subgênero: um sádico assassino que sempre aparece vestido com chapéu, sobretudo e luvas amarelas cuja identidade apenas será revelada no final; MUITA nudez feminina; uma inspirada trilha sonora e uma fotografia que tem a obrigação de ser excelente para contar a história de um protagonista obcecado que se envolverá em um caso que é bem mais complexo do que aparenta ser. Giancarlo Giannini interpreta o inseguro policial que investiga os cruéis assassinatos de um psicopata que utiliza-se da acupuntura para fazer com que suas vítimas - todas mulheres, sem exceção, conforme a cartilha do estilo - continuem vivas no momento em que ele rasga as suas barrigas com uma faca. Destaque para a presença de não uma, nem duas, mas três 'Bond Girls' que embelezarão a já rica experiência visual de se assistir ao longa: Claudine Auger, Barbara Bach e Barbara Bouchet. É essa última que protagoniza a inesquecível sequência de abertura, onde vemos o seu corpo nu sendo massageado ao som de um marcante tema composto pelo genial Ennio Morricone. São menos de 5 minutos que contém mais erotismo do que filmes inteiros dedicados ao gênero.
DVD, legendado em português, 97 minutos.
QUINTA-FEIRA - 20 de Junho
19h HASTA EL VIENTO TIENE MIEDO (1968)
DVD, legendado em português, 88 minutos.
SEXTA-FEIRA - 21 de Junho
19h BANQUETE DE SANGUE + (Filme surpresa)
Existe uma infrutífera disputa entre os admiradores do norte-americano Herschell Gordon Lewis e do nosso José Mojica Marins a respeito de qual dos dois seria o maior pioneiro no uso da violência explícita no cinema. Ambos tem a sua fundamental importância e ambos tem uma proposta que se mostra radicalmente contrária a do outro. Enquanto Mojica utiliza-se dela para causar um desconforto psicológico no espectador, Lewis utiliza-se dela para causar um desconforto gerado pelo excesso e pelo - assumido - mau gosto. E foi com BANQUETE DE SANGUE que Lewis e o produtor David F. Friedman escreveram seus nomes na história do Exploitation ao criar o primeiro filme 'Gore' da história, repleto de inépcia, imaginação, diálogos hilariantes, péssimas atuações e muita, mas muita cara de pau. Resumindo: um dos filmes mais obrigatórios de toda a mostra.
DVD, legendado em português, 67 minutos.
Nos veremos por lá!
Obrigado, Carlão!
Carlão pode ter partido de nossa existência mas continua vivíssimo no coração e no pensamento daqueles que tiveram o prazer de conhecê-lo através de seus filmes, de seu inesquecível blog - que celebrou e valorizou (sem exageros) o surgimento de uma nova geração de jovens pensadores de cinema - e melhor ainda, pessoalmente.
Só o encontrei em pessoa uma única vez quando ele esteve em Recife para participar do Cine PE de 2005 com BENS CONFISCADOS. Nos falamos muito pouco, mas foi o suficiente para apertar a sua mão, agradecer a esse grande sujeito pelo belo filme que tinha acabado de ver e escutar um entusiasmado "Osvaldo, genial te ver por aqui". Eu, um moleque de 20 anos que tinha inventado de começar a escrever e propagar cinema de gênero e independente já tinha Carlão como um apoiador deste 'hobby' que, aos poucos, tornou-se uma missão de vida. Devo muito a ele o fato de eu continuar atuante até hoje.
Obrigado por tudo, Carlão. Tu és o cara!
sexta-feira, junho 07, 2013
Um impressionante faroeste de Monte Hellman é o destaque do Cineclube Dissenso deste sábado, 08/06
Depois da parceria do Cineclube Dissenso com a Mostra Cinema Português Contemporâneo, retomamos nossas atividades regulares, com a exibição de uma peça emblemática da história do cinema independente norte-americano dos anos 1960, "Cavalgada no Vento" (EUA, 1965), do diretor Monte Hellman. A sessão acontecerá amanhã (sábado, 8), a partir das 14h, na Sala João Cardoso Ayres (Fundação Joaquim Nabuco, Derby). A entrada é gratuita.
O longa, também conhecido por aqui como "A Vingança de um Pistoleiro", é notório por ser um dos primeiros trabalhos de destaque do diretor Monte Hellman (Cockfighter, Corrida Sem Fim), que se uniu a um então jovem e desconhecido ator chamado Jack Nicholson para a produção de dois faroestes de baixo orçamento filmados simultaneamente em Utah, Arizona. O outro filme seria o delirante "Disparo para Matar" (EUA, 1966), com roteiro de Carole Eastman e elenco encabeçado por Warren Oates. "Cavalgada..." é estrelado por Nicholson - que também assina o roteiro - e um excelente Cameron Mitchell, ambos interpretando dois caubóis errantes que são perseguidos impiedosamente por um crime que eles não cometeram.
Segue abaixo um texto sobre o longa escrito pela minha pessoa para o especial Monte Hellman do blog O DIA DA FÚRIA:
http://diadafuria.wordpress.com/2012/03/23/cavalgada-no-vento-ride-in-the-whirlwind-1965-monte-hellman/
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domingo, maio 12, 2013
Feliz Dia das Mães
Quatro sugestões simpáticas para o dia de hoje.
Dois longas
Mother's Day (1980), de Charles Kaufman
Mamãe é de Morte (Serial Mom, 1994), de John Waters
Dois curtas
The Closet, de Drew Daywalt (2011)
Mamá, de Andy Muschietti (2008)
Tenham um ótimo domingo recheado de amor e carinho pelas suas mamães. :)
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Troma
sexta-feira, março 22, 2013
O cinema extremo de Shinya Tsukamoto é o destaque do Cineclube Dissenso neste sábado, 23/03
Na tarde do último sábado, o público do Cineclube Dissenso prestigiou uma sessão-homenagem a Nagisa Oshima, com “O Homem Que Deixou Seu Testamento No Filme” (1970). Neste sábado, 23 de março, às 14h, o Dissenso apresentará no Cinema da Fundação o trabalho de outro diretor japonês, atuante em um determinado tipo de cinema que possui realizadores e espectadores fiéis em todos os seis continentes do mundo. Trata-se do cinema extremo. Em poucas palavras, os filmes que representam essa tendência geralmente colocam seus personagens em situações absurdas, impensáveis e – por quê não? – extremas. Essas produções também costumam contar com uma boa dose de ‘gore’, sexo e violência.
Evidentemente, o uso dessas características varia de diretor para diretor e Shinya Tsukamoto, realizador de HAZE (2005), filme apresentado na tarde deste próximo sábado, 23/03, costuma explorá-las para fazer com que o espectador se sinta imerso no estado mental dos personagens. A premissa deste horror minimalista é simples: homem acorda em uma pequena sala da qual ele praticamente não consegue se mexer direito, sem lembrar do próprio nome e de como veio parar nela. O que vem a seguir é um verdadeiro pesadelo filmado com o personagem sendo vítima de uma série de torturas físicas e psicológicas.
A rápida sinopse acima pode lembrar de filmes como “Cubo” (Vincenzo Natali, 1997) e “Jogos Mortais” (James Wan, 2004), também inspirados por um clássico episódio da série “Além da Imaginação” (Five Characters in the Search of an Exit, de Lamont Johnson), mas o que Tsukamoto busca em HAZE é a criação de uma atmosfera agonizante, que pode beirar o inassistível para alguns espectadores. E ele consegue ser bem sucedido, tanto por seu talento na condução de uma história que não aparenta situar-se em um cenário tão limitado quanto por sua inspirada atuação como o desesperado protagonista. Os constantes planos fechados feitos pela câmera inquieta de Tsukamoto só reforçam um forte sentimento de claustrofobia que está presente durante a maior parte da duração do filme.
HAZE foi, originalmente, um curta de 25 minutos feito para a tradicional coletânea “Digital Short Films by Three Filmmakers”, apresentada anualmente pelo Jeonju International Film Festival da Coréia do Norte, onde também participaram os realizadores Apichatpong Weerasethakul e Song Il-gon. Para lançamento em outros festivais e em DVD, Tsukamoto montou uma versão estendida, de 50 minutos. É essa versão que será exibida na tarde deste sábado no Cineclube Dissenso, com entrada franca.
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segunda-feira, janeiro 28, 2013
Walter Ruether abre o jogo sobre SCREAM MACHINE
Bem antes de eu sequer ouvir falar em V/H/S, a recente e decepcionante antologia que terminou sendo um sucesso inesperado no ano passado, Walter Ruether já tinha me contado sobre seus planos de fazer SCREAM MACHINE em nossa 1ª. entrevista, publicada no final de 2011. Walter é realizador de antologias de baixíssimo orçamento dotadas de um mal gosto completamente intencional, “horror host” com o personagem Scarlet Fry e também trabalha para a distribuidora Chemical Burn como vice-presidente de aquisições. O segmento de ligação desta nova antologia tem como destaque a presença de um videocassete assombrado. Sinceramente, eu não faço a menor ideia de como Walter lidou com isso, mas o filme já se encontra finalizado, com lançamento garantido em breve e o realizador bateu um papinho conosco sobre SCREAM MACHINE e seus futuros projetos.
VeV – Em nossa última entrevista, você nos contou sobre SCREAM MACHINE. O filme é a sua quarta antologia de horror. Podemos dizer que ele será diferente de HORRORAMA, JUNKFOOD HORROR FEST e NIGHTMARE ALLEY, já que esses filmes tinham momentos de um horror mais ‘pastelão’, influenciado por H. G. Lewis?
Nós decidimos fazer uma antologia mais interessante então decidimos cortar o personagem do apresentador. SCREAM MACHINE tem o velho segmento de ligação que tenta unir todas as histórias do filme. É como se fosse uma volta para os tempos das antologias da Amicus, será demais e no mesmo estilo de filmes como o recente V/H/S, apesar de nós termos vindo com a idéia primeiro e de outros terem lançado seus filmes antes da gente, mas SCREAM MACHINE é uma antologia original e da velha guarda, estilo Grindhouse. As nossas histórias são as seguintes: "Regenerate", "Lepus", "Kim", "Suburban She Freak" e "Christmas Crampus".
VeV - Scarlet Fry aparece no filme em algum momento?
![]() |
| Scarlet Fry em "Nightmare Alley" |
Não. Não existe a figura do apresentador, mas eu interpreto dois papéis diferentes no filme.
VeV – Conte-nos quais foram os maiores desafios que você encarou durante a filmagem dos curtas que formam o corpo de SCREAM MACHINE.
Basicamente nós tivemos a história original do segmento de ligação alterada por causa de restrições orçamentárias. Tirando isso, todo o restante foi tranquilo. Levantar dinheiro para o filme não foi fácil, mas conseguimos.
VeV – Além de seu próprio longa, você também aparece como ator em outra antologia recente, VOICES FROM THE GRAVE. Fale um pouco sobre esse filme.
VeV – Você pode nos falar sobre alguns dos próximos lançamentos da Chemical Burn?
Com certeza! Em 2013 nós lançaremos algumas maravilhas como BLOODLINE, SLOPPY THE PSYCOTHIC e KILLER BIKER CHICKS. Não vai demorar muito, tudo será lançado em breve.
VeV – Depois de SCREAM MACHINE, você tem algum outro projeto em mente?Depois deste filme eu darei um tempo nas antologias e farei um longa inteiro. Pense em uma mistura de CISNE NEGRO com RE-ANIMATOR. Ok? É por aí (risos). Também farei um drama baseado em fatos reais sobre o meu avô Dutch Ruehter, que foi membro do time dos Yankees de 1927, o melhor time de baseball de todos os tempos. Ele também era amigo de farra do Babe Ruth, então você pode apostar que eu tenho uma bela história para contar.
Agradecemos a Walter Ruether pelo tempo concedido para a entrevista.
A seguir, mais imagens dos bastidores e um teaser de SCREAM MACHINE!
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Walter Ruether
sexta-feira, novembro 30, 2012
POPATOPOLIS no Cineclube Dissenso!
Se o caro leitor já varou madrugadas insones assistindo a tudo que era exibido na TV, então saiba que as chances de você ter assistido a um filme de Jim Wynorski são enormes. Esse prolífico realizador norte-americano de filmes B com mais de 26 anos de carreira terá um pedaço de sua vida pessoal e profissional exposta em POPATOPOLIS (2009, EUA), de Clay Westervelt, que o Cineclube Dissenso exibe no próximo sábado, às 14h, EXCEPCIONALMENTE na sala João Cardoso Ayres (no primeiro andar da Fundação Joaquim Nabuco). O documentário acompanha os bastidores de um de seus inúmeros filmes eróticos feitos para TV a cabo: AS BRUXAS DE PEITOSWICK. Isso mesmo, você não leu errado.
BRUXAS... marca a primeira vez que Jim Wynorski produz um longa inteiro em apenas três dias. Trata-se de um desafio que até mesmo um cineasta destemido como ele poderia ter receio de encarar. Mas Wynorski não é conhecido por recusar desafios, ele segue em frente e encara a produção com um elenco reduzido e uma equipe de três caras. Como o cronograma e o orçamento são curtíssimos, conflitos ocorrem e eles não deixam de ser registrados pela câmera de Westervelt, com destaque para o protagonizado pela atriz Julie K. Smith durante a gravação de uma cena de diálogo que acaba se alongando mais do que o necessário. É um momento do documentário que termina sendo tão incômodo para o espectador quanto para todos os envolvidos na filmagem.
Entrevistas com amigos e colegas de trabalho de Wynorski intercalam cenas dos bastidores do "filme dentro do filme". Dentre os entrevistados, temos o Papa dos filmes B, Roger Corman, mentor do cineasta; o diretor Andy Sidaris (alguém que merecia o seu próprio documentário); Julie Strain, Monique Parent e Julie K. Smith, musas do famigerado Cine Privé e a atriz pornô Stormy Daniels, radiante por fazer o seu primeiro filme 'mainstream'. Nem mesmo Teresa Wynorski, a mãe de Jim, escapou de ser abordada para responder algumas perguntas sobre a vida e carreira de seu querido filho. Serão esses entrevistados que farão POPATOPOLIS ser mais do que uma jornada pelos bastidores de uma produção de orçamento ridículo. O longa é enriquecido com as sensíveis opiniões destas pessoas sobre o estado atual do cinema B.
Já exibimos um filme de Wynorski em uma de nossas sessões surpresa em 2011: VAMPIRO DAS ESTRELAS. O público que compareceu naquela sessão estará mais familiarizado com o realizador, mas POPATOPOLIS pode ser fascinante também para quem jamais ouviu falar de Jim Wynorski e para todos aqueles que estão interessados em realizar os seus próprios épicos de zero orçamento. As caídas de queixo estão garantidas com a impressionante saga de Wynorski para completar um filme em três dias. POPATOPOLIS será exibido na tarde deste sábado 01 de dezembro, às 14h na Sala João Cardoso Ayres na Fundação Joaquim Nabuco.
Entrevista feita com o diretor Clay Westervelt
SERVIÇO
Cineclube Dissenso
Popatopolis (EUA, 2009), de Clay Westervelt
Sábado, 01 de dezembro de 2012 - 14h
Sala João Cardoso Ayres
Sessão gratuita seguida de debate
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Jim Wynorski
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